Comida e longevidade
O mistério do motivo porque comer menos aumenta a longevidade está mais perto de ser resolvido.
Estudos mostraram que uma severa restrição de calorias prolonga de forma acentuada a vida em ratos e em muitas outras espécies mas as razões para isso permaneciam esquivas. Mas agora, investigadores americanos que trabalham com vermes nemátodos descobriram um gene associado a este estranho efeito.
Futuramente, a descoberta pode levar à descoberta de drogas que imitem as consequências da restrição de calorias mas não obriguem a regimes de jejum severos.
As propriedades de prolongamento da vida da redução da ingestão de calorias foram primeiro descobertas na década de 30 do século passado, quando ratos de laboratório alimentados com uma dieta muito severa passaram a sobreviver mais tempo que os seus amigos bem alimentados.
Desde então, este efeito tem sido observado em organismos tão diversos como as leveduras, as moscas, vermes e cães.
As consequências para os humanos da redução da ingestão de calorias em cerca de 60% mas mantendo o nível de nutrientes essenciais ainda não são claros, apesar dos seguidores desta dieta extrema serem numerosos.
Andrew Dillin, autor do artigo publicado na revista Nature e professor associado no Salk Institute for Biological Studies, refere: “Se reduzirmos demasiado o alimento, passamos para a fome e vivemos menos. Se comermos demais passamos para a obesidade e vivemos menos. As restrições na dieta correspondem a um ponto intermédio difícil de localizar. Desde há 72 anos que o sabemos mas não percebemos como funciona.”
Um estudo com vermes nemátodos Caenorhabditis elegans revelou que o gene pha-4 desempenha um papel crucial nesta situação. A equipa descobriu que vermes a quem se removia o gene pha-4 não viviam mais tempo mesmo com uma dieta restrita. Mas também descobriram que fazendo a experiência inversa, aumentando a expressão do gene pha-4 nos vermes, aumentava a longevidade quando havia uma dieta restrita.
“Este é o primeiro gene que descobrimos ser absolutamente essencial para a resposta da longevidade à restrição de dieta”, explica Dillin. “Finalmente temos evidências genéticas para deslindar o programa molecular necessário para aumentar a longevidade em resposta à restrição de calorias.”
Apesar do estudo ter sido levado a cabo com vermes, a descoberta também pode ser importante para outras espécies.
Os mamíferos, incluindo o Homem, têm genes muito semelhantes ao pha-4, explica Dillin. Estes genes desempenham um papel importante no desenvolvimento e, mais tarde na vida na regulação do glucagom, uma hormona com papel importante na manutenção dos níveis de glicose no sangue, especialmente durante o jejum.
De facto, os cientistas acreditam que o factor que leva ao aumento da longevidade devido à restrição calórica pode estar associado ao reforço das possibilidades de sobrevivência em tempos de escassez.
“O gene pha-4 pode ser o primeiro a ajudar o animal a superar condições de stress e a viver muito tempo com uma dieta restrita”, diz Dillin.
O próximo passo para os cientistas é analisar o efeito do gene noutras espécies.
Se a ligação com longevidade se aplicar ao Homem, pode abrir a porta ao desenvolvimento de drogas que imitem os efeitos da restrição de calorias e ainda assim permitam às pessoas manter a sua dieta normal, dizem os cientistas.
Richard Miller, do Instituto de Gerontologia da Universidade do Michigan, comenta: “É realmente difícil adivinhar se as associações que estamos a ver entre o sistema pha-4 e as restrições de calorias em vermes têm paralelo nos mamíferos, cujo reportório de resposta às várias formas de escassez de alimentos, a curto e a longo prazo, são de longe mais complexas que as dos vermes.
“Mas o artigo de Dillin fornece tanto motivação para a busca como pistas para onde procurar. Penso que é provável que seja influente, mesmo se as implicações para os mamíferos acabem por ser um beco sem saída.”
Fonte: http://comidaviva.wordpress.com/2007/05/04/descobertas-novas-pistas-acerca-do-gene-da-longevidade/
Monday, December 14, 2009
VIDA BIOLÓGICA
Muitos biólogos tentam definir a vida como um "fenômeno que anima a matéria".
De um modo geral, considera-se tradicionalmente que uma entidade é um ser vivo se exibe todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência:
Crescimento, produção de novas células
Metabolismo, consumo, transformação e armazenamento de energia e massa; crescimento por absorção e reorganização de massa; excreção de desperdício.
Movimento, quer movimento próprio ou movimento interno.
Reprodução, a capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria.
Resposta a estímulos, a capacidade de avaliar as propriedades do ambiente que a rodeia e de agir em resposta a determinadas condições.
Estes critérios têm a sua utilidade, mas a sua natureza díspar torna-os insatisfatórios sob mais que uma perspectiva; de facto, não é difícil encontrar contra-exemplos, bem como exemplos que requerem maior elaboração. Por exemplo, de acordo com os critérios citados, poder-se-ia dizer que:
O fungo tem vida (facilmente remediado pela adição do requisito de limitação espacial, ou seja, a presença de alguma estrutura que delimite a extensão espacial do ser vivo, como por exemplo a membrana celular, levantando, no entanto, novos problemas na definição de indivíduo em organismos como a maioria dos fungos e certas plantas herbáceas).
As estrelas também poderiam ser consideradas seres vivos, por motivos semelhantes aos do fungo.
Mulas e outros híbridos do tipo não são seres vivos, porque são estéreis e não se podem reproduzir, o mesmo se aplicando a humanos estéreis ou impotentes.
Vírus e afins não são seres vivos porque não crescem e não se conseguem reproduzir fora da célula hospedeira, mas muitos parasitas externos levantam problemas semelhantes.
Se nos limitarmos aos organismos terrestres, podem-se considerar alguns critérios adicionais:
Presença de componentes moleculares como hidratos de carbono, lípidios, proteínas e ácidos nucleicos.
Requisito de energia e matéria para manter o estado de vida.
Composição por uma ou mais células.
Manutenção de homeostase.
Capacidade de evoluir como espécie.
Toda a vida na Terra se baseia na química dos compostos de carbono, dita química orgânica. Alguns defendem que este deve ser o caso para todas as formas de vida possíveis no universo; outros descrevem esta posição como o chauvinismo do carbono.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vida#Uma_defini.C3.A7.C3.A3o_convencional-biol.C3.B3gica
MORTE BIOLÓGICA
Biologicamente a morte pode ocorrer para o todo o organismo ou apenas para parte dele. É possível para células individuais, ou mesmo órgãos, morrerem e ainda assim o organismo continuar a viver. Muitas células individuais vivem por apenas pouco tempo e a maior parte das células de um organismo são continuamente substituídas por novas células.
A substituição de células, através da divisão celular, é definida pelo tamanho dos telómeros e ao fim de um certo número de divisões, cessa. Ao final deste ciclo de renovação celular, não há mais replicação, e o organismo terá de funcionar com cada vez menos células. Isso influenciará o desempenho dos órgãos num processo degenerativo até o ponto em que não haverá mais condições de propagação de sinais químicos para o funcionamento das funções vitais do organismo; o que seria morte natural por velhice.
Também é possível que um animal continue vivo, mas sem sinal de atividade cerebral (morte cerebral); nestas condições, tecidos e órgãos vivem e podem ser usados para transplantes. Porém, neste caso, os tecidos sobreviventes precisam ser removidos e transplantados rapidamente ou morrerão também. Em raros casos, algumas células podem sobreviver, como no caso de Henrietta Lacks (um caso em que células cancerígenas foram retiradas do seu corpo por um cientista, continuando a multiplicar-se indefinidamente).
A irreversibilidade é normalmente citada como um atributo da morte. Cientificamente, é impossível trazer de novo à vida um organismo morto. Se um organismo vive, é porque ainda não morreu anteriormente. No entanto, muitas pessoas não acreditam que a morte física é sempre e necessariamente irreversível, enquanto outras acreditam em ressuscitação do espírito ou do corpo e outras ainda, têm esperança que futuros avanços científicos e tecnológicos possam trazê-las de volta à vida, utilizando técnicas ainda embrionárias, tais como a criogenia ou outros meios de ressuscitação ainda por descobrir.
Alguns biólogos acreditam que a função da morte é primariamente permitir a evolução.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Morte#Considera.C3.A7.C3.B5es
GENES DA LONGEVIDADE
2008-03-13
Brian Kennedy
Cientistas norte-americanos identificaram 25 genes que regulam o ciclo de vida de dois organismos separados por mais de 1.500 milhões de anos de evolução, tendo 15 deles versões semelhantes às dos seres humanos.
A descoberta abre a possibilidade desses genes poderem ser guiados para travar o processo de envelhecimento e os problemas de saúde relacionados com a idade - assinala um estudo hoje publicado pela revista Genome Research.
Os dois organismos estudados, o fungo unicelular da levedura e o nemátodo C. elegans, usam-se geralmente nos estudos geriátricos e o facto de se terem descoberto os mesmos genes em ambos é muito importante, sublinham os autores do estudo, investigadores da Universidade de Washington e de outras instituições académicas.
Essa importância deriva do facto de ambos estarem muito separados na escala evolutiva, mais ainda do que os nemátodos dos seres humanos. Na perspectiva dos cientistas, isso e a presença de genes semelhantes no homem indica que estes poderiam regular a longevidade humana.
"Agora sabemos quais são realmente estes genes, o que nos dá objectivos potenciais a procurar nos seres humanos", declarou Brian Kennedy, professor auxiliar da Universidade de Washington e um dos autores do estudo.
"Esperamos poder no futuro influir nesses objectivos e prolongar não só a longevidade, como aumentar o período de vida em que uma pessoa pode manter-se saudável, sem sofrer as doenças características da velhice", acrescentou.
Os cientistas referem ainda no estudo que também descobriram que alguns dos genes do envelhecimento estão envolvidos numa reacção chave do organismo aos nutrientes. Essa descoberta constitui uma nova prova de apoio à teoria de que o consumo de calorias e a reacção aos nutrientes incidem na longevidade e que uma restrição na dieta pode aumentar a vida de uma pessoa.
"Em última instância, o que gostaríamos era de replicar os efeitos da restrição dietética através de um medicamento", afirmou Matt kaeberlein, professor de patologia da Universidade de Washington e outro dos autores do estudo.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25488&op=all#cont
SÃO PAULO- Pesquisadores descobrem que humanos com longevidade excepcional herdaram genes que são mais capazes de manter o comprimento de seus telômeros.
Essas estruturas são seções curtas de DNA que ficam no final de todos os cromossomos. Cada vez que uma célula se divide, seus telômeros se encurtam um pouco até que, eventualmente, eles se tornam tão curtos que a célula para de se dividir. Isso resulta na falência de tecidos e órgãos e no aparecimento dos sinais de velhice.
A partir desses dados já conhecidos uma equipe do Albert Einstein College of Medicine, da Yeshiva University, em Nova York, realizou um estudo para ver se realmente as pessoas que vivem mais tempo têm telômeros maiores.
Para estudar o papel dessa estrutura no envelhecimento, os pesquisadores escolheram uma população homogênea cujos genes já haviam sido catalogados: os judeus Ashkenazi.
O grupo de pesquisa era formado por 86 pessoas com idade média de 97 anos e 175 de seus descendentes. Além disso, havia 93 pessoas em um grupo de controle (descendentes de pais que tiveram expectativa de vida normal).
As análises mostraram uma relação direta entre viver até os 100 anos e possuir uma versão hiperativa de uma enzima que reconstrói as pontas dos cromossomos. A conclusão é a de que parte dessa longevidade encontrada no grupo é atribuída a variações vantajosas dos genes envolvidos na manutenção do telômero.
O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, também revela que esses indivíduos também não sofriam de doenças relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e diabetes.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/identificados-genes-da-longevidade-16112009-20.shl
Muitos biólogos tentam definir a vida como um "fenômeno que anima a matéria".
De um modo geral, considera-se tradicionalmente que uma entidade é um ser vivo se exibe todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência:
Crescimento, produção de novas células
Metabolismo, consumo, transformação e armazenamento de energia e massa; crescimento por absorção e reorganização de massa; excreção de desperdício.
Movimento, quer movimento próprio ou movimento interno.
Reprodução, a capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria.
Resposta a estímulos, a capacidade de avaliar as propriedades do ambiente que a rodeia e de agir em resposta a determinadas condições.
Estes critérios têm a sua utilidade, mas a sua natureza díspar torna-os insatisfatórios sob mais que uma perspectiva; de facto, não é difícil encontrar contra-exemplos, bem como exemplos que requerem maior elaboração. Por exemplo, de acordo com os critérios citados, poder-se-ia dizer que:
O fungo tem vida (facilmente remediado pela adição do requisito de limitação espacial, ou seja, a presença de alguma estrutura que delimite a extensão espacial do ser vivo, como por exemplo a membrana celular, levantando, no entanto, novos problemas na definição de indivíduo em organismos como a maioria dos fungos e certas plantas herbáceas).
As estrelas também poderiam ser consideradas seres vivos, por motivos semelhantes aos do fungo.
Mulas e outros híbridos do tipo não são seres vivos, porque são estéreis e não se podem reproduzir, o mesmo se aplicando a humanos estéreis ou impotentes.
Vírus e afins não são seres vivos porque não crescem e não se conseguem reproduzir fora da célula hospedeira, mas muitos parasitas externos levantam problemas semelhantes.
Se nos limitarmos aos organismos terrestres, podem-se considerar alguns critérios adicionais:
Presença de componentes moleculares como hidratos de carbono, lípidios, proteínas e ácidos nucleicos.
Requisito de energia e matéria para manter o estado de vida.
Composição por uma ou mais células.
Manutenção de homeostase.
Capacidade de evoluir como espécie.
Toda a vida na Terra se baseia na química dos compostos de carbono, dita química orgânica. Alguns defendem que este deve ser o caso para todas as formas de vida possíveis no universo; outros descrevem esta posição como o chauvinismo do carbono.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vida#Uma_defini.C3.A7.C3.A3o_convencional-biol.C3.B3gica
MORTE BIOLÓGICA
Biologicamente a morte pode ocorrer para o todo o organismo ou apenas para parte dele. É possível para células individuais, ou mesmo órgãos, morrerem e ainda assim o organismo continuar a viver. Muitas células individuais vivem por apenas pouco tempo e a maior parte das células de um organismo são continuamente substituídas por novas células.
A substituição de células, através da divisão celular, é definida pelo tamanho dos telómeros e ao fim de um certo número de divisões, cessa. Ao final deste ciclo de renovação celular, não há mais replicação, e o organismo terá de funcionar com cada vez menos células. Isso influenciará o desempenho dos órgãos num processo degenerativo até o ponto em que não haverá mais condições de propagação de sinais químicos para o funcionamento das funções vitais do organismo; o que seria morte natural por velhice.
Também é possível que um animal continue vivo, mas sem sinal de atividade cerebral (morte cerebral); nestas condições, tecidos e órgãos vivem e podem ser usados para transplantes. Porém, neste caso, os tecidos sobreviventes precisam ser removidos e transplantados rapidamente ou morrerão também. Em raros casos, algumas células podem sobreviver, como no caso de Henrietta Lacks (um caso em que células cancerígenas foram retiradas do seu corpo por um cientista, continuando a multiplicar-se indefinidamente).
A irreversibilidade é normalmente citada como um atributo da morte. Cientificamente, é impossível trazer de novo à vida um organismo morto. Se um organismo vive, é porque ainda não morreu anteriormente. No entanto, muitas pessoas não acreditam que a morte física é sempre e necessariamente irreversível, enquanto outras acreditam em ressuscitação do espírito ou do corpo e outras ainda, têm esperança que futuros avanços científicos e tecnológicos possam trazê-las de volta à vida, utilizando técnicas ainda embrionárias, tais como a criogenia ou outros meios de ressuscitação ainda por descobrir.
Alguns biólogos acreditam que a função da morte é primariamente permitir a evolução.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Morte#Considera.C3.A7.C3.B5es
GENES DA LONGEVIDADE
2008-03-13
Brian Kennedy
Cientistas norte-americanos identificaram 25 genes que regulam o ciclo de vida de dois organismos separados por mais de 1.500 milhões de anos de evolução, tendo 15 deles versões semelhantes às dos seres humanos.
A descoberta abre a possibilidade desses genes poderem ser guiados para travar o processo de envelhecimento e os problemas de saúde relacionados com a idade - assinala um estudo hoje publicado pela revista Genome Research.
Os dois organismos estudados, o fungo unicelular da levedura e o nemátodo C. elegans, usam-se geralmente nos estudos geriátricos e o facto de se terem descoberto os mesmos genes em ambos é muito importante, sublinham os autores do estudo, investigadores da Universidade de Washington e de outras instituições académicas.
Essa importância deriva do facto de ambos estarem muito separados na escala evolutiva, mais ainda do que os nemátodos dos seres humanos. Na perspectiva dos cientistas, isso e a presença de genes semelhantes no homem indica que estes poderiam regular a longevidade humana.
"Agora sabemos quais são realmente estes genes, o que nos dá objectivos potenciais a procurar nos seres humanos", declarou Brian Kennedy, professor auxiliar da Universidade de Washington e um dos autores do estudo.
"Esperamos poder no futuro influir nesses objectivos e prolongar não só a longevidade, como aumentar o período de vida em que uma pessoa pode manter-se saudável, sem sofrer as doenças características da velhice", acrescentou.
Os cientistas referem ainda no estudo que também descobriram que alguns dos genes do envelhecimento estão envolvidos numa reacção chave do organismo aos nutrientes. Essa descoberta constitui uma nova prova de apoio à teoria de que o consumo de calorias e a reacção aos nutrientes incidem na longevidade e que uma restrição na dieta pode aumentar a vida de uma pessoa.
"Em última instância, o que gostaríamos era de replicar os efeitos da restrição dietética através de um medicamento", afirmou Matt kaeberlein, professor de patologia da Universidade de Washington e outro dos autores do estudo.
Fonte: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=25488&op=all#cont
SÃO PAULO- Pesquisadores descobrem que humanos com longevidade excepcional herdaram genes que são mais capazes de manter o comprimento de seus telômeros.
Essas estruturas são seções curtas de DNA que ficam no final de todos os cromossomos. Cada vez que uma célula se divide, seus telômeros se encurtam um pouco até que, eventualmente, eles se tornam tão curtos que a célula para de se dividir. Isso resulta na falência de tecidos e órgãos e no aparecimento dos sinais de velhice.
A partir desses dados já conhecidos uma equipe do Albert Einstein College of Medicine, da Yeshiva University, em Nova York, realizou um estudo para ver se realmente as pessoas que vivem mais tempo têm telômeros maiores.
Para estudar o papel dessa estrutura no envelhecimento, os pesquisadores escolheram uma população homogênea cujos genes já haviam sido catalogados: os judeus Ashkenazi.
O grupo de pesquisa era formado por 86 pessoas com idade média de 97 anos e 175 de seus descendentes. Além disso, havia 93 pessoas em um grupo de controle (descendentes de pais que tiveram expectativa de vida normal).
As análises mostraram uma relação direta entre viver até os 100 anos e possuir uma versão hiperativa de uma enzima que reconstrói as pontas dos cromossomos. A conclusão é a de que parte dessa longevidade encontrada no grupo é atribuída a variações vantajosas dos genes envolvidos na manutenção do telômero.
O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, também revela que esses indivíduos também não sofriam de doenças relacionadas à idade, como problemas cardiovasculares e diabetes.
Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/identificados-genes-da-longevidade-16112009-20.shl
Sunday, December 13, 2009




Legenda: da direita para a esquerda: hieróglifo (pictograma) egípcio de cabeça de bovídeo; cabeça de bovídeo proto-semítica; Alef (A) fenício; A romano
A letra "A" é a primeira letra em quase todo os alfabetos do mundo, com exceção do mongol, tibetano, etíope e outros menos conhecidos. A forma do "A" encontra aparentemente sua origem num hieróglifo (pictografia) egípcio simbolizando uma águia (ahom) na escrita hierática cursiva. Os fenícios renomearam a letra aleph (boi/touro), a partir de uma semelhança imaginada com a cabeça e os cornos deste animal. No alfabeto grego mais antigo, aleph passa a ser a letra alpha. Em seguida, ela se tornou o A romano de onde a forma e o valor em geral foram transmitidos aos povos que mais tarde adotaram o alfabeto latino. Representa nos povos antigos um grande poder místico e características mágicas, associadas ao número um. É assim o Aleph hebraico, o Az dos Eslavos e o Alpha grego.
A (Alef hebraico):
Letra de Imprensa:
א
Nome da letra: Alef
Valor fonético: "Muda"
Valor numérico: 1
Natureza: Gutural
Fonte: Wikipéida
Saturday, December 12, 2009
Tempo e palavras
O tempo não existirá.
E as palavras, não esconderão elas coisas que devemos conhecer?
Possivelmente o tempo é uma ilusão. Ser(-se) velho ou novo, cedo ou tarde
não tem pois importância: importante mesmo é bem estar em todos os seres.
Ainda possivelmente, o tempo não é nada, os fenómenos são tudo.
"O tempo é apenas um ser abstracto, que não é, por conseguinte, susceptível das propriedades que a imaginação lhe atribui" - da autoria de Jean-Henri-Samuel Formey, citado por Jean-Jacques Rousseau, na Enciclopédia de Diderot e de Alembert, in: "O Tempo..." de Étienne Klein, da caleidoscópio.
O tempo não existirá.
E as palavras, não esconderão elas coisas que devemos conhecer?
Possivelmente o tempo é uma ilusão. Ser(-se) velho ou novo, cedo ou tarde
não tem pois importância: importante mesmo é bem estar em todos os seres.
