Monday, January 31, 2011

Não pode de modo algum ser
ele(a), elas(es) sabem, podem e nós não;
nem tão pouco pode luta connosco próprios ser,
nem ainda conformação com padrão
de outros ou nosso, nem repressão
de desejos, invejas, ambição.
Serenidade da mente não
é pelo esforço, pela luta, pela tensão.
Nem sequer vale a concentração
nos princípios, nas ideias, na tradição,
nas imagens, nos símbolos excluindo tudo o mais.
O que se quer mesmo, portanto, é a compreensão
do facto pela escuta em silêncio,
sem concordar nem discordar, com todo o nosso ser,
não meramente o entendimento verbal, intelectual.
Compreensão é a verdadeira liberdade,
mesmo a libertação disto ou daquilo só sendo pela total
COMPREENSÃO.
Exclusão ou inclusão,
atenção ou concentração
dependem, é claro, da situação,
tendo em conta a função.

Mestres e discípulos de nós
próprios, sem gostarmos
ou não gostarmos;
grande liberdade, sem nós.

Naturalmente, inevitavelmente,
suavemente, adequadamente,
compreensivelmente, atentamente,
activamente ou descansadamente.

Compreensão clara, não do eu central,
mas do silêncio total,
sem concordar ou discordar:
compreensão que é acção.

Friday, January 28, 2011

Não tem comparação
a energia da grande atenção
com a do esforço da tensão,
não lhe resistindo nenhuma má habituação.

Wednesday, January 26, 2011

A verdadeira felicidade,
o verdadeiro gozo,
a verdadeira alegria,
o verdadeiro prazer
residem na beleza, na ternura,
na bondade, na profundidade,
não no efémero, na possessividade,
no egoísmo,na maldade.
E, bondade é atenção
ao agora.
O amor é eterno:
mortos para o que não
é amor,
morte é sem dor,
e, intemporais somos.
Onde só existe o amor
da grande atenção
do agora, não
pode haver nem contradição,
nem conflito, nem dor,
nem prazer com dor:
só felicidade,
gozo, alegria e prazer
verdadeiros.

Tuesday, January 25, 2011

Pensar quando é mesmo necessário;
não pensar quando pensar é prejudicial.
Pensar criativa não mecanicamente.
Completa atenção sem deformação.
Completa liberdade, não apego a tribos,
famílias, nações, religiões, tradições,
bandeiras, causas... Nem sequer a nós mesmos.
Sem nos acomodarmos... Nem nos revoltarmos...
Despertos, sensíveis e inteligentes
por sabermos quando somos estúpidos.

Monday, January 24, 2011

Sem censuras nem justificações observamos e observamo-nos, e, o amor...
Verdadeiros seres humanos livres é o que se quer e não máquinas treinadas para certas ocupações e por fim morrerem. Todos, mas mesmos todos, ladrões e roubados incluídos, sofremos porque somos Todo: só compreendendo todos isto, sem justificações nem censuras pode acabar o sofrimento e vigorar o sereno êxtase, sem dor.
Eternidade é sem pensamento: não há tempo quando não há pensamento. O que produz o tempo é pensar, pensar no que aconteceu ou não aconteceu ontem e no que pode ou não acontecer amanhã.
Pensar nas coisas ou nas pessoas torna-os importantes, dá-lhes continuidade. Já ficar quieto, pela compreensão, é o fim do medo, do prazer e da dor, mas, não o fim da vida nem do êxtase, claro.

Friday, January 21, 2011

Um pequeno esforço, e, vendo que somos um com a árvore, um com o pensamento cessa a ideia de que somos separados, e, ficamos bem unidos, sem divisão, conflito algum: então cooperamos quando é para cooperar e não cooperamos quando não é para cooperar.
E, coisas complexas, como as mentes ou outras só se compreendem quando somos muito simples, olhando o problema sem conclusões, opiniões, respostas, suposições e teorias conhecidas/preconcebidas. As soluções estão nos problemas e só neles.
Está tudo unido, tudo faz parte do mesmo Todo, não podemos pois gostar realmente de uns e não gostar de outros: se verdadeiramente amamos alguém/algum ser vemos que está tudo unido e gostamos de todos. Mas, se nos dizem que está tudo fragmentado e acreditamos nisso, aí começa o conflito, o problema.
Não faz pois nenhuma diferença ganhar um(a) ou outro(a): sofrem ambos do mesmo mal, o do conflito.
Mas, no amor\amizade verdadeiros não há divisão/conflito, não há teu e meu, eu e tu, e, também não existe medo.
Como termos esse amor? Não é bom indicar caminhos, mas, observando-nos a nós mesmos profundamente talvez surja esse perfume, esse amor. Uma flor cheia de perfume partilha-o com todos, assim é a pessoa transbordando de amor.
A vida é extraordinária, gloriosa:
falo da vida com morte/descanso, claro,
da vida completa. Da vida em que corpo,
mente e espírito são unos;
da vida em que bom e mau nunca estão
divididos. Da vida em que não
há opostos.
Da vida da plena liberdade séria
com humor e amor.

Thursday, January 20, 2011

A ordem é fundamental,
interior e exteriormente,
e, não é de qualquer ordem,
é duma ordem completa e matemática
que precisamos;
mas, a ordem só surge pela observação,
com toda a atenção,
da desordem, jamais por tentarmos
adaptar-nos a padrões
que outros ou nós próprios consideramos ordem.
Da observação,
da tomada de consciência da desordem
é que nasce a grande ordem.
O mesmo para a justiça, a vigilância,
a humildade, a beleza, a inteligência,
o trabalho, a sensibilidade,
a paz, a criatividade,
o progresso, a serenidade...
E, o prazer pode tirar ou fazer dor.
E, não andemos sempre a perguntar
como, que é forçagem: a mente que está serena
sem ter sido forçada, por ter compreendido
é muito activa, sensível, desperta e penetrante,
agora andar sempre a indagar "como" é divisão,
mecânica mortífera.

Wednesday, January 19, 2011

O caminho da humildade
não é, não pode ser o cultivo da humildade,
mas, seguramente que é vermos mui bem
que somos, caso o sejamos, orgulhosos,
presunçosos e vaidosos.

Tuesday, January 18, 2011

Medo de chegar
ao fim do superficial,
do medíocre?
Medo da morte?
Que irracional!
Morrer é só descansar,
para continuar,
para aprender,
para crescer,
para realmente viver,
não para desaparecer!!

Monday, January 17, 2011

Começando por as divisões vermos
dos nossos conflitos sem escolhermos,
sem tomarmos partido, sem esquecermos
as demais divisões, é mui bem agirmos,
é levarmos os conflituosos à união,
que ficam como nós na grande razão,
e, é beleza, justiça, paz e paixão.

Sunday, January 16, 2011

Na origem, no original
não há pensamento,
e, é no original
que está o discernimento.

É do tempo, o pensamento,
que cria coisa temporal.
Mas, o original
é eterno, intemporal,
sempre sem mal.
Primeiro, o espaço entre nós e o observado conserva-se quando observamos, escutamos, tocamos, cheiramos, saboreamos sem rejeitarmos nem aceitarmos, e, depois, dá-se a fusão entre o observado, o escutado, o tocado, o cheirado, o comido/bebido e nós.
Buscar o prazer não só não é o fim do sofrimento como é geralmente mais sofrimento. O que não quer dizer que devamos ficar inactivos: certamente que temos de nos alimentar, cheirar, tocar, escutar, observar, proteger de agressões, descansar, meditar... Ou, que não haja um gozo, um prazer sem dor. Mas, é sem ser procurado.

Monday, January 10, 2011

Por mim dispenso
a crise aguda e permanente
a fim de estar sempre profundamente
desperto: descanasar é bom, penso.

Mas, isto deve ser
mera reação ao meio:
realmente, Portugal, e não só, está, creio,
tão dormente, que não vê que mui roubado está a ser.
Para a grande melhoria, de tudo/todos a observação
silenciosa, acordados e a dormir, com total atenção,
é tão crucial, tão determinante, tão importante,
ou mais, como agir com toda a correcta acção,
no momento certo, Violante.

Saturday, January 08, 2011

A essência da boa, não violenta revolução
é a não admissão do tempo com suas mudanças evolutivas,
suas reformas, suas buscas de ideais nunca atingíveis:
contar com o tempo é continuar tudo sempre na mesma mediocridade
sobre outra forma.
Não portanto gradualmente, mas, Agora, pela beleza e pelo extraordinário
do Real e do Verdadeiro.
E, muito menos por ajustamento das mentes a padrões previamente definidos por
revolucionários da direita, da esquerda ou da centro, o que é mais uma vez o mecânico e o morto no lugar do criativo permanente.
Nem sequer se trata de acabar com corruptos pela violência, nem tão pouco de os deixar actuar livremente na sua astúcia, fealdade e ânsia de poder, mas, de os escutarmos e observarmos, bem como a nós mesmos, a todo o momento e com atenção muito cuidadosa, de modo a todas as coisas e todos os pormenores serem revelados, seja nos rostos, nos olhares, nas palavras,nos silêncios, nas fugas,nas acções, nas omissões... sem nenhun recanto ficar por observar, tudo devendo vir à luz.
A grande sensibilidade, obviamente,só se manifesta com todo este escutar, mas não só, também todo o olhar, todo o tocar,todo o cheirar,todo o saborear...
E,grande sensibilidade é igual a mente extremamente aguçada, clarividente, actuante, sem necessidade de grande esforço e conflito, a própria corrupção, que é egoísmo, cessando e sendo substituída pelo amor, pela beleza e pelo humor.

