Wednesday, December 21, 2011

Todas as atividades egoístas,
negociais, religiosas,sociais,
políticas, desportivas, culturais...
Fortalecem o eu.Mas, nos actos sexuais
pode verificar-se não só uma grande diminuição do eu,
como uma grande felicidade por meio da fusão, da integração sexual.
Sexo portanto a toda a hora e em todos os locais?
Certamente que não, certamente que não,pois, sexo é somente uma das funções;
mas, fusão dos eus em todos os momentos e em todas as funções, trabalho, alimentação,criação, lazer... Até na função dormir,certamente que sim, certamente que sim, já que, eus funcionando em perfeita relação são a felicidade completa,o Êxtase!
Do desejo é urgente a compreensão,
pois, no satisfazer
do desejo é, com seu prazer
e dor, engendrada a paixão.

E, se queremos mesmo compreender
o desejo é óbvio que escolher
não pode haver: não podemos dizer
este desejo vou ter e aquele não vou ter.

Todo o desejo compreender
na sua beleza, na sua obcessão, na sua fealdade,
na sua contradição, na sua fundamentalidade,
não perverter, suprimir, abusar do desejo, é que é viver!

Quem muito condenar, avaliar, identificar, escolher
pouco atento e consciente é, pois, em conflito está.
Não há mal algum no prazer, mas, querer repetir prazer
não pode ser já que tudo está sempre a mudar, até o prazer.
Não somos separados
dos desejos, nem da memória,
nem do conflito, nem da carência:
tentar preencher carência
ou dela fugir é o erro dos séculos:
quase tudo o que temos de fazer
é a nós próprios nos compreender.

Ficámos da palavra escravos:
quando a palavra deixa des ser
importante, direta passa a ser
a experiência, não mais do medo somos escarvos!
A ideia é fictícia, é irreal,
é ficção, é abstracta,
é o que devia ser...
O facto é concreto, é real,
é o que é.
Entre ambos está o tempo
e o esforço da compreensão,
da análise, da fuga, da ação,
do medo.

A mente é o resultado
do tempo, e, o tempo é
a palavra, o tempo é
pensamento.
Também o medo, o grande inimigo
da liberdade, surge da ânsia de ser
outra coisa diferente do que se é:
querer alcançar e depender
engendra o medo.
E, ficar sem medo
não é tornar-se corajoso,pois, em todo o vir a ser
há medo. O fim do medo
está em compreender o medo.

O passado está sempre a querer ser
presente, o que não pode ser,
pois, tal é fenecer.

Tuesday, December 20, 2011

Ação de massas
não é solução,
é mais confusão:
solução
é auto-conhecimento,
tratamento
do pequeno chão:
compreensão
de mim mesmo
é compreensão
de ti, e, desta compreensão
nasce a afeição,
o amor e a grande comunhão,
a Plenitude tão
procurada
e tão pouco encontrada!
Com a compreensão
da atenção
surge a afeição
que é a lubrificação
da tensão
da grande relação.
Romantismo, ilusão,
saudade são
reconhecidos e no chão
colocados.

Dirigimos então
a atenção para compreensão
da relação,enquanto ilusão
renasce ou não do chão.

E, nem na maior relação
haverá pleno conforto: vida é tensão
entre realidade e ilusão,
entre desejo de conforto e ação:
haja compreensão!

Monday, December 19, 2011

A dependência, a necessidade
é uma constante e desgastante conflitualidade
que vai do apego para a animosidade
e vice-versa e na qual não há nem compreensão nem libertação.

Importa pois ter grande consciência
do processo do apego e da dependência
da necessidade: com esta consciência
até se revela toda a sub-consciência.

Isto feito, consciência
una com inconsciência
resolvem não só dependência
como toda a pendência.
Beleza da humildade,
da virtude? Não
são da dor, não
são cultiváveis:
são vivas, são imparáveis,
são claridade!

Sunday, December 18, 2011

Acumular esforçadamente
conhecimento
é um movimento
do conhecido
para o conhecido,
não é portanto aprender:
aprender, descobrir
é ir
do conhecido
para o desconhecido.

E,pensamentos maus e caprichosos
não são diferentes do pensador,
do juiz, do que, sempre esforçadamente
e rapidamente se deteriorando os tenta controlar:
deixemos, bem o observando, todo o mau pensar
florescer, e, vejamo-lo esmorecer!

Descontente com o que és\tens
lutas e labutas, outra dependência
criando: segurança não tem existência,
tudo muda enquanto vens e não vens!

E ainda, utilização
é satisfação e infelicidade:
êxtase, felicidade
só com a grande comunhão!
Atenção total não
é só grande atenção,
é também atenção
a tudo\todos. De modo que atenção
para adquirir algo é distração,
falta de bondade.
Bondade
é totalidade
de atenção
sem nenhum esforço para ser
ou não ser,
adquirir ou não
adquirir.

O que existe é tudo o que observamos e conhecemos
mais o que não observamos e não conhecemos.
Se houver, se formos só que seja uma pequeníssima bactéria
que não morre quando nós morremos...
E,nos pais e nos filhos vivemos.

O pensamento é temporal;
o que é eterno, intemporal
é a atenção profunda e total
que é também bondade geral.

Não é mais importante o presente
nem desprezamos passado nem futuro:
o tempo não é nada, o modo é fundamental;
e, o modo é tudo/todos observarmos/vivermos
sem escolha, sem ocupação da mente:
mente ocupada é mente cega, mui doente!
MONTARGIL

Montargil da charneca,
das hortas, da cortiça, dos pais,
dos pêssegos, das melancias, dos arrozais,
da argila, do eco, da caneca,

e do CS Hotel do Lago Montargil,
entre a praia e a feira,
entre a Inglaterra e o Brasil,
entre o Fundão e Albufeira.

Montargil de Santarém,
de Rui Pereira, de Violante
Lopes, do rancho cantante,
de Pedro Velho, do Porto de Santarém,

e, da igreja Matriz
e do protestante,
do uno e do tris...
Onde todo é importante.