Ainda possivelmente, o tempo não é nada, os fenómenos são tudo.
"O tempo é apenas um ser abstracto, que não é, por conseguinte, susceptível das propriedades que a imaginação lhe atribui" - da autoria de Jean-Henri-Samuel Formey, citado por Jean-Jacques Rousseau, na Enciclopédia de Diderot e de Alembert, in: "O Tempo..." de Étienne Klein, da caleidoscópio.
Sacralidade
"Je" é francês;
"ão" é português";
"áléf" é hebraico;
"I" (ai) é inglês...
E, escrita é desenho,
registo fraco, ou rico
das falas que são sons
em que nos empenhamos
porque nos amamos...
Já "'stá bem"
lembra vem
a quem preso e livre
espera, por esperar.
E ainda, quando nos damos,
deram nomes somos
palavras que são números
e são sons...
Mas, somos muito mais
do que números, palavras,
imagens, sons...:
Somos vida, dignidade,
igualdade, sacralidade...
"Je" é francês;
"ão" é português";
"áléf" é hebraico;
"I" (ai) é inglês...
E, escrita é desenho,
registo fraco, ou rico
das falas que são sons
em que nos empenhamos
porque nos amamos...
Já "'stá bem"
lembra vem
a quem preso e livre
espera, por esperar.
E ainda, quando nos damos,
deram nomes somos
palavras que são números
e são sons...
Mas, somos muito mais
do que números, palavras,
imagens, sons...:
Somos vida, dignidade,
igualdade, sacralidade...
Friday, December 11, 2009
Governação Portuguesa:
- Já havia portugueses a divorciar-se porque separados pagam menos impostos (IRS);
- Muitos ricos continuam, de vários modos, a fugir impunemente ao pagamento de impostos (IRC e IRS), mas remediados não;
- Ultimamente, de verdadeiramente positivo, mais não estou a ver do que os apoios para a produção de energias renováveis;
- O aborto foi incentivado, mas a natalidade não;
- Agora estão a promover o casamento "gay"...
Haverá alguma conspiração para a destruição deste país?
Bem sei que os países não são, de um modo geral, mais do que tribos promotoras dos mais diversos conflitos e violências. Mas, vejam lá bem, que não é para se acabar com os países pela negativa, com medidas destruidoras como estas, mas, por todo o incremento da verdadeira comunidade das nações.
- Já havia portugueses a divorciar-se porque separados pagam menos impostos (IRS);
- Muitos ricos continuam, de vários modos, a fugir impunemente ao pagamento de impostos (IRC e IRS), mas remediados não;
- Ultimamente, de verdadeiramente positivo, mais não estou a ver do que os apoios para a produção de energias renováveis;
- O aborto foi incentivado, mas a natalidade não;
- Agora estão a promover o casamento "gay"...
Haverá alguma conspiração para a destruição deste país?
Bem sei que os países não são, de um modo geral, mais do que tribos promotoras dos mais diversos conflitos e violências. Mas, vejam lá bem, que não é para se acabar com os países pela negativa, com medidas destruidoras como estas, mas, por todo o incremento da verdadeira comunidade das nações.
Thursday, December 10, 2009
Concorrência\competição, cooperação/compreensão, ou, um misto de ambas?
Comida, bebida, sexo e afins em abundância por morte poder ser em qualquer momento? E, religião que tal permite-vende? Não será estupidez a mais?
Desistir desta vida? Cansar talvez, desistir de modo algum, pois, "que culpa tem a vida que alguns não a saibam viver?"
Comida, bebida, sexo e afins em abundância por morte poder ser em qualquer momento? E, religião que tal permite-vende? Não será estupidez a mais?
Desistir desta vida? Cansar talvez, desistir de modo algum, pois, "que culpa tem a vida que alguns não a saibam viver?"
O Universo como um Holograma
Michael Talbott
Existe a Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?
Em 1982 um evento notável aconteceu. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode vir a ser um dos mais importantes experimentos do século XX. Você não ouviu sobre isto nos noticiários. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler revistas científicas, você provavelmente nem mesmo tenho ouvido o nome de Aspect, embora haja alguns que acreditem que a descoberta dele pode mudar a face da ciência. Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias as partículas sub-atômicas como os eletrons são capazes de se comunicarem instantaneamente umas com a outras a despeito da distância que as separam. Não importa se elas estão a 10 pés ou a 10 bilhões de milhas separadas.
De alguma forma uma partícula sempre parece saber o que a outra está fazendo. O problema com este feito é que ele viola o princípio de longo prazo de Einstein que nenhuma comunicação possa viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Já que viajar mais rápido do que a velocidade da luz é equivalente a quebrar a barreira do tempo, esta perspectiva assombrosa tem feito com que alguns físicos tentem vir com meios elaborados de descartar as descobertas de Aspect. Mas isto tem inspirado outros a oferecerem até mesmo explicações mais radicais.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam que a realidade objetiva não existe; a despeito de sua aprente solidez, o universo está no coração de um fantasma, um gigantesco e esplendidamente detalhado holograma.
Para entender porque Bohm faz esta surpreendente avaliação, devemos primeiro entender um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser. Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado na luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é ricocheteado da luz refletida do primeiro e ao resultante padrão de interferência [a área onde os dois raios laser se encontram] é capturado em um filme. Quando o filme é revelado, ele parece um rodamoinho sem significado de luz e linhas escuras. Mas logo que o filme revelado é iluminado por um outro raio laser, uma imagem tridimensional do objeto original aparece.
A tridensionalidade de tais imagens não é a única caraterística notável dos hologramas. Se um holograma de uma rosa é cortado na metade ele ainda contém a imagem inteira da rosa. De fato, cada metade conterá a imagem inteira da rosa. Se as metades são divididas novamente, cada fragmento do filme sempre será descoberto conter uma versão menor mas intacta da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém a informação completa possuida pelo todo.
A natureza “do todo em cada parte” do holograma nos fornece um modo inteiramente novo de entender a organização e a ordem. Pela maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado sob a tendência que o melhor meio para entender um fenômeno físico, seja um sapo ou um atómo, é dissecar isto e estudar suas partes respectivas. Um holograma nos ensina que algumas coisas no universo podem não se render a estas abordagens. Se tentarmos separar algo construido holograficamente, não obteremos os pedaços do que isto é feito, apenas obteremos inteiros menores.
Este insight sugeriu a Bohm um outro meio de entender a descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão porque as partículas sub-atômicas são capazes de permanecerem em contacto uma com a outra a despeito da distância que as separam não é porque estejam enviando um algum tipo de sinal misterioso, mas porque a sua separação é uma ilusão. Ele argumenta que em algum nível mais profundo da realidade tais partículas não são entidades individuais, mas realmente sejam extensões do mesmo algo fundamental.
Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração. Imagine um aquário contendo um peixe. Imagine também que você seja incapaz de ver o aquário diretamente e seu conhecimento sobre ele e o que ele contém venha de duas câmeras de televisão, uma dirigida a frente do aquário e a outra a seu lado. Quando você olha fixamente os dois monitores de televisão, você pode assumir que o peixe em cada uma das telas é uma entidade em separado. Afinal, porque as câmeras estão colocadas em ângulos diferentes, cada um a das imagens será ligeiramente diferente. Mas quando você continua a observar os dois peixes, você eventualmente se tornará ciente que há um certo relacionamento entre eles. Quando um se volta, o outro também faz uma volta ligeiramente diferente, mas correspondente. Quando um fica de frente, o outro está de lado. Se você continua inconsciente do escopo completo da situação você pode até mesmo concluir que o peixo deve estar instantaneamente se comunicando com o outro, mas este claramente não é o caso.
Isto, diz Bohm, é precisamente o que está acontecendo entre as partículas sub-atômicas no experimento de Aspect. Segundo Bohm, esta ligação aparentemente mais rápida do que a luz entre as partículas sub-atômicas realmente está nos dizendo que há um nível mais profundo da realidade a qual não temos acesso, uma dimensão mais complexa além da nossa que é análoga ao aquário. E, ele acrescenta, vimos os objetos tais como as partículas sub-atômicas como separadas uma da outra porque estamos vendo apenas uma porção de sua realidade. Tais partículas não são partes separadas, mas facetas de uma unidade mais profunda e subjacente que é ultimamente tão holográfica e indivisível como a rosa anteriormente mencionada. E já que tudo na realidade física está compreendido destes “eidolons”, o próprio universo é uma projeção, um holograma.
Além de sua natureza fantasmagórica, um tal universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas sub-atômicas é ilusória, isto significa que em um nível mais profundo da realidade todas as coisas no universo estão infinitamente conectadas. Os elétrons em um átomo de carbono no cérebro humano estão conectados as partículas sub-atômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu. Tudo interpenetra tudo, e embora a natureza humana possa buscar categorizar e arquivar e subdividir, os vários fenômenos no universo, todas as partilhas são de necessidade artificial e toda a natureza é ultimamente uma teia sem costuras.
Embora Bohm admita que não tenhamos meio de saber o que mais está oculto no super-holograma, ele se aventura a dizer que não temos razão para assumir que isto não contenha mais. Ou como ele coloca isso, talvez o nível super-holográfico da realidade seja um ‘mero estágio’ além do qual jaz “uma infinidade de desenvolvimento posterior”.
Bohm não é o único pesquisador a encontrar evidência de que o Universo seja um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista de Stanford, Karl Pribram também tem se tornado persuadido da natureza holográfica da realidade. Pribram estava desenhando o modelo holográfico do cérebro para o enigma de como e onde as memórias são armazenadas no cérebro. Por décadas, os estudos tem mostrado que muito mais do que estarem confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.
Em uma série de experimentos principais na década de 1920, o cientista cerebral Karl Lashley descobriu que não importava qual porção do cérebro de um rato ele removia; ele era incapaz de erradicar sua memória de como realizar tarefas complexas que ele havia aprendido antes da cirurgia. O único problema era que ninguém foi capaz de vir com um mecanismo que pudesse explicar esta curiosa natureza do “todo em cada parte” do armazenamento da memória.
Então na década de 1960 Pribram encontrou o conceito da holografia e entendeu que ele havia descoberto a explicação que os cientistas cerebrais haviam estado procurando. Pribram acredita que as memórias estão codificadas não nos neurônios, ou pequenos agrupamentos de neurônios, mas nos padrões dos impulsos nervosos que se entrecruzam no inteiro cérebro do mesmo modo que os padrões da interferência da luz do laser se entrecruza na área inteira de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro seja um holograma.
A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode armazenar tantas memórias em tão pouco espaço. Tem sido estimado que o cérebro humano tenha a capacidade de memorizar algo da ordem de 10 bilhões de bits de informação durante um período de vida médio [ou a grosso modo a mesma quantidade de informação contida em cinco conjuntos da Encyclopaedia Britannica].
Similarmente, tem sido descoberto que em adição suas outras capacidades os hologramas possuem uma capacidade estonteante de armazenar informação – simplesmente ao mudar o ângulo no qual os dois raios laser atingem um pedaço de filme fotográfico, é possível registrar muitas imagens diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centimetro cúbico de filme pode manter tanto quanto 10 bilhões de bits de informação.
Nossa desconcertante capacidade de rapidamente recuperar seja qual for a informação que precisamos do imenso armazenamento de nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funcionar sob os princípios holográficos. Se um amigo lhe pedir para dizer a ele o que vem a mente quando ele diz a palavra “zebra” você não tem que escolher desjeitadamente de volta a um gigantesco arquivo cerebral alfabético para encontrar a resposta. Ao invés, asociações como “semelhante a um cavalo”, “listrada”, “animal nativo da África” todos pulam imediatamente na sua cabeça. De fato, uma das coisas mais surpreendente sobre o processo do pensamento humano é que cada pedaço de informação parece imediatamente se inter-relacionar com cada outro pedaço de informação – uma outra característica intrínsica ao holograma. Porque cada porção de um holograma está infinitamente interconectada com todas as outras porções, talvez este seja o supremo exemplo da natureza de um sistema interelacionado.
O armazenamento da memória não é o único enigma neurofisiológico que se torna mais tratável à luz do modelo holográfico do cérebro de Pilbram. Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de frequências que ele recebe via os sentidos [frequências de luz, frequências de som etc] para o mundo concreto de nossas percepções.
Codificar e descodificar frequências é precisamente o que um holograma faz melhor. Exatamente como um holograma funciona com um tipo de lente, uma aparelho de tradução capaz de converter um borrão aparentemente sem sentido de frequências em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também inclui uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as frequências que ele recebe pelos sentidos para o mundo interno de nossas percepções.
Um corpo impressivo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar suas operações. A teoria de Pribram, de fato, tem recebido um apoio crescente entre os neurofisiologistas.
O pesquisador argentino-italiano Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo do fenômeno acústico. Intrigado pelo fato de que os humanos possam localizar a fonte dos sons sem mover suas cabeças, até mesmo quando possuem a audição em um só ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar esta habilidade.
Zucarelli tem também desenvolvido a tecnologia do som holofônico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir situações acústicas com um realismo quase desconcertante.
A crença de Pribram que nossos cérebros constróem matematicamente a “dura” realidade ao contar com o input de um domínio de frequência também tem recebido uma boa quantidade de apoio experimental.
Tem sido desoberto que cada um dos nossos sentidos é sensível a um alcance muito mais amplo de frequências do que previamente suspeitado.
Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nossos sistemas visuais são sensíveis a frequências de som, que nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora é chamado “frequências cósmicas” e que até mesmo as células em nossos corpos são sensíveis a um amplo alcance de frequências. Tais achados sugerem que é somente no domínio holográfico da consciência que tais frequências sejam escolhidas e divididas nas percepções convencionais.
Mas o aspecto mais fascinante do modelo holográfico do cérebro de Pribram é o que acontece quando ele é colocado junto da teoria de Bohm. Porque se a concretividade do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está “lá” é realmente uma mancha holográfica de frequências, e se o cérebro também é um holograma e somente seleciona algumas das frequências desta mancha e as transforma matematicamente em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva?
Falando muito simplesmente, isto cessa de existir. Como as religiões do oriente há muito tem mantindo, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora nós possamos pensar que somos seres físicos nos movendo em um mundo físico, isto também é uma ilusão.
Realmente somos “receptores” flutuando em um mar caledoscópico de frequências, e o que extrairmos deste mar e transmodificamos em realidade física nada mais é do que um canal dos muitos extraídos do super-holograma.
Esta impressionante nova imagem da realidade, a síntese das opiniões de Bohm e Pribram, tem vindo a ser chamado o paradigma holográfico, e embora muitos cientistas tenham recebido isto com ceticimo, isto tem galvanizado outros. Um grupo pequeno mas crescente de pesquisadores acredita que este possa ser o modelo mais acurado da realidade a que a ciência já tenha conseguido chegar. Mais do que isto, alguns acreditam que possam resolver alguns mistérios que nunca antes tem sido explicáveis pela ciência e até mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.
Numerosos pesquisadores, incluindo Bohm e Pribram, tem notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.
Em um universo no qual os cérebros individuais são realmente porções indivisíveis de um holograma maior e tudo está infinitamente interconectado, a telepatia pode meramente ser o acesso do nível holográfico.
É obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo ‘A’ para aquela do indivíduo ‘B’ a um ponto a longa distância e ajuda a entender um número de enigmas não resolvidos em psicologia. Em particular, Stanislav Grof, um fundador do campo de psicologia transpessoal, sente que o paradigma holográfico ofereça um modelo para o entendimento de muitos fenômenos embaraçosos vivenciados pelos indíviduos durante estados alterados da consciência.
Criação – Universo Holográfico
Na década de 1950, enquanto realizava pesquisa nas crenças do LSD como um instrumento psicoterapêutico, Grof tinha uma paciente que subitamente se tornou convencida que ela havia assumido a identidade de uma fêmea de uma espécie de réptil pré histórico. Durante o curso da alucinação dela, ela não apenas deu uma descrição rica e detalhada do que ela sentia como estar encapsulada em uma tal forma, mas notou uma porção da anatomia masculina da espécie, o que era de um parte de escamas coloridas no lado de sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof foi que embora a mulher não tivesse conhecimento anterior sobre tais coisas, uma conversa com um zoologista mais tarde confirmou que em certas espécies de répteis as áreas coloridas na cabeça de fato desempenham um papel importante como gatilhos do arrebatamento sexual.
A experiência da mulher não foi única. Durante o curso de sua pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e identificando-se com virtualmente todas as espécies da árvore revolucionária [achados de pesquisa que ajudaram a influenciar o cenário "homem a partir do macaco" no filme "Estados Alterados"]. Sobretudo, ele descobriu que tais experiências frequentemente continham obscuros detalhes zoológicos que acabavam por se mostrar acurados.
As regressões ao reino animal não eram o único fenômeno intrigante que Grof encontrou. Ele também teve pacientes que pareciam “grampear” algum tipo de inconsciente coletivo ou racial. Os indivíduos com pouca ou nenhuma educação subitamente davam descrições detalhadas de práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hundu. Em outras categorias de experiência, os indivíduos davam narrativas persuasivas de experiências fora do corpo, de visualizações pré-cognitivas do futuro, de regressões a aparentes encarnações de vidas passadas.
Na última pesquisa, Grof descobriu este mesmo alcance de fenômenos manifestados nas sessões de terapia que não envolveram o uso de drogas. Por causa que o elemento comum em tais experiências parecia ser a transcendência da consciência do indivíduo além das fronteiras usuais do ego e/ou limitações de espaço e tempo, Grof chamou a tais experiências de “experiências transcendentais” e no final da década de 1960 ele ajudou a formar um ramo da psicologia chamado “psicologia transpessoal” devotado inteiramente ao estudo delas.
Embora a recém fundada Associação de Psicologia Transpessoal de Grof reunisse um número rapidamente crescente de profissionais de mente similar e tenha se tornado um ramo respeitado da psicologia, por anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de oferecer um mecanismo para explicar o bizarro fenômeno psicológico que eles estavam testemunhando. Mas isto tem mudado com o advento do paradigma holográfico.
Como Grof recentemente notou, se a mente é realmente uma parte de um continuum, um labirinto que está conectado não apenas a todas as outras mentes que existem ou tem existido, mas a todos os átomos, organismos, e regiões na vastidão do próprio espaço e tempo, o fato que ela seja capaz de ocasionalmente fazer investidas no labirinto e ter experiências transpessoais não mais parece tão estranho.
O paradigma holográfico também tem implicações para as chamadas ciências duras como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo da Universidade Virginia Intermont, tem ressaltado que se a concretividade da realidade nada mais é que uma ilusão holográfica, não mais seria verdade que o cérebro produza a consciência. Muito mais, é a consciência que cria o aparecimento do cérebro – bem como do corpo e de tudo mais ao redor de nós que interpretramos como físico.
Uma tal reviravolta no modo em que vemos as estruturas biológicas tem feito com que os pesquisadores ressaltem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura pode também ser transformado pelo paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por nossa saúde que a atual sabedoria médica permite. O que agora vemos como remissões miraculosas de doenças podem realmente ser devido a mudanças na consciência que por sua vez afetam mudanças no holograma do corpo.
Similarmente, novas técnicas controvertidas de cura tais como a visualização podem funcionar tão bem porque no domínio holográfico do pensamento as imagens são ultimamente tão reais quanto a “realidade”.
Até mesmo visões e experiências envolvendo uma realidade “não ordinária” se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro, “Gifts of Unknown Things,” o biólogo Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher shamã na Indonésia que, ao realizar uma dança ritual, foi capaz de fazer um inteiro grupo de árvores instantaneamente desaparecer no fino ar. Watson relata que ele e um outro espectador atônito continuaram a observar a mulher, e ela fez as árvores reaparecem, então desaparecerem novamente e assim novamente por várias vezes em sucessão.
Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar tais eventos, experiências como estas se tornam mais defensáveis se a “dura” realidade é apenas uma projeção holográfica.
Talvez concordemos sobre o que seja “lá” ou “não lá” porque o que chamamos consenso da realidade é formulado e ratificado a nível do inconsciente humano ao qual todas as mentes estão infinitamente interconectadas.
Se isto é verdade, é a mais profunda implicação do paradigma holográfico de todas, porque isto significa que as experiências tais como as de Watson não são lugar comum apenas porque não temos programado a nossa mente com as crenças que as fazem assim. Em um universo holográfico não há limites na extensão em que podemos alterar o tecido da realidade.
O que percebemos como realidade é apenas uma tela que nos espera para desenhar nela qualquer imagem que quisermos. Tudo é possível, desde curvar colheres com o poder da mente até os eventos fantasmagóricos vivenciados por Castaneda durante seus encontros com o bruxo Yaqui Don Juan, porque o mágico é nosso direito inato, nem mais nem menos miraculoso do que a nossa habilidade de computar a realidade que queremos quando estamos em nossos sonhos.
De fato, até mesmo nossas noções mais fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas, porque em um universo holográfico, como tem ressaltado Pribram, até mesmo eventos aleatórios tem sido vistos como baseados nos principios holográficos e portanto determinados. As sincronicidades ou coincidências significativas subitamente fazem sentido, e tudo na realidade teria que ser visto como uma metáfora, porque até mesmo os eventos mais casuais expressariam alguma realidade subjacente.
Se o paradigma holográfico de Bohm e Pribram se torna aceito pela ciência ou morre uma morte ignóbil, permanece a ser visto, mas é seguro dizer que ele já tenha uma influência no pensamento de muitos cientistas. E até mesmo se é descoberto que o modelo holográfico não fornece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vemos estar ocorrendo para diante e para trás entre as partículas sub-atômicas, ao menos, como notado por Basil Hiley, um físico da Universidade Birbeck em Londres, as descobertas de Aspect “indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novas visões da realidade”.
