Saturday, May 05, 2012

Completamente atentos a nós mesmos, sem ideais,
não nos auto-iludimos\enganamos;
movendo-nos de facto para fato, deixamos
de estar sujeitos ao medo de não
conseguirmos atingir ideais
o que não quer dizer que a vegetar passamos,
mas, que nos tornamos fatuais,
mui bem reais.
.
Não podemos separar-nos da ideia, do conceito
ou de outra coisa/pessoa qualquer, tornado padrão,
para depois estarmos sempre a tentar chegar-nos,
ajustar-nos a esse padrão, o que é contradição,
conflito, morte, medo e deterioração.
Não estando separados de nada nem do conceito,
o que é pensar-agir, deixamos a mecanicidade
passando a ser espontâneos e criativos; há cessação
do tempo passado e futuro, o que é eternidade,
infinito onde acabou toda a diferenciação,
conflito entre desperto\dormente e morto/vivo;
e, passamos a ter felicidade.
.
Dois patos voando
observo: como observador
é observado, e, observado observador,
somos três, olhando.
E, um pato, voando,
decide ultrapassar
o outro pato(a),
a voar.
.
E, na maré,
lua água puxando.
Apesar de água estagnada,
mal cheirando.
.
Mais do que um já
disse que isto é lindo, e, talvez
seja. Mas, porque será
que não dizem que é verdadeiro? Será
porque continuam na ilusão?

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