Thursday, January 06, 2011

Os cortes nos salários que o Governo está a fazer aos funcionários públicos portugueses são inconstitucionais, por violarem pelo menos os seguintes princípos:

a) Da garantia

“ Artigo 59.º, n.º3:
Os salários gozam de garantias especiais, nos termos da lei.”
Será preciso dizer que cortar os salários é precisamente o oposto de garantir especialmente os salários? Como pode alguém, perante princípio tão claro, sugerir ou dizer que cortar nos salários não é violação, qual horrenda pedofilia, deste grande princípio da Constituição Portuguesa?

b) Da igualdade

"Artigo 13.º

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual".

Efectivamente, viola claramente este princípio da igualdade serem somente os funcionários públicos e não também os funcionários privados e os patrões a contribuírem para o desígnio da eliminação do déficit do Estado, como se tal déficit existisse somente por causa dos funcionários públicos menos bons e não também por causa dos empréstimos e isenções às empresas, dos poucos impostos pagos pelos bancos, dos subsídios de desemprego e reformas pagos pelo estado aos funcionários privados e das milhares de empresas falidas tantas vezes por culpa de maus empregados e com patrões sem pagarem impostos e dívidas. Ou, então, como se o Estado não fosse efectivamente, e neste caso, todos os portugueses…

Pelo que, os meritíssimos juízes dos tribunais para os quais os sindicatos representativos dos funcionários públicos estão apelando só podem, sem medo da maioria dos políticos que persistem em tão má e injusta governação, declarar esta mesma inconstitucionalidade.

E, admitir sequer que os senhores juízes julguem pelas suas simpatias políticas ou outras ou é pessimismo, do género de: «as coisas estão más e ainda vão piorar mais» ou cinismo, muito má fé.
Os cortes nos salários que o Governo está a fazer aos funcionários públicos portugueses são inconstitucionais, entre outros motivos, como os da confiança e da intangibilidade ou irredutibilidade dos salários, por violarem o artigo 13.º da Constituição:
"Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual".

Efectivamente, viola claramente este princípio da igualdade serem somente os funcionários públicos e não também os funcionários privados e os patrões a contribuírem para o desígnio da eliminação do déficit do Estado, como se tal déficit existisse somente por causa dos funcionários públicos menos bons e não também por causa dos empréstimos e isenções às empresas, dos poucos impostos pagos pelos bancos, dos subsídios de desemprego e reformas pagos pelo estado aos funcionários privados e das milhares de empresas falidas tantas vezes por culpa de maus empregados e com patrões sem pagarem impostos e dívidas. Ou, então, como se o Estado não fosse efectivamente, e neste caso, todos os portugueses…

Pelo que, os meritíssimos juízes dos tribunais para os quais os sindicatos representativos dos funcionários públicos estão apelando só podem, sem medo da maioria dos políticos que persistem em tão má e injusta governação, declarar esta mesma inconstitucionalidade.

E, admitir sequer que os senhores juízes julguem pelas suas simpatias políticas ou outras ou é pessimismo, do género de: «as coisas estão más e ainda vão piorar mais» ou cinismo.

Wednesday, January 05, 2011

Grandes, inspirados, reais,
justos momentos nas artes,
na política, na vida...
Sem medo, em liberdade
compreensiva, descobrindo
a verdade por nós próprios,
em primeira mão, originais...
Sérios por não desistirmos,
até à raiz das coisas irmos,
florescendo em beleza,
em justiça, em bondade...
Escutando no instante,
captando imediatamente
todo o significado
do que se está a ouvir
e do que não se está a ouvir...
Não podemos considerar a coisa/pessoa para onde fugimos mais importante do que a pessoa/coisa donde fugimos; verdadeiramente, fugir não adianta nada.

Tuesday, January 04, 2011

Os cortes nos salários que o Governo está a fazer aos funcionários públicos portugueses são inconstitucionais, entre outros motivos, por violarem o artigo 13.º da constituição:
"Artigo 13.º
Princípio da igualdade
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual".

Efectivamente, viola claramente este princípio da igualdade serem somente os funcionários públicos e não também os funcionários privados e os patrões a contribuirem para o desígnio da eliminação do déficit do Estado, como se tal déficit existisse somente por causa dos funcionários públicos menos bons e não também por causa dos empréstimos e isenções às empresas, dos poucos impostos pagos pelos bancos, dos subsídios de desmprego e reformas pagos pelo estado aos funcionários privados e das milhares de empresas falidas tantas vezes por culpa de maus empregados e com patrões sem pagarem impostos e dívidas.

Pelo que, os meritíssimos juízes dos tribunais para os quais os sindicatos representativos dos funcionários públicos estão apelando só podem, sem medo da maioria dos políticos que persistem em tão má e injusta governação, declarar esta mesma inconstitucionalidade.

Monday, January 03, 2011

A morte só existe quando queremos
continuidade, que é insónia,
falta de morte para a memória,
retratos, fórmulas, crenças.
E, pensar pouco se pode sobre
a «essência espiritual», de outro modo
ela não mais é do que mais um fruto do pensamento,
uma ilusão.
Morrendo a cada segundo para cada prazer, cada dor, cada
hábito, bons ou maus, então sabemos por nós mesmos
o que existe para além da morte...e, que é a Vida!
Ambição, competição, vir a ser são sofrimento, e,
onde existe sofrimento e por falta de amor
nada se cria, nada medra, nada floresce...
E o facto é que tem de ser soberano, não as palavras,
os símbolos, as opiniões, as avaliações, as imagens, as memórias.
E, que beleza não há em vermos as coisas como elas deveras são!

Sunday, January 02, 2011

Queres ainda ser eterno,
ou, já nem por isso? Ainda queres?
Então, há que veres tempo como ele é.
Não amanhã, portanto, mas agora;
não ontem pois, mas agora.
Só o Agora, e... Eternidade!
Sim, sim sem passado e sem futuro
porque incrivelmente unos, plenos de riqueza,
de amor, de energia, Agora.
Mas, se é o ideal além e nós aqui,
o mal, a dor, a morte além e nós aqui
então é o medo e o enredo no tempo outra vez.
Não tens tempo? Ótimo!
Para que precisas de tempo para essa vida
de repetição, de dor, de prazer, de cansaço, de morte?
Felicidade e êxtase não precisam de tempo, e, são
para quem compreende isto.
E, acabamos assim de levar o tempo à crise:
pelo entendimento a ilusão do tempo acaba, e, ficamos eternos.
E, na eternidade, não de mil anos, mas, onde não há tempo, que é o Céu,
não há nem sofrimento nem prazer, só ÊXTASE, por só existir AMOR.
E, claro, eternidade é Infinito, como quando estamos completamente sós,
sem relação com nada nem ninguém, nem com nós próprios,
quando também só há êxtase,felicidade sem sofrimento algum.
E com música, meu Deus!
Brota a sensibilidade
da imensa compreensão,
com grande atenção,
do desejo, em toda a idade.

E, só os sensíveis
cooperam, ou não,
pois,eficientes são,
além de compreensíveis.

E, comunicação
ao mesmo tempo, com igualdade
e com a mesma intensidade
é que é comunicação.

De observação em observação,
portanto,não por conceitos,
fórmulas ou juízos já feitos,
que não são da vera comunhão.

E grande atenção
é a que é sem exclusão
nem sequer do barulhão
que nela não consegue influir, não.

Experimentando diretamente,
não só verbalmente,
com uma só visão, uma só mente,
um só olhar, intensamente...

Saturday, January 01, 2011

Compreender os problemas profunda e realmente
é resolvê-los.
Se não os compreendermos por falta de inteligência,
há que reconhecermos mesmo nossa estupidez,
que pode assim ser substituída pela inteligência,
não esforçarmo-nos por sermos inteligentes.
Não devemos de modo algum adiar a compreensão\resolução
do problema, apesar da existência de falsos
problemas, pois, fazê-lo é permitir que eles se enraizem
nas mentes, submetendo não só as células cerebrais a esforços
fatigantes, como até os pescoços:
cérebros cansados não podem compreender;
cérebros que compreendem são os que estão frescos e renovados
em cada dia e em cada momento.
Compreender portanto o desejo, que é resposta
a um desafio, não fugir ou reprimi-lo, o próprio encantamento
da apreciação da beleza sendo desejo, sensibilidade.
Se não nos alegramos/entristecemos com um belo nascer
do sol, um bom carro, uma mansão, uma música
inspirada, um filme bem feito, um riacho,
uma árvore carregada de vivos frutos, uma grande miséria,
acidentes vários, pobreza extrema... Não somos sensíveis.
Resolver problemas não é pois: "tenho de resolver, tenho
de encontrar uma saída a qualquer custo...", nem inquietação com eles
como cão com osso.
Enfrentar completa e imediatamente
um problema não é tentar
resolvê-lo com base na experiência passada, nem fugir-lhe, nem compará-lo;
encarar os problemas de modo cabal e completo
é escutá-los, sermo-lhes mui sensíveis.
Esforço não é sensibilidade, e, acumulação de conhecimentos
e experiências é inimiga da compreensão:
precisamos de espaço na mente a fim de compreendermos.
É no próprio desejo, no próprio problema, na
própia «coisa» que está a sua compreensão,a sua solução,
se tão somente amarmos o problema,
como amamos e damos festa a filho(a), sol, mulher(marido),pai (mãe), namorado(a), ou chuva após separação.

Friday, December 31, 2010

Estado de ser,
intensamente apaixonado,
por exemplo, é ... Ser,
ser simplesmente,
sem motivo, portanto, sem medo,
sem devoção, sem recompensa,
sem castigo, sem prazer,
sem dor, sem lucro, sem perda...
Olhando, escutando,
saboreando, tocando,
dormindo... Com alegria, intensamente,
unos, com êxtase.