Fonte: http://conspireassim.wordpress.com/2008/10/14/o-universo-como-um-holograma/
Michael Talbott
Existe a Realidade Objetiva ou o Universo é um Fantasma?
Em 1982 um evento notável aconteceu. Na Universidade de Paris uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect realizou o que pode vir a ser um dos mais importantes experimentos do século XX. Você não ouviu sobre isto nos noticiários. De fato, a menos que você tenha o hábito de ler revistas científicas, você provavelmente nem mesmo tenho ouvido o nome de Aspect, embora haja alguns que acreditem que a descoberta dele pode mudar a face da ciência. Aspect e sua equipe descobriram que sob certas circunstâncias as partículas sub-atômicas como os eletrons são capazes de se comunicarem instantaneamente umas com a outras a despeito da distância que as separam. Não importa se elas estão a 10 pés ou a 10 bilhões de milhas separadas.
De alguma forma uma partícula sempre parece saber o que a outra está fazendo. O problema com este feito é que ele viola o princípio de longo prazo de Einstein que nenhuma comunicação possa viajar mais rápido do que a velocidade da luz. Já que viajar mais rápido do que a velocidade da luz é equivalente a quebrar a barreira do tempo, esta perspectiva assombrosa tem feito com que alguns físicos tentem vir com meios elaborados de descartar as descobertas de Aspect. Mas isto tem inspirado outros a oferecerem até mesmo explicações mais radicais.
O físico da Universidade de Londres, David Bohm, por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam que a realidade objetiva não existe; a despeito de sua aprente solidez, o universo está no coração de um fantasma, um gigantesco e esplendidamente detalhado holograma.
Para entender porque Bohm faz esta surpreendente avaliação, devemos primeiro entender um pouco sobre hologramas. Um holograma é uma fotografia tridimensional feita com a ajuda de um laser. Para fazer um holograma, o objeto a ser fotografado é primeiro banhado na luz de um raio laser. Então um segundo raio laser é ricocheteado da luz refletida do primeiro e ao resultante padrão de interferência [a área onde os dois raios laser se encontram] é capturado em um filme. Quando o filme é revelado, ele parece um rodamoinho sem significado de luz e linhas escuras. Mas logo que o filme revelado é iluminado por um outro raio laser, uma imagem tridimensional do objeto original aparece.
A tridensionalidade de tais imagens não é a única caraterística notável dos hologramas. Se um holograma de uma rosa é cortado na metade ele ainda contém a imagem inteira da rosa. De fato, cada metade conterá a imagem inteira da rosa. Se as metades são divididas novamente, cada fragmento do filme sempre será descoberto conter uma versão menor mas intacta da imagem original. Diferente das fotografias normais, cada parte de um holograma contém a informação completa possuida pelo todo.
A natureza “do todo em cada parte” do holograma nos fornece um modo inteiramente novo de entender a organização e a ordem. Pela maior parte de sua história, a ciência ocidental tem trabalhado sob a tendência que o melhor meio para entender um fenômeno físico, seja um sapo ou um atómo, é dissecar isto e estudar suas partes respectivas. Um holograma nos ensina que algumas coisas no universo podem não se render a estas abordagens. Se tentarmos separar algo construido holograficamente, não obteremos os pedaços do que isto é feito, apenas obteremos inteiros menores.
Este insight sugeriu a Bohm um outro meio de entender a descoberta de Aspect. Bohm acredita que a razão porque as partículas sub-atômicas são capazes de permanecerem em contacto uma com a outra a despeito da distância que as separam não é porque estejam enviando um algum tipo de sinal misterioso, mas porque a sua separação é uma ilusão. Ele argumenta que em algum nível mais profundo da realidade tais partículas não são entidades individuais, mas realmente sejam extensões do mesmo algo fundamental.
Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração. Imagine um aquário contendo um peixe. Imagine também que você seja incapaz de ver o aquário diretamente e seu conhecimento sobre ele e o que ele contém venha de duas câmeras de televisão, uma dirigida a frente do aquário e a outra a seu lado. Quando você olha fixamente os dois monitores de televisão, você pode assumir que o peixe em cada uma das telas é uma entidade em separado. Afinal, porque as câmeras estão colocadas em ângulos diferentes, cada um a das imagens será ligeiramente diferente. Mas quando você continua a observar os dois peixes, você eventualmente se tornará ciente que há um certo relacionamento entre eles. Quando um se volta, o outro também faz uma volta ligeiramente diferente, mas correspondente. Quando um fica de frente, o outro está de lado. Se você continua inconsciente do escopo completo da situação você pode até mesmo concluir que o peixo deve estar instantaneamente se comunicando com o outro, mas este claramente não é o caso.
Isto, diz Bohm, é precisamente o que está acontecendo entre as partículas sub-atômicas no experimento de Aspect. Segundo Bohm, esta ligação aparentemente mais rápida do que a luz entre as partículas sub-atômicas realmente está nos dizendo que há um nível mais profundo da realidade a qual não temos acesso, uma dimensão mais complexa além da nossa que é análoga ao aquário. E, ele acrescenta, vimos os objetos tais como as partículas sub-atômicas como separadas uma da outra porque estamos vendo apenas uma porção de sua realidade. Tais partículas não são partes separadas, mas facetas de uma unidade mais profunda e subjacente que é ultimamente tão holográfica e indivisível como a rosa anteriormente mencionada. E já que tudo na realidade física está compreendido destes “eidolons”, o próprio universo é uma projeção, um holograma.
Além de sua natureza fantasmagórica, um tal universo possuiria outras características surpreendentes. Se a aparente separação das partículas sub-atômicas é ilusória, isto significa que em um nível mais profundo da realidade todas as coisas no universo estão infinitamente conectadas. Os elétrons em um átomo de carbono no cérebro humano estão conectados as partículas sub-atômicas que compreendem cada salmão que nada, cada coração que bate, e cada estrela que brilha no céu. Tudo interpenetra tudo, e embora a natureza humana possa buscar categorizar e arquivar e subdividir, os vários fenômenos no universo, todas as partilhas são de necessidade artificial e toda a natureza é ultimamente uma teia sem costuras.
Embora Bohm admita que não tenhamos meio de saber o que mais está oculto no super-holograma, ele se aventura a dizer que não temos razão para assumir que isto não contenha mais. Ou como ele coloca isso, talvez o nível super-holográfico da realidade seja um ‘mero estágio’ além do qual jaz “uma infinidade de desenvolvimento posterior”.
Bohm não é o único pesquisador a encontrar evidência de que o Universo seja um holograma. Trabalhando independentemente no campo da pesquisa cerebral, o neurofisiologista de Stanford, Karl Pribram também tem se tornado persuadido da natureza holográfica da realidade. Pribram estava desenhando o modelo holográfico do cérebro para o enigma de como e onde as memórias são armazenadas no cérebro. Por décadas, os estudos tem mostrado que muito mais do que estarem confinadas a uma localização específica, as memórias estão dispersas pelo cérebro.
Em uma série de experimentos principais na década de 1920, o cientista cerebral Karl Lashley descobriu que não importava qual porção do cérebro de um rato ele removia; ele era incapaz de erradicar sua memória de como realizar tarefas complexas que ele havia aprendido antes da cirurgia. O único problema era que ninguém foi capaz de vir com um mecanismo que pudesse explicar esta curiosa natureza do “todo em cada parte” do armazenamento da memória.
Então na década de 1960 Pribram encontrou o conceito da holografia e entendeu que ele havia descoberto a explicação que os cientistas cerebrais haviam estado procurando. Pribram acredita que as memórias estão codificadas não nos neurônios, ou pequenos agrupamentos de neurônios, mas nos padrões dos impulsos nervosos que se entrecruzam no inteiro cérebro do mesmo modo que os padrões da interferência da luz do laser se entrecruza na área inteira de um pedaço de filme contendo uma imagem holográfica. Em outras palavras, Pribram acredita que o próprio cérebro seja um holograma.
A teoria de Pribram também explica como o cérebro humano pode armazenar tantas memórias em tão pouco espaço. Tem sido estimado que o cérebro humano tenha a capacidade de memorizar algo da ordem de 10 bilhões de bits de informação durante um período de vida médio [ou a grosso modo a mesma quantidade de informação contida em cinco conjuntos da Encyclopaedia Britannica].
Similarmente, tem sido descoberto que em adição suas outras capacidades os hologramas possuem uma capacidade estonteante de armazenar informação – simplesmente ao mudar o ângulo no qual os dois raios laser atingem um pedaço de filme fotográfico, é possível registrar muitas imagens diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centimetro cúbico de filme pode manter tanto quanto 10 bilhões de bits de informação.
Nossa desconcertante capacidade de rapidamente recuperar seja qual for a informação que precisamos do imenso armazenamento de nossas memórias se torna mais compreensível se o cérebro funcionar sob os princípios holográficos. Se um amigo lhe pedir para dizer a ele o que vem a mente quando ele diz a palavra “zebra” você não tem que escolher desjeitadamente de volta a um gigantesco arquivo cerebral alfabético para encontrar a resposta. Ao invés, asociações como “semelhante a um cavalo”, “listrada”, “animal nativo da África” todos pulam imediatamente na sua cabeça. De fato, uma das coisas mais surpreendente sobre o processo do pensamento humano é que cada pedaço de informação parece imediatamente se inter-relacionar com cada outro pedaço de informação – uma outra característica intrínsica ao holograma. Porque cada porção de um holograma está infinitamente interconectada com todas as outras porções, talvez este seja o supremo exemplo da natureza de um sistema interelacionado.
O armazenamento da memória não é o único enigma neurofisiológico que se torna mais tratável à luz do modelo holográfico do cérebro de Pilbram. Um outro é como o cérebro é capaz de traduzir a avalanche de frequências que ele recebe via os sentidos [frequências de luz, frequências de som etc] para o mundo concreto de nossas percepções.
Codificar e descodificar frequências é precisamente o que um holograma faz melhor. Exatamente como um holograma funciona com um tipo de lente, uma aparelho de tradução capaz de converter um borrão aparentemente sem sentido de frequências em uma imagem coerente, Pribram acredita que o cérebro também inclui uma lente e usa os princípios holográficos para converter matematicamente as frequências que ele recebe pelos sentidos para o mundo interno de nossas percepções.
Um corpo impressivo de evidência sugere que o cérebro usa os princípios holográficos para realizar suas operações. A teoria de Pribram, de fato, tem recebido um apoio crescente entre os neurofisiologistas.
O pesquisador argentino-italiano Hugo Zucarelli recentemente estendeu o modelo holográfico ao mundo do fenômeno acústico. Intrigado pelo fato de que os humanos possam localizar a fonte dos sons sem mover suas cabeças, até mesmo quando possuem a audição em um só ouvido, Zucarelli descobriu que os princípios holográficos podem explicar esta habilidade.
Zucarelli tem também desenvolvido a tecnologia do som holofônico, uma técnica de gravação capaz de reproduzir situações acústicas com um realismo quase desconcertante.
A crença de Pribram que nossos cérebros constróem matematicamente a “dura” realidade ao contar com o input de um domínio de frequência também tem recebido uma boa quantidade de apoio experimental.
Tem sido desoberto que cada um dos nossos sentidos é sensível a um alcance muito mais amplo de frequências do que previamente suspeitado.
Os pesquisadores tem descoberto, por exemplo, que nossos sistemas visuais são sensíveis a frequências de som, que nosso sentido de olfato é em parte dependente do que agora é chamado “frequências cósmicas” e que até mesmo as células em nossos corpos são sensíveis a um amplo alcance de frequências. Tais achados sugerem que é somente no domínio holográfico da consciência que tais frequências sejam escolhidas e divididas nas percepções convencionais.
Mas o aspecto mais fascinante do modelo holográfico do cérebro de Pribram é o que acontece quando ele é colocado junto da teoria de Bohm. Porque se a concretividade do mundo nada mais é do que uma realidade secundária e o que está “lá” é realmente uma mancha holográfica de frequências, e se o cérebro também é um holograma e somente seleciona algumas das frequências desta mancha e as transforma matematicamente em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva?
Falando muito simplesmente, isto cessa de existir. Como as religiões do oriente há muito tem mantindo, o mundo material é Maya, uma ilusão, e embora nós possamos pensar que somos seres físicos nos movendo em um mundo físico, isto também é uma ilusão.
Realmente somos “receptores” flutuando em um mar caledoscópico de frequências, e o que extrairmos deste mar e transmodificamos em realidade física nada mais é do que um canal dos muitos extraídos do super-holograma.
Esta impressionante nova imagem da realidade, a síntese das opiniões de Bohm e Pribram, tem vindo a ser chamado o paradigma holográfico, e embora muitos cientistas tenham recebido isto com ceticimo, isto tem galvanizado outros. Um grupo pequeno mas crescente de pesquisadores acredita que este possa ser o modelo mais acurado da realidade a que a ciência já tenha conseguido chegar. Mais do que isto, alguns acreditam que possam resolver alguns mistérios que nunca antes tem sido explicáveis pela ciência e até mesmo estabelecer o paranormal como parte da natureza.
Numerosos pesquisadores, incluindo Bohm e Pribram, tem notado que muitos fenômenos parapsicológicos se tornam muito mais compreensíveis em termos do paradigma holográfico.
Em um universo no qual os cérebros individuais são realmente porções indivisíveis de um holograma maior e tudo está infinitamente interconectado, a telepatia pode meramente ser o acesso do nível holográfico.
É obviamente muito mais fácil entender como a informação pode viajar da mente do indivíduo ‘A’ para aquela do indivíduo ‘B’ a um ponto a longa distância e ajuda a entender um número de enigmas não resolvidos em psicologia. Em particular, Stanislav Grof, um fundador do campo de psicologia transpessoal, sente que o paradigma holográfico ofereça um modelo para o entendimento de muitos fenômenos embaraçosos vivenciados pelos indíviduos durante estados alterados da consciência.
Criação – Universo Holográfico
Na década de 1950, enquanto realizava pesquisa nas crenças do LSD como um instrumento psicoterapêutico, Grof tinha uma paciente que subitamente se tornou convencida que ela havia assumido a identidade de uma fêmea de uma espécie de réptil pré histórico. Durante o curso da alucinação dela, ela não apenas deu uma descrição rica e detalhada do que ela sentia como estar encapsulada em uma tal forma, mas notou uma porção da anatomia masculina da espécie, o que era de um parte de escamas coloridas no lado de sua cabeça. O que foi surpreendente para Grof foi que embora a mulher não tivesse conhecimento anterior sobre tais coisas, uma conversa com um zoologista mais tarde confirmou que em certas espécies de répteis as áreas coloridas na cabeça de fato desempenham um papel importante como gatilhos do arrebatamento sexual.
A experiência da mulher não foi única. Durante o curso de sua pesquisa, Grof encontrou exemplos de pacientes regredindo e identificando-se com virtualmente todas as espécies da árvore revolucionária [achados de pesquisa que ajudaram a influenciar o cenário "homem a partir do macaco" no filme "Estados Alterados"]. Sobretudo, ele descobriu que tais experiências frequentemente continham obscuros detalhes zoológicos que acabavam por se mostrar acurados.
As regressões ao reino animal não eram o único fenômeno intrigante que Grof encontrou. Ele também teve pacientes que pareciam “grampear” algum tipo de inconsciente coletivo ou racial. Os indivíduos com pouca ou nenhuma educação subitamente davam descrições detalhadas de práticas funerárias do Zoroastrismo e cenas da mitologia hundu. Em outras categorias de experiência, os indivíduos davam narrativas persuasivas de experiências fora do corpo, de visualizações pré-cognitivas do futuro, de regressões a aparentes encarnações de vidas passadas.
Na última pesquisa, Grof descobriu este mesmo alcance de fenômenos manifestados nas sessões de terapia que não envolveram o uso de drogas. Por causa que o elemento comum em tais experiências parecia ser a transcendência da consciência do indivíduo além das fronteiras usuais do ego e/ou limitações de espaço e tempo, Grof chamou a tais experiências de “experiências transcendentais” e no final da década de 1960 ele ajudou a formar um ramo da psicologia chamado “psicologia transpessoal” devotado inteiramente ao estudo delas.
Embora a recém fundada Associação de Psicologia Transpessoal de Grof reunisse um número rapidamente crescente de profissionais de mente similar e tenha se tornado um ramo respeitado da psicologia, por anos nem Grof nem seus colegas foram capazes de oferecer um mecanismo para explicar o bizarro fenômeno psicológico que eles estavam testemunhando. Mas isto tem mudado com o advento do paradigma holográfico.
Como Grof recentemente notou, se a mente é realmente uma parte de um continuum, um labirinto que está conectado não apenas a todas as outras mentes que existem ou tem existido, mas a todos os átomos, organismos, e regiões na vastidão do próprio espaço e tempo, o fato que ela seja capaz de ocasionalmente fazer investidas no labirinto e ter experiências transpessoais não mais parece tão estranho.
O paradigma holográfico também tem implicações para as chamadas ciências duras como a biologia. Keith Floyd, um psicólogo da Universidade Virginia Intermont, tem ressaltado que se a concretividade da realidade nada mais é que uma ilusão holográfica, não mais seria verdade que o cérebro produza a consciência. Muito mais, é a consciência que cria o aparecimento do cérebro – bem como do corpo e de tudo mais ao redor de nós que interpretramos como físico.
Uma tal reviravolta no modo em que vemos as estruturas biológicas tem feito com que os pesquisadores ressaltem que a medicina e o nosso entendimento do processo de cura pode também ser transformado pelo paradigma holográfico. Se a aparente estrutura física do corpo nada mais é que a projeção holográfica da consciência, torna-se claro que cada um de nós é mais responsável por nossa saúde que a atual sabedoria médica permite. O que agora vemos como remissões miraculosas de doenças podem realmente ser devido a mudanças na consciência que por sua vez afetam mudanças no holograma do corpo.
Similarmente, novas técnicas controvertidas de cura tais como a visualização podem funcionar tão bem porque no domínio holográfico do pensamento as imagens são ultimamente tão reais quanto a “realidade”.
Até mesmo visões e experiências envolvendo uma realidade “não ordinária” se tornam explicáveis sob o paradigma holográfico. Em seu livro, “Gifts of Unknown Things,” o biólogo Lyall Watson descreve seu encontro com uma mulher shamã na Indonésia que, ao realizar uma dança ritual, foi capaz de fazer um inteiro grupo de árvores instantaneamente desaparecer no fino ar. Watson relata que ele e um outro espectador atônito continuaram a observar a mulher, e ela fez as árvores reaparecem, então desaparecerem novamente e assim novamente por várias vezes em sucessão.
Embora o atual entendimento científico seja incapaz de explicar tais eventos, experiências como estas se tornam mais defensáveis se a “dura” realidade é apenas uma projeção holográfica.
Talvez concordemos sobre o que seja “lá” ou “não lá” porque o que chamamos consenso da realidade é formulado e ratificado a nível do inconsciente humano ao qual todas as mentes estão infinitamente interconectadas.
Se isto é verdade, é a mais profunda implicação do paradigma holográfico de todas, porque isto significa que as experiências tais como as de Watson não são lugar comum apenas porque não temos programado a nossa mente com as crenças que as fazem assim. Em um universo holográfico não há limites na extensão em que podemos alterar o tecido da realidade.
O que percebemos como realidade é apenas uma tela que nos espera para desenhar nela qualquer imagem que quisermos. Tudo é possível, desde curvar colheres com o poder da mente até os eventos fantasmagóricos vivenciados por Castaneda durante seus encontros com o bruxo Yaqui Don Juan, porque o mágico é nosso direito inato, nem mais nem menos miraculoso do que a nossa habilidade de computar a realidade que queremos quando estamos em nossos sonhos.
De fato, até mesmo nossas noções mais fundamentais sobre a realidade se tornam suspeitas, porque em um universo holográfico, como tem ressaltado Pribram, até mesmo eventos aleatórios tem sido vistos como baseados nos principios holográficos e portanto determinados. As sincronicidades ou coincidências significativas subitamente fazem sentido, e tudo na realidade teria que ser visto como uma metáfora, porque até mesmo os eventos mais casuais expressariam alguma realidade subjacente.
Se o paradigma holográfico de Bohm e Pribram se torna aceito pela ciência ou morre uma morte ignóbil, permanece a ser visto, mas é seguro dizer que ele já tenha uma influência no pensamento de muitos cientistas. E até mesmo se é descoberto que o modelo holográfico não fornece a melhor explicação para as comunicações instantâneas que vemos estar ocorrendo para diante e para trás entre as partículas sub-atômicas, ao menos, como notado por Basil Hiley, um físico da Universidade Birbeck em Londres, as descobertas de Aspect “indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novas visões da realidade”.
Fonte: http://conspireassim.wordpress.com/2008/10/14/o-universo-como-um-holograma/
Ciência...
Cientistas americanos continuam a juntar provas para suportar a sua teoria de que a generosidade compensa mais do que o egoísmo, ou seja, são conferidas vantagens evolutivas aos seres com comportamentos altruístas. Na espécie humana, a cooperação e a empatia parecem ser as melhores estratégias para conseguir passar os genes para a geração seguinte.
Apesar da ideia ser relativamente antiga, nunca foi dominante no pensamento sobre evolução das espécies. Ao longo de mais de um século, o ensino da teoria de Charles Darwin colocou a ênfase no mecanismo da selecção natural dos mais aptos. Mas recentemente os biólogos começaram a defender que a generosidade tem um papel muito mais importante na evolução da espécie humana do que a força ou a competição.
