Tuesday, April 14, 2009

COMPREENDER o prazer

Prazer, bem estar, gozo, alegria e bem aventurança não são coisas diferentes, mas sinónimas, idênticas que nem importa muito definir: felizmente que todos sabemos o que é, que todos(as) já os(as) experimentamos, que todos somos prazer e alegria. É todavia também conhecido que eles(as) se podem transformar em dor, a qual nos pode vir até a dominar. Como evitar este mal, todo o mal?Vejamos, com Krishnamurti:"... Estamos, todos nós, empenhados na busca do prazer, nesta ou naquela forma - prazer intelectual, sensual ou cultural; o prazer de reformar, de dizer aos outros o que devem fazer, de atenuar os males da sociedade, de fazer o bem; o prazer de ter conhecimentos mais vastos, maior satisfação física, mais experiências, mais compreensão da vida, de possuir todas as qualidades engenhosas e subtis da mente; e, naturalmente, o prazer supremo: a posse de Deus.O prazer é a estrutura da sociedade. Da infância à morte, secreta ou ardilosa, ou abertamente, buscamos o prazer. Assim, qualquer que seja a nossa presente forma de prazer, acho que devemos vê-la muito claramente, porque será ela que irá guiar e moldar a nossa vida. Por conseguinte, o importante é que cada um de nós investigue com atenção, cautela e precisão, a questão do prazer, porque achar o prazer e depois nutri-lo e mantê-lo constitui uma necessidade básica da vida e sem ele a existência se torna monótona, estúpida, ensombrada pela solidão e dor e sem nenhum significado.Perguntareis: "Então por que razão não deve a vida ser guiada pelo prazer?" - Pela razão muito simples de que esse é necessariamente o caminho da dor, da frustração e do sofrimento, e, como resultado do medo da violência e de mais sofrimento. Se desejais viver dessa maneira, vivei; aliás, é o que muitos fazem. Mas, se desejais o prazer sem o sofrimento, deveis compreender a inteira estrutura do prazer e da dor.Compreender o prazer não significa negá-lo. Não o estamos condenando ou dizendo que é bom ou mau, mas, se o temos de cultivar, façamo-lo de olhos abertos, sabendo que a mente que está sempre a buscar o prazer encontrará inevitavelmente a sua sombra - a dor. As duas coisas não podem ser separadas, embora busquemos o prazer e procuremos evitar a dor.Ora, por que é que a mente está sempre a exigir prazer? Por que razão fazemos coisas nobres e ignóbeis sempre com esse desejo secreto de prazer? Por que nos sacrificamos e sofremos, sempre pendentes desse ténue fio do prazer? Que é o prazer, e como nasce? Não sei se alguns dentre vós já fizeram a si próprios estas perguntas e foram até às últimas conseqüências das respostas.O prazer se torna existente em quatro fases: percepção, sensação, contato e desejo. Vejo um belo automóvel, por exemplo; vem em seguida uma sensação, uma reação; depois o toco com as mãos ou imagino tocá-lo; e vem então o desejo de possuir o carro e ostentar-me com ele. Ou vejo uma nuvem formosa, uma montanha claramente delineada contra o céu, uma folha que acaba de brotar na primavera, um vale profundo, cheio de encantos e esplendor, um glorioso pôr-do-sol, um belo rosto, inteligente, vivo .... Olho essas coisas com intenso deleite e, enquanto as observo, não há observador, porém, tão-só a beleza pura, qual a do amor. Claro que esta eterna verdade se aplica aos demais sentidos da audição, sabor, tacto e olfacto... Por um momento estou ausente com todos os meus problemas, ansiedades e aflições; só existe aquela coisa maravilhosa. Posso olhá-la com alegria e no próximo momento esquecê-la, ou, então, a mente pode interferir erradamente- e aí começa o problema: a minha mente pensa naquilo que viu, ouviu, cheirou, comeu ou tocou e no prazer que dá; digo de mim para mim que gostaria de tornar a senti-lo muitas vezes. O pensamento começa a comparar, a julgar, a dizer: "Quero repetir isso amanhã". A continuidade de uma experiência que por minutos proporcionou deleite é mantida pelo pensamento.O mesmo sucede em relação ao desejo sexual ou outro. Não há nada de mau no desejo. Reagir é perfeitamente normal. Se me picais com um alfinete, eu reajo, a não ser que esteja paralisado. Mas, se o pensamento fica exageradamente a ruminar aquele deleite e vai desejar repetir a experiência, fica perturbado, tendendo a repeti-la mecanicamente; quanto mais pensais nela, tanto mais força o pensamento confere ao prazer. Desse modo, o pensamento cria e mantém o prazer através do desejo e dá-lhe continuidade; por conseguinte, a reação natural do desejo, ante uma coisa óptima pode ser pervertida pelo pensamento. O pensamento a converte em memória, que é então nutrida pelo pensar repetidamente naquela coisa.Naturalmente, a memória tem seu lugar próprio, num certo nível. Sem ela, não teríamos possibilidade de atuar na vida de cada dia. Em sua própria esfera, a memória tem de ser proficiente. Mas, memória a mais ou a menos não é bom. A mente que não está tolhida pela memória excessiva nem pela falta dela tem a verdadeira liberdade.Já notastes que, quando reagis a uma dada coisa totalmente, com todo o coração, quase não fica memória? É só quando não respondeis a um desafio com o vosso médio ser que se apresenta o conflito, a luta exagerados que acarretam prazer que leva à dor. A luta gera memória. Essa memória é continuamente acrescentada por outras memórias, e são essas memórias que reagem. Memória em excesso faz-nos velhos, e por conseguinte, não livres. Liberdade de pensamento é algo que não existe; é puro contra-senso.O pensamento nunca é novo, porque o pensamento é a resposta da memória, da experiência, do conhecimento. O pensamento, que é velho, torna também velho aquilo que olhastes com deleite e que por um momento sentistes profundamente, do velho vem o prazer que leva à dor; do eterno vem o prazer sem dor. No eterno não existe o tempo.Assim, se puderdes vivenciar todas as coisas sem permitir a intrusão do tempo - olhar uma rosa, uma ave, a cor de um sari, a beleza de uma extensão de água rutilando ao sol, ou qualquer coisa deleitável; ouvir um fado, um acordeon, um Bethoven; saborear um cozido, um ananás, uma imperial um cacau quente; fundir-vos com o vosso homem, a vossa mulher; cheirar uma rosa, um cravo, um tremoçal... - se puderdes sentir assim, sem desejardes demasiado que a experiência se repita, então não haverá dor, nem medo e, por conseguinte, haverá uma alegria infinita.É a luta exagerada ou a falta dela para repetir e perpetuar o prazer que o converte em dor. Observai isso em vós mesmos. Pensar e procurar o prazer somente repetindo também produz dor, porque ainda nada nem ninguém é a mesma coisa de ontem. Lutais para alcançar o mesmo deleite não só para o vosso senso estético, mas também para a vossa mente e corpo e ficais magoado e desapontado, porque ele vos é negado.Já observastes o que acontece quando vos é negado um pequeno prazer? Esquecendo o prazer do descanso? Quando não tendes o que desejais, vos tornais ansiosos, invejosos, rancorosos. Já notastes que quando vos é negado o prazer de fumar ou de beber, o prazer sexual ou outro qualquer - já notastes as lutas que tendes de sustentar? E tudo isso é uma forma de medo, não é verdade? Tendes medo de não obter o que desejais ou de perder o que possuis. Quando uma dada fé ou ideologia que cultivais há muitos anos é abalada ou vos é arrebatada pela lógica da vida, não tendes medo de vos verdes só? Essa crença vos proporcionou durante anos satisfação e prazer, e quando vos é retirada ficais desgovernados(as), vazios, e o medo perdura até achardes outras formas de prazer, outra crença.Isso me parece muito simples, e, por ser tão simples, não queremos ver a sua simplicidade. Gostamos de complicar tudo. Se vossa esposa ou marido vos abandona, não sentis ciúme? Não sentis raiva? Não odiais o homem que a seduziu? E que é tudo isso senão o medo de perder o que vos dava muito prazer, de perder essa companhia, perder aquela segurança e satisfação conferidas pela posse?"