Wednesday, December 29, 2010

Não pode existir divisão
entre nós e o nosso pensamento
tornado padrão.
Não podemos estar
sempre a tentar
corrigir, modificar
o nosso pensamento ou a lhe dar
continuidade.
O mesmo entre a nossa vida
e a nossa morte, entre tu e eu
e ele(a).
O que deveria ser não interessa e causa medo,
mas, o que é, que pode ser grandemente melhorado,
é de enorme importância.
Compreendendo as ideias psicológicas erradas,
elas e o medo que lhes está associado se vão.
Por exemplo, compreendendo a ideia de liberdade
em toda a sua profundidade, ficamos livres do ideal de libertação,
e, frente a frente com o facto de não sermos livres
ou de o sermos pouco: podemos então entrentar o facto.
Mas, se ficarmos o tempo todo a libertar-nos da opressão, estamos
a enganar-nos, a viver em ilusão, em luta por alcançarmos
um bem dos mais preciosos que nos escapa sempre.
Por outro lado, o agora é eternidade,
e, amarmos incondiconalmente todos é não mais estarmos
sujeitos ao tempo, eventualmente sós,
mas, que solidão, nosso Deus!

Tuesday, December 28, 2010

Ops Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre


Peter Paul Rubens :
Na antiga religião romana , Ops ou Opis, ( latim : "Plenty") era uma divindade da fertilidade e deusa da terra, de origem Sabine.

Mitologia Seu marido era Saturno , o monarca generoso da Idade de Ouro .
Assim como Saturno foi identificado com o deus grego Cronos , Opis foi identificado com Rhea , a esposa de Cronus.
Em suas estátuas e moedas, Opis é figurado sentar-se, como Chthonian divindades são normalmente, e geralmente possui um cetro ou um milho espiga como seus principais atributos.
As divindades Chthonian são as manifestações da Grande Deusa , como Gaia ou Ge .

Nos escritos em latim do tempo, o singular nominativo (Ops) não é usada, apenas a forma Opis é atestada pelos autores clássicos. De acordo com Festus (203:19), "Ops é dita como sendo a esposa de Saturno. Por ela designaram a terra , porque a terra distribui todos os bens para o gênero humano "(Opis dicta est coniux Saturni per quam significare terram uolerunt, quia omnes opes humano genere terra tribuit).
A palavra latina ops significa "riquezas, bens, abundância, presentes, muita generosidade". A palavra também está relacionada com opus, que significa "trabalho", nomeadamente no sentido de "a terra, a lavra, a sementeira de trabalho". Esta actividade foi considerada sagrada, e era muitas vezes acompanhadas por rituais religiosos destinados a obter a boa vontade das divindades ctônias como Ops e Consus . Ops também está relacionada à palavra sânscrita ápnas ("bens, a propriedade").
O culto da Opis foi (miticamente), instituído pelo rei Tito Tácio , o monarca Sabine. Opis logo se tornou a padroeira da riqueza, abundância e prosperidade, tanto a nível pessoal como nacional. Opis tinha um famoso templo no Capitólio . Originalmente, o festival era realizado em homenagem Opis 'em 10 de agosto. Além disso, em 19 de dezembro (alguns dizem 09 de dezembro), era comemorada a Opalia. Em 25 de agosto, era realizada a Opiconsivia. Opiconsivia era outro nome usado para Opis, indicando quando a terra era semeada. Estes festivais também incluiam atividades chamadas Consualia , em honra de Consus , seu consorte .
Opis, quando sincronizada com a mitologia grega, não era apenas a esposa de Saturno , ela era sua irmã e a filha de Caelus . Seus filhos foram Júpiter , Netuno , Plutão , Juno , Ceres e Vesta . Opis também adquiriu status de rainha e tinha fama de ser uma deusa eminente. Por decreto público templos, sacerdotes e os sacrifícios foram concedidos a ela.
http://translate.google.pt/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Ops&ei=5f8ZTZHoAs-48gPEkZ2DBw&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=5&ved=0CD0Q7gEwBA&prev=/search%3Fq%3Dops%26hl%3Dpt-PT%26prmd%3Divnsu
Não acostumados, que é como se natureza,
animais, sol, mulher, amigos... Já não existissem,
mas, sempre mui atentos a tudo e a todos, que é o eterno, o imensurável.
A liberdade de que falamos é estarmos livres do ciúme, da inveja,
da luta, do esforço, da competição, da ambição...
E, melhoramento é essencialmente pela observação,
audição, ação e experienciação
de tudo e todos, sem identificação,
sem condenação...
Com lucidez, com energia,
com tranquilidade.
Só a mente serena, sem medo, livre de cargas e amarguras
pode aprender
e fazer.

Monday, December 27, 2010

Não a verdade do que outros disseram ou dizem:
a verdade repetida já não é genuína, verdadeira:
a verdade não se repete.
Sem concordância nem discordância: o verdadeiro
e o falso não dependem do nosso julgamento ou opinião,
nem do nosso conhecimento ou condicionamento.
Não somente emocionais ou intelectuais, mas totais,
com todos os sentidos e também espirituais.
Ouvirmos, lermos, observarmos com pureza e inocência,
sem interpretarmos, sem compararmos,
sem acumularmos, sempre como sendo a primeira vez.
cada um de nós tem de compreender o que é a verdade
em toda a sua profundeza e plenitude.
Não bastam estímulos mentais, é preciso seriedade e escuta
de nós mesmos e de tudo e todos sem reação
e com reação.
Medo de morrer/viver não faz sentido,
pois, tudo\todos renascem, noutras formas,
até mesmo os que se extinguem.
Acompanhar os pensamentos, as pessoas
até à sua extinção.
Liberdade interior total, sem ponta
de dependência psicológica.
Encontro com a verdade.
Frescura, novidade,
inocência.

Saturday, December 25, 2010

Sem fugas, compreendendo o que é,
e, o Desconhecido(a) vem a nós.
Pela compreensão do Conhecido, o extraordinário
silêncio não provocado,
não forçado,
o vazio criativo onde só
a Realidade pode entrar. O Real
é alérgico ao vir a ser, à luta,
mas, adora o que é, o que compreende o que é.
O desconhecido, a verdade não estão
pois longe: estão naquilo que é.
E,é a verdade que liberta, não a luta para sermos
livres. E a verdade também não pode ser usada
como umm meio de continuidade ou de fim:
ela está aqui, agora no que é imediato.
O eterno, o intemporal estão no Agora, e,
o agora só pode ser compreendido por quem está
fora da rede do tempo. Esta libertação
consegue-se por meio da meditação
correta, que é acção
completa, contínua ou descontínua.
Enquanto a memória psicológica ou factual oprimirem,
a mente não se pode libertar nem compreender
o que é. Mas, a nossa mente, todo o noso ser
se tornam incrivelmente
criativos,passivamente
vigilantes quando compreendemos
o significado do cessar,
pois, no findar
há renovação.

Thursday, December 23, 2010

Sem esperar
que nos dêem,
mas, dando,
amando,
cantando,
criando
com criatividade,
com originalidade;
sem querer chegar,
sem errada repetitividade,
sem procurar resultados,
sem personalizar;
compreendendo, livres, agora,
sendo felizes;
sem descrever,
sem medir,
sem agarrar,
sem formular,
sem querer saber;
continuando,
cessando,
recontinuando...
Sendo reais.
A verdade não é o oposto
da mentira, e, se uma coisa/alguém
tem oposição, não é a verdade.
Compreendermos, conhecermos algo\alguém
é fazermos parte desse algo/alguém.
Já adorar\ignorar quem compreende a Realidade
é não encontrar a Realidade.
E uma pessoa boa não busca
nem segue nada nem ninguém:
quem o faz é explorador,
não boa pessoa.
E, não basta A amar B:
B também tem de amar A.

Wednesday, December 22, 2010

Não em termos de opostos,
mas, de complementaridade,
de diversidade,
de compaixão.
Não em termos de destrutivos
padrões e modelos, mas de criatividade,
de nós próprios,
de completa comunhão
com tudo e todos.
Sem nenhum vir a ser,
nenhuma tentativa de ser diferente,
que é ser sem medo,
sem contradição,
com verdade,
sem malícia.
O viver correcto pode não ser seguir
a moral social, mas é, de certeza,ausência
de inveja, de cobiça, de busca de poder,
de tudo o que gera inimizade,
não pela atividade
da vontade,
mas,pelo auto-conhecimento.
E, procurar experiências
tanscendentais, procurar
não pode ser
fugir ao que é.
Se não conseguimos procurar
sem fuga ao que é,
é melhor não procurarmos de todo.
Irmos, portanto, mas não abertamente,
como quem não quer a coisa...
Segurança, popularidade,
uma boa opinião
acerca de nós mesmos buscamos?
E, eis a contradição!
O próprio desejo de sermos,
termos
outra coisa é não autenticidade,
falsidade.
Tivemos algures uma grande experiência ou não,
ou, alguém a teve: essa experiência
é irrepetível. Querer
repeti-la por meio da memória, da palavra é limitação,
erro. E, não
é por esse erro ser tão
comum (grande maioria vive da repetição)
que deixa de ser grave limitação.
Talvez as experiências não
procuradas de sermos
um(a) com o belo observado,
da harmonia, da fluidez, do uno, da verdade,
do novo, do autêntico, do desconhecido ou de Deus,
pois, como pode o conhecido procurar o Desconhecido(a)?
Mas, eles vêm, quando o conhecido, que é memória acumulada,
vai, pela compreensão, sem desejo, sem esforço, sem procura.