O campo dos que defendem a ideia da sobrevivência dos mais generosos tem estado a reunir dados que suportam a sua teoria. Uma equipa de cientistas de Berkeley, nos EUA, publicou os resultados de uma experiência que sugere as vantagens do comportamento altruísta na espécie humana. Outro estudo, virado para o funcionamento do cérebro, encontrou indícios que apontam para a existência de um gene que promove a empatia.
"As nossas crias são muito vulneráveis, por isso uma das tarefas fundamentais da sobrevivência humana e reprodução genética é tomar conta dos outros. Os seres humanos sobreviveram como espécie porque evoluiu a sua capacidade de tratar daqueles que precisavam e de cooperar. Como Darwin uma vez disse, a simpatia é o nosso instinto mais forte", afirmou Dacher Keltner, citado pela publicação online Science Daily. Keltner dirige um instituto de Berkeley que estuda a questão e é autor de um livro influente que defende a "bondade" natural do ser humano.
Um sociólogo de Berkeley, Robb Willer, acaba de publicar os resultados de uma experiência baseada em vários jogos complexos onde foi possível perceber que a generosidade dos jogadores era compensada com mais respeito dos outros jogadores, maior influência no grupo e maior número de presentes. Segundo Willer, os cientistas terão de responder muito menos à questão do porquê das pessoas serem generosas e muito mais a outra, porque são egoístas, pois este comportamento parece à partida não ter tantas vantagens.
Também começam a crescer os indícios de que a empatia implica predisposição genética. Um estudo de Laura Saslow e de Sarina Rodrigues (respectivamente de Berkeley e Oregon) concluiu que uma variação do gene receptor da hormona oxitocina (que estimula o comportamento social e o amor) torna as pessoas mais hábeis na interpretação do estado emocional dos outros humanos.
Estes são dois exemplos de um campo em expansão e que podia estar muito mais implantado se a biologia não se tivesse orientado, durante décadas, para a investigação da selecção natural dos mais aptos e para a competição.
Num artigo de Fevereiro, publicado em Psychology Today, Dacher Keltner lembrava que o conceito de "sobrevivência dos mais aptos" nem sequer é de Darwin, mas resulta da adopção das ideias de Herbert Spencer e dos darwinistas sociais do século XIX. Num dos seus livros, A Origem do Homem, Charles Darwin defendeu que os instintos maternais e sociais eram os mais poderosos.
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1443174
Cientistas americanos continuam a juntar provas para suportar a sua teoria de que a generosidade compensa mais do que o egoísmo, ou seja, são conferidas vantagens evolutivas aos seres com comportamentos altruístas. Na espécie humana, a cooperação e a empatia parecem ser as melhores estratégias para conseguir passar os genes para a geração seguinte.
Apesar da ideia ser relativamente antiga, nunca foi dominante no pensamento sobre evolução das espécies. Ao longo de mais de um século, o ensino da teoria de Charles Darwin colocou a ênfase no mecanismo da selecção natural dos mais aptos. Mas recentemente os biólogos começaram a defender que a generosidade tem um papel muito mais importante na evolução da espécie humana do que a força ou a competição.
O campo dos que defendem a ideia da sobrevivência dos mais generosos tem estado a reunir dados que suportam a sua teoria. Uma equipa de cientistas de Berkeley, nos EUA, publicou os resultados de uma experiência que sugere as vantagens do comportamento altruísta na espécie humana. Outro estudo, virado para o funcionamento do cérebro, encontrou indícios que apontam para a existência de um gene que promove a empatia.
"As nossas crias são muito vulneráveis, por isso uma das tarefas fundamentais da sobrevivência humana e reprodução genética é tomar conta dos outros. Os seres humanos sobreviveram como espécie porque evoluiu a sua capacidade de tratar daqueles que precisavam e de cooperar. Como Darwin uma vez disse, a simpatia é o nosso instinto mais forte", afirmou Dacher Keltner, citado pela publicação online Science Daily. Keltner dirige um instituto de Berkeley que estuda a questão e é autor de um livro influente que defende a "bondade" natural do ser humano.
Um sociólogo de Berkeley, Robb Willer, acaba de publicar os resultados de uma experiência baseada em vários jogos complexos onde foi possível perceber que a generosidade dos jogadores era compensada com mais respeito dos outros jogadores, maior influência no grupo e maior número de presentes. Segundo Willer, os cientistas terão de responder muito menos à questão do porquê das pessoas serem generosas e muito mais a outra, porque são egoístas, pois este comportamento parece à partida não ter tantas vantagens.
Também começam a crescer os indícios de que a empatia implica predisposição genética. Um estudo de Laura Saslow e de Sarina Rodrigues (respectivamente de Berkeley e Oregon) concluiu que uma variação do gene receptor da hormona oxitocina (que estimula o comportamento social e o amor) torna as pessoas mais hábeis na interpretação do estado emocional dos outros humanos.
Estes são dois exemplos de um campo em expansão e que podia estar muito mais implantado se a biologia não se tivesse orientado, durante décadas, para a investigação da selecção natural dos mais aptos e para a competição.
Num artigo de Fevereiro, publicado em Psychology Today, Dacher Keltner lembrava que o conceito de "sobrevivência dos mais aptos" nem sequer é de Darwin, mas resulta da adopção das ideias de Herbert Spencer e dos darwinistas sociais do século XIX. Num dos seus livros, A Origem do Homem, Charles Darwin defendeu que os instintos maternais e sociais eram os mais poderosos.
Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1443174
Manifesto ou não
Pela tradução, é cada vez mais sabido, as línguas convertem-se todas umas nas outras,esta conversão acontecendo com todas as demais coisas e seres.
Já o não manifesto é intemporal, infinito, eterno, e, o manifesto tem princípio e fim (Krishnamurti). Mas, não somos todos\tudo manifestados e não manifestados que se vão manifestando? Não há sempre uma parte nossa manifesta e outra por manifestar, que se vai manifestando ou não?
Pela tradução, é cada vez mais sabido, as línguas convertem-se todas umas nas outras,esta conversão acontecendo com todas as demais coisas e seres.
Já o não manifesto é intemporal, infinito, eterno, e, o manifesto tem princípio e fim (Krishnamurti). Mas, não somos todos\tudo manifestados e não manifestados que se vão manifestando? Não há sempre uma parte nossa manifesta e outra por manifestar, que se vai manifestando ou não?
Wednesday, December 09, 2009
UM(a) SÓ
O conflito deriva da limitação, do limte (J. Krishnamurti), mas, a vida é tensão entre limites.
Porque envelhecemos?
Quando temos menos de 12 anos queremos ser mais velhos para fazer certas coisas que as leis da natureza não deixam, mas que os mais velhos fazem; dos 12 aos 18 anos queremos ser mais velhos para fazer certas coisas que leis dos homens não deixam fazer, mas que os mais velhos fazem; e, quando já temos uma certa idade começamos no mínimo a pensar na possibilidade de envelhecermos mais lentamente. E, em todas as idades se pensa no aumento da longevidade, não só pelo acréscimo da saúde como da redução dos acidentes.
O que é natural e o que é artificial? Em última análise o homem não pode contrariar a natureza, não é verdade? E, o que era a natureza sem o homem?
Está mesmo, como parece estar, o universo, a matéria e os seres vivos em expansão? E, já houve muitas dessas longuíssimas expansões, seguindo-se-lhes as respectivas contrações, e recomeçando tudo de novo (éons)?
Que é o pensamento sem o não-pensamento?
A ciência, a tecnologia são o pensamento em acção para a comida, a comunicação, o abrigo, o vestuário, o transporte, a ferramenta, a preservação, o crescimento, o bem estar...
Se inicialmente o universo é só um pontozinho, sugerir que Deus cria tal ponto ou muitos pontos, tanto faz, e não está neles não faz sentido, pois não? Pois, não são por toda a parte criador e criação, pensador e pensamento, calado e silêncio... Um(a) só?
Quantas dores não se evitavam se em nada separássemos de facto tudo o que unido está!
O conflito deriva da limitação, do limte (J. Krishnamurti), mas, a vida é tensão entre limites.
Porque envelhecemos?
Quando temos menos de 12 anos queremos ser mais velhos para fazer certas coisas que as leis da natureza não deixam, mas que os mais velhos fazem; dos 12 aos 18 anos queremos ser mais velhos para fazer certas coisas que leis dos homens não deixam fazer, mas que os mais velhos fazem; e, quando já temos uma certa idade começamos no mínimo a pensar na possibilidade de envelhecermos mais lentamente. E, em todas as idades se pensa no aumento da longevidade, não só pelo acréscimo da saúde como da redução dos acidentes.
O que é natural e o que é artificial? Em última análise o homem não pode contrariar a natureza, não é verdade? E, o que era a natureza sem o homem?
Está mesmo, como parece estar, o universo, a matéria e os seres vivos em expansão? E, já houve muitas dessas longuíssimas expansões, seguindo-se-lhes as respectivas contrações, e recomeçando tudo de novo (éons)?
Que é o pensamento sem o não-pensamento?
A ciência, a tecnologia são o pensamento em acção para a comida, a comunicação, o abrigo, o vestuário, o transporte, a ferramenta, a preservação, o crescimento, o bem estar...
Se inicialmente o universo é só um pontozinho, sugerir que Deus cria tal ponto ou muitos pontos, tanto faz, e não está neles não faz sentido, pois não? Pois, não são por toda a parte criador e criação, pensador e pensamento, calado e silêncio... Um(a) só?
Quantas dores não se evitavam se em nada separássemos de facto tudo o que unido está!
Compromissos impedem a criatividade e a liberdade, o que não quer dizer que devemos ser contra todos os compromissos.
O objectivo da vida é realizar, criar, ajudar à criação, não acumular, não tomar partido (se isto tiver de ser feito tem de ser muito bem fundamentado). Oposição somente pela oposição não é bom. Já o mesmo não acontece com a crítica, se for leal, justa e verdadeira, com o desejo de descobrir, esclarecer, tirar dúvidas.
E, não é impressionante a violência, o egoísmo e a ignorância que continuam grassando no mundo?
O objectivo da vida é realizar, criar, ajudar à criação, não acumular, não tomar partido (se isto tiver de ser feito tem de ser muito bem fundamentado). Oposição somente pela oposição não é bom. Já o mesmo não acontece com a crítica, se for leal, justa e verdadeira, com o desejo de descobrir, esclarecer, tirar dúvidas.
E, não é impressionante a violência, o egoísmo e a ignorância que continuam grassando no mundo?
Monday, December 07, 2009
Mais ensinos de Krishnamurti
Se "queremos" conhecer tudo
não podemos ter direcção nem motivo,
temos de viajar para todo o lado, não
só para alguns lados. Não ter motivo
é não andar por prazer ou dor,
recompensa ou castigo. O motivo
é o centro, o "eu".
A beleza não está nem na forma nem
na proporção; nem nos olhos nem
no que é visto; nem no estilo nem
nem na grandeza nem na expressão sequer:
a beleza está quando o "eu" não está.
Não nos constranjamos: observemos a nossa
irritação, a nossa avidez, as nossas
exigências sexuais... Mas sem o passado,
sem escolha. Deixemos essas coisas florescer,
pois, logo murcham e desaparecem.
A mente que procura experiências,
que implicam re-conhecimento, também está só vivendo
no passado e é incapaz de compreender
e viver algo completamente novo e original.
Já alguma vez experimentámos abandonar,
de um momento para o outro, uma coisa que nos dá muito prazer?
Se "queremos" conhecer tudo
não podemos ter direcção nem motivo,
temos de viajar para todo o lado, não
só para alguns lados. Não ter motivo
é não andar por prazer ou dor,
recompensa ou castigo. O motivo
é o centro, o "eu".
A beleza não está nem na forma nem
na proporção; nem nos olhos nem
no que é visto; nem no estilo nem
nem na grandeza nem na expressão sequer:
a beleza está quando o "eu" não está.
Não nos constranjamos: observemos a nossa
irritação, a nossa avidez, as nossas
exigências sexuais... Mas sem o passado,
sem escolha. Deixemos essas coisas florescer,
pois, logo murcham e desaparecem.
A mente que procura experiências,
que implicam re-conhecimento, também está só vivendo
no passado e é incapaz de compreender
e viver algo completamente novo e original.
Já alguma vez experimentámos abandonar,
de um momento para o outro, uma coisa que nos dá muito prazer?
PAZ
Estive a re-ver
a guerra de Tróia:
venceu a tramóia,
calcanhar ficou-me a doer!
Futebol é só um jogo,
nunca uma guerra:
haja paz na terra,
também entre mãe e Diogo.
De concreto habitamos
nos pais antes de nascermos,
estamos nos filhos depois de morrermos,
e vivemos sempre, se amamos.
Vou comer sopa, queijo e pão:
hoje não vou ajudar
a javali destruidor matar:
também lhe dou perdão.
Estive a re-ver
a guerra de Tróia:
venceu a tramóia,
calcanhar ficou-me a doer!
Futebol é só um jogo,
nunca uma guerra:
haja paz na terra,
também entre mãe e Diogo.
De concreto habitamos
nos pais antes de nascermos,
estamos nos filhos depois de morrermos,
e vivemos sempre, se amamos.
Vou comer sopa, queijo e pão:
hoje não vou ajudar
a javali destruidor matar:
também lhe dou perdão.
Sunday, December 06, 2009
Intocado... Pelo pensamento
É observando, ouvindo, cheirando,
saboreando, tocando... Com toda a atenção,
sem reagir, ou, ouvindo, tomando
nota das nossas reações também mui atentamente,
que compreendemos inteiramente
os factos e nos apercebemos
da sua verdade
ou falsidade.
Àquele bebezinho
meio abandonado,
até Morte teria desejado
bem: morte também gosta de carinho.
Somos todos namorados,
irmãos, maridos, mulheres, patrões
uns dos outros. E, se me vais,
te vou olhar fixamente são próximas relações.
Vendo tudo, todos sempre como novo,
velho cessa. Mas, porque não tem todo
a mesma idade/aspecto? Para não haver monotonia,
talvez. Ou por causa da riqueza da diversidade´
una e da felicidade, digo.
Meditar vem de medir,
e, medir é competir,
construir e destruir.
E meditação é compreensão
disto, e da medição
psicológica (mais, melhor...) a cessação.
Pensamento é material
e limitado,
mesmo no ilimitado
pensamento.
Mas, pensamento suspenso
pela necessidade de descobrir o imenso
infinito, é o intemporal, a energia, Deus,
o novo, o intocado, o sagrado,
a compaixão, o amor por todos os seres.
É observando, ouvindo, cheirando,
saboreando, tocando... Com toda a atenção,
sem reagir, ou, ouvindo, tomando
nota das nossas reações também mui atentamente,
que compreendemos inteiramente
os factos e nos apercebemos
da sua verdade
ou falsidade.
Àquele bebezinho
meio abandonado,
até Morte teria desejado
bem: morte também gosta de carinho.
Somos todos namorados,
irmãos, maridos, mulheres, patrões
uns dos outros. E, se me vais,
te vou olhar fixamente são próximas relações.
Vendo tudo, todos sempre como novo,
velho cessa. Mas, porque não tem todo
a mesma idade/aspecto? Para não haver monotonia,
talvez. Ou por causa da riqueza da diversidade´
una e da felicidade, digo.
Meditar vem de medir,
e, medir é competir,
construir e destruir.
E meditação é compreensão
disto, e da medição
psicológica (mais, melhor...) a cessação.
Pensamento é material
e limitado,
mesmo no ilimitado
pensamento.
Mas, pensamento suspenso
pela necessidade de descobrir o imenso
infinito, é o intemporal, a energia, Deus,
o novo, o intocado, o sagrado,
a compaixão, o amor por todos os seres.
Uma só solução
Uma sem o outro não
faz sentido:
logo sentido
não faz sexo evitar, não.
Renata, Elias,
Nordeste, Coelho,
universal, fedelho,
Brasil, Golias...
Um só caminho,
uma só solução:
amor para com irmão
e estrangeiro, carinho.
Uma só solução:
perdoar toda má acção,
toda má intenção,
que pode vir até de irmão,
mãe, paizão...
Uma sem o outro não
faz sentido:
logo sentido
não faz sexo evitar, não.
Renata, Elias,
Nordeste, Coelho,
universal, fedelho,
Brasil, Golias...
Um só caminho,
uma só solução:
amor para com irmão
e estrangeiro, carinho.
Uma só solução:
perdoar toda má acção,
toda má intenção,
que pode vir até de irmão,
mãe, paizão...
Saturday, December 05, 2009
O Indizível
Não sei,
sinceramente que não sei,
mais do que você.
Quer dizer, sei
tanto como tu:
não vou pois a ti
nem tu vens a mim
por insegurança.
Podemos pois caminhar
juntos ou sós,
com amizade, com amor,
livres, sem luta.
Compreendemos?
E, a porta se abre, não é?
A porta do Indizível!
Pois é: a carroça, o carro,
o avião supersónico, a vida,
a morte...
E, até o tempo físico
vai encurtando, cessando,
quanto mais o psicológico,
(intemporal total!...)
o primeiro mediando
entre dois pontos físicos
e o segundo entre
o pensamento e a acção.
E, nunca mais logo ou amanhã, mas Agora!
Não sei,
sinceramente que não sei,
mais do que você.
Quer dizer, sei
tanto como tu:
não vou pois a ti
nem tu vens a mim
por insegurança.
Podemos pois caminhar
juntos ou sós,
com amizade, com amor,
livres, sem luta.
Compreendemos?
E, a porta se abre, não é?
A porta do Indizível!
Pois é: a carroça, o carro,
o avião supersónico, a vida,
a morte...
E, até o tempo físico
vai encurtando, cessando,
quanto mais o psicológico,
(intemporal total!...)
o primeiro mediando
entre dois pontos físicos
e o segundo entre
o pensamento e a acção.
E, nunca mais logo ou amanhã, mas Agora!
Virtudes e vícios
Mais uma vez muito bom, amigo Paulo Coelho, e, sem necessidade de comentários.
De qualquer modo, e porque vida é relação e união, ainda acrescentaria: e não é que virtude, excesso de zelo, por exemplo, ou espiritualismo, desprezo do bem dos sentidos de Deus e da natureza, pode ser tão mau como o vício?
Ainda que cada um deva saber de si, claro.
Mas, ajudando-nos uns aos outros, suponho.
E será como números, letras, desenhos… Os quais, para bem compreendermos não podemos considerar separada e isoladamente uns dos outros, e, muito menos da Realidade que muitas vezes tão palidamente conseguem representar.
Fonte:http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/
Mais uma vez muito bom, amigo Paulo Coelho, e, sem necessidade de comentários.
De qualquer modo, e porque vida é relação e união, ainda acrescentaria: e não é que virtude, excesso de zelo, por exemplo, ou espiritualismo, desprezo do bem dos sentidos de Deus e da natureza, pode ser tão mau como o vício?
Ainda que cada um deva saber de si, claro.
Mas, ajudando-nos uns aos outros, suponho.
E será como números, letras, desenhos… Os quais, para bem compreendermos não podemos considerar separada e isoladamente uns dos outros, e, muito menos da Realidade que muitas vezes tão palidamente conseguem representar.
Fonte:http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/
Friday, December 04, 2009
Observar
Observar
não é ponderar
nem reflectir,
mas, olhar, ver,
perceber claramente.
E também é escutar, tocar,
cheirar, saborear
seja o que quer que for,
um rouxinol, uma flor,
um nascer do sol, um fruto,
um gato, um muro...
Sem palavras internas
nem externas,
com mente completamente
atenta e em silêncio,
sem "eu", sem tempo,
sem espaço a separarem
observado e observador...
Sem imagens, ideias prévias
do observado, como sendo
sempre a primeira vez a observar,
silenciosamente,
com amor,
com afeição,
sem conflitos,
sem nenhum pensamento,
com sentimento!...
Observar
não é ponderar
nem reflectir,
mas, olhar, ver,
perceber claramente.
E também é escutar, tocar,
cheirar, saborear
seja o que quer que for,
um rouxinol, uma flor,
um nascer do sol, um fruto,
um gato, um muro...
Sem palavras internas
nem externas,
com mente completamente
atenta e em silêncio,
sem "eu", sem tempo,
sem espaço a separarem
observado e observador...
Sem imagens, ideias prévias
do observado, como sendo
sempre a primeira vez a observar,
silenciosamente,
com amor,
com afeição,
sem conflitos,
sem nenhum pensamento,
com sentimento!...
O Inominável!
Nação? Exaltação
do tribalismo,
isolamento, não
é? Como o feminismo,
o machismo,
de resto todo o "ismo":
conflito, separação,
ao invés da bendita união.
Não apego a crença,
organização, ideia, conclusão
é a relação
da liberdade, da igualdade,
do amor, da compaixão
por todos os seres!
Só podemos investigar,
observar o sagrado,
o não criado, tocado
pela mente, o inominável,
o indescritível, o sublime,
totalmente libertos de apegos
e preconceitos, ainda responsáveis,
com mente completamente serena,
quieta, o que não quer dizer
sem pensar... Se rejeitarmos
todo o "eu", com todas as suas
mesquinhices e conflitos. Então
talvez o eterno, o sempre novo
se nos revele!
Mente aquietada pela compreensão,
sem repressão:
silêncio, meditação,
inteligência,
profunda percepção
do Uno,
da Verdade absoluta,
da livre Ordem!
Mentes:
somos Um com o Imaculado,
com o Sagrado,
com o Real,
não com o fruto
da nossa pequenina projecção,
ilusão!
Nação? Exaltação
do tribalismo,
isolamento, não
é? Como o feminismo,
o machismo,
de resto todo o "ismo":
conflito, separação,
ao invés da bendita união.