Monday, April 13, 2009

Garantia Safra
13.04.09 Produção Rural
Assessoria de Imprensa
A Secretaria de Produção Rural do Município de Santa Luzia informa que entre 16 à 30 de abril serão pagas, de uma única vez, duas das cinco parcelas do Garantia Safra do ano 2007/2008, correspondente ao valor de R$ 220,00 reais, e as três parcelas restantes, no valor de R$ 110,00 reais cada, serão pagas nos meses de maio, junho e julho do corrente ano.
Segundo Ricardo Amâncio de Lima, secretário de Produção Rural, o município de Santa Luzia esta em dias com o pagamento das parcelas da contra-partida de responsabilidade dos municípios em relação Garantia Safra 2007/2008.
Ricardo disse que o município de Santa Luzia terá uma injeção de aproximadamente 170 mil reais nos próximos meses com o pagamento do Garantira Safra a cerca de 309 agricultores.

http://www.santaluzia.pb.gov.br/index.php?pg=noticias&id=1170
TU e ELA

Tu, tu és a sociedade,
e, por que aceitas a ruindade
da dor, se, a felicidade
menor é mui melhor que maldade?

Ele, ele é a dor, a fraqueza,
o sofredor que riqueza
tem de ter mais, mesmo com vileza!
E, só mais dor lhes dá a Realeza.

Oh, o prazer do verde, do verdinho,
da compreensão, do jeitozinho,
da lourinha, do negrinho,
do dar, da justiça, do engraçadinho,
do receber, do parecer, do fininho!...
PERDIDO CÃO

Cedeste à dor
em demasia;
ou, quiseste, seja como for,
acabar com a doentia,
aguda dor... E, doutor
rima com dor!
Uma jovem
fez hoje com que o cão
perdido caísse à linha.
Uma cena! Artistas,
perigo!... Então,
o que valeu ao cão
foi o maquinista são
e a sua agilidade
(cão não tem muita idade!).
Fez aflição,
a menina sem atenção,
e, o desesperado, louco cão!

ENGENHEIRO
DO PRAZER
Tens de ser
como os outros,
superior até, e saber mais,
ganhar sempre mais!
De certeza, madrinha?
De certeza!
Mas e então a alegria,
o efémero, o jogo,o momento?...
Vem depois, vem depois...
E, assim veio a magreza,
e a dor e a doença....
Pois, do que pensa
que vive o dom doutor?
Do prazer?
Prazer é para abater nos outros,
e, é pecado.
Prazer só em privado!
Mas, ouvi falar
dum engenheiro do prazer,
ouvi sim!
Diga-me lá, seu maroto,
onde vive esse garoto...
Sim, porque rapazola
deve ser.
É lá p'rás bandas de Benfica.
E, dá à sola!
Posted by JoaquimMarquesMachoqueira at 08:12 0 comments

HOMENS DEUS

Há sempre uma perspectiva,
uma saída, nem que seja
uma contagem, o iva,
a ida... Olhe e veja!

Saúde, diz Lariche,
"é a vida (pense),
no silêncio dos órgãos", e "iche"
é o espanto do Montargilense.

Flores do campo, lilases,
amarelas, brancas, verdes, roxas,
vermelhas.. Na cidade! Fazes
ideia, não fazes? E, trouxas!

E, cidade no campo, à beira rio,
à beira mar. Quem tais flores faz
só pode ser gente de paz,
homens Deus talvez, Dario.


NOVA CIÊNCIA

Doença é dor, e, medicina
para a tirar: nova ciência
há que criar com paciência,
a do prazer, Josefina.

Há mais dor do que prazer,
dizes; digo-te: também
podes só gozo ser,
dor: vem comigo, vem.

Paz e harmonia,
sementeira e fecundação,
libertação e folia
eu dou, e, salvação.

Falas, falas... Com medo
de mim, mas, iguais
somos, não és só tu que cedo
vens ou tarde vais.

Só vês mal, crise e dores;
isso dá-te gozo?
Fica com os teus amores,
mas, tem cuidado, Barroso.

Dar prazer é agradar
e ser agradado: prazer
e dor bem juntar
é que é Ser!

Dois prazeres para um
e para o outro nenhum?
Que falta de ciência,
Paciência!

Prazer é expansão
da energia
da concentração.
Certo, ó orgia?

Sunday, April 12, 2009

RECANTOS DA MINHA TERRA

Montargil ó vila, flor do meu sentido...
Não negaste aos meus olhos a dignidade;
Nem eu rogo outro chão à divindade,
Mesmo em ti que me sinta empobrecido.