Montargil dos primeiros passos,
da tradição, da inteligência,
dos intermédios e dos últimos passos,
da sã convivência.

Montargil dos feijões
frades, das couves
com carne, do feijão com couves,
dos moinhos, e, dos Leitões!

Montargil do rio Sôr,
Montargil de Avis,
Montargil de Ponte de Sôr,
Montargil de bons, não de vis!
Ideia é separação,
confusão e adiamento,
mas Amor é solução,
ação no momento.

Saturday, December 17, 2011

Os factos, a vida são
simples, uma beldade e não
exigem crença, fé:
crença só é
exigida pela fuga à realidade,
pela falsidade.

E, se ser bom não
é ser-se bonzinho,
é certamente não
se ser sem carinho.
A autoridade cega, do estado,do patrão,
do mestre, do salvador, do explorado...
Alimenta a corrupção,pois, poder é centralização,
o que implica a corrupção.

Não é que as pessoas de idade
não vejam isto, mas, como são
de opinião que cuidado
não é sem dor, entregam-se à autoridade.

Mas, cuidado, atenção
não só sem dor pode ser
como é a única solução:
bem ver ignorância é inteligente ser.

Obviamente, função
não é divisão,
e, divisão
é disfunção!

Hierarquias, distinções e títulos, mundanos ou espirituais,
uma coisa em casa outra no emprego ou na igreja, pais
esquecendo que também são filhos... Nada disto tem a ver
com o amor, com a afeição, com a amizade, com o compreender.

Amor é união
sem sombra de divisão:
ou se ama
ou não se ama.

E, ter transformado
a falta de amor num processo
infindável cujo resultado
seria a união, foi grande insucesso.

Se não temos experimentação
do amor, mui conscientes
deste facto, por meio da atenção
sem escolha, pode haver JÁ transformação!

Começa sempre tudo no nosso interior:
se estamos divididos de algo ou alguém exterior
é por não sermos unos, integrados,
equilibrados, serenos, harmonizados.

E, esta integração
não é por dor,por disciplinador,
por sacrifício, por salvador,
mas, é pela auto-compreensão!

E, criar não é de todo manifestar
o eu, intelectualizar, exercitar
a mente: criação só pode acontecer
quando a mente está quieta e ausente, não a reconhecer!

Sendo até o movimento
positivo da mente,
tipo: vou então parar de pensar,
ao criar inconveniente!

Friday, December 16, 2011

Memória não é
realidade, é ilusão.
E, quem não
se conhece
a si mesmo não
sabe o que é
nem a liberdade
nem a criatividade.
Ideia não
é facto,
é ficção,
e, só destruindo
ficção,
tem lugar ação!
Barragem na ribeira do Pisão - Alqueva: Anteprojecto dos órgãos hidráulicos:



https://dspace.ist.utl.pt/bitstream/2295/633900/1/Projecto.pdf
APROVEITAMENTO HIDROAGRÍCOLA DO CRATO-ALTER DO CHÃO:


http://sir.dgadr.pt/conteudos/regadios/cartografia/reg_Potencial2011/PDFs_Alentejo/AH_Crato2011.pdf
Autoconhecimento é observação,
a cada instante, do eu, das suas ações,
dos seus apetites, das suas intenções,
dos seus pensamentos, da sua ambição.

Sem o autoconhecimento
experiência é ilusão,
resíduo, confusão
do envenenamento.
Só o medroso
e o ganancioso
seguem, repetitivos,
cansativos e
mecânicos:
virtude e ética
não são
repetição,
nem sequer do bom.
Virtude, humildade
não podem ser cultivadas,e,
mente sem humildade,
sempre a julgar,
a pesar e a condenar,
não simples,
não silenciosa,
não pode compreender
nem viver,
nomeadamente o intemporal.
Vivendo
e aprendendo
à medida que caminhamos
não acumulamos
e daí tomamos
decisões,
não havendo
assim deteriorações.

Aprender
não é interpretar,
nem traduzir,
nem olhar com os olhos
de outros ou do passado:
aprender é uma coisa viva,
nova, afectuosa
e em movimento
em cada momento.

Padrão
não é liberdade,
e, função
não é autoridade.
Vivam a função
e a inteligência:
nenhuma experiência
é assim tão pessoal!

Ideal da não violência, de não ser
ganancioso de nada adianta: a virtude, o poder
sem o qual não há liberdade, vem ter
connosco quando do que somos temos profundo compreender.

Thursday, December 15, 2011

ETERNIDADE
é o presente,
é a bela música,
o som da comunicação,
a letra, a palavra
mais ou menos rápida...
És tu e eu,
é a relação
fecunda, criativa,
é a relação.
Livres portanto da tradição
entranhada,
da ideia viciada,
da ilusão,

da ambição,
e, do medo de viver
e de morrer
e de estar em relação...

É o facto,
a realidade,
o olfacto
e o perfume,
o tacto,
e, a moralidade
da afeição!
O processo da autoridade,
como todo o processo,
começa, desde tenra idade,
dentro de nós: é o abcesso

do desejo de segurança,
de dominar ou ser dominado,
de ter certezas, do não alterado,
mas, mudar apenas de chefe não é nenhuma mudança,

O que temos é de compreender
todo o processo da autoridade,
ver como ele depois passa para a sociedade,
e, assim, desejo de segurança transcender!
Ordem, virtude da liberdade
só com o auto-conhecimento
da aprendizagem da vivacidade
que é sem o passado do agastamento.

Não basta a instrução,
que é mera repetição:
urge a criatividade
da liberdade!

Aprender, esquecer
e aprender de novo
o novo,
é que é viver!

É abominável
quase toda a autoridade, e, execrável,
pois, amável e amoroso
parece não poder ser o poderoso.
Experiências do conhecimento
e da crença são
da autoprojeção,
logo,do divino impedimento.