Não apego a crença,
organização, ideia, conclusão
é a relação
da liberdade, da igualdade,
do amor, da compaixão
por todos os seres!
Só podemos investigar,
observar o sagrado,
o não criado, tocado
pela mente, o inominável,
o indescritível, o sublime,
totalmente libertos de apegos
e preconceitos, ainda responsáveis,
com mente completamente serena,
quieta, o que não quer dizer
sem pensar... Se rejeitarmos
todo o "eu", com todas as suas
mesquinhices e conflitos. Então
talvez o eterno, o sempre novo
se nos revele!
Mente aquietada pela compreensão,
sem repressão:
silêncio, meditação,
inteligência,
profunda percepção
do Uno,
da Verdade absoluta,
da livre Ordem!
Mentes:
somos Um com o Imaculado,
com o Sagrado,
com o Real,
não com o fruto
da nossa pequenina projecção,
ilusão!
Thursday, December 03, 2009
UNIÃO total
Todas as nossas acções e omissões são interdependentes entre si e com a natureza, o ambiente. E, o desejo é a base da ilusão.
Parecendo óbvio que a mensagem de Krishnamurti hoje só pode ser no sentido de desaparecerem todas as divisões, não só no nível interno, psicológico, como também no nível externo, físico e tecnológico.
Todas as nossas acções e omissões são interdependentes entre si e com a natureza, o ambiente. E, o desejo é a base da ilusão.
Parecendo óbvio que a mensagem de Krishnamurti hoje só pode ser no sentido de desaparecerem todas as divisões, não só no nível interno, psicológico, como também no nível externo, físico e tecnológico.
Interior e exterior
A essência do progresso e da evolução tecnológia é seguramente a mente, as mãos, a medida, o cálculo... agindo exteriormente. Mas, é efectivamente muito duvidoso, recordando J. Krishnamurti, que no nosso interior devamos funcionar do mesmo modo.
De facto, que temos ganho com competições, ambições, comparações, classificações e escolhas internas exacerbadas que só dão em conflitos e sofrimentos internos e externos?
A essência do progresso e da evolução tecnológia é seguramente a mente, as mãos, a medida, o cálculo... agindo exteriormente. Mas, é efectivamente muito duvidoso, recordando J. Krishnamurti, que no nosso interior devamos funcionar do mesmo modo.
De facto, que temos ganho com competições, ambições, comparações, classificações e escolhas internas exacerbadas que só dão em conflitos e sofrimentos internos e externos?
Tuesday, December 01, 2009
Paulo Coelho e eu
/ blogs e colunas / Paulo Coelho
Sobre a reencarnação
Quando as pessoas pensam em reencarnação, elas sempre se defrontam com uma pergunta muito difícil: se no começo existiam tão poucos seres humanos sobre a face da Terra, e hoje existem tantos, de onde vieram essas novas almas?
“A resposta é simples”, disse o mestre. “Em certas reencarnações, nós nos dividimos. Assim como os cristais e as estrelas, assim como as células e as plantas, também nossas almas se dividem”.
“A nossa alma se transforma em duas, estas novas almas se transformam em outras duas, e assim, em algumas gerações, estamos espalhados por boa parte da Terra”.
“Fazemos parte do que os alquimistas chamam de ‘Anima Mundi’, a ‘Alma Mundi’, a ‘Alma do Mundo’”, e continuou: “Na verdade, se a ‘Anima Mundi’ fosse apenas se dividir, ela estaria crescendo, mas também ficando cada vez mais fraca. Por isso, assim como nos dividimos, também nos reencontramos. E este reencontro chama-se Amor. Porque quando uma alma se divide, ela sempre se divide numa parte masculina e numa parte feminina”.
“Assim está explicado no livro do Gênesis: a alma de Adão dividiu-se, e Eva nasceu de dentro dele”.
Fonte: (http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2009/12/01/sobre-a-reencarnacao/comment-page-3/#comment-79618), ou ainda: http://g1.globo.com/
Minha participação de hoje:
É muito bom saber e praticar… Com toda a atenção e prudência.
E, vamos crescendo e vamos aprendendo, se estamos para aí virados…
Não é fascinante como a ideia de “princípio” e espaço, por exemplo, tem evoluído? Com Moisés, Kepler, Newton, Einstein, Darwin,
“No princípio criou Deus os céus e a terra”. Mas, se Deus está nos céus e na terra e no homem e nos anjos e em todos os animais e seres, possivelmente não houve princípio, como poderá não haver fim! Sendo então o mais sábio o que vive nascendo e morrendo a cada momento!
E, é neste ponto que “big bangs” e CERN me preocupam, não desistem de simular o “big bang”, que quase de certeza nunca existiu (mas, os “little bangs” existem e são as bombas atómicas!!!)
E, no entanto eu adoro Física.
E, é um pouco o mesmo com as almas gémeas, as quais convém não ignorarmos, parecendo haver neste seu texto, P. C., algo novo para mim sobre o assunto. De qualquer modo, querer mesmo compreender obstinada e intelectualmente tudo não é o caminho, diz Krishnamurti, e em minha opinião sublimemente. Sendo até talvez possível a não existência de almas sem corpos. K. diria: porquê fazer um cavalo de batalha de uma coisa, neste caso reencarnação, que pode ser verdade ou não? O que faz todo o sentido, pois isso é crença(e não me venham com a ciência, cheia de dogmas e crenças também), que só divisões e males faz.
Seja como for, e há muitos livros para ajuda ao encontro da alma gémea, uns dizendo só haver uma alma gémea outros mais do que uma; uns afirmando que a(s) podemos encontrar na presente vida, outros que não; uns sugerindo a deixa da alma não gémea para ajuntamento com a gémea (isto pode fazer muitos danos, em particular às crianças), outros aconselhando só em espírito, até para melhorar um casamento em mau estado… Sendo alma gémea, claro, um idêntico que completamos, nos completa e potencia perfeitamente, mas do outro sexo – versão “dura “de alma gémea.
/ blogs e colunas / Paulo Coelho
Sobre a reencarnação
Quando as pessoas pensam em reencarnação, elas sempre se defrontam com uma pergunta muito difícil: se no começo existiam tão poucos seres humanos sobre a face da Terra, e hoje existem tantos, de onde vieram essas novas almas?
“A resposta é simples”, disse o mestre. “Em certas reencarnações, nós nos dividimos. Assim como os cristais e as estrelas, assim como as células e as plantas, também nossas almas se dividem”.
“A nossa alma se transforma em duas, estas novas almas se transformam em outras duas, e assim, em algumas gerações, estamos espalhados por boa parte da Terra”.
“Fazemos parte do que os alquimistas chamam de ‘Anima Mundi’, a ‘Alma Mundi’, a ‘Alma do Mundo’”, e continuou: “Na verdade, se a ‘Anima Mundi’ fosse apenas se dividir, ela estaria crescendo, mas também ficando cada vez mais fraca. Por isso, assim como nos dividimos, também nos reencontramos. E este reencontro chama-se Amor. Porque quando uma alma se divide, ela sempre se divide numa parte masculina e numa parte feminina”.
“Assim está explicado no livro do Gênesis: a alma de Adão dividiu-se, e Eva nasceu de dentro dele”.
Fonte: (http://colunas.g1.com.br/paulocoelho/2009/12/01/sobre-a-reencarnacao/comment-page-3/#comment-79618), ou ainda: http://g1.globo.com/
Minha participação de hoje:
É muito bom saber e praticar… Com toda a atenção e prudência.
E, vamos crescendo e vamos aprendendo, se estamos para aí virados…
Não é fascinante como a ideia de “princípio” e espaço, por exemplo, tem evoluído? Com Moisés, Kepler, Newton, Einstein, Darwin,
“No princípio criou Deus os céus e a terra”. Mas, se Deus está nos céus e na terra e no homem e nos anjos e em todos os animais e seres, possivelmente não houve princípio, como poderá não haver fim! Sendo então o mais sábio o que vive nascendo e morrendo a cada momento!
E, é neste ponto que “big bangs” e CERN me preocupam, não desistem de simular o “big bang”, que quase de certeza nunca existiu (mas, os “little bangs” existem e são as bombas atómicas!!!)
E, no entanto eu adoro Física.
E, é um pouco o mesmo com as almas gémeas, as quais convém não ignorarmos, parecendo haver neste seu texto, P. C., algo novo para mim sobre o assunto. De qualquer modo, querer mesmo compreender obstinada e intelectualmente tudo não é o caminho, diz Krishnamurti, e em minha opinião sublimemente. Sendo até talvez possível a não existência de almas sem corpos. K. diria: porquê fazer um cavalo de batalha de uma coisa, neste caso reencarnação, que pode ser verdade ou não? O que faz todo o sentido, pois isso é crença(e não me venham com a ciência, cheia de dogmas e crenças também), que só divisões e males faz.
Seja como for, e há muitos livros para ajuda ao encontro da alma gémea, uns dizendo só haver uma alma gémea outros mais do que uma; uns afirmando que a(s) podemos encontrar na presente vida, outros que não; uns sugerindo a deixa da alma não gémea para ajuntamento com a gémea (isto pode fazer muitos danos, em particular às crianças), outros aconselhando só em espírito, até para melhorar um casamento em mau estado… Sendo alma gémea, claro, um idêntico que completamos, nos completa e potencia perfeitamente, mas do outro sexo – versão “dura “de alma gémea.
Prazer e dor
Muitas dores, mesmo físicas, não só psicológicas,
desaparecem à maneira de Krishnamurti: quando deixamos
de ver a dor como uma coisa separada de nós, como sendo nós próprios
essa dor, embora por vezes tenhamos que "dar umas voltas" antes, certamente pela nossa complexidade desnecessária, diria J. K., ou beber alguma água, ou evacuar (é trágico que sanitas não permitam o evacuar natural, mas que se pode sempre simular antes do acto...) essa dor desaparece mesmo.
E logo perguntamos, não é: e o que acontece com o prazer, o prazer de Deus, por exemplo, quando também o vemos não separado de nós, mas sendo nós mesmos esse prazer? Desaparece também? Possivelmente sim.
E, lembro K., "cuidado com a crença, porque leva a aceitar como verdadeiro algo que pode não ter realidade".
E, digo, após conversa com duas "amigas": cuidado, para o bem e para o mal, com o que vemos, que nunca é tudo o que é! E, como pode ser, se temos mais quatro sentidos e alguns tão pouco desenvolvidos: lembremo-nos, por ora, só dos cães que cheiram e ouvem muito melhor do que nós.
Por outro lado, J.D., se "o universo está numa ordem total", como pode "a mente humana estar em desordem"?
Por outro lado ainda, também me parece que concentração e atenção se completam, não se podem excluir: temos de ambas praticar. Mas compreendo muito bem a exaltação que fazes da atenção, J.,por só termos andado, e não só no odidente, pelos vistos a ver o bem da concentração e não o da atenção!
Ah,e termino com esta citação, absolutamente incrível de Krishnamurti (mas ele tem tantas!!): "Quanto mais sofisticada é a nossa instrução, quanto mais civilizados nos tornamos - civilizados no sentido de mais afastados da natureza - mais desumanizados vamos ficando".
Já sobre a mente completa, universal, una e diversa ser a mente verdadeiramente religiosa... Depois dos males muitos denunciados das religiões, Jiddu!...
Muitas dores, mesmo físicas, não só psicológicas,
desaparecem à maneira de Krishnamurti: quando deixamos
de ver a dor como uma coisa separada de nós, como sendo nós próprios
essa dor, embora por vezes tenhamos que "dar umas voltas" antes, certamente pela nossa complexidade desnecessária, diria J. K., ou beber alguma água, ou evacuar (é trágico que sanitas não permitam o evacuar natural, mas que se pode sempre simular antes do acto...) essa dor desaparece mesmo.
E logo perguntamos, não é: e o que acontece com o prazer, o prazer de Deus, por exemplo, quando também o vemos não separado de nós, mas sendo nós mesmos esse prazer? Desaparece também? Possivelmente sim.
E, lembro K., "cuidado com a crença, porque leva a aceitar como verdadeiro algo que pode não ter realidade".
E, digo, após conversa com duas "amigas": cuidado, para o bem e para o mal, com o que vemos, que nunca é tudo o que é! E, como pode ser, se temos mais quatro sentidos e alguns tão pouco desenvolvidos: lembremo-nos, por ora, só dos cães que cheiram e ouvem muito melhor do que nós.
Por outro lado, J.D., se "o universo está numa ordem total", como pode "a mente humana estar em desordem"?
Por outro lado ainda, também me parece que concentração e atenção se completam, não se podem excluir: temos de ambas praticar. Mas compreendo muito bem a exaltação que fazes da atenção, J.,por só termos andado, e não só no odidente, pelos vistos a ver o bem da concentração e não o da atenção!
Ah,e termino com esta citação, absolutamente incrível de Krishnamurti (mas ele tem tantas!!): "Quanto mais sofisticada é a nossa instrução, quanto mais civilizados nos tornamos - civilizados no sentido de mais afastados da natureza - mais desumanizados vamos ficando".
Já sobre a mente completa, universal, una e diversa ser a mente verdadeiramente religiosa... Depois dos males muitos denunciados das religiões, Jiddu!...
Sunday, November 29, 2009
Boas, lúcidas acções
O objectivo de todos nós é Deus
e toda a sua beatitude (a própria
Bíblia diz que Deus não tem prazer...
na morte dos ímpios...). E, toda a Bíblia, todas as religiões
e grandes movimentos humanos têm como alvo ou o paraíso (felicidade,
gozo, paz, amor totais...) perdido ou a criar.
Krishnamurti parece-me fundamental: é-me impossível discordar
dele por mais dos que uns minutos: por exemplo, eu sei (oh, a importância da intenção - não o estou seguindo, mas continuo seguindo com ele!)que ele só "combate" alguns prazeres para nos conduzir ao PRAZER dos prazees- DEUS!!
Entretanto, não posso deixar de te perguntar, amado K.: recordar não é diferente
de experienciar, e, não é uma coisa nova em si mesma? Porque não havemos de recordar o bom, se isso é bom? E, não podemos guardar para dar, para outros também gozarem como gozamos, sem ser por vaidade, para impressionar ou convencer? Afinal a vida é dar e receber...
Muito interessantes as letras i ou j, relações, mais visíveis quando os pontinhos não tocam tanto nos traços, como toda a realidade e situações. Aliás, também aprendi contigo, J. K., a importância suprema das relações! Nós seguimo-nos uns aos outros, a Luz também é relação. Embora tenhamos de ser também a nossa própia luz, em particular quando estamos sós, claro, e seguir com não seja o mesmo que seguir.
E, criação sem alguma imitação não pode ser todos os dias, ou pode?
De qualquer modo, se o presente é que é, (e, ó Toole, porque não dares todos os louros desta a Krishnamurti? Será por essa e outras que crise tem sido tão grande?)
não podemos ignorar grandes passado e futuro!
Vivam pois as boas e grandes relações
das gloriosas criações e preservações!
Não às opressões,seguidismos, roubos e imitações!
E, por causa das pressões? pensei inventar
uma letra... Mas, se há línguas a mais, e, se uma lúcida acção
vale mais do que mil palavras (Jiddu K.), e isto também se tem
dito ultimamente a propósito de uma grande imagem... E, se todos
estivemos ao longo da anterior eternidade envolvidos na criação,
invenção de todas as letras, palavras de todas as línguas!...
Desisti pois daquela invenção... E surgiu mais esta... boa acção?!
O objectivo de todos nós é Deus
e toda a sua beatitude (a própria
Bíblia diz que Deus não tem prazer...
na morte dos ímpios...). E, toda a Bíblia, todas as religiões
e grandes movimentos humanos têm como alvo ou o paraíso (felicidade,
gozo, paz, amor totais...) perdido ou a criar.
Krishnamurti parece-me fundamental: é-me impossível discordar
dele por mais dos que uns minutos: por exemplo, eu sei (oh, a importância da intenção - não o estou seguindo, mas continuo seguindo com ele!)que ele só "combate" alguns prazeres para nos conduzir ao PRAZER dos prazees- DEUS!!
Entretanto, não posso deixar de te perguntar, amado K.: recordar não é diferente
de experienciar, e, não é uma coisa nova em si mesma? Porque não havemos de recordar o bom, se isso é bom? E, não podemos guardar para dar, para outros também gozarem como gozamos, sem ser por vaidade, para impressionar ou convencer? Afinal a vida é dar e receber...
Muito interessantes as letras i ou j, relações, mais visíveis quando os pontinhos não tocam tanto nos traços, como toda a realidade e situações. Aliás, também aprendi contigo, J. K., a importância suprema das relações! Nós seguimo-nos uns aos outros, a Luz também é relação. Embora tenhamos de ser também a nossa própia luz, em particular quando estamos sós, claro, e seguir com não seja o mesmo que seguir.
E, criação sem alguma imitação não pode ser todos os dias, ou pode?
De qualquer modo, se o presente é que é, (e, ó Toole, porque não dares todos os louros desta a Krishnamurti? Será por essa e outras que crise tem sido tão grande?)
não podemos ignorar grandes passado e futuro!
Vivam pois as boas e grandes relações
das gloriosas criações e preservações!
Não às opressões,seguidismos, roubos e imitações!
E, por causa das pressões? pensei inventar
uma letra... Mas, se há línguas a mais, e, se uma lúcida acção
vale mais do que mil palavras (Jiddu K.), e isto também se tem
dito ultimamente a propósito de uma grande imagem... E, se todos
estivemos ao longo da anterior eternidade envolvidos na criação,
invenção de todas as letras, palavras de todas as línguas!...
Desisti pois daquela invenção... E surgiu mais esta... boa acção?!
Lemos e vemos
H que não se lê, lemos
E vemos; til e acento
Circunflexo eu atento
Olho; Brasil também vemos.
Chapéu no a, no e coroa
Estão: lembro o chapéu
Da bela mulher, o véu
Da noiva. Que não doa!
Em Alhos Vedros mulher
Velha está a sorrir:
É bela também! Rir
E sorrir p’ ra quem vier!
A última ditadura
Grande tem de acabar:
China, ‘stou-me a fixar
Em Lao Tsé, que perdura!
Países podem findar
Também; e P haste tem
E barriga; e ‘stá além
Escola com um bom par.
Bondade há que louvar
e com justiça amar;
Fiz sofrer: de espantar
não foi em pequena dor dar.
E água mineral
fui beber para sofrer
tirar: 'inda de comer
tenho algo animal.
H que não se lê, lemos
E vemos; til e acento
Circunflexo eu atento
Olho; Brasil também vemos.
Chapéu no a, no e coroa
Estão: lembro o chapéu
Da bela mulher, o véu
Da noiva. Que não doa!
Em Alhos Vedros mulher
Velha está a sorrir:
É bela também! Rir
E sorrir p’ ra quem vier!
A última ditadura
Grande tem de acabar:
China, ‘stou-me a fixar
Em Lao Tsé, que perdura!
Países podem findar
Também; e P haste tem
E barriga; e ‘stá além
Escola com um bom par.
Bondade há que louvar
e com justiça amar;
Fiz sofrer: de espantar
não foi em pequena dor dar.
E água mineral
fui beber para sofrer
tirar: 'inda de comer
tenho algo animal.
Saturday, November 28, 2009
Arte...
"Quando a mente está em silêncio - verdadeiramente tranquila, não obrigada a aquietar-se pela vontade - há nela um movimento, uma actividade totalmente diferente, que não é do tempo.
Abordar esse assunto seria absurdo. Seria uma descrição verbal e, portanto, não seria real. O que é importante é a arte de meditar. Um dos sentidos da palavra «arte» é de pôr tudo no seu lugar certo, na nossa vida diária, de tal modo que não há confusão mas lucidez" - Krishnamurti
"Quando a mente está em silêncio - verdadeiramente tranquila, não obrigada a aquietar-se pela vontade - há nela um movimento, uma actividade totalmente diferente, que não é do tempo.
Abordar esse assunto seria absurdo. Seria uma descrição verbal e, portanto, não seria real. O que é importante é a arte de meditar. Um dos sentidos da palavra «arte» é de pôr tudo no seu lugar certo, na nossa vida diária, de tal modo que não há confusão mas lucidez" - Krishnamurti
O Excelente e o Péssimo
Admiro muito Krishnamurti.
Mas, parece-me que a justiça
é mais importante do que a inocência.
Diz ele: "É por isso que a meditação
correcta é absolutamente necessária,
para que a mente seja jovem, fresca,
inocente. Inocente, no sentido de não
ser capaz de ferir ou de sentir-se ferida".
Em minha opinião não só não
devemos ferir como temos de evitar
ferir-nos e que nos firam,
nunca forçarmo-nos a não
nos sentirmos feridos. Isto é,
"quem não se sente não é filho de boa gente".
E, se nos atacam
devemos mesmo defender-nos.
Também não me parece correcta a sua afirmação:
"... portanto, o bem tem de estar, e está,
totalmente separado daquilo que não é bom",
antes parecendo evidente que bem e mal se completam,
são um só, um nasce do outro, como aliás acontece
com todos os opostos, sendo este o normal
ensino de K. que aqui e noutras coisas só não terá
ido tão longe por as vidas serem eternas.
O amor tem de ser justo porque senão
não é inteligente, não estando desse modo
a trabalhar para o mundo muito bom. Por outro lado,
sem a diversidade unida do maior dos opostos
- Excelente e Péssimo - também é de crer a impossibilidade
não só do paraíso, como da própria vida e existência.
Admiro muito Krishnamurti.
Mas, parece-me que a justiça
é mais importante do que a inocência.