Entre sonhos o meu destino em ti vivido:
- Foste cença, foste berço em realidade;
Foste graça sem negar intimidade,
O amor que em menino me foi querido.

Ó terra mor de encantos enamorada!
Quantas eras tu me rezas na memória
Ruas sóbrias de pedras soltas na calçada.

Candeeiros em brasão da tua história!
Luz singela a cintilar emocionada;
Fé aos ventos realçando a tua glória.

Foutinho: 2º Livro


CONCENTRAÇÃO

Conhecer, atrair,
concentrar, fazer vir
saber e arte,
que não farte.

Eu poema,
tu Ema fonema:
Páscoa, lagartixa,
rosa, Ticha.

Faz-me rir,
aquela tristeza;
faz-me sorrir
a bela Tereza!

A obra vai
começar: memória,
mostra tua oratória:
será que vai cair?

Starbucks, jaz,
Almada, Che Guevara...
Tarte de maçã, tara,
peso bruto, tanto faz!

Nova, preto e branco,
figura, figurão;
gelado, picolé, calmeirão,
ligeiro ou manco...

Wednesday, April 08, 2009

Tuesday, April 07, 2009


(Capitão de Mar e Guerra - Médico Naval)
Manuel Máximo Prates foi filho de Manuel Máximo Prates, da antiga família Montargilense dos Raposos, e de Maria José Nogueira. Nasceu em Aldeia Velha em 11.12.1886. Foi Capitão-de-mar-e-guerra médico, especialista em doenças tropicais, condecorado com o grau de oficial de Torre e Espada, o grau de oficial da Ordem de Avis, com a Comenda da Ordem de Santiago, com a medalha da Vitória, com a medalha de Mérito de prata, etc..
In: Carvalho, A. M. P. G. de – “ Genealogias Alentejanas “, Edição do Autor, 2003
Foi irmão do professor Manuel Máximo Prates, José Máximo Prates, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Montargil por volta de 1911, por mais de um mandato. (http://scmm.com.sapo.pt/Provedores.htm)
Já o pai, Manoel Máximo Prates, médio proprietário (pagava em 1890, 24$110 de contribuições prediais) era, em 1885, vogal eleito efectivo da Junta de Parochia - futura Junta de Freguesia - de Aldeia Velha.
Fonte:
pt:8080/dspace/bitstream/10071/621/23/Anexo+14.pdf , e,loki.iscte.pt:8080/dspace/bitstream/10071/621/12/Anexo+3.pdf
Livros sobre e de Manuel Máximo Prates, na Biblioteca Nacional:

Monday, April 06, 2009

Conexão da Semana:
A Travessia 05 à 11/04
Essa semana temos uma pausa na leitura da Torá, para que possamos celebrar um momento muito especial, deflagrado pela lua cheia de Áries, que acontecerá entre os dias 08 e 09 de Abril. Em termos astrológicos, o momento é exatamente o mesmo em que tivemos na Torá o relato do grande milagre da abertura do mar.A Cabala explica que não se trata somente de algo que aconteceu ha 3.500 anos, mas de uma possibilidade, que se repete todos os anos, de removermos o poderoso Faraó que habita cada um de nós. É ele que nos mantem escravos de comportamentos circulares e repetitivos. Um ser que habita dentro de nós e que jamais se contenta, precisando se comparar com tudo e com todos.Nessa semana ganhamos força extra para nos livrarmos dos mecanismos desse Faraó e realizar a travessia para uma nova existência. Mas para isso precisamos caminhar juntos, concentrados em trocar a reclamação pelo agradecimento, a crítica pelo elogio e o orgulho pela humildade.Shalom!http://w0.mail.sapo.pt/imp/message.php?mailbox=INBOX&index=3178
SATÍRICO