Pensar com clareza e com sanidade,
sem ilusões, que são fugas à realidade,
é que interessa, e, isso não é só informação
e conhecimento, é também fazer tudo por si próprio com amor e sem coerção.

Portanto, nem a coerção
da influência, nem do apego,
nem da ameaça, nem da persuasão
do encorajamento, nem das subtis
formas da compensação.

E, aprendizagem, contrariamente
à crença generalizada,pela comparação
não é nada encorajada, já que esta só cria frustração,
medo e inveja,à qual chamam competição.

Wednesday, December 14, 2011

Compreensão
do eu é sua cessação,
e, sua cessação
é a eternidade a chegar.

Verdade adorar
é perder verdade,
e,adorar a falsidade
é no inferno entrar.

E, desconhecido,
só após compreensão
e separação
do conhecido.

O ego gosta
de impressionar,
como se de pagar
não tivesse também o Costa!
Tranquilamente observando,
passivamente vigilantes,
sistemas não desprezando,
mas, pessoas valorizando antes.

Não passando a vida a adiar,
não passando a vida a falar,
a impor-se... Mas, tratar
do que há para tratar.

Agir logo que surge a questão,
compreendendo imediata
e instantaneamente, é a solução:
compreensão é a única solução.

Tuesday, December 13, 2011

O que somos, então,
é espírito:corpo vem
e baixa ao chão,
mas, alma é afeição.

Quem ama é imortal
espírito sempre presente,
mas, ganancioso fica ausente,
esquecido pelo seu mal.

Amar, até o ganancioso,
é ouvir e ver sem concepções
prévias, ser gracioso,
não fazer classificações.
Com felicidade,
sem procurarmos resultados,
e, não estagnados,
por compreendermos realidade.

A alegria da criação,
a verdadeira, não
é com o esforço, não,
é com a sua cessação!

De modo que, não cria
o grande ambicioso, e, vida
sua obra não tem, nem alegria,
e,observando-o(a), sua doença é ida.

O egoísta é muito consciente
de si próprio e infeliz;
mas, criando, mente
não sente e é feliz.

Total cessação
do conflito é possível
e é enorme renovação,
criação incrível!

Assim como do mal não
vem nenhum bem,
também do esforço não vem
nenhuma realização, só destruição.

Esforço não
está na base da ação:
esforço só impede, atrasa criação,
que é pela grande comunicação,
pela integração com atenção,
sem distração!
Não necessitando, absolutamente,
de superior, não o combatemos:
bem o observando o compreendemos,
e, também cessa, como demais doente.

Monday, December 12, 2011

Somos em cada momento,
eternamente,
antes e depois.
Pouco importa o tempo.
O muito ambicioso estraga
tudo e tem de ser estragado.
Pouco importa o dinheiro.
Não está certo umas vezes não
querer nada e outras querer tudo.
Só a verdade,
só Deus interessam.
Eu sou tu
e tu és eu;
todos os que morreram são nós
e nós somos eles;
somos ainda todos os seres
vivos e mortos e eles são nós.
também todos os que estão
por nascer são nós
e nós somos eles.
Existimos antes,
existimos agora
e existiremos amanhã,
em diferentes formas,
e, eternamente: umas vezes
em forma extraordinária
outras quase como que não
existindo!
Observando sem querer mudar, sem esforço, até o de querer entender,
como no próprio problema reside a solução,
no momento em que reconhecemos o problema, se dá a sua extinção:
mente sempre a condenar muito pouco consegue entender/fazer.
As pessoas se ofendem quando lhes dizemos que podem ser
elas próprias que estão a responder
às suas preces em vez de Deus, por tal poder
significar estarem enganadas, a nosso ver.

Mas, mão dizemos que Deus não possa estar
na nossa pequena, calma voz\força que, do nosso subconsciente
efetivamente em silêncio, sobe até ao consciente:
dizemos tão só não ser justo uns sujarem e Outro limpar!

E, queremos também dizer existir na realidade
a possibilidade de uma imensa
relação, em cada momento,
com a Realidade!
No essencial
a vida
é constituída
por vários fatores
de perturbação
com manifestação,
por exemplo,
na fome, no sono,
no cansaço e nos demais
apetites e desejos: bem viver
é bem saber acalmar tais
perturbações,
nas relações,
sem criar mais
alterações.

Sunday, December 11, 2011

Qual o mais eminente,
o tempo psicológico
ou o cronológico?
E, existe tempo fora da mente?

Não são os relógios e os calendários,
que são processos mecânico-materiais,
que decorrem fora de nós, que nos são secundários
que nos envelhecem, nos fazem dar ais.

Não é portanto nada lógico
que seja dado tanto valor
ao espaço e ao tempo cronológico,
ignorando\desprezando o tempo psicológico.

O tempo psicológico é produto da mente,
memória do há pouco, do ontem. O presente
é o novo, a única realidade verdadeiramente,
pois, passado se foi e futuro é ausente.

Tempo psicológico é pois recordação.
E, há duas maneiras de viver o presente:
de um modo geral as pessoas vivem/respondem ao presente
pela memória do anterior, isto é, o hoje é repetição,

do ontem a continuação,
mais do mesmo, frustração,
dor, desalento, acumulação,
tristeza, findar, solidão.

Mas, este é o modo errado de viver
a vida: o presente, que é a vida
e que em si mesmo é sempre novo, é para se viver
como eterno, sem fim, como divino, sem ser
um meio(isso é secundarizar o único que secundarizado não pode ser)
para atingir fins (futuro), o que é ter
sempre conflitos, derrotas, desgaste, envelhecer e morrer.

O tempo psicológico não passa de conflito.
Isto bem compreendido, fica também o tempo psicológico
sem qualquer importância, cessa, cessando igualmente o conflito.
E, conflito geral terminado, cessa também o tempo cronológico,
é a eternidade, e,o infinito, o sem limites.
Visão é ação instantânea,imediata,
acurada, precisa, sem arrependimento,
sem esforço, sem recompensa, sem castigo.
E, verdade é sem tempo, sem egoísmo, sem pensamento
e sem medida, e,com amor, com compaixão
e com inteligência mente\coração.