Diz ele: "É por isso que a meditação
correcta é absolutamente necessária,
para que a mente seja jovem, fresca,
inocente. Inocente, no sentido de não
ser capaz de ferir ou de sentir-se ferida".
Em minha opinião não só não
devemos ferir como temos de evitar
ferir-nos e que nos firam,
nunca forçarmo-nos a não
nos sentirmos feridos. Isto é,
"quem não se sente não é filho de boa gente".
E, se nos atacam
devemos mesmo defender-nos.
Também não me parece correcta a sua afirmação:
"... portanto, o bem tem de estar, e está,
totalmente separado daquilo que não é bom",
antes parecendo evidente que bem e mal se completam,
são um só, um nasce do outro, como aliás acontece
com todos os opostos, sendo este o normal
ensino de K. que aqui e noutras coisas só não terá
ido tão longe por as vidas serem eternas.
O amor tem de ser justo porque senão
não é inteligente, não estando desse modo
a trabalhar para o mundo muito bom. Por outro lado,
sem a diversidade unida do maior dos opostos
- Excelente e Péssimo - também é de crer a impossibilidade
não só do paraíso, como da própria vida e existência.
POESIA
Somos as unas e opostas
luz e trevas uns dos outros.
E, essencialmente, poesia
é a bela unidade
da rica diversidade
das palavras.
Deus? O comum
e o diverso
em cada um
de todos os seres
no e do universo
inteiro.
E isto é prosa
e verso,
não é, Rosa
Monteiro?
E nascemos,
vivemos,
morremos,
renascemos,
e vivemos...
Pelo prazer
de fazer
seXo,
com nexo
e amor.
Somos as unas e opostas
luz e trevas uns dos outros.
E, essencialmente, poesia
é a bela unidade
da rica diversidade
das palavras.
Deus? O comum
e o diverso
em cada um
de todos os seres
no e do universo
inteiro.
E isto é prosa
e verso,
não é, Rosa
Monteiro?
E nascemos,
vivemos,
morremos,
renascemos,
e vivemos...
Pelo prazer
de fazer
seXo,
com nexo
e amor.
Friday, November 27, 2009
Sucesso? Fama?
A compreensão tem de ser total,
com todo o nosso ser, não só intelectual.
Não queremos ser perturbados, importunados,
mas por vezes somos mal tratados:
como lidar com isto? Em minha opinião
não devemos resistir muito à perturbação,
até pela própria questão do bem estar,
não é? Ficar sossegado em demasia dá em mal estar!
Deixar de dar nomes é muito bom: se já
foi bom dar nomes, agora não o é, pá.
E, como descobrir, conhecer, compreender
sem nenhuma perturbação ter?
E, eles falam efectivamente
muito para nada fazerem, ou
para enganarem, roubarem, explorarem realmente
muitíssimo!...
Sucesso? Fama?
Há quem faça muito bem sendo
quase anónimo, quem faça bem tendo
sucesso, quem termine muito mal tendo
tido muito sucesso...
Ter sucesso é ser e fazer coisas
que muitas pessoas apreciam e eventualmente compram.
Qual a coisa mais importante e urgente
a fazermos? Vivermos bem e ensinarmos
a viver bem, não é? Quais as pessoas mais
famosas?: Buda? Cristo? Krishnamurti? Maria? Camões?
Joana d'Arc? Shakespeare? Os Beatles? Einstein?
Lao Tsé? Madame Curie? Mas, até um enganador(a)
pode ter muito sucesso! De que vale ter muito sucesso
enganando, iludindo se esse sucesso tem de ser pago
até ao último cêntimo? Um dia? Um dia? Pensas que não se faz
justiça agora, é?
A compreensão tem de ser total,
com todo o nosso ser, não só intelectual.
Não queremos ser perturbados, importunados,
mas por vezes somos mal tratados:
como lidar com isto? Em minha opinião
não devemos resistir muito à perturbação,
até pela própria questão do bem estar,
não é? Ficar sossegado em demasia dá em mal estar!
Deixar de dar nomes é muito bom: se já
foi bom dar nomes, agora não o é, pá.
E, como descobrir, conhecer, compreender
sem nenhuma perturbação ter?
E, eles falam efectivamente
muito para nada fazerem, ou
para enganarem, roubarem, explorarem realmente
muitíssimo!...
Sucesso? Fama?
Há quem faça muito bem sendo
quase anónimo, quem faça bem tendo
sucesso, quem termine muito mal tendo
tido muito sucesso...
Ter sucesso é ser e fazer coisas
que muitas pessoas apreciam e eventualmente compram.
Qual a coisa mais importante e urgente
a fazermos? Vivermos bem e ensinarmos
a viver bem, não é? Quais as pessoas mais
famosas?: Buda? Cristo? Krishnamurti? Maria? Camões?
Joana d'Arc? Shakespeare? Os Beatles? Einstein?
Lao Tsé? Madame Curie? Mas, até um enganador(a)
pode ter muito sucesso! De que vale ter muito sucesso
enganando, iludindo se esse sucesso tem de ser pago
até ao último cêntimo? Um dia? Um dia? Pensas que não se faz
justiça agora, é?
Meditando com Krishnamurti
Há uma energia, da\na meditação para além do pensamento/matéria/tempo/memória: meditar é ir\morrer para além deste pensamento e do conhecido.
Os símbolos são unicamente a sua própria realidade, uma pálida sombra da Realidade, como o são bandeiras, desenhos, hinos, palavras e todos os símbolos.
A vaidade é áspera e frágil, mesmo envergando os trajes da humildade. Mas, a verdadeira humildade procede do silêncio sempre novo sem pensamento, sem obervador.
Só o inocente, sem tempo, pode não sofrer e ser feliz.
A paixão é com a clareza do entendimento, e, sem paixão não há nem amor nem beleza. E, o Amor não pode existir sem a imobilidade do pensamento que é criada pela atenção e compreensão.
"O organismo possui a sua própria inteligência, que é entorpecida pelos hábitos do prazer" - J. K.. E, nem aqui JMM e JK estão divididos, pois, também, pelo que tenho lido, JK não tem nada contra os prazeres, nem mesmo os do corpo, por exemplo, os do saciamento das necessidades de comer, beber, sexo... Que não só são bons e úteis (podem, p.e., impedir uma pessoa dedicada a prazeres ditos superiores, tais como pesquisa científica ou meditação de morrer de fome...), como só nos fazem mal se de algum modo não os partilharmos com as relações ou deles abusarmos... Devendo precisamente ser aqui a palavra "hábitos" lida no lugar de "abusos", não é, amigo?
Há uma energia, da\na meditação para além do pensamento/matéria/tempo/memória: meditar é ir\morrer para além deste pensamento e do conhecido.
Os símbolos são unicamente a sua própria realidade, uma pálida sombra da Realidade, como o são bandeiras, desenhos, hinos, palavras e todos os símbolos.
A vaidade é áspera e frágil, mesmo envergando os trajes da humildade. Mas, a verdadeira humildade procede do silêncio sempre novo sem pensamento, sem obervador.
Só o inocente, sem tempo, pode não sofrer e ser feliz.
A paixão é com a clareza do entendimento, e, sem paixão não há nem amor nem beleza. E, o Amor não pode existir sem a imobilidade do pensamento que é criada pela atenção e compreensão.
"O organismo possui a sua própria inteligência, que é entorpecida pelos hábitos do prazer" - J. K.. E, nem aqui JMM e JK estão divididos, pois, também, pelo que tenho lido, JK não tem nada contra os prazeres, nem mesmo os do corpo, por exemplo, os do saciamento das necessidades de comer, beber, sexo... Que não só são bons e úteis (podem, p.e., impedir uma pessoa dedicada a prazeres ditos superiores, tais como pesquisa científica ou meditação de morrer de fome...), como só nos fazem mal se de algum modo não os partilharmos com as relações ou deles abusarmos... Devendo precisamente ser aqui a palavra "hábitos" lida no lugar de "abusos", não é, amigo?
Medo e coragem
Há pesoas que vivem oprimidas pelo medo, resultante da ambição do desejo. E, há realmente pessoas pequenas e pessoas grandes, pessoas que arranjam, são problemas,e
pessoas que são uma benção...
E, a divisão das línguas! Ainda há pouco estava a ler um duplamente grande diálogo entre J. Krishnamurti e D. Bohm que possivelmente não existe em português... O que requer tempo e dicionário.
E, ainda há pessoas, talvez oprimidas pelo medo, que gostam de amedrontar: só lhes resistimos quanto basta.
Há pesoas que vivem oprimidas pelo medo, resultante da ambição do desejo. E, há realmente pessoas pequenas e pessoas grandes, pessoas que arranjam, são problemas,e
pessoas que são uma benção...
E, a divisão das línguas! Ainda há pouco estava a ler um duplamente grande diálogo entre J. Krishnamurti e D. Bohm que possivelmente não existe em português... O que requer tempo e dicionário.
E, ainda há pessoas, talvez oprimidas pelo medo, que gostam de amedrontar: só lhes resistimos quanto basta.
Thursday, November 26, 2009
O guia inteligente da vida
Desta ou daquela maneira, secreta, aberta, leal ou ardilosamente, todas as pessoas e seres vivem e agem em função da optimização do seu bem estar, prazer, o qual, podendo ser, em cada momento e lugar, mais ou menos corporal, mental ou espiritual, e, dependendo de muitos recursos satisfazendo muitas necessidades (havendo mais recursos do que necessidades, senão não havia a vida, a base do próprio prazer), está facilmente ao alcance de toda a gente, excepto talvez dos ardilosos.
Podemos portanto afirmar que o grande propósito da vida é o prazer, o gozo, o bem estar, que, não pode pois ser adquirido à custa do mal estar e dor de outras pessoas e seres, no momento, ou de nós próprios, no futuro, pois tal contraria precisamente o propósito geral da vida.
A vida deve ser assim guiada pelo prazer,todo o prazer, embora tenha de ser um prazer inteligente, moderado e não desequilibrado e a qualquer custo. E, não pode ser o facto, real, da dor oriunda do prazer desequilibrado, a fazer-nos mudar de guia!
Os prazeres, assentes na satisfação dos desejos e das necessidades naturais e artificiais são imensos, e, podem ser egoístas ou altruístas, não sendo o desejo egoísta ilegítimo, mas, levando o grau de pequenez do ego, claro.E, como quase tudo na vida, são criados e recriados, mutáveis, inovados e extinguíveis.
Eis alguns prazeres retirados de J. K.: "o prazer de reformar, de dizer aos outros o que devem fazer, de atenuar os males da sociedade, de fazer o bem; o prazer de ter conhecimentos mais vastos, maior satisfação física, mais experiências, mais compreensão da vida, de possuir todas as qualidades engenhosas e sutis da mente; e, naturalmente, o prazer supremo: a posse de Deus".
E, eis mais alguns: da amizade; do amor; da saúde, física, mental e espiritual, desde logo o nascer-se sem defeitos e os bons cuidados de saúde, alimentação, protecção, vestuário, habitação, ensino da verdade... para todos os bebés, crianças e adolescentes; da devida acção por filhos e amigos; da bela, boa, apreciada, inspirada música, canto, palavra, vista, sabor...; de compreender; de ajudar a nascer, a iluminar, a entender, a triunfar, a progredir, a pacificar; de descansar; de comer, de beber; do sexo; de ver, experimentar o novo, o não conhecido; da liberdade, do respeito, da honestidade, da coerência...
É falso que o bem estar, o prazer só venham com o tempo, gradualmente.
Não há um amanhã para o prazer, o êxtase: temos de o alcançar agora, já!
O tempo desaparece tanto mais quanto maior for o certo prazer.
O tempo deriva da atenção incompleta perante os factos e é o intervalo entre a ideia e a acção: não pode existir este intervalo, tem de ser pensar e agir imediatamente.
Dar nome, falar, escrever sobre o gozo, é fortalecê-lo. E, o gozo, o prazer nas suas variadíssimas formas é para todos os seres e pessoas!
Oh, o gozo, o bem estar da quietude, do sossego, do repouso, do silêncio mental e físico após longos ou intensos períodos de actividade feliz ou infeliz.
E, a dor também quer e pode ser prazer!
E ainda, só existe problema que não convém dar em dor, quando não aceitamos as coisas, pessoas, animais e seres como são, o que não significa conformismo com o o mal e o sofrimento...
Desta ou daquela maneira, secreta, aberta, leal ou ardilosamente, todas as pessoas e seres vivem e agem em função da optimização do seu bem estar, prazer, o qual, podendo ser, em cada momento e lugar, mais ou menos corporal, mental ou espiritual, e, dependendo de muitos recursos satisfazendo muitas necessidades (havendo mais recursos do que necessidades, senão não havia a vida, a base do próprio prazer), está facilmente ao alcance de toda a gente, excepto talvez dos ardilosos.
Podemos portanto afirmar que o grande propósito da vida é o prazer, o gozo, o bem estar, que, não pode pois ser adquirido à custa do mal estar e dor de outras pessoas e seres, no momento, ou de nós próprios, no futuro, pois tal contraria precisamente o propósito geral da vida.
A vida deve ser assim guiada pelo prazer,todo o prazer, embora tenha de ser um prazer inteligente, moderado e não desequilibrado e a qualquer custo. E, não pode ser o facto, real, da dor oriunda do prazer desequilibrado, a fazer-nos mudar de guia!
Os prazeres, assentes na satisfação dos desejos e das necessidades naturais e artificiais são imensos, e, podem ser egoístas ou altruístas, não sendo o desejo egoísta ilegítimo, mas, levando o grau de pequenez do ego, claro.E, como quase tudo na vida, são criados e recriados, mutáveis, inovados e extinguíveis.
Eis alguns prazeres retirados de J. K.: "o prazer de reformar, de dizer aos outros o que devem fazer, de atenuar os males da sociedade, de fazer o bem; o prazer de ter conhecimentos mais vastos, maior satisfação física, mais experiências, mais compreensão da vida, de possuir todas as qualidades engenhosas e sutis da mente; e, naturalmente, o prazer supremo: a posse de Deus".
E, eis mais alguns: da amizade; do amor; da saúde, física, mental e espiritual, desde logo o nascer-se sem defeitos e os bons cuidados de saúde, alimentação, protecção, vestuário, habitação, ensino da verdade... para todos os bebés, crianças e adolescentes; da devida acção por filhos e amigos; da bela, boa, apreciada, inspirada música, canto, palavra, vista, sabor...; de compreender; de ajudar a nascer, a iluminar, a entender, a triunfar, a progredir, a pacificar; de descansar; de comer, de beber; do sexo; de ver, experimentar o novo, o não conhecido; da liberdade, do respeito, da honestidade, da coerência...
É falso que o bem estar, o prazer só venham com o tempo, gradualmente.
Não há um amanhã para o prazer, o êxtase: temos de o alcançar agora, já!
O tempo desaparece tanto mais quanto maior for o certo prazer.
O tempo deriva da atenção incompleta perante os factos e é o intervalo entre a ideia e a acção: não pode existir este intervalo, tem de ser pensar e agir imediatamente.
Dar nome, falar, escrever sobre o gozo, é fortalecê-lo. E, o gozo, o prazer nas suas variadíssimas formas é para todos os seres e pessoas!
Oh, o gozo, o bem estar da quietude, do sossego, do repouso, do silêncio mental e físico após longos ou intensos períodos de actividade feliz ou infeliz.
E, a dor também quer e pode ser prazer!
E ainda, só existe problema que não convém dar em dor, quando não aceitamos as coisas, pessoas, animais e seres como são, o que não significa conformismo com o o mal e o sofrimento...
Dança
Porque no passado foi de uma certa maneira,
no presente não tem de o ser.
E, porquê a pressa num universo eterno?
Não faz sentido, não é?
(Pressa no sentido de stress, nervosismo, não velocidade).
E, porquê o medo de falar no gozo, na felicidade,
em toda a sua extensão?
A intensidade, o ritmo certos, portanto, e não intensa ou fracamente.
Vivendo e renascendo com deleite, beleza e contentamento, com e sem dor,
com relações de vida e morte e de gozo e tristeza a cada momento
com todos os seres...
E,
Segurança e insegurança,
permanência e mudança,
vida e morte o mesmo são:
tudo é uma bela dança.
Porque no passado foi de uma certa maneira,
no presente não tem de o ser.
E, porquê a pressa num universo eterno?
Não faz sentido, não é?
(Pressa no sentido de stress, nervosismo, não velocidade).
E, porquê o medo de falar no gozo, na felicidade,
em toda a sua extensão?
A intensidade, o ritmo certos, portanto, e não intensa ou fracamente.
Vivendo e renascendo com deleite, beleza e contentamento, com e sem dor,
com relações de vida e morte e de gozo e tristeza a cada momento
com todos os seres...
E,
Segurança e insegurança,
permanência e mudança,
vida e morte o mesmo são:
tudo é uma bela dança.
Wednesday, November 25, 2009
Tuesday, November 24, 2009
Meditação
De todos os prazeres
do corpo e do pensamento
nenhum se assemelha, nem de perto nem de longe,
aos da meditação...
Meditação é silêncio, é imobilidade,
é atenção constante, é eternidade,
é intemporalidade, é compreensão,
é inspiração, é união, é ciência, política,
religião, arte... É clareza, é inocência, é nada ser
e é tudo ser. É cura, é liberdade, é simplicidade.
Não é negócio. É indescritibilidade, é despertar total,
e, é harmonia, profunda actividade perfeitamente matemática...
Sintonia completa com universo; imensidão, não centro pequenino,
feio e egoísta... Não isolamento, mas cooperação...
E, é sensibilidade e vida correctíssima.
Jamais fuga, nem para trás nem para a frente,
antes sempre vivência e melhoramento da situação presente.
De todos os prazeres
do corpo e do pensamento
nenhum se assemelha, nem de perto nem de longe,
aos da meditação...
Meditação é silêncio, é imobilidade,
é atenção constante, é eternidade,
é intemporalidade, é compreensão,
é inspiração, é união, é ciência, política,
religião, arte... É clareza, é inocência, é nada ser
e é tudo ser. É cura, é liberdade, é simplicidade.
Não é negócio. É indescritibilidade, é despertar total,
e, é harmonia, profunda actividade perfeitamente matemática...
Sintonia completa com universo; imensidão, não centro pequenino,
feio e egoísta... Não isolamento, mas cooperação...
E, é sensibilidade e vida correctíssima.
Jamais fuga, nem para trás nem para a frente,
antes sempre vivência e melhoramento da situação presente.
Renascimento
Massacres, milhares de crianças
a morrer de fome todos os dias,
homens/mulheres bombas... Tanta violência!
E, quem é mais culpado: quem mata ou quem se deixa matar?
Meditar, letras,palavras, frases...
A mensagem ficou... E, o homem desapareceu?
Os factos, a realidade...
A palavra está no lugar do objecto, do ser,
mas, não mostra senão uma sua ínfima parte.
A imagem também ajuda, e, ver de perto ainda mais.
Faço minhas muitas das tuas palvras, Jiddu.
O mundo? E, o desconhecido?
Coisas extraoredinárias diz J. Krishnamurti!
Não podemos percepcionar,
visualizar, sem deixar
de pensar. Nem sequer amar
podemos, sem pensamento cessar.
Seguramente que renascemos nos filhos,
como acontece com animais, árvores, flores...
Tratar mal um filho(a) é tratarmo-nos mal a nós próprios.
A felicidade dos pais está em fazer bem aos filhos.
E, é muito melhor fazer-lhes bem demais, se é que tal
é possível, do que lhes fazer mal.
E, não é preciso ter filhos fisicamente
para renascermos: renascemos sempre quando
e em quem amamos!
Massacres, milhares de crianças
a morrer de fome todos os dias,
homens/mulheres bombas... Tanta violência!
E, quem é mais culpado: quem mata ou quem se deixa matar?
Meditar, letras,palavras, frases...
A mensagem ficou... E, o homem desapareceu?
Os factos, a realidade...
A palavra está no lugar do objecto, do ser,
mas, não mostra senão uma sua ínfima parte.
A imagem também ajuda, e, ver de perto ainda mais.
Faço minhas muitas das tuas palvras, Jiddu.
O mundo? E, o desconhecido?
Coisas extraoredinárias diz J. Krishnamurti!
Não podemos percepcionar,
visualizar, sem deixar
de pensar. Nem sequer amar
podemos, sem pensamento cessar.
Seguramente que renascemos nos filhos,
como acontece com animais, árvores, flores...
Tratar mal um filho(a) é tratarmo-nos mal a nós próprios.
A felicidade dos pais está em fazer bem aos filhos.
E, é muito melhor fazer-lhes bem demais, se é que tal
é possível, do que lhes fazer mal.
E, não é preciso ter filhos fisicamente
para renascermos: renascemos sempre quando
e em quem amamos!
Solidão
Que mal nos podem fazer
se não queremos ser
ou ter? Tal não é viver?
Isso estamos a ver.
Não há mal no pensamento
certo: só no julgamento
errado. E, 'té jumento
gosta do bom sentimento.
Trabalho da relação
feito, a meditação
se segue, a atenção
total, não separação.
Observar sem condenar,
sem me identificar,
sem ao mais me juntar...
É a ilusão olhar.
Sem pensar, palavras são
sons apenas. E,má acção
até contra os que são
nada, só por vil ambição.
Destruires o que amo
é morreres. Mas vou ramo
substituir sempre, amo
meu não és: te amo.
No campo ou na cidade
grande é a felicidade
da solidão: amizade
não é só afectividade.
Renascer é só morrer:
ainda precisas ter
pai, mãe, filha(o)? Vais ter
então ainda que renascer.
Que mal nos podem fazer
se não queremos ser
ou ter? Tal não é viver?
Isso estamos a ver.