Satírico impassível:
"castigat ridendo moris":
castigar os costumes pelo riso,
melhorando o possível;
públicas virtudes
de personagens importantes,
vicios/corrupções escondidos,
castigos científicos;
os papa almoços,e,
o camarão alentejano: tremoços;
Zé da Ponte - comunista?
Castiga-se vigarista?
Sepulcros caiados;
dar a volta ao mundo;
ele e ela: eu e tu;
amizade só com justiça,
igualdade;
e,quem não se sente
não é filho de boa gente.
Sátira
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A sátira é uma técnica literária ou artística que ridiculariza um determinado tema (indivíduos, organizações, estados), geralmente como forma de intervenção política ou outra, com o objectivo de provocar ou evitar uma mudança. O adjectivo satírico refer-se ao autor da sátira.A paródia pode estar relacionada com a sátira. A paródia imita outra forma de arte, de uma forma exagerada, para criar um efeito cómico, ridicularizando, geralmente, o tema e estilo da obra parodiada. Ainda que por vezes as técnicas próprias da sátira e da paródia se sobreponham, não são sinónimas. A sátira nem sempre é humorística - por vezes chega a ser trágica. A paródia é, inevitavelmente de carácter cómico. A paródia é imitativa por definição - a sátira não tem de o ser. O humor satírico tenta, muitas vezes, obter um efeito cómico pela justaposição da sátira com a realidade. O principal objectivo da sátira é político, social ou moral - e não cómico... O humor satírico tende, pois, para a subtileza, ironia e uso do efeito cómico do deadpan (impassibilidade do humorista, como se não percebesse o ridículo das situações que apresenta).Nas sociedades célticas, cria-se que uma sátira composta por um bardo tinha efeitos físicos, semelhantes a uma maldição.Hoje ainda podemos falar de sátiras e paródias audiovisuais, que nada mais são do que as reproduções da sátira ou da paródia como as conhecemos através de meios audiovisuais, como a televisão, o cinema e mais recentemente a internet. A sátira e a paródia aqui ganham elementos novos, pois passa-se a trabalhar com o jogo de imagens e sons, sendo esses dois os principais elementos com que se irá criar o efeito cômico ou o efeito crítica-ironia, e não mais através somente do texto e de sua interpretação. O leitor da sátira e da paródia passa ao espectador desses estilos que em última análise podem se manifestar em qualquer linguagem.Uma das características da sátira antiga é a apropriação paródica dos mais diversos gêneros literários da Antiguidade, incluindo uma heterogeneidade estilística em que prosa e verso encontravam misturados no mesmo texto. Mas outra etimologia, ligada à língua grega, associa a sátira à figura mítica do sátiro, lembrando uma de suas características mais importantes, já encontrada na comédia antiga e transmitida ao romance: a irreverência. O que caracteriza a irreverência satírica é o seu caráter denunciador e moralizador. De fato, o objetivo da sátira é atacar os males da sociedade, o que deu origem à expressão latina: castigat ridendo moris, que se pode traduzir livremente como "castigar os costumes pelo riso". Por seu caráter denunciador, a sátira é essencialmente paródica, pois constrói-se através do rebaixamento de personalidades (reais ou fictícias), instituições e temas que, segundo as convenções clássicas, deveriam ser tratados em estilo elevado. Ou seja: a sátira ri de assuntos e pessoas "sérias", para denunciar o que há de podre por trás da fachada nobre impingida à sociedade. Portanto o riso satírico é diametralmente oposto à idealização épica.Sendo o riso satírico em geral extremamente sarcástico, o grotesco é um dos procedimentos favoritos do satirista, que costuma mostrar a deformação grotesca do corpo do personagem satirizado como uma alegoria dos seus defeitos morais.Um poeta muito conhecido por suas sátiras foi Gregório de Matos e Guerra, poeta de estilo barroco.[editar] Técnicas satíricas mais utilizadasDiminuição - Reduz o tamanho ou grandeza de algo de forma a tornar a sua aparência ridícula ou de forma a fazer sobressair os defeitos criticados. Por exemplo, quando alguém, num discurso político, decide chamar "bando de garotos" aos membros de outro partido, usa a diminuição. A primeira parte de As Viagens de Gulliver, passada na ilha fictícia de Liliput, é também uma sátira diminutiva.outro exemplo: Ah?? O Derrota do Jahia (nome satírico do E. C. Bahia)?? Sei... aquele timeco que ainda pensa que é grande...Inflação - Quando se exagera, aumentando, algum aspecto da coisa satirizada. Tal como a diminuição, é uma forma de hipérbole (negativa no primeiro caso, positiva, no segundo). O exagero das dimensões de algo serve também para acentuar os defeitos daquilo que se pretende satirizar. Como exemplo desta técnica, podemos considerar a obra de Alexander Pope, The Rape of the Lock.outro exemplo: " Os Rolling Stones são tão velhos, mas tão velhos que ja viraram múmias vivas!Justaposição - Coloca ao mesmo nível coisas de importância desigual, de forma a rebaixar algumas, supostamente "elevadas" ao nível de outras consideradas menos nobres. Por exemplo, quando alguém diz que as suas disciplinas preferidas na escola são Cálculo Diferencial, Física e "micar as gajas" (expressão usada, no calão, em Portugal, e que significa: olhar para as garotas), estará a colocar as disciplinas científicas, supostamente mais elevadas e edificantes, ao mesmo nível de um passatempo que apela a instintos mais básicos. ParódiaA Paródia é uma imitação, na maioria das vezes cômica, de uma composição literária, (também existem paródias de filmes e músicas), sendo portanto, uma imitação que geralmente possui efeito cômico, utilizando a ironia e o deboche. Ela geralmente é parecida com a obra de origem, e quase sempre tem sentidos diferentes. Na literatura a paródia é um processo de intertextualização, com a finalidade de desconstruir um texto.A paródia surge a partir de uma nova interpretação, da recriação de uma obra já existente e, em geral, consagrada. Seu objetivo é adaptar a obra original a um novo contexto, passando diferentes versões para um lado mais despojado, e aproveitando o sucesso da obra original para passar um pouco de alegria. A paródia pode ter intertextualidade.
Posted by JoaquimMarquesMachoqueira at 04:26 0
São José de Sabugi (Nordeste do Brasil)
Dados Históricos
PRÉ-HISTÓRIA
As evidências da presença do homem pré-histórico estão presentes por todo o Estado da Paraíba. Em nosso município essa presença está registrada nas Itaquatiaras existentes nos sítios arqueológicos Tapuio e Pedra Lavrada. As Itaquatiaras de São José do Sabugi,constituem uma herança enormemente significativa para a compreensão da vida passada e caminhar para a vida futura.Além das inscrições ruprestes encontradas em nosso município, contamos ainda com outras belezas naturais tais como:A Pedra da tartaruga , O olho d'água no Chupadouro e Serra do Exu ,nesta a paisagem é contemplada pelas gravuras formadas pelas pedras salientes que sobressaem da vegetação.
ORIGEM DO MUNICÍPIO:
O município de São José do Sabugi, tem suas origens no ano de 1916com a implantação do sítio São José de propriedade do Sr. Raul Aprígio. Em 1926chega ao local o Sr. Manoel Rodrigues Pinto e compra esta propriedade com a finalidade de aqui fixar morada, constuindo então a 1ª casa. No ano de l927, é celebrada a 1ª missa pelo Cônego Viana, no local que ficou conhecido como São José de Manoel Pinto. Neste mesmo ano é realizada a 1ª feira em baixo de uma latada.Em 1928, deu-se início a construção de uma capela que recebeu a imagem de São José como padroeiro.Nas divisões administrativas do Brasil no triênio de l936 a l938,é mencionado como distrito de Santa Luzia, com o nome de São José do Sabugi, sendo que no qüinqüênio de 1939 a 1943, aparece com o topônimo der Caapoã , voltando a antiga denominação no qüinqüênio de1944 a 1948.O seu desenvolvimento obrigou seus líderes a lutarem por sua emancipação, o que só foi conquista em 22 de dezembro de l961, através daLei Estadual Nº2.682, com o nome de São José do Sabugi , sendo administrado interinamente pelo Sr. Pedro Avelino de Lucena, até a realização das eleições realizadas em 03 de outubro do mesmo ano.
APRESENTAÇÃO:
O município de São José do Sabugi, está localizado na mesoregião da Borborema e na microrregião do Seridó Ocidental Paraibano, com uma área de 216,3 Km², conta com uma população de 3.916 habitantes, limita-se ao norte e leste com o Estado do Rio Grande do Norte, ao Sul com Junco do Seridó e ao Oeste com Santa Luzia. Seu clima é quente e seco apresentando médias pluviométricas que oscilam de 150 e 350 mm, e temperatura que oscilam de 26ºC à 36ºC. Seu relevo é constituído basicamente por planícies de pouca declividade, suavemente onduladas sendo que ao norte encontra-se a serra do Exu, aos pés da qual encontra-se edificada a nossa querida cidade.
Fonte: http://www.portalpublico.com/pmsjsabugi/

Sunday, April 05, 2009

APRECIAÇÃO

Que cena triste
na televisão: missa.
Verdadeira conversão?
Hipocrisia?
Atenção é precisa.
De qualquer modo,
salvação
é para todos.
Mas, que são
suspeitos, aqueles, são!
Pois, são opressores,
herdeiros
de opressores.
Comida, informação,
comunicação,
amor, apreciação...
Criação não é erro
mesmo que possa parecê-lo.
É força, caminho inverso,
prosa, verso
ou mistura de ambos.