A verdade absoluta existe,é sem contradição,
sem fantasia e sem ilusão,
e, é completa, mutável e e imutável e sem perturbação.

Verdadeiro é tudo o que acontece,
inclusive a ideia, a crença e a opinião:
a fantasia, o romântico, a ilusão
é o que está longe do que existe,
ilusão quer dizer movimento para longe do que existe.

Compreendendo a existência total,
quem julga não é mais a opinião pessoal,
mas, a observação verdadeira, global.

Deixar que a crença,
a ideia ou a opinião
se intrometam entre a observação
e a realidade é cair na ilusão.

Temos de observar a nossa dependência,
seja de pessoas, de crenças,de ideais
ou de excitante experiência
e compreendê-la:é a única maneira de sair da ilusão.

Não cairmos mais na ilusão,
não nos aferrarmos à experimentação
do indevidamente chamado verdadeiro,
é atrair a ordem verdadeira
que é virtude,e sem a qual não
há de Deus a ação!

Pelo pensamento vamos ao espaço exterior
e infinito:não pensando, pensamento é também material,
rumamos ao também ilimitado espaço interior,
descobrindo assim o material-imaterial,
Deus, a Verdade absoluta.

E, quem vai precisar
da relativa verdade
quando tem a absoluta verdade,
Mesmo com tudo sempre a mudar?

Saturday, December 10, 2011

Tempo é também tradução
do novo em termos do conhecido,
do passado, que o mesmo é dizer:
fuga do novo, não
vivência intensa do presente,
incapacidade, deficiência
em momento presente viver,
seja ele qual for, pois, mesmo que não
seja mui famoso, o momento não
deixa de VIDA ser!

Vida só é vida
quando todo o passado
e todo o futuro é vivido
no presente com todo o sentido.

E, não traduzir
presente nos termos do passado
é não ser pelo tempo afetado,
é ser sem tempo, é da eternidade o vir!
Medição, peso, avaliação
é não só a base da tecnologia
e da arte, como também da separação,
do conflito: cesse abuso da medição!

Pensamento é limitado,
não podemos consciência tomar
da totalidade só com o pensar:
tudo/todo tem de ser observado.

Tudo muito bem pensado,
tudo mal observado: ideado
fuga é do observado,
do imediato, do objectivado.

Enganou, sempre à frente ficou,
e, também velho(a) ficou,
e, morreu: tempo criou
pelo muito que pensou,
e, tempo o matou,
isto é: se matou.

Ideia em grego, é observar;
pelo observar, onde não
há crime, há que ficar:
viva a observação, sem avaliação!

Quem muito pensa
é pouco dado à observação
e à vida: ideia é ilusão,
fuga do imediato, da ação!

Observação
sem nome dar,
sem conclusão,
sem finalidade
é que é ver com objetividade.

Sem sombra de divisão,
de contradição;
o mesmo em toda a ocasião;
sem nenhuma visão
do passadão!

Não só a visão do cientista ou do artista,parcial,
mas a visão de todos os sentidos, total:
livres de todo o impedimento,
em particular do impedimento do passado, num só momento,
num só vislumbre, ter a visão do global!

Friday, December 09, 2011

O homem vive
normalmente
num estado de ilusão
e de sombras: Realidade
só surge com mente
naturalmente, não forçadamente,
tranquila e serena.

Deus não pode ser encontrado
pelos intermediários: crenças, doutores,
rituais, seguidores...
Tem de ser encontrado
por nós mesmos, e, sem exigências
nem súplicas: Deus é justo e equilibrado.
O eu contínuo é só mecanicidade
transmitida de idade em idade
sempre sem nenhuma novidade:
compreender isto é renovação e criatividade.

Insulto ou elogio registar
é não observar
o outro: inovar
é tudo observar.

Sem registo psicológico,
sem crenças, deuses, superstições,
medos,apegos, desapegos e comparações
até fica novo cérebro fisiológico.

E, a essência da falta de amor
é o processo do registo:
onde impera o registo
não pode existir amor.
Estamos bem
quando estão bem cem,
quando todos estão bem,
quando eu não vem.

Estamos bem
quando estamos sem ideal,
quando estamos com o real,
quando não fugimos ao real.

Estamos bem
quando somos um com o papel,
com o piano, com nossa pele,
quando não se repele.

Estamos bem
quando não escolhemos,
quando vivemos,
quando não nos encolhemos.

Wednesday, December 07, 2011

O ideal, que se sobrepõe à realidade
presente, é estéril atividade
do pensamento, há exclusividade
entre eles: onde ele está,não há da luz atividade.

E esta luz para a qual
não há como, nem quanto, nem formular,
e, que é VER, mas ver individual,
é de todos e não é de ninguém: é amar!
No vero relacionamento,
não no ajustamento,
que é desordenamento,
é onde está o contentamento.

Da total compreensão
da desordem, sem escolher,
nasce a beleza da integração,
da afeição por todo o viver.

O que nos separa da ação
é o ideal, sendo esta separação
a causa da fraqueza, da aflição:
viva pois a intemporal ação!

O falso, mesmo o mais sofisticado, negando,
entramos em contacto com o verdadeiro:
completamente rituais e símbolos do pensar rejeitando,
o verdadeiro eterno, poderoso e inominável é o companheiro!

A lei comum é fragmentária e cheia de contradições:
precisamos de ser uma luz, uma lei para nós mesmos, sem conclusão:
a verdadeira ética/moralidade não nasce do ontem, da tradição,
nasce do amor, da compaixão, da tranquilidade e da afeição.

E, sermos verdadeiramente
livres é estarmos a todo o momento
libertos de toda a dependência,
de todo o apego,
de toda a pendência,
de todo o desapego,
de toda a apetência,
de todo o pensamento.