Não há mal no pensamento
certo: só no julgamento
errado. E, 'té jumento
gosta do bom sentimento.
Trabalho da relação
feito, a meditação
se segue, a atenção
total, não separação.
Observar sem condenar,
sem me identificar,
sem ao mais me juntar...
É a ilusão olhar.
Sem pensar, palavras são
sons apenas. E,má acção
até contra os que são
nada, só por vil ambição.
Destruires o que amo
é morreres. Mas vou ramo
substituir sempre, amo
meu não és: te amo.
No campo ou na cidade
grande é a felicidade
da solidão: amizade
não é só afectividade.
Renascer é só morrer:
ainda precisas ter
pai, mãe, filha(o)? Vais ter
então ainda que renascer.
Monday, November 23, 2009
Sumo bem
Sem dúvida que a essência
da corrupção é a procura
interior e exterior de domínio e poder.
Logo, nem legislação, nem prisão
nem pena de morte podem acabar com corrupção.
E, o que é que leva as pessoas à agressão,
a matar-se e a matarem? É
a falta de boa vontade,
de amor, de consideração, não é?
Mas, querer poder, dinheiro, saúde,
trabalho, posses, segurança, sucesso...
Não pode ter nada de mal se for de forma
moderada, equilibrada... Não é?
E, a terceira dimensão
é a verdadeira dimensão:
a verdade não procura a verdade;
a luz não procura a luz;
nem a felicidade e a beatitude
se procuram a si mesmas
(entendendo beatitude como o prazer
mais espiritual/mental de todos);
A felicidade intemporal, não espacial
existe na perfeita liberdade, considerando
o condiconamento tanto como escolha (a escolha
condiciona, ficamos presos a ela), como imporem-nos o que não
queremos, por não termos escolhido.
Entretanto, Krishnamurti, rei da integração,e da totalidade,
por causa da satisfação e do prazer irem e virem
e poderem ocasionar dor,
e da felicidade, da beatitude serem sem motivo
e não provocarem sofrimento, não vamos rejeitar
os corpos, nomeadamente os corpos satisfeitos, não é?
Não é melhor antes ajudares-nos também à felicidade plena,
dos corpos e das mentes, tu que tanto dizes, e muito bem,
que não devemos distinguir, separar, segregar?
E, a total liberdade é sem grandes conceitos e fórmulas
(isto não é complicado, pois não?).
Serena alegria, inocência quanto basta... E, o amor
vem... Sim, o Amor que tudo resolve... O sumo bem.
Sem dúvida que a essência
da corrupção é a procura
interior e exterior de domínio e poder.
Logo, nem legislação, nem prisão
nem pena de morte podem acabar com corrupção.
E, o que é que leva as pessoas à agressão,
a matar-se e a matarem? É
a falta de boa vontade,
de amor, de consideração, não é?
Mas, querer poder, dinheiro, saúde,
trabalho, posses, segurança, sucesso...
Não pode ter nada de mal se for de forma
moderada, equilibrada... Não é?
E, a terceira dimensão
é a verdadeira dimensão:
a verdade não procura a verdade;
a luz não procura a luz;
nem a felicidade e a beatitude
se procuram a si mesmas
(entendendo beatitude como o prazer
mais espiritual/mental de todos);
A felicidade intemporal, não espacial
existe na perfeita liberdade, considerando
o condiconamento tanto como escolha (a escolha
condiciona, ficamos presos a ela), como imporem-nos o que não
queremos, por não termos escolhido.
Entretanto, Krishnamurti, rei da integração,e da totalidade,
por causa da satisfação e do prazer irem e virem
e poderem ocasionar dor,
e da felicidade, da beatitude serem sem motivo
e não provocarem sofrimento, não vamos rejeitar
os corpos, nomeadamente os corpos satisfeitos, não é?
Não é melhor antes ajudares-nos também à felicidade plena,
dos corpos e das mentes, tu que tanto dizes, e muito bem,
que não devemos distinguir, separar, segregar?
E, a total liberdade é sem grandes conceitos e fórmulas
(isto não é complicado, pois não?).
Serena alegria, inocência quanto basta... E, o amor
vem... Sim, o Amor que tudo resolve... O sumo bem.
Friday, November 20, 2009
O amor
Não há mal na riqueza, só bem:
o mal está na acumulação não produtiva.
Também não há bem na pobreza, na fome:
o mal está na entrega ao pessimismo,
no desânimo, na desistência.
O mal está em receber sem dar, ou
em dar só, sem querer receber.
E, o amor não é a pessoa, o ser,
o objecto amado.
Gratificação, conforto, segurança
também não são amor.
O amor tão pouco poderá
será alcançado por uma urgência intelectual
ou por meio de métodos, meios,
disciplinas. O amor é um estado
do ser em que o eu ocupa o seu devido
lugar, em que somos justos e em que estamos
totalmente atentos, sem sacrifícos.
O amor e a felicidade que o acompanha
quase que é sem esforço e sem grandes pensamentos.
Mas, não será completamente natural e espontâneo...
Não há mal na riqueza, só bem:
o mal está na acumulação não produtiva.
Também não há bem na pobreza, na fome:
o mal está na entrega ao pessimismo,
no desânimo, na desistência.
O mal está em receber sem dar, ou
em dar só, sem querer receber.
E, o amor não é a pessoa, o ser,
o objecto amado.
Gratificação, conforto, segurança
também não são amor.
O amor tão pouco poderá
será alcançado por uma urgência intelectual
ou por meio de métodos, meios,
disciplinas. O amor é um estado
do ser em que o eu ocupa o seu devido
lugar, em que somos justos e em que estamos
totalmente atentos, sem sacrifícos.
O amor e a felicidade que o acompanha
quase que é sem esforço e sem grandes pensamentos.
Mas, não será completamente natural e espontâneo...
Thursday, November 19, 2009
A verdade
Jiddu: como Buda,
és mestre em muitas coisas,
mas,como pode a verdade estar numa frase
como esta: "deves, facilmente
e de forma voluntária, pôr de lado
todas as memórias e imagens que te dão prazer,
para que a tua mente fique liberta, descontaminada
para a verdade"? Concordo que até a memória
de um bom passado pode ser impedimento a um bom ou melhor presente.
Mas,porquê esse medo do prazer? Porque há-de haver mal no gozo,
no prazer, se o propósito da vida é o gozo e o prazer, todo o gozo e todo o prazer?
E, como pode a verdade estar na eliminação da dor à custa do prazer? Não pode!
Jiddu: como Buda,
és mestre em muitas coisas,
mas,como pode a verdade estar numa frase
como esta: "deves, facilmente
e de forma voluntária, pôr de lado
todas as memórias e imagens que te dão prazer,
para que a tua mente fique liberta, descontaminada
para a verdade"? Concordo que até a memória
de um bom passado pode ser impedimento a um bom ou melhor presente.
Mas,porquê esse medo do prazer? Porque há-de haver mal no gozo,
no prazer, se o propósito da vida é o gozo e o prazer, todo o gozo e todo o prazer?
E, como pode a verdade estar na eliminação da dor à custa do prazer? Não pode!
Wednesday, November 18, 2009
Impressionante
É impressionante
como certa dor
só é cessante
com "ameaça"
do prazer abundante.
E, começar tudo
de novo como deve ser
não é possível.
Mas não há um amanhecer
novo todos os dias?
E, só em parte escolhendo
as relações, nem que mentalmente
seja só, também realmente
podemos não as aceitar.
Impressionante
também que não te tendo
feito o que fazes,
(mas fiz-te outras coisas),
me tenhas vindo a ameaçar!
E, da "luta" entre dor e prazer,
é que nasce e se nutre a vida.
É impressionante
como certa dor
só é cessante
com "ameaça"
do prazer abundante.
E, começar tudo
de novo como deve ser
não é possível.
Mas não há um amanhecer
novo todos os dias?
E, só em parte escolhendo
as relações, nem que mentalmente
seja só, também realmente
podemos não as aceitar.
Impressionante
também que não te tendo
feito o que fazes,
(mas fiz-te outras coisas),
me tenhas vindo a ameaçar!
E, da "luta" entre dor e prazer,
é que nasce e se nutre a vida.
Tuesday, November 17, 2009
Prazer e dor
A dor, que somos nós [aprendi com Krishnamurti(K.)],
pode vir de surpresa, como o prazer, o que também somos:
e vem, a dor, do erro na relação:
(as relações são quase tudo,
também aprendi com K.):
destes e daqueles não
somos só, nossa acção
todos tem de beneficiar,
alternada ou simultaneamente,
e, vem, o prazer, da acção
certa e justa. E, venho falar
de todas as dores e prazeres,
físicos e espirituais, cuja intensidade
varia com o grau do erro e da certeza na acção,
sendo que a dor cessa com a compreensão
disto e a correcção
mental e física do erro,
e,o prazer vem e aumenta com a compreensão
disto e a acção
física e mental cada vez mais correctas.
A dor, que somos nós [aprendi com Krishnamurti(K.)],
pode vir de surpresa, como o prazer, o que também somos:
e vem, a dor, do erro na relação:
(as relações são quase tudo,
também aprendi com K.):
destes e daqueles não
somos só, nossa acção
todos tem de beneficiar,
alternada ou simultaneamente,
e, vem, o prazer, da acção
certa e justa. E, venho falar
de todas as dores e prazeres,
físicos e espirituais, cuja intensidade
varia com o grau do erro e da certeza na acção,
sendo que a dor cessa com a compreensão
disto e a correcção
mental e física do erro,
e,o prazer vem e aumenta com a compreensão
disto e a acção
física e mental cada vez mais correctas.
Monday, November 16, 2009
TOTALIDADE
Efectivamente, a dor não se vai
embora somente por não gostarmos dela,
pois ela também pode ser boa!
E, só mente ilimitada
pode observar o infinito, Ada.
E, que é a beleza sem o amor, sem a vida, Fortaleza!
Observar, ouvir sem o mínimo movimento,
impregnados do observado...
Sem amor conduta é vazia, mecânica.
E, percepção de tal observação
é totalidade, profundidade, intemporalidade.
Só mentes honestas, pouco ou nada
condicionadas, sem medo, aliviadas até do peso
do conhecimento e da experiência, mas,
não ignorantes ou inexperientes, podem
ver e compreender com clareza, profundidade
e intemporalidade.
Decrepitude, auto-repetição, viciamento
em hábitos ambiciosos?
Tantas frustrações, tristezas, sobrecargas
de experiências e memórias que é impossível
um olhar novo e fresco de tudo/todos, momento a momento?
Efectivamente, a dor não se vai
embora somente por não gostarmos dela,
pois ela também pode ser boa!
E, só mente ilimitada
pode observar o infinito, Ada.
E, que é a beleza sem o amor, sem a vida, Fortaleza!
Observar, ouvir sem o mínimo movimento,
impregnados do observado...
Sem amor conduta é vazia, mecânica.
E, percepção de tal observação
é totalidade, profundidade, intemporalidade.
Só mentes honestas, pouco ou nada
condicionadas, sem medo, aliviadas até do peso
do conhecimento e da experiência, mas,
não ignorantes ou inexperientes, podem
ver e compreender com clareza, profundidade
e intemporalidade.
Decrepitude, auto-repetição, viciamento
em hábitos ambiciosos?
Tantas frustrações, tristezas, sobrecargas
de experiências e memórias que é impossível
um olhar novo e fresco de tudo/todos, momento a momento?
Sunday, November 15, 2009
3ª dimensão (cont.)
O que é é a realidade
e o real é o que é.
Há que entender isto, sem grande
evitar, sem grande fugir, pois, só mente serena,
tranquila, agitada quanto basta é que melhora tudo e todos.
Aceitando e rejeitando é que é bom.
Sendo um(a) com a dor, ela se vai, porque não a queremos;
sendo um(a) com o prazer, ele vem, porque o queremos
E, se dor e prazer são um, não há dor nem prazer.
Mas, há uma terceira coisa: só gozo, só êxtase, só alegria,
só inteligência, só amizade, só cuidado e atenção, só amor,
só conhecimento, só perfeição, só poder!
Densificar e dissolver;
carregar e aliviar;
sofrer e prazer;
fugir e não fugir;
esperança e não esperança:
Sem medo de falar sobre o prazer.
Sem sentido nem propósito? Viver abundante e apaixonadamente,
este é o sentido da vida. Ou, optimizar o prazer e minimizar
a dor!
Mas, havendo prazeres que causam mais dor do que prazer,
esses são falsos prezeres, que levam ao cemitério do mesmo nome...
Dos quais também não fugimos e fugimos.
Morte e (re)nascimento são um!.
O que é é a realidade
e o real é o que é.
Há que entender isto, sem grande
evitar, sem grande fugir, pois, só mente serena,
tranquila, agitada quanto basta é que melhora tudo e todos.
Aceitando e rejeitando é que é bom.
Sendo um(a) com a dor, ela se vai, porque não a queremos;
sendo um(a) com o prazer, ele vem, porque o queremos
E, se dor e prazer são um, não há dor nem prazer.
Mas, há uma terceira coisa: só gozo, só êxtase, só alegria,
só inteligência, só amizade, só cuidado e atenção, só amor,
só conhecimento, só perfeição, só poder!
Densificar e dissolver;
carregar e aliviar;
sofrer e prazer;
fugir e não fugir;
esperança e não esperança:
Sem medo de falar sobre o prazer.
Sem sentido nem propósito? Viver abundante e apaixonadamente,
este é o sentido da vida. Ou, optimizar o prazer e minimizar
a dor!
Mas, havendo prazeres que causam mais dor do que prazer,
esses são falsos prezeres, que levam ao cemitério do mesmo nome...
Dos quais também não fugimos e fugimos.
Morte e (re)nascimento são um!.
Terceira dimensão
A terceira dimensão do tempo
é a intemporal, mui pouco cronológica,
mui pouco psicológica,imortal.
E, ser imortal é já, agora, não no futuro,
e, é não morrer e morrer. Ser imortal
é não viver em função do velho, mas do novo tempo
e espaço: a terceira dimensão, que é quase morrer
para o eu, para a luta, para o acumular, para a compulsão...
quase com amnésia, quase sem divisões, quase sem base condicionante.
Porque o imediato, o intemporal é sempre o todo e as partes, o perito
e o aprendiz, as florestas e as árvores, a água e as águas...
Ver a totalidade: paz e conflito, beleza e fealdade, sensibilidade
e insensibilidade, concentração, distração e atenção, saber e ignorância...
é entrar na terceira dimensão, na revelação permanente, no eterno intemporal
e ilimitado.
Nesta novíssima dimensão temporal e espacial tudo é mui rápido, pefeito, milagroso
e bom. Tudo é cada vez melhor a cada momento e lugar!
Aqui não se estuda ou trabalha até doer cada vez mais, ou, para a o grande bem estar futuro, o engano dos enganos!
Aqui estamos sempre sós e acompanhados pelas enormes almas\corpos gémeas(os).
Aqui e ali, na terceira dimensão, a cada momento insistimos e desistimos,
entramos e saimos, nos desprocupamos e preocupamos... Sempre criando, solucionando e gozando!
Ali e aqui escolhemos e não escolhemos, queremos e não queremos a cada momento que passa e não passa! E, exigimos e não exigimos, damos e não damos, recebemos e não recebemos, não percepcionamos e percepcionamos, somos ingénuos e não somos, somos claros e não somos!!
A terceira dimensão do tempo
é a intemporal, mui pouco cronológica,
mui pouco psicológica,imortal.
E, ser imortal é já, agora, não no futuro,
e, é não morrer e morrer. Ser imortal
é não viver em função do velho, mas do novo tempo
e espaço: a terceira dimensão, que é quase morrer
para o eu, para a luta, para o acumular, para a compulsão...
quase com amnésia, quase sem divisões, quase sem base condicionante.
Porque o imediato, o intemporal é sempre o todo e as partes, o perito
e o aprendiz, as florestas e as árvores, a água e as águas...
Ver a totalidade: paz e conflito, beleza e fealdade, sensibilidade
e insensibilidade, concentração, distração e atenção, saber e ignorância...
é entrar na terceira dimensão, na revelação permanente, no eterno intemporal
e ilimitado.
Nesta novíssima dimensão temporal e espacial tudo é mui rápido, pefeito, milagroso
e bom. Tudo é cada vez melhor a cada momento e lugar!
Aqui não se estuda ou trabalha até doer cada vez mais, ou, para a o grande bem estar futuro, o engano dos enganos!
Aqui estamos sempre sós e acompanhados pelas enormes almas\corpos gémeas(os).
Aqui e ali, na terceira dimensão, a cada momento insistimos e desistimos,
entramos e saimos, nos desprocupamos e preocupamos... Sempre criando, solucionando e gozando!
Ali e aqui escolhemos e não escolhemos, queremos e não queremos a cada momento que passa e não passa! E, exigimos e não exigimos, damos e não damos, recebemos e não recebemos, não percepcionamos e percepcionamos, somos ingénuos e não somos, somos claros e não somos!!
Saturday, November 14, 2009
Liberdade infinita
Não é para mim, dizes tu,
também não é para ti.
E, se para ti também era, bera?
Como se morte fosse um fim definitivo!
Como se não voltássemos a conviver
depois de morrer! Pois se nada se perde,
somente se transforma!
Mas noutra relação, noutra forma!...
Compreendes?
E, só tua vontade?
Não a minha também, meu bem?
E, que liberdade há-de
haver nessa rígida disciplina,
ou nessa pobreza ou riqueza?
Ou nesse constante buscar, meu par!
Criar, criar, inventar em liberdade,
sem esforço, campo e cidade!
Mas, se atingi o que tinha em vista
foi pela disciplina e trabalho, dizes.
E,o que não tinhas em vista não presta, é?
Mas, para criticar e invejar já presta?
Para não falar no glorioso desconhecido!
E, só essa música desse teu deus
auto-projectado é que é boa, inspirada?
Ou: nenhuma música religiosa presta!
Cresce, cresce... e aparece!
Duro parece?
Bom: é só parecença,
não de nascença!
Não é para mim, dizes tu,
também não é para ti.
E, se para ti também era, bera?
Como se morte fosse um fim definitivo!
Como se não voltássemos a conviver
depois de morrer! Pois se nada se perde,
somente se transforma!
Mas noutra relação, noutra forma!...
Compreendes?
E, só tua vontade?
Não a minha também, meu bem?
E, que liberdade há-de
haver nessa rígida disciplina,
ou nessa pobreza ou riqueza?
Ou nesse constante buscar, meu par!
Criar, criar, inventar em liberdade,
sem esforço, campo e cidade!
Mas, se atingi o que tinha em vista
foi pela disciplina e trabalho, dizes.
E,o que não tinhas em vista não presta, é?
Mas, para criticar e invejar já presta?
Para não falar no glorioso desconhecido!
E, só essa música desse teu deus
auto-projectado é que é boa, inspirada?
Ou: nenhuma música religiosa presta!
Cresce, cresce... e aparece!
Duro parece?
Bom: é só parecença,
não de nascença!
INSTANTANEAMENTE!
Claro que o tempo, o justo, o verdadeiro...
Não pode ser logo, amanhã... senão nunca é!
Tem de ser agora, não é?
O tempo comum é veneno. Há que ter muitíssimo
cuidado com ele, pois, normalmente,
só causa medo, desordem e morte.
Mas, há um outro tempo!
Já reparastes como a verdade, a luz
se fazem instantaneamente,
embora por vezes após algum trabalho
sem medo, não ansioso, não dorido de pesquisa?
E, como também instantaneamente
se vai? Isto é: a verdade, a luz,
a compreensão, o "insigth" pertencem
a um outro tempo,
um tempo glorioso, de ordem
infinitamente superior!
E, é por este tempo que todos nos queremos guiar,
é nele que todos queremos viver, não é? Um tempo
só de luz, só de justiça, só de verdade, só de vida,
só de gozo,só de pureza, só de compreensão!...
Mas, outra vez muitíssimo cuidado!: o néctar, a inspiração,
a voz, o jeito, o novíssismo, a pena, a lira...
dos deuses e das divas não se conquista, não
é passado nem futuro, não é esperança, não é continuação!...
Claro que o tempo, o justo, o verdadeiro...
Não pode ser logo, amanhã... senão nunca é!
Tem de ser agora, não é?
O tempo comum é veneno. Há que ter muitíssimo
cuidado com ele, pois, normalmente,
só causa medo, desordem e morte.
Mas, há um outro tempo!
Já reparastes como a verdade, a luz
se fazem instantaneamente,
embora por vezes após algum trabalho
sem medo, não ansioso, não dorido de pesquisa?
E, como também instantaneamente
se vai? Isto é: a verdade, a luz,
a compreensão, o "insigth" pertencem
a um outro tempo,
um tempo glorioso, de ordem
infinitamente superior!
E, é por este tempo que todos nos queremos guiar,
é nele que todos queremos viver, não é? Um tempo
só de luz, só de justiça, só de verdade, só de vida,
só de gozo,só de pureza, só de compreensão!...
Mas, outra vez muitíssimo cuidado!: o néctar, a inspiração,
a voz, o jeito, o novíssismo, a pena, a lira...
dos deuses e das divas não se conquista, não
é passado nem futuro, não é esperança, não é continuação!...
Friday, November 13, 2009
Agora!
Um dia... Um dia...
Esforço... Mais esforço!...
Descobrir, descobrir as causas do medo
ou dele fugir? Observemos tão somente,
serenamente: é a mente tranquila que resolve,
que melhora... Sem conflito entre o que é
e que deveria ser!
E jamais, jamais no futuro:
a paz é agora!
o saber é agora!
a vitória é agora!
a coragem é agora!
o sem esforço é agora!!