Friday, April 03, 2009

OBRAS e RESTAURAÇÕES...
Como é sabido, o bem antigo concelho de MONTARGIL foi extinto em 1855 e integrado nesse ano no de Avis, e em 1871 no de Ponte de Sôr. Entretanto, pelo que pode ajudar à compreensão do processo, aqui se transcreve um artigo do Site do vizinho e belo Município de Marvão que, tendo passado por idêntica crise, a ultrapassou com grande sucesso.
24 de Janeiro - Restauração do Concelho de Marvão
A revolução Liberal de 1820 trouxe consigo alterações profundas ao nível da organização administrativa do território. Desde esse período e até aos nossos dias subsiste a divisão territorial: Os distritos que se desdobram em concelhos e estes em freguesias. No entanto, ao longo de todo o séc. XIX e principalmente no interior do país, sentia-se a falta de pessoal habilitado para o exercício dos cargos políticos, bem como carência de recursos para responder às necessidades das populações.Para os Municípios de 3ª ordem (como Marvão) era muito complicado captar recursos financeiros necessários à administração corrente, e pelo alto índice de analfabetismo da população, era também muito difícil recrutar indivíduos aptos para participarem nas vereações. Foi então sem grande surpresa que a 26 de Setembro de 1895 foram suprimidos diversos concelhos por todo o país, no âmbito de uma reorganização política e administrativa do território português. Neste contexto, o Concelho de Marvão ficou anexado ao de Castelo de Vide. A extinção do Concelho de Marvão não foi assim um caso isolado nem no distrito nem no país. Com esta reforma pretendia-se a racionalização dos recursos financeiros e humanos. No entanto, com esta alteração, foram extintos municípios com raízes seculares. Marvão era um destes casos.Na altura, na documentação, não consta que a população de Marvão se tenha revoltado com a situação, até porque os tempos eram de constante mudança. Numa das poucas referências que surge na documentação acerca deste assunto, o então Administrador do Concelho de Marvão (Manuel Luís da Costa Afonso) relatava aoGovernador Civil:(…) há já tres mezes que eu e os empregados d’esta administração não recebem os seus vencimentos, dizendo o secretario da camara que se não pagava em vista das folhas não estarem feitas e não haver aqui quem as assignassem (…) Em Fevereiro de 1897, o governo caiu, enfraquecido pela acção da oposição e pela sua própria inoperância. Em 13 de Janeiro de 1898, depois de novas eleições para o governo e várias reclamações um pouco por todo o país, o concelho de Marvão foi reintegrado e portanto desanexado do concelho vizinho. A 24 de Janeiro regressaram para Marvão os símbolos do concelho e também o seu espólio documental, facto que foi considerado de tal importância que deu origem durante muitos anos, ao feriado municipal.Nas actas de vereação da Câmara de Castelo de Vide de 24 de Janeiro de 1898 pode ler-se que : “na melhor ordem foi feita a entrega de utensilios, mobilia e archivo que pertenciam ao concelho de Marvão” . Quando da extinção do concelho, António de Matos Magalhães era vereador da Câmara Municipal. Após a sua restauração, foi ele que assumiu a presidência da comissão administrativa e mais tarde a presidência da Câmara, depois das eleições municipais.António de Matos Magalhães foi portanto o líder dos desígnios marvanenses durante este importante período da nossa história concelhia.O evento da restauração do concelho de Marvão ocorreu em 1898, mas actualiza-se sempre que a Câmara Municipal e cada um dos Marvanenses recupera a sua memória e o seu simbolismo.Publicada por Catarina em 9:45
Fonte: http://municipiodemarvao.blogspot.co...staura_24.html
ObservaçãoMaratona mundial de astronomia até domingopor CFILOMENA NAVES São cem horas seguidas de observações nocturnas do céu, palestras, sessões de planetário, construção de relógios de sol e até actividades através da Net. A maratona de astronomia está a decorrer desde ontem, e até domingo, em 130 países. Portugal tem mais de meia centena de iniciativas, sendo um dos países que na Europa mais se dinamizou para o projectoHaverá mais de 1500 actividades em 130 países, i e os participantes esperados poderão ultrapassar um milhão em todo o mundo. São as "100 horas de Astronomia", que estão a decorrer até domingo. Em Portugal irão decorrer 51 iniciativas, sendo um dos países europeus mais activos. Estes não são números astronómicos, no sentido literal da palavra, mas com eles batem-se recordes absolutos e a iniciativa "100 horas de Astronomia", que ontem se iniciou, torna-se a maior observação colectiva de estrelas de sempre, (e à escala planetária). Isto desde que Galileu apontou pela primeira vez os seus telescópios para o céu nocturno e com isso deu início a uma nova etapa na História humana."Esta uma maratona dentro de outra maratona, que é Ano Internacional da Astronomia", disse ao DN Nelma Silva, uma das coordenadoras das "100 horas" em Portugal, explicando que "o objectivo é divulgar as várias facetas da astronomia, desde as actividades amadoras às observações dos profissionais com os maiores e melhores telescópios do mundo, junto do maior número de pessoas possível". A ideia, diz Nelma Silva, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, "é pôr toda a gente a falar de astronomia durante estes quatro dias".Por isso, as actividades são muitas e variadas e em Portugal acontecem por todo o País. Há palestras, sessões de planetário, observações nocturnas do céu com astrónomos amadores e outros profissionais (ver caixa)."As pessoas não precisam de saber astronomia para participar, basta que o queiram fazer", diz Nelma Silva. Por outro lado, e porque se trata de uma maratona em que toda a gente pode participar, para promover estas actividades também não é necessário ser profissional: "Um astrónomo amador pode pegar no seu telescópio e organizar uma sessão de observações nocturnas, basta para isso que inscreva a sua actividade no site da iniciativa".Até à noite de quarta-feira, havia 51 registos de actividades na maratona das "100 horas" para Portugal, mas esse número poderia aumentar.Para quem gosta de ver estrelas e não quer sair de casa, também há programas aliciantes nesta maratona de cem horas, até domingo. Os astrónomos de sofá (e toda a gente claro) têm a oportunidade de observar em tempo real como se trabalha nos maiores observatórios na Terra. É a iniciativa "Volta ao mundo em 80 telescópios", que decorre hoje a partir das 10.00, e só termina amanhã. Basta ter a Internet à mão. Tags: CiênciaFonte: dnonline

Thursday, April 02, 2009

Religião,dor (e prazer) ...