Tuesday, December 06, 2011

Contradição
só existe quando
projetamos um ideal,
quando nos separamos
ou apegamos
à ação!
Rir-se, sorrir
com problemas alheios
é compaixão não cumprir;
É não olhar a meios
para fins atingir;
é a si próprio se ferir.
Observação
só do que é
sem evasão
para o que devia
ser é a solução.

Só compreendendo
que pensamento
também é tempo
e movimento
pode mente ir para
além de si mesma.

Pensamento pode ser criador
de imagens e símbolos
maravilhosos do sagrado,
mas, sagrado é para os que observado
sabem mui bem ser o observador.

Não sabendo o que fazer
com o que é, não o tentemos
controlar, reprimir. E, compreender
isto implica que imóveis fiquemos.

Mas, não se trata da imobilidade
daquilo que é estático: é a imobilidade
completa do pensamento,
o total silêncio do pensamento.

Acaba então
o tempo, mas, não a ação
que passa a integral,
incorruptível, sem desordem, total,
instantânea, inspiradada,
não programada.

Sunday, December 04, 2011

Não é por pensares\creres
nos inventores de deuses
e/ou nos que fazem de deuses
que coisas vão melhorar antes de morreres.

Se a coisa não melhorar
agora não é amanhã que vai melhorar;
e, também não podemos desesperar:
há uma esperança que não é para cessar.

De todos os prazeres, medos, lutas, ansiedades,
ofensas, dores e apegos esvaziados
são todos os tempos parados,
é a entrada nas\das eternidades.

Esvaziados de tudo
de uma só vez
porque tudo
vimos numa só vez.

E, sem depender
de ninguém,
sempre a ver
o Todo/tudo,
Eterno vem!
Só cérebro totalmente
liberto de todo o passado
é puro, delicado, inocente
e não condicionado.

E, só mentes não
condicionadas vão
para além da projeção
da imaginação.

Só tal cérebro são
pode ser, criar
e trabalhar
em união.

Tristeza, solidão,
falta de significação
para a vida, multidão,
tagarelice, segunda mão...
Mas,não tem de ser assim, não!

Totalmente sós, sem pertencer,
embora podendo ter,
a família, nação, cultura...
Sem particular compromisso ter,

é sensação de estrangeiro
se ser, e,todavia, é inocência:
só esta grande inocência
liberta o da tristeza prisioneiro.

Saturday, December 03, 2011

Livres da estrutura social do invejar,
da avidez, da competição, da ambição,
da arrogância, do estatuto, da realização
é a beleza e a energia: temos de sós ficar!

Mas, não no isolamento, na solidão,
mesmo da chamada religião:
religião verdadeira é a beleza
da imortalidade, da não contaminação.

Estar só não gera separação,
é estar na massa
sem ser influenciado pela massa,
é ser da massa a levedação!

Mente não pode estar
só pois ela é separação;
mas, bem atentos à solidão
pode acontecer só se ficar.
E, é no ficar só que não há conflituar!

Friday, December 02, 2011

Com resistência e condenação
não se resolve nem pequena nem grande perturbação.
Resolvem-se sim com muita atenção
passiva e curiosa, sem rejeição nem aceitação.

Renovação é essencial e é sem o amontoar
das cargas, dos factos, do experienciar,
da aprendizagem dos ontens, e, com descansar e cansar...
O presente sempre sendo o que mais deve importar!

Desejar alterar ou condenar
o presente sem o compreender
só ajuda mau passado a continuar.
E, para presente bem compreender,
vida toda renovando, não há como ver
o momento como o reflexo do passado,
nalguns casos talvez não.


Quem vive inteira, plena, completa e intensamente
vive sem as marcas doentias da memória do eu monstruoso.Presente
não é, para tal pessoa, um meio para alcançar um fim; para tal, o presente
é mesmo o momento, a vida, o único, incrível e eterno começo, meio e fim!

Mas, uma inventada, construída mente não pode compreender
o que está para além de qualquer valor: vivamos portanto cada experiência
total e profundamente à medida que surge, reflectindo
sobre ela, com todo o nosso ser a sentindo,
estando mui atentos à dor e ao prazer que ela envolver,
atentos a todo o julgamento e identificação:
somente quando vida é completa pode haver renovação:
as quatro estações e direções num só momento, numa só viração,
libertos de toda e qualquer diária acumulação!

Thursday, December 01, 2011

Nada mais precisamos do que de compaixão e bondade.

Tuesday, November 29, 2011

Verdadeira compreensão
é no comum espaço
ao mesmo tempo
com palavra e sentidos
mui claros: é comunhão
e afeição!

Comunicação real,
profunda, fácil, eficaz,
até paranormal,
até extra-sensorial
é o que faz pois falta,
para animar a malta!

Comunicação, relação
sempre sem pré-juízos,
sem ações anteriores,
sem pregação,
sem sermão!
Vida, grande vida
é equilibrada relação
com o Todo e com as partes:
equilíbrio entre o gastar
e o ganhar é perfeição.

Monday, November 28, 2011

Mudança não
pode ser com causa:
compaixão com causa,
mesmo que boa, não
é compaixão,é mercado.
Ninguém se rende a algo que não conhece,
e, verdade por meio do que se conhece
não pode ser conhecida: supremo só se conhece
quando conhecido fenece.

Conhecimento do pensamento
não é eterno: rendição
à projeção da mente do centrão
não é nada, não.

Deus é o que é sempre novo
a cada momento; Deus é compreensão/ação
sem condenação, sem distração,
sem identificação, sem direção
e com direção.

A realidade, a alegria, a felicidade,
Deus é direto, instantâneo e temporal,
sem oposto e total,
sem aceitação nem rejeição,
todo poderoso!

Sunday, November 27, 2011

Sem a compaixão verdadeira,
que não é a antítese do ódio,
são cada vez mais a desumanidade,
a inveja e a brutalidade,
e, a mecanicidade.

E, verdadeira compaixão
é o verbo activo e presente, não
meramente a palavra, não
o pensamento. Compaixão
só existe com fim do pensamento,
com toda a atenção.