Monday, December 20, 2010

Sentir o pulsar das coisas, das pessoas é que é deveras importante,
não os rótulos e as palvras que se sobrepõem à substãncia.
Fixar portanto mui bem o olhar, o ouvido, o paladar... É preciso.
Passar de fugida pelas coisas,palavras incluídas,
seres e pessoas, sem os descobrir
e conhecer verdadeira e profundamente,no seu infinito,
em cada momento, é passar ao lado da vida,
um enorme desperdício.
Mas, ser deveras um com o observado, com o experienciado
é a felicidade do eterno sempre novo.

Sunday, December 19, 2010

Pondo de parte o passado
psicológico
de apego ao ontem como meio de segurança,
somos capazes de ver diretamente,
sem precisarmos do tempo.
O processo analítico de esmiuçar
coisas e tempo passado nada resolve.
O que tudo resolve é a compreensão
e a criação
do novo.
A compreensão
da vigilância,
da recepção
passiva,
da atenção.
Criamos a oposição,
a morte, e, depois
tentamos fazer pontes entre
ela a vida.
O mesmo para a ideia
e a ação, o que nos impede
de sermos/fazermos o que somos,
o que é a criatividade, a inteligência,
a beleza e o poder permanentes.
Exemplificando:
suponhamos que somos estúpidos:
agir pela ideia é assim:
tenho de trabalhar\estudar
para ser inteligente... E, até
posso trabalhar muito, mas, como a inteligência
está sempre além... E, outros ma podem tomar,
nunca a alcanço.
E, agir pelo que somos é assim:
reconheço que sou estúpido... E, compreendendo
mesmo que sou estúpido, a estupidez cessa,
e, a inteligência toma o seu lugar.

Thursday, December 16, 2010

Esquecimento do eu, cessar dos problemas;
amor, castidade;
compreensão de tudo, felicidade;
fraca percepção instantânea, muito pensamento
e ação errados;
não pensamento, criação;
auto-esquecimento permanente, êxtase;
E, amar com ciúme não é amar, é possuir;
sentimentalismo, outra forma de pensar,
também não é amar: sentimentalista
pode ser muito cruel;
amar nem sequer é perdoar: perdoador
pode ser muito orgulhoso e odiar.
Quem ama não odeia nem perdoa;
quem ama respeita e tem compaixão
por todas as pessoas, seres e coisas;
quem ama não diz que ama.
Como resolver a contradição
entre expansão e esquecimento
do eu? Estará mesmo em expansão
o universo? Ou, é ilusão
a expansão,
o que, a ser verdade,
faz com o enfraquecimento
do eu seja erro também?
E, se se resume mesmo
tudo à criação
e à compreensão
do verdadeiro e bom novo?

Tuesday, December 14, 2010

De mão dada, passo acertado
com o presente, sem um guião
sequer... Completa satisfação,
unida, do experimentado.

Um belo, iluminado canto,
com uma mesa e um café,
e um grande livro com o que é
somente, sem sequer com o canto.

Sem muito exigir, com harmonia,
ouvindo, falando, escrevendo...
O novo da repetição vendo,
compreendendo totalmente, Bia.

Assim compreendendo, cessam
passado e futuro, presente
podendo ser maravilhosamente
desfrutado, sem falsos que nos (im)peçam.

Sunday, December 12, 2010

Sem nos identificarmos,
sem condenarmos,
sem nos auto-projetarmos,
sem adorarmos,
sem odiarmos,
sem nos enganarmos,
sem nos entregarmos,
sem nos distrairmos,
sem nos isolarmos,
sem nos separarmos,
sem mudarmos,
sem fugirmos...
Compreendendo,
vivendo
a Realidade,
a Verdade,
a Felicidade...
A todo o momento.

E, não pode ser uns a fazer/alimentar
a confusão, a agressão,
a dor,o caos, a porcaria,
a tirania
e outros, Deus incluído, a limpar,
dissolver tudo isso! Esse seria
precisamente
um Deus estúpido,
auto-projeção do homem/mulher
ignorante, mas,o Deus
verdadeiro certamente
que não tem nada de estúpido!
Mas, recebemos o que pedimos, dizeis.
Bem,fostes vós que o destes a vós mesmos:
Deus não dá assim: quando é mesmo Deus
que dá, que faz são estabelecidas
a ordem matemática e as grandes
clareza e compreensão.
O Imensurável até pode responder
ao pequenino, ao limitado e ao superficial,
mas, jamais sem responder
também ao infinito, ao profundo,
ao eterno!

Saturday, December 11, 2010

O novo é uma tela
grande e duas pequenas;
e, o quadro terá vela...
Talvez, até, feias ienas.

O novo é mãe doente
com filha perfeita,
e, Manel Oliveira, que se sente
novo com mais de centena feita.

O novo é a menina
que afaga a pinça
de tirar doces, pequenina,
e, o menino que destrinça.

A nova é que não
há novo,ou,que Elias
e Renata estão
no Brasil sem fobias.

Novo é o vendedor
de jogo que não joga,
como o que sofre dor
por só ver o ioga.

Nova é a avó
da Sónia, p'ra mim;
e, a brisa sem pó
que refresca sem fim.

Friday, December 10, 2010

Deus, a Realidade, a Verdade não
é nem o pensamento, nem o sentimento,
nem a palavra, nem a coisa, nem a experiência.
Deus é imensurável e intemporal,
e, ser encontrado por Deus é ir para lá do tempo,
que é compreender o processo do tempo,
que é pensamento, processo de vir a ser,
acumulação de conhecimentos.
Ir para lá do tempo, da medida,
do que acaba porque começou, é libertação
ou cessação do conhecido e do por conhecer,
do passado e do fututo consciente e inconsciente,
individual e colectivo; é completo silêncio
e serenidade não forçados nem pela prática nem
pela disicplina superficiais, mas, pela compreensão
do processo do pensamento, do tempo,
que, é acabar com eles profundamente, pela raiz,
podendo então Deus, o Desconhecido(a)
manifestar-se completamente.
Deus é silêncio para ser experimentado
por todo o nosso ser e por todos os seres
e coisas, não somente pelas nossas mentes.
O silêncio de que falamos é pois o do pensamento,
consciente e inconsciente, parado,
e não mais idolatrado,
que é libertação do passado e do futuro,
do conhecimento e da ignorância. Com mente
em total silêncio, sem funcionar, sem esforço
o Intemporal se dá a conhecer. Isto não é para lembrar
nem para experimentar.
Isto é verdadeira liberdade
e espontaneidade, Deus em nós,
o que não tem nada a ver com mentes disciplinadas por padrões.
Deus não tem nada a ver com a mente,
não vem pela auto-projeção da mente, que é ilusão, falsidade.
DEUS acontece quando há virtude
que é enfrentar o que é
com alegria e sem movimento.
A crença é contrária à inteligência
E à verdade. O consolo, a satisfação
Da crença é muita carência
Comparada com o êxtase e a solução
De todos os problemas pela inteligência.
Por acreditarmos não,
Portanto, mas por sermos humanos
Todos. Crença ou descrença
Não passam de simples projecções, manos,
De desejos/ideias pessoais:
São portanto ilusões, irreais.
O que é real é o que fazemos e pensamos,
sendo a fé tantas vezes
Um estúpido escape
A estúpidas vidas…
Ideias e crenças superficiais
Não unem, e, o consolo que dão
Não tem comparação
Com a destruição
E sofrimento que causam.
Quem acredita profunda e realmente em Deus não
Destrói o que não
É para destruir.

Wednesday, December 08, 2010

Guardar as imagens
do passado impede ver
agora o novo da coisa, do ser
em nossas novas viagens.

Não podemos deixar
o velho estar a absorver
sempre o novo: vamos esquecer
tudo e apenas descobrir, escutar.

Vamos até mesmo deixar
de pensar, mas não de compreender
toda a experiência; e, com o vir a ser
também morto, é o contínuo refrescar.

Cessando os pensamentos
e os sentimentos completamente
por os seguirmos até sua conclusão na mente,
é a renovação, a alegria em todos os momentos.

Tuesday, December 07, 2010

Moldar, interferir
de acordo com o nosso desejo,
a nossa maneira... ou permanente
observação, cuidado e afeição
sem criação de barreiras?
Só estudo, análise e disicplina
ou também percepção e compreensão
espontâneas?
Mas, só sem ansiedade, sem criticicismo,
atenta e silenciosamente
observando
pode haver compreensão,
não é?

Monday, December 06, 2010

A maledicência é ansiedade, inquietação, superficialidade.
Será que as pessoas se revelam por falarmos delas? Ou, antes, conhecer
os demais é conhecermo-nos a nós mesmos?
E, porquê os julgamentos e as condenações assíduas dos outros? Mesmo estando
eles mal? Isso vai ajudá-los?
Mas, se temos de condenar temos de ter todos os dados, não?
Ou, será somente no sentido da excitação, da frivolidade, da falsidade?... Uma fuga,
talvez, das responsabilidades, da perfeição, do belo,do justo, da bondade, da vida...
Queremos acabar com o vício da maledicência e não conseguimos fazê-lo?
Mas, não é assim tão difícil: basta passarmos a estar mais atentos, a estarmos,
a cada momento, conscientes do que dizemos e das suas implicações,
a não condenarmos nem justificarmos a maledicência.