"... Na tradição bíblica (e até na budista, com o carma: uma boa acção será sempre recompensada e uma acção injusta ou imperfeita será nesta ou noutra vida sempre castigada), a doença e a dor surgem depois de Adão e Eva terem cedido à sedução da serpente... (isto é desobedecido a Deus, terem querido ser como Deus- veja-se Babel – o que faz muito sentido, apesar de a quase revolta contra Deus, mais ou menos assim terá proferido Moisés: «mata-me, Senhor, ou salva este povo!» Lhe poder ser bastante grata!).

Na tradição cristã... a dor não é castigo divino infligido aos homens com menos méritos, não é consequência do pecado ou da mácula... a aceitação da dor é uma forma possível de devoção que aproxima de Deus e purifica a alma... O cristianismo afasta-se do orgulho soberano de um Job (o judeu ainda hoje?) que não pára de argumentar, convencido de estar a ser injustamente perseguido...Também se pensava que os sofrimentos dos justos correspondiam a um sinal de eleição. Uma comparação instaurava-se, era feita uma assimilação entre os sofrimentos dos justos e os de Cristo, Virgem Maria e os santos.» Tal ideia está hoje bastante enfraquecida. A dor é agora vivida como um distúrbio que merece desde logo ser aliviado [não esquecer a questão do alívio dos sintomas, da cura das causas e dos efeitos secundários. E, se o Dr. Alfacinha diz que se fizéssemos tudo bem feito íamos até aos 120 anos, porque não dizer que se fizéssemos como Matusalém (logo após a queda de Adão e Eva - Bíblia) íamos até aos mil?].

Como outras religiões do Livro de Job (judaica e muçulmana) o cristianismo adapta-se a condições que se transformam. A modernidade ( e a evolução) impõe aos crentes uma nova interpretação dos textos fundadores, de preferência a uma fidelidade à letra. «As concepções cristãs», escreve Buytendijk, «reconhecem à dor o seu extraordinário significado, enquanto realização da condição humana, mas não se opõem à confiança absoluta na medicina e na higiene, nem na sua ampla técnica de prevenção e de luta contra a dor.»...A dor é, no espírito do Livro de Job, uma prova infligida por Deus que permite o amadurecimento do fiel...

De tradição frequentemente católica (mas ultrapassados pelas orientações de Roma)(?), os médicos franceses tiveram durante muito tempo a tendência para prescrever fracas doses de morfina para aliviar a dor crónica ou as dores de fim de vida. Em 1987, a Dinamarca e outros países escandinavos utilizavam, proporcionalmente, 20 vezes mais de morfina. Com o mesmo sentimento da inutilidade e do carácter nefasto da dor, os ingleses criaram o movimento dos hospícios com o fim de aliviar os sofrimentos relacionados com o final da vida e ajudar os moribundos, prescrevendo doses consideravelmente mais elevadas do que as dadas pelos médicos franceses, preservando sempre a lucidez e a personalidade dos doentes. A rainha Vitória foi uma das primeiras, em 1853, a pedir uma anestesia de clorofórmio para trazer ao mundo o seu segundo filho. Renovou a experiência com o terceiro parto, E, isso, apesar da força da palavra cristã: «Darás á luz com a dor» e do carácter experimental da anestesia naquela época. Um outro país protestante, a Holanda, entende legitimar a eutanásia se a doença for implacável, a dor demasiado intensa e mutiladora..."

In Pgs. 84, 92, 93, 96 97, 98 e 99, de "Compreender a Dor", de David Le Breton, da estrelapolar, Cruz Quebrada.

Comentário: não conseguiram ainda Epicuro nem demais hedonistas fazer vingar a ideia não só da total inutilidade da dor, como da necessidade absoluta do triunfo da felicidade, do gozo e do prazer. Mas, à semelhança da cabala, outrora perseguida, e hoje abertamente ensinada, também parece estar chegando a hora do hedonismo (doutrina que atribui ao prazer uma predominância quer de facto quer de direito).

Wednesday, April 01, 2009

A dor ainda existe? Ou não?Não existe se não estou a sofrer.E como estou? Mais gozando do que sofrendo,Pois se Deus é prazer, suma felicidade, e, o seu quererÉ que sejamos sumamente felizes com Ele(a)!E Deus somos todos os seres e coisas.Não é isto que estás vendo?Como é importante a verdade para a felicidade,E, como nos fazem felizes as boas recordações,Os bons sabores, as boas sensações,Uma mente quieta, tranquila e tranquilizadora!...Faço mesmo ioga, não penso em coisas nem em loisas,Nem em nada, nem em ninguém:Caso o feito com o por fazer, vão-se aflições!
Posted by JoaquimMarquesMachoqueira at 09:41 0
Deus é prazer, suma felicidade: não há nele(a) dor alguma!
PRAZER

Que erro pensar
que a dor termina
com a morte,
pois, se morte,
no sentido de aniquilar
não existe!
Mas, onde germina
o prazer, desiste
a dor!
E, o prazer
de uma certa tristeza
será o prazer do descanso?
Mas, descansar
demais dá em desprazer.
Ou, é o prazer
suspeito do masoquista?

Tuesday, March 31, 2009

PARA QUÊ

Céu, paraíso, milénio...
Já estamos no milénio:
necesário arsénio
já não é, nem sequer génio.

Bates-me para voltar
para ti? Olha que não
volto: não sou de quebrar,
mas de construir, São!

É um lugar de passagem,
a terra? De dor no T ?
Que estupidez: de massagem
é que é, no "para quê"!
Bom fim de Mês!...