Saturday, November 26, 2011

Fim da corrupção
só com separação
do colectivo, da ambição
libertos,e, repletos de afeição.

Friday, November 25, 2011

Grande revolução
criativa é eu ausente,
pensador em união
com pensamento bem assente.

Quando dualidade não
há da pensadora controladora
e do pensamento, há a libertação
da grande energia criadora.

É esta energia no seu apogeu
que faz a revolução fundamental
da quebra total
do psicológico eu.
É necessário mudança radical
na sociedade: ponto final.
Mudança na relação individual
e de grupo, mas, sem plano racional.

Mesmo o plano mais racional e mais bem estudado
é ainda mera criação do mental estado,
o que implica conformismo, ditatorial estado,
loucura, brutalidade, tudo controlado.

Repressão apenas fortalece
o eu e o meu e enfraquece
a visão, o entusiasmo, a ação esperançosa,
a fé, a certeza vigorosa.

Conflito, nem sequer o maior
e mais profundo (sabes o que é o inconsciente)?
resolve seja o que que quer que for,
e, análise nem balão de oxigénio é p'ró doente.

Mudança perfeita, perene, total,
justa, boa não pode ser pela ação
da crença, pela identificação
com a imagem projetada, o ideal.

A verdadeira revolução,
do amor, da afeição
não é mental,
o que é do tempo: é intemporal,

E não é uma questão
de tempo: é sempre agora,
já, agora!
Êxtase é agora,
e, não é em vão!

Thursday, November 24, 2011

Não está nada bem
não pagar a quem
trabalha bem
dando ao que vício tem.

E, amor é como flor perfumada
que não fica preocupada
se cheirada ou ignorada:
afeição é desinteressada.

Com ódio é grande dor;
sem amor é morte;
e,com amor é grande sorte,
grande vida, seja como for!

E, amor verdadeiro
não fica ofendido
se não é correspondido,
embora sem ficar prisioneiro.

Wednesday, November 23, 2011

Pergunta ao Governo N.º 1219/XII/1
Construção da Barragem do Pisão no Orçamento do Estado para 2012
Segunda 14 de Novembro de 2011
Na audição parlamentar do senhor Ministro da Economia e do Emprego sobre o Orçamento do
Estado para 2012, o PCP colocou um vasto conjunto de perguntas sobre a política económica
do Governo e as suas incidências orçamentais.
Para lá de uma resposta global, genérica e difusa, o senhor Ministro não deu qualquer
esclarecimento sobre as questões concretas com que foi confrontado, tendo solicitado que as
mesmas lhe fossem dirigidas por escrito para que lhes pudesse dar resposta.
Considerando o verdadeiro interesse do PCP em obter os esclarecimentos referidos, insistimos
em colocar a questão relativa ao investimento na construção da Barragem do Pisão no
Orçamento do Estado para 2012.
Assim, e ao abrigo das disposições legais e regimentais aplicáveis, solicito através de V. Exa.,
ao Ministério da Economia e Emprego, os seguintes esclarecimentos:
1.Que perspectiva e que responsabilidades vai o Governo assumir quanto à construção da
Barragem do Pisão?
2.Vai ou não o Governo cumprir os compromissos assumidos em período de campanha
eleitoral relativamente à construção daquela barragem?
3.Em que termos dará o Governo concretização àquele investimento, nomeadamente quanto
às condições financeiras, montantes e prazos de início e conclusão do projecto?

Fonte: http://www.pcp.pt/constru%C3%A7%C3%A3o-da-barragem-do-pis%C3%A3o-no-or%C3%A7amento-do-estado-para-2012
Meu desejo
não é ter desejo:
criatividade não é desejo,
não é memória,
não é sensação.
Querer sempre mais do experienciado
e mais do experienciado sempre querer
é para o novo morto ser.
Repetição não é criação,
sensação não é criação:
criatividade é algo sempre
novo momento a momento,
é êxtase!

Tuesday, November 22, 2011

Os que nos causam dor
são nós próprios, e... dor
se vai; nós somos o medo,
e, também se vai o medo.
Do mal não
pode vir bem
algum, oh má!
Não há mal bom, não!
Ser criativo
é receber
e responder
ao sensitivo.

Quem ao presente é chegado
sempre carregado
do conhecido e do passado,
não pode receber o novo, o inesperado.

Desconhecido não é compreendido
pelo muito conhecimento,
mas, pelo esvaziamento
da mente, pelo cansaço ido.

O eterno, Deus, o inesperado
só pode ser experimentado
quando é compreendido e incorporado,
não quando é desprezado.

Monday, November 21, 2011

Causa e efeito proporcionam
temporariamente algum prazer,
mas,no fim, sempre dor ocasionam:
pensamento há que livre ser!

Só acções livres, não condicionadas,
na ideia, na experiência dos passados
não baseadas, ações libertadas
das reações, é que são sem dor gozadas!

Sunday, November 20, 2011

Enquanto fundamental
e profundamente,
não forçada, mas determinadamente
não cessar o desejo de vir a ser,
de alcançar, de ganhar
não pode haver paz no mundo.
E, não haja ilusões,
o conflito, a luta, a guerra
são a primeira causa de todos
os problemas, de todas
as dores, de toda
a falta de felicidade.
Carlos Puebla
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Carlos Puebla
Carlos Puebla (Carlos Manuel Puebla) (Manzanillo, 11 de setembro de 1917 - Havana, 12 de julho de 1989) é um músico, compositor e cantor cubano.
[editar]Discografía

“
De Cuba traigo un cantar
hecho de palma y de sol
cantar de la vida nueva
y del trabajo creador
para el ensueño mejor
cantar para la esperanza
para la luz y el amor...'”

— De Cuba traigo un cantar
1997: Cantarte Comandante.
1997: La novia del feeling.
1997: Toda una vida.
1998: Hasta siempre.
1999: Dos voces de América en un canto a Cuba.
1999: Soy del pueblo.
2001: Mis cincuenta preferidas. Vol. III.
2004: El gran tesoro de la música cubana. Vol. IV
2004: Rebeldes.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Puebla
A felicidade não depende
do tempo: felicidade
é estado intemporal
no presente.