Um dia... Um dia...
Esforço... Mais esforço!...
Descobrir, descobrir as causas do medo
ou dele fugir? Observemos tão somente,
serenamente: é a mente tranquila que resolve,
que melhora... Sem conflito entre o que é
e que deveria ser!
E jamais, jamais no futuro:
a paz é agora!
o saber é agora!
a vitória é agora!
a coragem é agora!
o sem esforço é agora!!
Mente sem tempo
"O tempo é certamente a própria natureza do pensamento, o pensamento é tempo. E, enquanto o tempo existir como meio de alcançar algo, a mente não pode ir além de si mesma (e ser tranquila, atenta, serena, criativa, imortal...) - a qualidade de ir além de si mesma pertence a uma nova mente, a uma mente que está liberta do tempo. (Logo, só não querendo alcançar, o tempo psicológico e cronológico desaparecem). E o tempo é um factor no medo (e em todo o mal). Por tempo não me refiro ao tempo cronológico (embora também este tenda a desaparecer, não é Krishnamurti?), do relógio - segundo, minuto, hora, dia, ano, mas ao tempo enquanto processo psicológico, interior (porque, interior e exterior também vão sendo um). É esse factor (o tempo, que é pensamento) que faz nascer o medo. O tempo é medo; como o tempo é pensamento, ele alimenta o medo; é o tempo que cria a frustração, os conflitos, porque a percepção imediata do facto (não do hábito...) o ver o facto (não a ideia) é intemporal..." ( Krishnamurti)
"O tempo é certamente a própria natureza do pensamento, o pensamento é tempo. E, enquanto o tempo existir como meio de alcançar algo, a mente não pode ir além de si mesma (e ser tranquila, atenta, serena, criativa, imortal...) - a qualidade de ir além de si mesma pertence a uma nova mente, a uma mente que está liberta do tempo. (Logo, só não querendo alcançar, o tempo psicológico e cronológico desaparecem). E o tempo é um factor no medo (e em todo o mal). Por tempo não me refiro ao tempo cronológico (embora também este tenda a desaparecer, não é Krishnamurti?), do relógio - segundo, minuto, hora, dia, ano, mas ao tempo enquanto processo psicológico, interior (porque, interior e exterior também vão sendo um). É esse factor (o tempo, que é pensamento) que faz nascer o medo. O tempo é medo; como o tempo é pensamento, ele alimenta o medo; é o tempo que cria a frustração, os conflitos, porque a percepção imediata do facto (não do hábito...) o ver o facto (não a ideia) é intemporal..." ( Krishnamurti)
Thursday, November 12, 2009
VIVER é no presente
O que são ilusões? Não são auto-justificações de factos, tais como: reincarnação, vida depois da morte, começo/fim do universo, alma gémea, julgamento final... Que podem ser ou não verdadeiros? E, quantas dúvidas destas e doutras ilusões é que já foram esclarecidas pela mente? Nenhmuas, não é?
Não deveremos então ir por outro caminho, por exemplo, o de não alimentarmos, cairmos nas ilusões?
E, fantasias serão o mesmo que ilusões? E, dizes-me para não ter ilusões, mas, tu tem-las? Haverá algum bem nas ilusões, no sonhar acordado? Talvez, mas muito pouco, não é? Pois, não são até conhecidos os casos extremos de loucura por ilusão?
Por outro lado, não é tão fácil fugir duma ilusão, para cair noutra?
E, claro que é possível não sermos nada, sermos completamente anónimos, (uma espécie de morte em vida que dá na verdadeira vida) sem desejo algum, podendo isso ser muito bom!
Não quero nem deixo de querer, mas, desejo o teu bem estar e o meu também.
Se não sabemos se algo é verdadeiro ou não, não devemos forçar nada, não é?
Claro que me podes prejudicar, mas, isso em nada te vai beneficiar... Não é?
A salvação não está, não pode estar no futuro: como se pode chamar salvação ao que não salve já? Ao que faz sofrer, por prometer e nunca dar?
Só pensar em acumular, ganhar... E, quando tal não é possível desistir? Contradição, não é? E, medo de perder porquê? Só podias ganhar sempre se não houvesse mais ninguém. Mas, é por estarmos sós que queremos companhia!!
E, o esforço ridículo que faz doer: uma aberração!
Sim, um dos problemas é mesmo essa densificação.
Claro, claro!...
E, fazes-me rir, quando destróis o que construo, que é o mesmo de sempre quereres ganhar!
Mas,libertos do desejo é que estamos afinal bem vivos: pois, não é bem vivermos, nada esperarmos? Nada temermos? Pois ainda, VIVER é acção no presente, sem preocupações no amanhã (sim, sim... Muito a aprender... Com...), o que não é desespero nem indiferença.
Viver não tem padrão, rigidez, inflexibilidade: viver é livre acção no presente, não no passado ou no futuro ou no que devia ter sido ou deverá ser: mas a morte tem padrão!
O que são ilusões? Não são auto-justificações de factos, tais como: reincarnação, vida depois da morte, começo/fim do universo, alma gémea, julgamento final... Que podem ser ou não verdadeiros? E, quantas dúvidas destas e doutras ilusões é que já foram esclarecidas pela mente? Nenhmuas, não é?
Não deveremos então ir por outro caminho, por exemplo, o de não alimentarmos, cairmos nas ilusões?
E, fantasias serão o mesmo que ilusões? E, dizes-me para não ter ilusões, mas, tu tem-las? Haverá algum bem nas ilusões, no sonhar acordado? Talvez, mas muito pouco, não é? Pois, não são até conhecidos os casos extremos de loucura por ilusão?
Por outro lado, não é tão fácil fugir duma ilusão, para cair noutra?
E, claro que é possível não sermos nada, sermos completamente anónimos, (uma espécie de morte em vida que dá na verdadeira vida) sem desejo algum, podendo isso ser muito bom!
Não quero nem deixo de querer, mas, desejo o teu bem estar e o meu também.
Se não sabemos se algo é verdadeiro ou não, não devemos forçar nada, não é?
Claro que me podes prejudicar, mas, isso em nada te vai beneficiar... Não é?
A salvação não está, não pode estar no futuro: como se pode chamar salvação ao que não salve já? Ao que faz sofrer, por prometer e nunca dar?
Só pensar em acumular, ganhar... E, quando tal não é possível desistir? Contradição, não é? E, medo de perder porquê? Só podias ganhar sempre se não houvesse mais ninguém. Mas, é por estarmos sós que queremos companhia!!
E, o esforço ridículo que faz doer: uma aberração!
Sim, um dos problemas é mesmo essa densificação.
Claro, claro!...
E, fazes-me rir, quando destróis o que construo, que é o mesmo de sempre quereres ganhar!
Mas,libertos do desejo é que estamos afinal bem vivos: pois, não é bem vivermos, nada esperarmos? Nada temermos? Pois ainda, VIVER é acção no presente, sem preocupações no amanhã (sim, sim... Muito a aprender... Com...), o que não é desespero nem indiferença.
Viver não tem padrão, rigidez, inflexibilidade: viver é livre acção no presente, não no passado ou no futuro ou no que devia ter sido ou deverá ser: mas a morte tem padrão!
Wednesday, November 11, 2009
Tuesday, November 10, 2009
O tempo
O tempo não liberta,
porque a verdade, o "insigth"
surgem num instante
geralmente não prorrogável,
sem continuidade: a verdade
é sempre fresca e instantânea.
Quem quer continuidade a todo o custo,
quem vive do passado,
nada de novo e glorioso vê.
Nem sequer o desejo da permanência
do Amor é desejável.
O tempo não liberta,
porque a verdade, o "insigth"
surgem num instante
geralmente não prorrogável,
sem continuidade: a verdade
é sempre fresca e instantânea.
Quem quer continuidade a todo o custo,
quem vive do passado,
nada de novo e glorioso vê.
Nem sequer o desejo da permanência
do Amor é desejável.
Monday, November 09, 2009
BELÍSSIMO(A)!
Claro que a matéria viva(espírito)
se ergue do quase nada, até às mentes mais gloriosas:
cérebro e mente, matéria e espírito são o Um primordial,
a INCRÍVEL VIDA!
Porque tens medo, amiga(o) minha(meu)?
Talvez medo não do desconhecido, mas de perderes o conhecido?
Controla-te, ou, descontrola-te!
E, não cries mais padrões, mais métodos, mais organizações,
mais sistemas, mais países, mais famílias, mais cidades...
Mais medo, mais morte!
Que inconsciente profundo?
Quais tradições, quais quê!
Que cessem as desmedidas ambições,
todas as superstições,
todos os medos!
O pior dos padrões a quebrar:
só passado ou só futuro;
tudo ou nada;
desepero ou esperança;
o que foi ou o que devia ser...
Muito bem!
Mas, o novo padrão não pode ser
o velho melhorado.
Nem sequer pode ser um padrão!:
É simplesmente viver no mutável,
glorioso, rico, belíssimo PRESENTE!
Claro que a matéria viva(espírito)
se ergue do quase nada, até às mentes mais gloriosas:
cérebro e mente, matéria e espírito são o Um primordial,
a INCRÍVEL VIDA!
Porque tens medo, amiga(o) minha(meu)?
Talvez medo não do desconhecido, mas de perderes o conhecido?
Controla-te, ou, descontrola-te!
E, não cries mais padrões, mais métodos, mais organizações,
mais sistemas, mais países, mais famílias, mais cidades...
Mais medo, mais morte!
Que inconsciente profundo?
Quais tradições, quais quê!
Que cessem as desmedidas ambições,
todas as superstições,
todos os medos!
O pior dos padrões a quebrar:
só passado ou só futuro;
tudo ou nada;
desepero ou esperança;
o que foi ou o que devia ser...
Muito bem!
Mas, o novo padrão não pode ser
o velho melhorado.
Nem sequer pode ser um padrão!:
É simplesmente viver no mutável,
glorioso, rico, belíssimo PRESENTE!
Só mente inocente é viva, não corrupta...
(progresso ou estagnação?)
Não interpretar o novo
em termos do velho, do conhecido,
eis o que é a aprendizagem verdadeira.
Não acumular conhecimentos, portanto,
mas, quase simplesmente só olhar, observar,
estudar o novo, com olhos novos,
fora das prisões do passado e do futuro.
Aprender é um acto vivo e alegre de inocência;
adquirir, acumular conhecimento, dinheiro, bens...
São acções de estagnação, de corrupção.
Como podem pois corruptos acabar com corrupção?
Não podem! Mesmo sendo menos corruptos do que outros!
(Isto é, não considerando a sua corrupção, corrupção!)
E, só uma mente inocente tem as percepções verdadeiras
e instantâneas do que é, do que que foi e do que vai ser!
(progresso ou estagnação?)
Não interpretar o novo
em termos do velho, do conhecido,
eis o que é a aprendizagem verdadeira.
Não acumular conhecimentos, portanto,
mas, quase simplesmente só olhar, observar,
estudar o novo, com olhos novos,
fora das prisões do passado e do futuro.
Aprender é um acto vivo e alegre de inocência;
adquirir, acumular conhecimento, dinheiro, bens...
São acções de estagnação, de corrupção.
Como podem pois corruptos acabar com corrupção?
Não podem! Mesmo sendo menos corruptos do que outros!
(Isto é, não considerando a sua corrupção, corrupção!)
E, só uma mente inocente tem as percepções verdadeiras
e instantâneas do que é, do que que foi e do que vai ser!
Sunday, November 08, 2009
GERALMENTE PAR
Acção e pensamento
também um só são:
umas vezes primeira é acção,
outras primeiro é pensamento,
sendo, da perfeita conjugação
de ambos, o nascimento
de toda a boa fruição.
E, especialização
sem integração
não é nosso intento.
Nem intelecto esperto
sem bom sentimento.
Mas, se os outros(as)morreram,
é justo que não morramos?
Não sei. Mas digo:
nem velho nem novíssimo
podem continuar a reinar.
E, sentimento puro e justo
da afeição pela atenção
não pode continuar
a ser interrompido...
Morreram, não voltam mais
nas suas imperfeições, no corrompido,
mas, no bom voltam, é?
Tens medo de sofrer?
Fazes bem. Mas isso não te pode tolher.
E, querer sempre ganhar
obriga também ao perder,
pois, vida é geralmente par,
não ímpar.
Acção e pensamento
também um só são:
umas vezes primeira é acção,
outras primeiro é pensamento,
sendo, da perfeita conjugação
de ambos, o nascimento
de toda a boa fruição.
E, especialização
sem integração
não é nosso intento.
Nem intelecto esperto
sem bom sentimento.
Mas, se os outros(as)morreram,
é justo que não morramos?
Não sei. Mas digo:
nem velho nem novíssimo
podem continuar a reinar.
E, sentimento puro e justo
da afeição pela atenção
não pode continuar
a ser interrompido...
Morreram, não voltam mais
nas suas imperfeições, no corrompido,
mas, no bom voltam, é?
Tens medo de sofrer?
Fazes bem. Mas isso não te pode tolher.
E, querer sempre ganhar
obriga também ao perder,
pois, vida é geralmente par,
não ímpar.
Saturday, November 07, 2009
Friday, November 06, 2009
Transcendência
Transcendermo-nos
a nós mesmos: criarmos,
não copiarmos; não termos
medo do desconhecido.
Conhecermo-nos
a nós mesmos: porquê
essa ganância destruidora
de ti e de outros, doutora?
Deixa-te de quereres convencer,
pensa sentindo, sem preconceber,
com muita clareza, sem ter
grande fim em vista.
Pensamento e pensador
têm o mesmo valor,
um não é se o outro não for:
é como macho e fêmea,
filhos e pais...
Transcendermo-nos
a nós mesmos: criarmos,
não copiarmos; não termos
medo do desconhecido.
Conhecermo-nos
a nós mesmos: porquê
essa ganância destruidora
de ti e de outros, doutora?
Deixa-te de quereres convencer,
pensa sentindo, sem preconceber,
com muita clareza, sem ter
grande fim em vista.
Pensamento e pensador
têm o mesmo valor,
um não é se o outro não for:
é como macho e fêmea,
filhos e pais...
Thursday, November 05, 2009
Sem limites...
Da fusão da ciência e da arte,
da sensibilidade
e da intelectualidade,
nasce o glorioso ilimitado,
não condicionado.
Isto é viver,
isto é a realidade,
a verdade.
A terra e o universo são todos
de todos os seres,
em particular dos seres
que os amam,e, até existe
um pedaço só para para cada um, para que triste
não ande ninguém, mas, roubar
é mui feio. É como matar!
Já a amizade sem grandes contas
e sem atitudes tontas,
mas justa, e do fundo do coração, é mui bela!
Da fusão da ciência e da arte,
da sensibilidade
e da intelectualidade,
nasce o glorioso ilimitado,
não condicionado.
Isto é viver,
isto é a realidade,
a verdade.
A terra e o universo são todos
de todos os seres,
em particular dos seres
que os amam,e, até existe
um pedaço só para para cada um, para que triste
não ande ninguém, mas, roubar
é mui feio. É como matar!
Já a amizade sem grandes contas
e sem atitudes tontas,
mas justa, e do fundo do coração, é mui bela!
Wednesday, November 04, 2009
A verdadeira excelência
Citar livros de muitos autores,
correlacionar e explicar...
Sem inovar, sem criar?
Intelectualidade
sem as demais capacidades
e sentimentos?
O mais urgente não será vermos
como tudo é por nós próprios,
fora e dentro de nós,
com rigor?
Códigos excluindo sentimentos?
Mas isso não é aberração!
E não me venhas com hipocrisias.
Claro que o problema nem sequer
é o amor ao dinheiro, manifestado
também pelo desprezo por ele: o problema
é "fazer isto, para conseguir aquilo";ou,
a corrupção do sentimento pelo intelecto;
ou, claro, do desprezo da razão pelo sentimento:
um sem o outro(a) é a mediocridade, a morte:
Ambos mui bem fundidos é a verdadeira excelência.
Citar livros de muitos autores,
correlacionar e explicar...
Sem inovar, sem criar?
Intelectualidade
sem as demais capacidades
e sentimentos?
O mais urgente não será vermos
como tudo é por nós próprios,
fora e dentro de nós,
com rigor?
Códigos excluindo sentimentos?
Mas isso não é aberração!
E não me venhas com hipocrisias.
Claro que o problema nem sequer
é o amor ao dinheiro, manifestado
também pelo desprezo por ele: o problema
é "fazer isto, para conseguir aquilo";ou,
a corrupção do sentimento pelo intelecto;
ou, claro, do desprezo da razão pelo sentimento:
um sem o outro(a) é a mediocridade, a morte:
Ambos mui bem fundidos é a verdadeira excelência.
Tuesday, November 03, 2009
Evitar a dor;
ter sempre presente
a realidade total;
conhecer tudo e todos;
se aceito o que é luto menos,
gasto menos energia, vivo mais e melhor...
Sim, aceitar mesmo o mal.
Vimos da terra, do sol, do universo,
do mar, do ar... Ou de Deus,
como quisermos, para onde é voltar.
Que erro pensar
que os filhos são dos pais
ou os pais dos filhos,
apesar de não sermos sem pais,
claro!
Rejeição da injustiça,
da maldade, da mentira,
do roubo, da mesquinhez,
do medo, da agressão, do erro,
da ignorância, do conflito, da destruição,
da fome, da pobreza, da doença, da miséria...
Não sou socialista,
nem capitalista,
nem comunista, nem social-democrata,
nem português, nem comunista,
nem cooperativista, nem moderado,
nem extremista, nem cristão, nem budista,
nem artista, nem cientista, nem funcionário,
nem patrão, nem operário...
Nem da solidão, nem da multidão...
Sou de uma revolução total
da aceitação
e da rejeição,
da vida!
ter sempre presente
a realidade total;
conhecer tudo e todos;
se aceito o que é luto menos,
gasto menos energia, vivo mais e melhor...
Sim, aceitar mesmo o mal.
Vimos da terra, do sol, do universo,
do mar, do ar... Ou de Deus,
como quisermos, para onde é voltar.
Que erro pensar
que os filhos são dos pais
ou os pais dos filhos,
apesar de não sermos sem pais,
claro!
Rejeição da injustiça,
da maldade, da mentira,
do roubo, da mesquinhez,
do medo, da agressão, do erro,
da ignorância, do conflito, da destruição,
da fome, da pobreza, da doença, da miséria...
Não sou socialista,
nem capitalista,
nem comunista, nem social-democrata,
nem português, nem comunista,
nem cooperativista, nem moderado,
nem extremista, nem cristão, nem budista,
nem artista, nem cientista, nem funcionário,
nem patrão, nem operário...
Nem da solidão, nem da multidão...
Sou de uma revolução total
da aceitação
e da rejeição,
da vida!
Monday, November 02, 2009
Sunday, November 01, 2009
Factos e ideias
Ideias e ideais não são factos
e podem impedir-nos de lidar
com os factos.
Não há ocasiões em que temos de agir
sem pensar? A verdade é que coisas
tão importantes como fome ou fugir
do perigo são sem ideias!
Apesar da ideia gastronómica, claro!...
Adiar para quê, o que é tão urgente
e simples, a saber, compreender
o presente? Apesar de não conseguir
compreender quem me quer destruir,
destruindo o que gosto, não diviso melhor
caminho do que este.
Não é o que seremos, ganharemos, faremos,
como alguns desejam para nós mas não
para eles(as), mas, compreender O QUE É,
que faz a diferença, que é a base de todo
o melhoramento, não da simples mudança,
da mudança pela mudança!
E, não há compreensão sem AMOR,
até por e para quem, talvez por ignorância, nos faz mal!
Ideias e ideais não são factos
e podem impedir-nos de lidar
com os factos.
Não há ocasiões em que temos de agir
sem pensar? A verdade é que coisas
tão importantes como fome ou fugir
do perigo são sem ideias!
Apesar da ideia gastronómica, claro!...
Adiar para quê, o que é tão urgente
e simples, a saber, compreender
o presente? Apesar de não conseguir
compreender quem me quer destruir,
destruindo o que gosto, não diviso melhor
caminho do que este.
Não é o que seremos, ganharemos, faremos,
como alguns desejam para nós mas não
para eles(as), mas, compreender O QUE É,
que faz a diferença, que é a base de todo
o melhoramento, não da simples mudança,
da mudança pela mudança!
E, não há compreensão sem AMOR,
até por e para quem, talvez por ignorância, nos faz mal!
BEM ESTAR
Se digo que me dá gozo
resolver problemas...
Ainda há quem, estúpida
ou malsamente me arrange
problemas!...: Eis porque nem
todos podem receber toda a verdade!
Mas, enfim: o conhecido
está no desconhecido
e este no conhecido;
o passado está no presente
e este no futuro;
vir a ser, fomos
e somos, o que é
são de igual valor e peso:
bem como vazio e cheio,
bem e mal,
prazer e dor,
atenção e distracção!...
Sendo mesmo com atenção e distracção,
trabalho/estudo e descanso,
identificação e desidentificação
que aumentamos o bem estar geral
e problemas resolvemos!
Se digo que me dá gozo
resolver problemas...
Ainda há quem, estúpida
ou malsamente me arrange
problemas!...: Eis porque nem
todos podem receber toda a verdade!
Mas, enfim: o conhecido
está no desconhecido
e este no conhecido;
o passado está no presente
e este no futuro;
vir a ser, fomos
e somos, o que é
são de igual valor e peso:
bem como vazio e cheio,
bem e mal,
prazer e dor,
atenção e distracção!...
Sendo mesmo com atenção e distracção,
trabalho/estudo e descanso,
identificação e desidentificação
que aumentamos o bem estar geral
e problemas resolvemos!
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