Sunday, December 05, 2010

Não gostamos de ser
perturbados, mas, como descobrirmos
sem perturbados sermos?
E, ficaríamos sempre a dormir,
o que é muito pouco existir,
sem alguma perturbação,
não é Vizir?
E, dar definitiva e para sempre
nome às coisas, aos seres, às experiências
não é reduzir, impedir novas experiências
e o aprofundamento dessas mesmas experiências?
E, o amar e o dar,
só pela compreensão directa, nunca à força,
certo?
Mas, perturbação exagerada, não.

Saturday, December 04, 2010

O tempo nada é:
não há pois nem princípio nem fim.
Somos, tudo é eterno, infinito,
todo poderoso, omnisciente...
Há quem viva só pela oposição:
esses tais não podem ser felizes:
se querem uma vida feliz
devem cessar oposição: só quem
é a favor de todos/tudo está
verdadeiramente vivo e é feliz.
Aceitamos plenamente o que somos/temos,
não no sentido do conformismo,
mas, do da não revolta, não no sentido
da vaidade... E, então,tudo o que nos
preocupa, aborrecimentos, insónias,
desesperos e medos se dissolvem.
E, mente tranquila pode receber toda
a verdade, luz, justiça e amor.

Friday, December 03, 2010

A ideia, a palavra não são o facto;
por exemplo: a palavra, a ideia morte não são a morte;
e, só se tivermos completa comunhão
com os factos morte e afins deixamos de ter
medo das ideias morte e semelhantes.
E, ainda, não podemos ter total comunhão
com os factos\pessoas\coisas\seres
enquanto tivermos ideias acerca deles na cabeça:
frente a frente com a morte ou afins
não há nada a compreender:
morrermos é o cessar da actividade
visível e directa,
mas não da indirecta,
que se fortalece ainda mais:
é por isso que os vivos e os mortos mais
produtivos/criativos/longevos
são os que mais morrem para o eu.

Thursday, December 02, 2010

Grandes ideais, grandes objectivos,
grandes projectos... ou, ver muito bem
como são as coisas, e, melhorá-las,
agindo sobre elas?
É que grandes planos podem impedir bastante
a correcta observação/avaliação/percepção
da realidade.
E, procurar a segurança psicológica, que não existe,
pois, está sempre tudo a mudar, é destruir a segurança
física - paz, alimentos, roupa, abrigo - de que
precisamos mesmo.

Wednesday, December 01, 2010

É possível melhorarmos tudo, criarmos o novo a todo o momento, aumentarmos incrivelmente a luz, mas, tem de ser da maneira certa, com as pessoas/seres/coisas e desejos, intenções, objectivos correctos, e sem dor (e, amigo, pecado ou o que lhe queiramos chamar não é o que dá mais dor do que bem estar ?).
Mais concretamente portanto: podemos transformar o fraco que é no forte que não é, mas, tem de ser do modo certo, o que é desejo/ação ou ausência deles no momento certo e com a intenção correcta, o que é percebimento sem condenação e sem louvor. Efectivamente, que paz, que solução têm dado o castigo e o presente, que só destroem as relações, o amor e a vida?
A vida infinitamente grande tem regras, ordem matemática, e, liberdade e excepção; atenção e distração; comunhão e separação, ainda que, em última análise tudo/todos sejamos um só,uma só totalidade.
Pouco ou nenhum ego é portanto a excelente, a incrível luz...
Em total comunhão/fusão com o ouvido, o colchão/chão/ar/terra/água, o amigo(a), a mulher, o marido,os pais, os filhos, os conhecidos, os desconhecidos, os animais, as plantas, os presentes, os idos, 0(a) tocado, o cheirado(a), o saboreado, com tudo o experienciado, sempre intensamente experimentado, tanto acordados como dormindo, sem perseguirmos com prazer ou não-prazer.
Os problemas não estão fora de nós: eles, todos eles(as) no seu melhor/mais extraordinário e no seu pior/mais miserável são nós, e, problemas só existem
quando estabelecemos ligação com eles como estando fora de nós: quando nós também somos os problemas podemos olhá-los completa e intregradamente, e, o que é totalmente percepcionado é compreendido e dissolvido, deixando de haver medo.

Tuesday, November 30, 2010

Claro que sofremos por culpa nossa
ou de outros, mas, castigo, se tem
de haver castigo, tem de ser adequado
à culpa, mesmo o do auto-flagelado.
E, por que não experimentarmos,
para variarmos,
ficarmos
com problema, com dor
sem fugirmos deles, doutor,
sem os castigarmos?
Que, é sermos também a dor,
o problema, o sofrimento,
e, menos nós próprios, Bento!
É que a vida é assim, Quim:
quanto mais ego mais sensibilidade
à ofensa, à dor,
e, quanto menos ego,
mais sensibilidade
ao êxtase!

Monday, November 29, 2010

Desejar continuidade
É duvidar do eterno,
Da eternidade:
É não sentir a eternidade,
o eterno!
Mas, cessando o eu,
Que é desejo, também de continuidade,
Pela compreensão,
Acontece a eternidade!
O passado é inimigo do presente: cesse pois o apego à palavra dos outros, às suas vidas e experiências, mesmo que elevadas.
Não deixemos que o conhecimento acumulado e o querer saber mais nos impeçam de compreender o intemporal.
Se não estamos satisfeitos com o que somos\temos, é com objectivos, com lutas, com muitos trabalhos e disciplinas que vamos melhorar, ou, é pela compreensão e pela inteligência?
Ambição a mais ou a menos geram dor, mas, é compreendendo isto que ficamos com a ambição no ponto, não pela agressão mesmo que a nós próprios, que é agitação, que impede a compreensão. Para compreendermos são precisas serenidade e tranquilidade, mas não as da forçagem, que são decadência.
Nós criamos a nossa própria confusão, como pode ser outro(a) a desfazê-la?
Precisamos de compreender, certamente, o que se passa, mas, o verdadeiro mestre(a), guru, se assim lhe podemos chamar, não pode ser alguém fora de nós, que só nos explora: só nós nos podemos compreender a nós próprios nos nossos conflitos, nas nossas reações/ações, nos nossos problemas da nossa relação com o presente - a compreensão profunda desta Relação é o único Mestre, a única Autoridade, o único Poderoso(a) que nos pode ajudar!

Sunday, November 28, 2010

http://www.krishnamurti.org.br/?q=node/987
Os senhores ministros das finanças da união da europa deixam o seu banco emprestar dinheiro aos bancos privados a juros baixos, e, deixam também que estes os emprestem aos seus estados a juros altos, ao mesmo tempo que dizem que os bancos privados, que, mandam ainda eles, não podem pagar impostos altos como os demais, devem ajudar tais estados!...
O que é isto se não ilusão, maldade, estupidez, incompetência?
Mas, Deus, a Realidade existem e não são para se procurar, mas, para se viverem. E, o ideal, o objetivo são auto-projeções.
Procurar Deus, o Desconhecido(a) é negá-lo, é negar a sua bondade e presença, e,como tal, procurá-lo(a) é a garantia do seu não encontro.
A Verdade é O que é, não o que foi, o que será ou que gostaríamos que fosse: honrando O que é, O que é nos honra. E, o que é está sempre a mudar: temos de o(a) acompanhar na sua mudança, não é?
A verdade é o desconhecido, e, as mentes são do conhecido: ninguém pode pois levar-nos à verdade. Mas, a verdade,o desconhecido vêm até nós quando estamos esvaziados do conhecido. E, o conhecido cessa quando nos auto-conhecemos totalmente, momento a momento, nas relações.
Mas, verdadeiramente, o Desconhecido, a Verdade nem são para se conhecer, pelo menos individual e egoisticamente, pois, no momento em que os(as) quisermos conhecer desse modo, se vão, se escondem.
O quesilento, o agressor, o(a) conflituoso não é inteligente. Como pode ser inteligente quem dá cabeçadas/murros numa parede? Quem põe na boca ou no estômago ou nos pulmões o que não é própio para a boca, para o estômago,para os pulmões? Quem tem más relações com coisas, seres e pessoas?
Logo, todos os clãs, famílias, países, igrejas, clubes...que sejam filhos do conflito são estúpidos, como sem inteligência somos quando pensamos que se não nos identifcarmos com algo/alguém supostamente maior ou melhor, que se não tivermos muitos ganhos na questão da expansão/contração do eu não somos ninguém, somos uns falhados, não podemos ser felizes.
É que, sendo a vida relação, a um, a dois, a mil, a infinitos(as)... os ganhos e as perdas têm de ser equilibrados, só com deseqilíbrios equilibrados e fluídos inerentes à própria boa vida.
E, os problemas, nem que sejam só(?) de compreensão têm de ser resolvidos logo que surgem.