No êxtase, na alegria
criativa, no brilhantismo
não há tempo, não há medo,
apenas o presente imediato!

Tempo psicológico é criação
da mente recordativa e desejosa
de continuar,é apego, desapego,
desassossego e dor.

Felicidade
é eternidade,
intemporalidade!
Geral e particular,
tudo se renovando
ou sendo renovado,
mais ou menos, constantemente.

Causa e efeito não são
estáticos, fixos, rígidos:
não nos deixemos pois limitar
nem pelo global nem pelo particular.

Causa e efeito também um são,
com a renovação, sendo a questão
o agir justo, perfeito e belo, não
se acreditamos nisto ou naquilo.

Friday, November 18, 2011

http://www.youtube.com/watch?v=2g_RdwI_J-I
Para além do condicionamento
só com o grande relacionamento,
e, seguramente, nunca somente
com o pensamento.
Amor não é prazer,
amor não é desejo...
E, todavia, não
há nada sem amor/afeição.

Só com bom relacionamento
e uma qualidade de grande afeição
não resultante do pensamento
mas da total atenção,
podemos no eterno entrar,
no sem problemas.

Thursday, November 17, 2011

Sem desejo,
que é ilusão;
sem eu,
que é conflito.
Compreendendo
profundamente,
agindo na relação.
Sendo uma luz para nós mesmos;
sem imagens,
sem conclusões,
vivendo integralmente,
não fragmentadamente:
só na totalidade
existe a ordem da compreensão,
da luz não impostas.
Sem sacrifícios,
amando o que fazemos,
não somente buscando resultados.

Wednesday, November 16, 2011

Realização
plena
no presente
é o que importa;
e, tal é sem medo,
sem proteção
em relação
à vida,
sem egotismo.
Experimentar,
não especular
ou prelecionar.
E,em cada minuto
terminar
é ver medo findar,
é renovar,
é desconhecido experimentar,
é conhecido
e desconhecido
também um serem.

Monday, November 14, 2011

Não tem idade
o que está para além
do tempo: é incriado, não
nasce, não renasce, não
morre, não tem continuidade.

E, também nós
somos sem idade,
eternos, embora não
do mesquinho/pequenino
modo que geralmente
e infelizmente
imaginamos.

E ainda, só o que estando
liberto do tempo sendo
espiritual, cinzas são mais
espirituais do que o eu fruto
do pensamento, do passado
que teve princípio, e,
pode ter um glorioso fim,
já, se não um fim vergonhoso...

Só o que morre se renova
e conhece o Real.
Eu controlador,
cheio de vontade,
é destruidor
até dele próprio.

E, na observação
verdadeira
não há qualquer escolha,
há apenas observação.

Observação sem interpretar,
sem traduzir, sem distorção,
sequer sem tentar
ter atenção.

Aqui é tudo compreensão,
escuta, percepção,
toque, degustação
e cheiro...Sem observador
presente, ou, com observador
sendo um com experimentado,
com vivido sem fim...

Sunday, November 13, 2011

Pensamento não é divino
pois é do tempo,e, divino
não o é. É total, o Divino,
e é vida, mesmo não o parecendo.


Viver morrendo, não só fisiologicamente,
o que ninguém consegue pôr em causa,
mas também para o eu, psicologicamente,
é que é portanto viver realmente,
eventualmente eternamente.
Total atenção
é afeição,
amor, paz
e vento de feição,
pois é sem divisão
e sem dominação, tão
pouco do pensamento.

Para lá de todos os conceitos
e de toda a esperança;
sem sombra de ódio
e de violência;
favorecendo, não
combatendo a vida: não
há nada mais sagrado
do que a vida.

Sim, sim são
a inteligência e a energia
do amor e da compaixão
que garantem a segurança
e a estabilidade
da humanidade,
que sustentam
o universo.

Saturday, November 12, 2011

Todo o cordão cortar
do sofrimento imediatamente
é ver sempre tudo totalmente
e é do gozo sem dor desfrutar.

Também não há medo onde há inteireza,
onde se ama tudo e todos: a luz
e a sombra, a terra e a urbe, a riqueza
e a pobreza, o que descansa e o que produz.

Sensibilidade vital,
não mero conhecimento intelectual,
sem fuga da perturbação do "mal",
sem refúgio na duvidosa crença virtual.

Com tempo e sem tempo,
finitos e infinitos, temporais
e eternos, sem ais e com ais,
sem medo e com medo: integrais!

Com argumentação
e sem argumentação,
flexíveis e inflexíveis,
com coração e com razão.

Onde existe medo
não há amor,
e, morrermos
a cada momento
é rejuvenescermos,
é não morrermos.

Friday, November 11, 2011

Respondermos sem ficarmos
presos à experiência:
experiência
sem em prisão ficarmos!

Sentindo realmente
o estado da morte,
não somente
a imagem da morte da mente.

Tu não és ser,
quer dizer,
és pó falante:
porquê seres humilhante?
Medo de morrer?
Mas, sem cesssação
não há renovação:
morrer é viver!

Um, dois, três... interesses
podemos observar,
e, os vários interesses
podemos sempre conciliar.

Thursday, November 10, 2011

Exploradores
enganadores,
explorados
enganados,
e, libertados.

Wednesday, November 09, 2011

Apenas uma hora
para viver:
Complicado não há-de ser
para quem vive o agora.

Aflição para quem
vive no passado
ou na esperança.
Força da urgência,
com paciência.

Música inspirada
não pode distrair:
acabar a acção iniciada,
testamento concluir?

Ou descanso, ou distração...
Por que não?
Ou, talvez perdoar,
ou pedir perdão!

Vida eterna, amor
sem limites, com-paixão,
justiça, igualdade,
tudo de bom para todos...

A todos visitar,
interceder?
Jamais condenar
sem compreender...