Porquê bom fim de semana,
e não mana,
bom fim de dia, de mês?
Se, tantos recebemos ao mês, Ana?
Se objectivo
é Jardim?
Bem sei, Serafim,
mas, é preciso trabalhar,
ensinar, mandar...
Pois é, por causa dos mandriões.
Pausa.
Isto é um jogo,
mentiroso até, por vezes.
Mas, bom jogador:
1) não faz dor;
2) dá prazer, recebe, dá...
3) sempre continuará;
4) no amar não desanimará;
5) aperfeiçoa, se afeiçoa;
6) é leal, com justiça, sem preguiça...
7)
FAZER...

Masoquista tanto prazer
pode ter em sofrer
que se mate sem o ver!
Já sádico nazi,
inquisidor ou outro que vi,
logo senti
que tinha prazer
em mal fazer!

Monday, March 30, 2009

KÓ-MI-KÓS! (Cómico)
CÓMICO
Termo de origem grega (kômikós), que chegou até nós pelo latim comicu-. De ampla aplicação, traduz, textualmente, a conciliação de ideias ou de situações aparentemente irreconciliáveis. Essa conciliação é produzida através de um raciocínio engenhoso com a intenção de produzir o riso através do texto literário.A matéria cómica presta-se a uma dupla interpretação e, por essa razão, produz no espírito humano uma dupla impressão: de lógica e, simultaneamente, de absurdo. O riso é o resultado da nossa aceitação de duas ideias ou situações aparentemente irreconciliáveis. O cómico visa normalmente a solução de uma tensão através do riso. David Fairley-Hills considera a incongruência como fonte do cómico já reconhecida pela tradição: “The comic […] arises from the incongruities between opposed ways of regarding the same ideas or images. That incongruity is a necessary ingredient of the comic has long been recognised. In Renaissance theories of the comic the role of incongruity was thought to be crucial. Hutcheson bases his understanding of the comic on the function of incongruities: ‘the cause of laughter is the bringing together of images which have contrary additional ideas, as well as some resemblance in the principal idea.’ ” (The Comic in Renaissance Comedy, Macmillan Press, London, 1981, p.20). Apesar de ser tradicionalmente associado à comédia, o cómico manifesta-se também em textos poéticos e narrativos. Por outro lado, o cómico não tem apenas um carácter lúdico associado ao prazer. O riso aparece muito frequentemente no texto literário associado a uma função didáctica, cumprindo a célebre máxima latina: “Ridendo castigat mores” (É com o riso que se corrigem os costumes). Entre as noções de cómico e comédia, podemos estabelecer algumas relações. De uma forma geral, a comédia provoca o riso pondo em relevo excentricidades ou incongruências de carácter, da linguagem ou da acção. Na comédia, normalmente coexistem os vários tipos de cómico. O predomínio de um deles torna possível estabelecer as seguintes relações: o chamado cómico de situação, que resulta do próprio enredo, é característico da comédia de acontecimento ou de intriga; o cómico de carácter, resultante do temperamento das personagens, caracteriza a comédia de caracteres; o cómico de costumes, que explora as convenções e falsos valores da sociedade, é relacionável com a comédia de sociedade ou de costumes. Nesta última e na comédia de caracteres, a sátira assume-se como uma das mais fortes manifestações do cómico. Além da sátira, podem também ser manifestações do cómico a ironia, o humor, a caricatura, o pastiche, a paródia, etc. Jean Sareil (1984) considera que uma das fontes privilegiadas do cómico textual consiste no recurso aos clichés, que tanto podem surgir tomados à letra como alterados. Na história da Psicologia, da Filosofia e da Teoria Literária, existem diversas tentativas de explicação do fenómeno do riso. Aristóteles, na sua Poética, considera que o cómico consiste no prazer de nos rirmos daquilo que é desagradável ou que tem defeitos. Segundo Kant, seria na contradição entre a expectativa e a realidade que residiria a essência do cómico. Já para Schopenhauer, este resultaria da incongruência existente entre uma ideia e o objecto real a que se pretende aplicar essa ideia. Por seu lado, Vischer sugere o absurdo e a incoerência como causas do cómico. O filósofo Francês Henri Bergson realizou um dos mais aprofundados estudos sobre o cómico. Na obra O Riso, encontram-se reunidos três artigos de fundamental importância para a compreensão dos mecanismos da comicidade. Bergson salienta que o cómico é um fenómeno exclusivamente humano, destacando ainda que este se dirige à inteligência. De acordo com esta teoria intelectualista, as emoções seriam um obstáculo à produção do riso. Seria assim necessária uma “anestesia momentânea do coração” (p. 19) para que o cómico produzisse o seu efeito. O vector essencial do pensamento deste filósofo consiste na ideia de que o riso tem uma função social (visa o aperfeiçoamento do Homem) e, por essa razão, o seu meio natural é a sociedade. Segundo este autor, “o riso deve preencher certas exigências da vida em comum, deve ter um significado social.” (O Riso, Guimarães Editores, Lisboa, 1993, p.21) Os vários tipos de cómico surgem categorizados na obra de Bergson de acordo com uma perspectiva que faz residir na fusão entre o “mecânico” e o “vivente” a essência da comicidade. Assim, o cómico das formas resultaria essencialmente da rigidez adquirida por uma fisionomia e o cómico dos movimentos teria origem nas atitudes, gestos ou movimentos mecânicos com carácter repetitivo. Bergson associa a este tipo de cómico os artifícios usuais da comédia, referindo como exemplos “a repetição periódica duma palavra ou duma cena, a interversão simétrica dos papéis, o desenvolvimento geométrico dos quiproquós” (p. 37). O cómico de situação resultaria da repetição insistente de determinada acontecimento ou da inversão dos papéis das personagens face a uma dada situação. Poderia ainda resultar daquilo que Bergson designa como “interferência das séries” (p.74), ou seja, uma situação seria cómica quando pertencesse em simultâneo a duas séries de acontecimentos independentes e ao mesmo tempo se pudesse interpretar em dois sentidos opostos. O cómico de palavras teria origem na aplicação à linguagem dos processos de “repetição”, “inversão” e “interferência”. Ligado a este último tipo de cómico, estaria ainda a “transposição”. A paródia seria resultado de uma transposição do solene para o familiar. Por outro lado, o exagero resultante do processo