Saturday, November 27, 2010

Só o novo transforma,
só o novo dá gozo,
só o novo(a) é criador.
E, só em mentes novas
o criador pode nascer,
e, mentes só se renovam
quando percebem todas as suas
actividades, superficial e profundamente.
Sermos novos é sermos criativamente
vazios, momento a momento nos
apercebendo dos nossos desejos,
motivos,exigências, ansiedades,
medos, buscas, criação e seguidismo
de autoridades, disciplinas, controlos,
esperanças, crenças, ideias
sempre cada vez mais funda e vastamente,
até chegarmos à Última
questão do Vazio, que eternamente
se enche e se esvazia, aí onde
o NOVO, o BELO, o ENTUSIASMANTE,
o ESPERANÇOSO, o JUSTO, o ABUNDANTE...
podem e têm de existir!!
Seguir líderes, pensadores e pensamentos
é ainda o dualismo conflituoso, destruidor, escavaquista.
E o melhor mesmo é nada pensar e dar assim lugar ao Amor,
o único que é inovador, redentor, criador, curador...
Mas, se tivermos mesmo de pensar, observar, experimentar
não podemos estar separados do pensamento, da observação, da experiência...
E, se estivermos, que não tentemos ultrapassar esse intervalo pela luta,
pelo esforço, tentando dominar... Esse é o mísero poder de políticos, religiosos e místicos que nada resolve, antes tudo "escavaca": basta mesmo tudo compreendermos.
Tentemos, por amor de Deus, a compreensão e o amor, até pelos "escavacadores"!
Nada de bom é pelo desejo, pelo pensamento que são ilusão, amigos.
O Vazio criador não vem do desejo mas da percepção, momento a momento,
do desejo, dos esforços, das lutas, das divisões conflituososas...
Desejar é apenas ceder à ilusão: quem deseja muito, alcança... mas nada, apenas as ilusões da auto-projeção. Mas, quanto mais profunda e largamente unos
com a observação/experimentação, a todo o momento, de nós próprios, mais unos
com o grande VAZIO criativo, mais criadores e criativos!
Mas, verdadeiramente, a Realidade, a Verdade, Deus, o Todo(a) ou como quiserdes
é de Ordem tal que, enquanto existir experienciador não pode existir a REALIDADE.
Cessem pois até o experienciador e o experimentado! E, então, não o milagre
mas o Divino e o milagre surgem, quando menos esperamos, do Vazio, do Escuro, do Desconhecido!

Thursday, November 25, 2010

Praticar a não violência é ainda violência;
resistir ao conflito, mesmo que arbitrando, é ainda conflito;
dependermos do tempo para fazermos seja o que quer que for ou é preguiça,
ou falsidade ou ambas.
Mas, o mais importante, o essencial, o urgente é QUERER compreender,
o que é serenidade e integração, nunca exclusão, que também é conflito.
E, o eterno problema é o desequilíbrio: o ir sem o vir; a condenação sem o louvor;
a agitação sem o sossego; o escutar sem o falar; o escrever sem o ler; a atenção sem a distração; o mais sem o menos; a concentração sem a expansão; e: o vir sem o ir; o louvor sem a condenação; o sossego sem a agitação; o falar sem o ouvir; o ler sem o escrever; a distração sem a atenção; o menos sem o mais; a expansão sem a concentração...
Mas, muitos não querem compreender nada de nada, de ninguém, deles próprios.
E, todavia, como é URGENTE a total compreensão, não procurando e procurando, resistindo e não resistindo, e, a completa acção.
E, ainda, plano rígido igual a conformismo, compulsão, brutalidade, ditadura, prisão e campo de concentração, e, nenhum plano ou alterações excessivas aos planos, aos orçamentos igual a anarquia, paralisia, libertinagem...

Wednesday, November 24, 2010

A memória da experiência do passado
respondendo ao desafio do presente vai
criando um mesmo futuro. Desafio-te pois, amado,
ao não ego, ao esquecimento não forçado
do eu, à beleza, à paz,à criatividade, ao fado,
ao infinito, às grandes relações. A felicidade,
como o Amor, não é do tempo.
O que é o tempo, tanto cronológico
como psicológico? O intemporal, o infinito
e afins são criação da mente e o tempo também.
Em boas relações, exercendo actividade
sensorial, criando, convivendo,
não há mau tempo, só êxtase, bem estar
e alegria. Quando é que surge o mau tempo?
Não é quando se verifica desequilíbrio entre pensar
ou não pensar e agir ou não agir?
Egoístico, estúpido e desequilibrado agir ou pensar
há pois que evitar, a fim de mau tempo não criar.

Monday, November 22, 2010

O eu é repetitivo, é repetição:
está sempre (re)nascendo,
sofrendo e morrendo,
mas, o verdadeiro anónimo não.

Reside basicamente a dor
no escolher e no evitar...
Mas, cessando a preferência e o rejeitar,
surge o eterno novo, seja onde for.

Para o eu morrermos é vital:
morrermos para o (re)conhecimento
do passado e do futuro: esquecimento
não deliberado é surgimento do sem tempo, do imortal.

E o sem tempo é o amor;
e ser verdadeiro anónimo
não é sinónimo
de deliberadamente não ser/ter, senhor.

É sempre velha, a mente,
e, o amor é sempre novo,
mas, amor sem velho(a) é ovo
estragado, minha gente.

E, amor egocêntrico não
é: se penso/digo que amo, já não
amo: como demais virtudes, amor também não
se cultiva; e, por isso é tão belo, o amorzão!

Só o amor é sempre novo,
só o amor é criativo:
ser muito imaginativo
nada é ao pé do amor, bom povo!

E,o sem tempo, o intemporal
não se atinge tempo usando,
mas, tempo compreendendo, Fernando:
compreender o tempo é dele ficar liberto, Juvenal.

Tempo é igual a pensamento:
sem o tempo, futuro e passado,
cessam actividades do eu marado
e surge amor verdadeiro, livramento.

Thursday, November 18, 2010

Mentalidades demasiado
mundanas, dominadas
por auto-ilusões, facilmente
satisfeitas com palavras
e contrapalavras
só podem criar
crises,nunca resolvê-las,
e, depois,ficar
à espera que alguma coisa aconteça,
já que, as suas cada vez mais
explicações dessas crises e guerras jamais
lhes põem fim. E, quando é que alguma
coisa boa acontece,
se é que acontece? Não
é quando algum de nós\vós vai
além/aquém das palavras
e, no silêncio, na quietude das não
plavras ( que mal pode existir no silêncio, meu Deus ?!)
fica pleno(a) de Amor, de Compaixão
por todos, humanos e não humanos?
A essência da ilusão
está claramente
no desejo, no momento em que desejamos mais
ou menos do que o correcto, fazemos nascer
um estado que aceita facilmente
o falso, a ilusão
que pode ser causa de muito sofrimento.
Procurarmos sem cessar
continuidade, conhecimento e segurança
de forma egoísta, é impormos
a nós mesmos a ilusão,
tornarmo-nos seus escravos. Não
são os outros que nos iludem,
somos nós que nos iludimos a nós próprios,
assim nos prejudicando por vezes muitíssimo.
E, os eus coletivos, os mais variados
grupos, não são menos destrutivos
do que os eus individuais,
todos sendo pensamento(s).
E, disciplinas imperativas
de cooperação só acerbam mais
os eus.
Pensamento é reação
que é condicionamento,
que é opressão; e, fim do intelecto
com todos os seus desejos, ambições, medos,
buscas, interesses tem de terminar
para que o amor possa começar:
amar é cooperar, descobrir
o que é Deus e a Verdade;
amar é abandonar completamente o eu
por intermédio da compreensão,
permitindo o surgimento do Eterno, do Intemporal,
do Desconhecido, do Imensurável...

Wednesday, November 17, 2010

Pensamento
é isolamento,
e, isolamento
não resolve
o problema do eu.
Apenas das actividades do eu
nos apercebermos, sem as
justificar
nem condenar,
sem resultado procurar
é que resolve.
Resultados procurar
pela vigilância,
pela análise, pelo exame
do pensamento
é jamais resolver
o eterno problema do sofrer,
do eu, da ambição, do conflito, da morte.
Sem o eu e os seus desejos de poder,
de ganhar, de ficar à frente,
de continuação, de autoridade
todos os nossos problemas cessam,
sem morrermos.
A crise é a crise do pensar:
quem não pensa,o que não quer dizer
que não faz, não tem problemas,
fica mui sereno e tranquilo
e, pode assim amar.
E é quem ama assim,
até sem o amor procurar,
que é feliz
e ajuda à geral felicidade.

Monday, November 15, 2010

Pensamentos, ideias, opiniões
impedem-nos de compreender a coisa,
o problema: são distrações,
obstáculos às boas observações
e audições sem as quais não existem
nem grandes compreensões nem resoluções,
que são sempre das relações.
Esta mente simples, tranquila, serena,
não distraída nem pelo próprio pensamento,
não é produto do treino, da disciplina,
do esforço, do controlo, da meditação...
Surge com a compreensão
de todo o processo de pensar
qaundo vemos os factos sem qualquer distração.
E, mente tranquila é inteligência amorosa
a qual resolve todos os nossos problemas, Rosa.

Saturday, November 13, 2010

Olhamos o nosso eu
sem qualquer movimento
para o destruir ou fortalecer,
e, fim dos problemas.
Não é preciso pensamento,
basta este, este percebimento.
Nada de vigilância, estudo
sobre como resolver os problemas:
isso é ainda eu:
tão somente grande e geral
observação sem justificação
nem condenação.
Espantado pelo poder
dos políticos e não pelo seu,
ou ignorando o seu!
Vá lá, poupem-nos!
Procurar é não
encontrar,
mesmo sendo o amor a se buscar:
amor/felicidade são divinos, perfeitos,
sem esforçar!
A inteligência, a mente do amor
é que são importantes, não
os QIs (coeficientes intelectuais)
da arrogância e da destruição,
mesmo que travestidos de humildade.
E, esta inteligência amorosa
vem com o silêncio, com a tranquilidade,
sem a interposição de ideias,
palavras e teorias, sem qualquer distração.
Verdadeiro pensar é tão
somente ouvir, tocar,
saborear, olhar e observar,
sem nenhuma exclusão.
E ainda: não tenhas medo da independência,
que não é isolamento, pois, se o tiveres
te privas da grande liberdade.
Mas, tu és escravo(a) do pensar, da actividade
mental, não é? e assim te exclues do Amor.
E, não me tentes iludir: sei muitíssimo bem que AMOR
não é por ti, querido pensamento:
mesmo quando te apresentas como novo não
passas de conflito, morte e sofrimento!
Mas, é glorioso o Amor,
até por não ser conseguido até pelo maior
dos martírios, pelo maior dos pensamentos!!