Tuesday, November 08, 2011

Sendo o que somos,
sem ambição,mas, não
sem compreensão,
sofremos transformação.

E não só sem ambição,
mas, também anónimos, não
famosos, desconhecidos, não
cruéis, sem tristeza.

Sempre vem a tristeza
depois do sucesso: mais
importante do que ser/ter mais
é compreender e dissolver a tristeza.
Observador e observado
são a mesma coisa,
não há nada a ser mudado,
nada a ser melhorado.

Ouvidor e escutado
são a mesma coisa,
não há nada a ser mudado,
nada a ser melhorado.

Nós e o mal
somos a mesma coisa:
quando percebemos que mal
não podemos mudar, cessa o mal.

Quando entendemos
que "mal" não podemos
mudar, cessa o aborrecimento,
e, a beleza da integridade vemos
florescer no relacionamento.

Monday, November 07, 2011

Qual o propósito da vida
se não viver plena
e sabiamente?
Qual o propósito da vida
se não viver plena
e sabiamente?

Sunday, November 06, 2011

Silêncio! silêncio...
Faz-se silêncio...
Faz-se silêncio
E, que há?
Nenhum começo
e nenhum fim, não é?
Só esta, mas esta vida
gloriosa, não furiosa,
harmoniosa, extremosa,
frutuosa, não enganosa,
Amorosa!
Política, cultura e religião
também diferentes não são;
e, a cada momento, urge revolução,
não continuação modificada do velho padrão.

Arranjar emprego, ganhar
dinheiro, ser ambicioso,
ter/ser sempre mais, adaptar-
se às normas... É revoltoso...

E, muitos se revoltam.
Mas, na verdadeira revolta
põe-se tudo em causa, volta
tudo à origem, até os grandes idos voltam.

Verdadeira revolução
é sem injustiça e sem aberração,
é com total compreensão
antes da condenação.

E é inteligência,inovador,
lógica, criatividade, amor,
e, descondicionador!

Saturday, November 05, 2011

Compreender a totalidade
do processo da mente
é o brotar da verdadeira
cooperação, não da autoridade
mas, da justiça e da igualdade.
Cooperar com os supostamente
superiores é perpetuação
do conflito e da dor,
mas, verdadeira cooperação
é pela compreensão
de todo o processo da mente:
aqui não há ganância,
nem inveja, nem comparação,
só abençoada cooperação.
Embora sem exclusão do não.

Friday, November 04, 2011

Técnica e criatividade
também um(a) são,
criatividade
e destreza gémeas são.

Somos corações e mentes abundantes,
de primeira classe,
magnificentes e amantes
de todo o ser que passe!

Não só com vida
própria, mas, com estilo
próprio, com mensagem não ida,
mas, actual, original, sem\com sigilo.

Uma mensagem
alegre, bem disposta,
segura, com folhagem
e frutuosa, com-posta,
e, não manhosa.

Thursday, November 03, 2011

Só quem verdadeiramente não
ama o que faz deseja ser famoso:
resultado mais importante não
pode ser do que acção.

Tanto tem sido a fama
amada em detrimento
da ação que o resultado
só podia ser o feio,
o estúpido,o sem significado,
o trivial do momento!

Bom mesmo é esconder
o brilho do jeito
e ser-se anónimo.
Para o bem.
Mesmo que nos ignorem,
não nos podem tirar
o gozo da criatividade
pelo amor ao feito.

Wednesday, November 02, 2011

Renovação é sem a gente
memória psicológica acumular,
e,a comparar, a julgar
nada compreendemos do presente.

Desejo de alterar
ou condenar
em vez de compreender
o presente é cansar,
é definhar, não renovar.

Renovação
é ver reflexo
do passado no presente
sem qualquer distorção.

Viver, experimentar,
reflectir e sentir
tão completa,profunda e inteiramente
quanto possível cada momento,
bom e mau,é o fim do passado
e do futuro, é o fim da deterioração,
é a glória e o presente
eternos.

Intensa e atentamente
experimentando e compreendendo
tudo portanto em cada momento,
sem acumular!
Pensamento, de um modo geral,
é observador e observado,
pensador e pensamento,
portanto,um movimento,
muitas vezes mui limitado,
estúpido e perigoso.
Embora não tenha de ser assim:
estarmos completamente
conscientes do movimento
do eu em todas as suas actividades, ambições,
realizações, realacionamentos e satisfações,
é completa quietude ou movimento
ou pensamento suaves, inteligentes, harmoniosos,
equilibrados, claros, eficazes, poderosos...
Mas, pela compreensão de tudo isto, não
pela grande labuta, disciplina, truques
ou hipnotismo, abertos ou velados!

Tuesday, November 01, 2011

Verdade absoluta é imutável,
verdade relativa mutável,
e, oh (im)perturbável,
só por nós mesmos é mui notável!

Não de acordo com os maiores
ou o mais recente
ou o que nos livra das piores
dores, mas, com o(a) Ente!

Felizes, serenos
e alegres... Até
no meio
dos loucos da fé!...

Sem esforço,
sem disciplina,
integrando
e desintegrando!
Sem condenação,
com compaixão,
sem justificação,
sem supressão.

Mui atentos,
sem agir,
e,mui plenos,
sem partir.

Mui curiosos,
mui ternos,
mui firmes,
mui amorosos.

Mui suaves,
mui fortes,
mui complexos,
mui simples,
totais.

Mui atentos,
sem nos perturbarmos,
sem fumarmos
ou fumando,
não nos perturbando.

Sem nos embriagarmos
de nada,
sem nos perturbarmos.

Sem opostos,
sem desejo,
com justapostos,
sem nascimento,
sem morte,
em renovação constante,
sem a opressão da experiência do ante,
da experiência do amanhã...
Compreendendo vasta e profundamente:
claro que aquele cabelo, aquele dente,
esta mesa, aquela caneta, aquele
cadáver, aqueles ossos,aquelas cinzas...
Estão, são tão vivos como nós.
Não vês, não vês?

Sem medo,
com prudência