Friday, November 12, 2010

Seguramente que o dinheiro não é o mesmo que aquilo que pode comprar/vender, mas,
é um intermediário das trocas;
Seguramente que dinheiro serve para avaliar coisas e pessoas, e, até para dar a quem queremos...

Wednesday, November 10, 2010

Se não me esforçar
muito sou preguiçoso,
não ambicioso
no bom do ambicionar?
Mas,nós e o objecto/ser
para o(s) quais nos esforçamos,
isto bem vejamos
(correres, esforçares-te
para o objecto\objectivo
é deles te afastares,
te destruires, não vês?
E, por isso, não nos esforçarmos,
mas, mui bem compreendermos
tudo isto é alcançarmos),
isto bem vejamos,
somos o mesmo.
Nós, o espírito, o nosso eu superior
e o corpo, as paixões que nos esforçamos
por dominar,isto bem vejamos,
o mesmo somos.
Dividimo-nos algures entre
eu e objecto, superior(es) e inferior(es),
não tendo muitos cessado de aumentar
tal divisão com todo o sofrimento
e morte envolvidos.
Experimentai, AGORA,AGORA,não amanhã, que é Nunca, para variar,
nestas palavras muito bem atentar,
e... Começareis a ver o processo do pensamento a cessar,
e, portanto também o do tempo,apesar
do adolescente,
também, claro, erradamente,
querer é ver o tempo a passar...
Sem procurarmos, sem acumularmos
e sem nos negarmos a nós mesmos,
mas, não sem criarmos, abundantemente;
sendo perfeitamente unos(as) com nosso pensamento
e experiência;
sem esforço, sem luta, sem desejo,
mas, não preguiçosamente;
a ação da vontade, que é sempre dualista,
conflituosa, separatista, e que vai
sempre do tudo para o nada e vice-versa,
o vir a ser são a essência da deterioração,
do sofrer, da morte, da destruição:
ultrapassamos a ação desta má vontade pela compreensão
de tudo isto.
E, o pensador não é diferente do pensamento:
não somos dois processos, pensador e pensamento:
somos um só processo: pensamento\pensador: nós somos
os nossos pensamentos: melhorando, sem esforço
os nossos pensamentos, nós melhoramos também.
E, sendo nós só pensamento puro, bom, unido, belo
e justo a deterioração, a imitação, a falsificação
e o mal se vão
e o bem estar e a criatividade se instalam.
Exemplificando: descubro que sou demasiado ambicioso:
não posso ir por aí, no meu eu superior,como dizem alguns,
lutando e flagelando o meu eu inferior (todos os "inferiores", nem que seja
só na idade por exemplo), a minha ambição, o que é morte
e destruição. E, sabemos porque nos dividimos assim, ou nos filhos,
físicos ou espirituais, etc.: porque temos medo de cessar, de deixar de existir,
de ficar vazios, de não ser nada... Certo? E, entretanto, um Reservatório só pode ser cheio, estando vazio!...

Tuesday, November 09, 2010

Quanto mais poder
mais isolamento,
mais conflito, mais
hipocrisia, mais contradição...
Apesar de não
defendermos o poucochinho,
a deficiência, a ignorância,
a doença.
Poder sem opressão,
portanto,
poder da libertação.
E, relação
para o auto-conhecimento
de pensamentos e motivos,
do movimento da grande melhoria,
sem conflito, sem dor, sem morte, sem destruição.
E, ainda, uma pessoa que quer vencer
outra jamais pode ser
melhor do que ela: o problema
das pessoas é não
verem que a essência da crise
é o conflito e que nada melhora enquanto não
cessa a competição e o conflito.

Sunday, November 07, 2010

O novo
é o Desconhecido(a)
que se manifesta na nossa mente
quando não desejamos do e para o centro do ego
dividido somente: nunca somos/podemos ser só um(a),
vida jamais pode ser só um(a).
E, novo não se (re)conhece,
não se (re)experiencia,
não (re)nasce.
E vida é relação
nãs só com pessoas, como com
todos os Seres, ideias e coisas: grandes relações,
grandes vidas; relações infelizes, vidas infelizes.
O nosso problema não é pois a capacidade, que vem
da Relação: só quando não compreendemos esta
e outras infinitas verdades e não estamos/temos as melhores
relações é que temos/somos problemas.
Boas e más sensações?
Desfrutar ao máximo
das boas e evitar ao máximo
as dolorosas é que é ser
inteligente? Julgais-vos mais
inteligentes por isso?
Então dizei-me: e como estais
do Novo, que tem de ser
algo que transcende as sensações
que são sempre mecânicas,
velhas, enfadonhas, doentias?
E, a virtude existe, que é
pureza, que é moralidade,
que é liberdade
mas não medo nem respeitabilidade:
injustiças,manhas e espertezas não são
para respeitar, venham donde vierem.

Thursday, November 04, 2010

Escolha é da confusão, da divisão,
da acumulação, não da libertação.
E, quanto mais nos observamos
mui atenta, profunda e conscientemente,
a cada instante, no nosso pensar e sentir,
mais abrimos a porta ao(à)Desconhecido(a)
que se começa a revelar de todas as formas
e feitios, até nos nossos sonhos: afinal
não somos também um(a) com o Desconhecido(a)?
E ainda, constante e vigilantemente passivos,
o que não quer dizer dormentes mas bem despertos,
os problemas se nos revelam, mesmo as pessoas problema,
e, são resolvidos profundamente,
não só superficialmente:
ativos agressivamente
é que não, pois, só arranjaríamos mais problemas:
a felicidade não é um fim,
é o resultado da Realidade:
e, a mente não pode conhecer a Realidade,
mas, pode compreender-se a si mesma no seu
funcionamento e verdade,
podendo assim existir o(a) Desconhecido(a).

Wednesday, November 03, 2010

Capacidade não
é suficiente
p'rá compreensão
de nós mesmos, Vicente.

Auto-compreensão
é auto-observação
sem identificação,
sem comparação,
sem condenação.

Auto-observação
assim é consciência,
é vida: condenação
não pode substituir
compreensão.

Fiquemos passivos,
tranquilos até diante
do/dos mui negativos,
sem pensarmos neles, Violante.

Passivamente atentos
ouçamos a história
nossa e dos demais rebentos
e seres sem especialização, Dória.

E, o extraordinário
começa a acontecer
por este grande compreender
de motivos, medos e desejos, Dário:
inteligência e felicidade começamos a ter.
O chamado «jus eminens», ou direito da sociedade não pode sobrepôr-se ao chamado «jus vulgare», ou seja, ao direito individual.
O indíviduo existe para a sociedade assim como a sociedade para o indivíduo, em plena igualdade de direitos e deveres. As sociedades não podem pois agarrar nos indivíduos e fazer deles marionetes, e, os indivíduos não podem parasitar nem as famílias nem as sociedades.
Constituição da República Portuguesa (revisão de 2005)


PARTE II
Organização económica
TÍTULO I
Princípios gerais
Artigo 80.º
(Princípios fundamentais)

A organização económico-social assenta nos seguintes princípios:

a) Subordinação do poder económico ao poder político democrático;

b) Coexistência do sector público, do sector privado e do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;

c) Liberdade de iniciativa e de organização empresarial no âmbito de uma economia mista;

d) Propriedade pública dos recursos naturais e de meios de produção, de acordo com o interesse colectivo;

e) Planeamento democrático do desenvolvimento económico e social;

f) Protecção do sector cooperativo e social de propriedade dos meios de produção;

g) Participação das organizações representativas dos trabalhadores e das organizações representativas das actividades económicas na definição das principais medidas económicas e sociais.

Artigo 81.º
(Incumbências prioritárias do Estado)

Incumbe prioritariamente ao Estado no âmbito económico e social:

a) Promover o aumento do bem-estar social e económico e da qualidade de vida das pessoas, em especial das mais desfavorecidas, no quadro de uma estratégia de desenvolvimento sustentável;

b) Promover a justiça social, assegurar a igualdade de oportunidades e operar as necessárias correcções das desigualdades na distribuição da riqueza e do rendimento, nomeadamente através da política fiscal;

c) Assegurar a plena utilização das forças produtivas, designadamente zelando pela eficiência do sector público;

d) Promover a coesão económica e social de todo o território nacional, orientando o desenvolvimento no sentido de um crescimento equilibrado de todos os sectores e regiões e eliminando progressivamente as diferenças económicas e sociais entre a cidade e o campo e entre o litoral e o interior;

e) Promover a correcção das desigualdades derivadas da insularidade das regiões autónomas e incentivar a sua progressiva integração em espaços económicos mais vastos, no âmbito nacional ou internacional;

f) Assegurar o funcionamento eficiente dos mercados, de modo a garantir a equilibrada concorrência entre as empresas, a contrariar as formas de organização monopolistas e a reprimir os abusos de posição dominante e outras práticas lesivas do interesse geral;

g) Desenvolver as relações económicas com todos os povos, salvaguardando sempre a independência nacional e os interesses dos portugueses e da economia do país;

h) Eliminar os latifúndios e reordenar o minifúndio;

i) Garantir a defesa dos interesses e os direitos dos consumidores;

j) Criar os instrumentos jurídicos e técnicos necessários ao planeamento democrático do desenvolvimento económico e social;

l) Assegurar uma política científica e tecnológica favorável ao desenvolvimento do país;

m) Adoptar uma política nacional de energia, com preservação dos recursos naturais e do equilíbrio ecológico, promovendo, neste domínio, a cooperação internacional;

n) Adoptar uma política nacional da água, com aproveitamento, planeamento e gestão racional dos recursos hídricos.

Monday, November 01, 2010

Compreender, estar muito atento
ao que é: privado vira público
e público privado. E, como pode
a mente, que é o conhecido, encontrar,
descobrir o desconhecido(a)? Não pode,
tem de ser o desconhecido(a) a vir ter connosco,
assim como nós vamos ter com a desconhecida(o).
Simplicidade é sensibilidade que é percepção
rápida, e, ser simples é ser desapegado, não acumulativo(a),
livre de desejos, de necessidades, de ideais, de crenças, de motivações,
de rotinas, de padrões de pensamento e de ação, o que não
quer dizer desprezar nem vegetar.
O que somos interiormente acaba sempre por superar o interior:não
bastam pois reformas e melhorias das leis, ainda que sejam importantes:
é fundamental melhorarmos interiormente, apesar de interior e exterior
serem só um(a).
Mentes e pessoas sensíveis, não conformadas, despertas, vigilantes,
interagindo, cooperando,dando e recebendo, criando... Sem compulsões
nem autoritarismos impostos de fora ou auto-impostos.
Não reprimindo, não nos identificando, não sublimando, não substituindo,
não fugindo... Mas, estudando e compreendendo a repressão, a perseguição,
a identificação, a sublimação, a substituição... Tanto maior é a possibilidade
de sermos simples, sensíveis, de percepção rápida...

Thursday, October 28, 2010

Eu é esforço,
é divisão,
é o mal,
é o conflito,
é a dor
e é a morte.
Amor é não eu,
não esforço,
não luta,
não calculismo,
não astúcia,
não memória,
não esperança,
não reação.
Amor é cura,
é verdadeira ação,
é felicidade,
é solução,
é paraíso,
é salvação.

Entre amor e ação
não há intervalo, tempo não
há: lugar não
existe portanto
para a contradição,
o conflito, a dor e a morte.
Ideia é cristalização
do pensamento num símbolo,
contrária à realidade
que é permanente mutação.
Ora, o esforço para viver
de acordo com símbolos, ídolos
é a essência da contradição,
do sofrimento, da morte,
do renascimento...
Compreendendo o nosso eu,
momento
a momento,
no que pensamos e
sentimos em relação
a nós e aos outros é possível
a paz, a tranquilidade
da mente sem a qual a felicidade,
a eternidade não
se podem manifestar.
E, passado já não
existe e está todo no presente,
assim como futuro que ainda não
existe mas está também todo no presente.
Importante mesmo é o amor,
não o objeto seu;
onde há amor
não há fricção,
não há divisão:
só completa união
que é alegria
e felicidade.
Onde existe amor
não há eu
presente, só senhora
e senhor.
E, eus cessam pela compreensão
da atenção, sem pensamento,
sem motivo.
Amor é esquecimento
de nós mesmos, comunhão
completa com o que está
mais além de tudo.

Tuesday, October 26, 2010

Nem sequer tentar
eliminar
a contradição
com suas dores
pelo pensamento:
isso é apenas tentar
conseguir um resultado,
alcançar um fim:
tal pensar
só gera mais contradição,
mais conflito, mais infelicidade.
A única solução
é estarmos mui atentos
ao presente, sem qualquer escolha,
sem querermos vir a ser,
a mudar, a alterar: esforçarmo-nos
destrói-nos, distrai-nos, impede
a total compreensão
dos fatos sem a qual
não há verdadeira solução;
e, compreendermos é agirmos.

Monday, October 25, 2010

Futuro, passado,
fomos, seremos,
lucro, sucesso...
A essência da dor,
da morte são
que nos impedem de com exatidão
observarmos o presente:
somente pela total compreensão,
percepção sem escolha
do que é, do presente
nos libertamos
e libertamos
do fator desintegrante
e mortífero da contradição.
Organizaste tudo em função
da contradição, do governo/oposição,
do contraditório... E, até é verdade
que a contradição
parece útil, vitalizante...
Mas, é mesmo só parecença,ilusão,
terrível ilusão!
Só sofrimento e morte é
o pensamento da incoerência,
da contradição.
Pensares quase sempre só
em termos do passado e do futuro
infelizmente por demais comum é:
portanto, não só não compreendes o que é,
o que está a acontecer, o presente,
como compreendes o resto muitíssimo mal,
se é que há Resto.
Verdadeiramente,
compreender é sem pensar!
Total auto-esquecimento
do movimento do pensamento,
apenas completude, enriquecimento,
criatividade, não esforçado intento.

Não mudar(mo-nos) esforçadamente
mas compreendermos completamente
o que se está a passar profundamente
é que é urgente, minha gente.

Sermos criativos
é aceitarmos, vivos,
o vazio e a solidão
interiores, sem paliativos,
sem esforços, sem mera reação,
sem o vir a ser constante que é negação,
fuga do que é.

A verdadeira acção,
que resolve, não é simples reação;
verdadeira ação
é percepção
do vazio, do nada,
sem escolha, sem condenação,
sem canalização,
mas, com verdade,
com intensidade,
com liberdade.

Inseguro, insatisfeito(a)
foges do que é, lutas
por ser outra coisa, luta
que é dor e ignorância. Mas,
apercebendo-nos da nossa insuficiência,
sem lhe fugirmos, aceitando-a, descobrimos
a verdadeira tranquilidade,
não imposta, não inventada,
tranquilidade
que é criatividade,
felicidade.

Friday, October 22, 2010

Totalmente
abertos e comunicantes
em todos os níveis e sem esforço...
Completamente
integrados e integrantes:
Então há alegria
e criatividade,
inovação e mocidade.

Monday, October 18, 2010



Aluga-se, em Montargil, Gaviãozinho.
Contactar: 927444924
Compreensão é ação
e o amor também.
Ação do pensamento
é limitada, a do amor não.
Amor não é da mente: ideias não
são a verdade: a verdadeira
experiência, a verdade estão
no silêncio profundo e no encarar,
momento a momento, todas as coisas
de maneira nova, sem a a reação
condicionante,divisora da crença passada
que se põe entre nós e o que é.
Crença, mesmo que disfarçada, só serve para encobrir
medo de ficarmos perdidos, vazios, de não
sermos nada. Mas, afinal,o valor de um tação
está no seu vazio, e, mente
cheia de crenças,dogmas,
afirmações e citações
é realmente uma mente
sem capacidade criadora,
somente repetitiva.

Thursday, October 14, 2010

Palavra coisa não é, não;
e amor não é palavras;
amor é sentimento, é ação,
que não existe sem a atenção

Sunday, October 10, 2010

Virtude é pela compreensão
do que somos: feios, bondosos,
perversos, belos, maldosos...
não por virtude cultivar,
que apenas traz respeitabilidade,
não entendimento e liberdade.
E, virtude é essencial
à vida, à descoberta, à felicidade.
E, ser virtuoso,é claro?
só pode ser ser-se moral.
Quem não é moral
não pode ser livre,
em particular do medo do que é,
logo, descobrir também não
podendo a Realidade
que jamais é estática,
que está sempre em movimento:
compreender o Real
requer pois muita vigilância,
confiança, atenção e cooperação.
E, profunda, rápida compreensão
é ação!

Saturday, October 09, 2010

Plural e singular
se completam,
assim com regular
e irregular,
atração
e rejeição,
luz e escuridão,
trabalho e descanso...
Somos livres:
não há maior bem
do que a liberdade
com responsabilidade,
com a ação do verdadeiro amor,
eficiente, quase
incondicional,
com verdade,
com criatividade
e com originalidade,
novidade.

Wednesday, October 06, 2010

Esforço egocêntrico não
resolve nada, só agrava;
nem controlo, nem repressão,
nem cedência portanto: trava.

Podemos andar por toda a terra,
mas, a nós mesmos de voltar
temos sempre, não é, Erra?:
Ao nosso sentir, agir e pensar.

Autoconhecimento é infinito:
nunca chegamos a qualquer meta,
a qualquer conclusão, e, é mui bonito,
tranquilo, real e criativo, neta.

Mas, não há nada como o agora,
leve, sem stress algum, amoroso,
totalmente confiante, que não roga,
sem medo, que filma, que não é esforçoso.

E que grande cena esta,
do(a)s sempre em festa,
mesmo trabalhando,suando testa,
e, dormindo sesta,
com todos, Nesta.

Observar sem ego,
não me sentir ofendido
sem ser cego;
esquecer tempo ido.

Frescos, sem ambição, novos,
sem repetição, com criatividade,
felizes, mui interessados, com povos
todos, sem autoridade, sem idade.

Monday, October 04, 2010

Tudo tão limitado!
E, a raiz do problema, de facto estrutural,
é acima de tudo mental
e pessoal, só depois económica e social.
A velha e falsa estrutura mental,
baseada e assente na crença
e no conhecimento e experiência
acumulados tem de mudar completamente:
nem o eficiente/competente
servindo para alguma coisa
nesta tão grande emergência:
somente cessando todo o ego e ciência
pode o amor verdadeiro brotar
e abundantemente regar/secar
tanta terra ressequida,
tanta terra submergida...
Amor que pode ser tudo
o que quisermos menos egoísta.
Liberdade, liberdade mental!
Cessem todas as subjugações,
forçagens e intimidações
das crenças e das ideologias...
E, pode ser que sejam eliminados
todos os processos de sepração
entre nós. E então,
talvez o Ilimitado(a)!

Sunday, October 03, 2010

A Sociedade somos nós
dois, todos nós: existimos
pois para a sociedade,
e, a sociedade
existe para nós.