de transposição da grandeza ou do valor dos objectos também poderia ser cómico. Bergson enquadra ainda neste processo a ironia e o humor. Concebendo a linguagem como uma obra humana, considera ser essa a razão por que ela pode produzir efeitos risíveis. Por fim, o cómico de carácter derivaria essencialmente da falta de integração da personagem na sociedade e de algo semelhante a uma distracção da própria personagem. Também de fundamental importância para uma tentativa de compreensão do fenómeno do riso é o estudo realizado por Sigmund Freud, intitulado Os chistes e a sua relação com o inconsciente. Nesta obra, que se centra numa expressão concreta do cómico – a anedota – Freud procede à abordagem dos mais importantes meios de criação da comicidade. Concebe o cómico como um meio de obtenção de prazer e de superação da dor. Considera que para a compreensão da natureza do cómico é essencial estudar os meios que servem para tornar as coisas cómicas. Faz referência sobretudo à caricatura, à paródia e ao desmascaramento, considerando-os fontes de prazer cómico que resultam da degradação. Freud refere-se ainda à “disposição eufórica” como sendo a condição mais favorável à produção do prazer cómico. Também favorável a esse prazer seria, segundo esta visão, a “expectativa” do cómico. Por outro lado, seriam condições desfavoráveis o trabalho intelectual e os afectos. Na obra The Art of Laughter, Neil Schaeffer desenvolve uma perspectiva de abordagem do riso que valoriza o papel do indivíduo no processo de criação da comicidade. Esse papel é, no entanto, definido de uma forma muito particular. Qualquer acontecimento está sempre sujeito a diversas interpretações, as quais dependem das instruções que presumimos estarem contidas nesse acontecimento ou que nós próprios impomos sobre o mesmo. É esse conjunto de instruções que, segundo Schaeffer, permite que o cómico se manifeste na mente daquele que observa, independentemente de o acontecimento ser literário ou natural. Schaeffer critica as teorias do riso que interpretam o cómico como meramente resultante de um trabalho de deformação da realidade por parte do artista. Dirige também a sua crítica à teoria que considera o riso uma reacção humana a tudo o que apresenta algo de risível. Opondo-se a essa perspectiva em que a imaginação tem um papel passivo, o crítico coloca a tónica não na valorização do objecto cómico, mas antes no sujeito que ri: “There can be nothing in nature that can be termed purely ludicrous without reference to the human nature that so perceives and laughs at it…” (The Art of Laughter, Columbia University Press, New York, 1981, p. 5). Os conceitos de incongruência e contexto são fundamentais na teoria desenvolvida por este crítico. Schaeffer defende que na origem do riso está uma incongruência apresentada num contexto do qual estão ausentes a moralidade ou a razão: “What the ludicrous context does is to suggest that for the purpose of pleasure, and during the extent of the ludicrous event, we may allow ourselves to suspend the rules by which we normally live – the laws of nature, the restrictions of morality, the sequences of logical thought, the demands of rationality – in short, we are encouraged to suspend the internal law of gravity, our seriousness.” (op. cit, p. 19). Schaeffer considera que o riso é o resultado de uma incongruência apresentada num contexto assim definido. As reflexões sobre o cómico contam já, de facto, com uma longa tradição, embora nem sempre abonatória. Na sua famosa obra A República, Platão condenava o uso do cómico nas suas diversas manifestações. Aristóteles, na Poética, dedicou a sua atenção não só à tragédia e à epopeia, mas também à comédia. Cícero - com os livros Brutus, Orator e, fundamentalmente, De Oratore – assumiu uma posição de relevo na teorização do cómico. Quintiliano forneceu-nos também um prestável contributo com a exposição que fez sobre o cómico no Livro VI, Cap. 3 - «De Risu» - da sua obra Institutio Oratoria.Intrinsecamente ligado à mente humana, o cómico tem surgido sempre associado ao Social. Como realça Wolfgang Keyser, “sem a uniformidade de disposição nos grupos não há cómico. É idiota […] aquele que, só para uso próprio descobre o cómico e ri sòzinho, sem que os outros, à sua volta, se apercebam do ridículo.” (Análise e interpretação da obra literária, Arménio Amado, Coimbra, 1970, p.302). E é só porque o cómico pode assumir uma dimensão social é que, aliado à sátira, pode cumprir uma função didáctica associada à correcção dos costumes. Aliás, essa tradição de pendor moral deixou fortes marcas na literatura portuguesa. Embora centrada em textos literários do século XV, a obra de Mário Martins intitulada O riso, o sorriso e a paródia na literatura portuguesa de quatrocentos é bastante elucidativa da função moralizadora do cómico, comprovando que o riso pode ser prazer e também aprendizagem.
Bib.: David Farley-Hills: The Comic in Renaissance Comedy (London, 1981); Henri Bergson: O Riso (Lisboa, 1993); J. Cândido Martins: Teoria da Paródia Surrealista (Braga, 1995);Jean Sareil, L’Écriture Comique (Paris,1984); Mário Martins: O riso, o sorriso e a paródia na literatura portuguesa de quatrocentos (Lisboa, 197; Sigmund Freud: Os chistes e a sua relação com o inconsciente (Rio de Janeiro, 1977); Neil Schaeffer: The Art of Laughter (New York, 1981; Wolfgang Keyser: Análise e interpretação da obra literária (Coimbra, 1970).
Catarina de Castro
http://www2.fcsh.unl.pt/edtl/verbetes/C/comico.htm
Não destruir
forças destruidoras:
construir mentes quietas,
tranquilizadoras:
querer o bem de etas
até: não morrer!
Por Monja Coen

Dizem que certa feita um Buda foi parar no inferno e que os diabos fizeram de tudo para atentá-lo. Queriam vê-lo infeliz e sofrendo. Não conseguindo perguntaram-lhe: "Como você consegue ficar bem no inferno?". Buda respondeu apenas: "Ah! Aqui é o inferno?" E esses diabinhos ficaram com ele. Mais tarde um chefe diabo veio ver o que estava acontecendo e encontrou todos os diabinhos silenciosamente sentados em meditação, junto ao Buda. Ele conseguira transformar o inferno na Terra Pura. Buda não tentou destruir os demónios, não tentou acabar com o inferno. Apenas manteve a mente quieta e tranqüila. Nirvana é percebermos a transitoriedade de tudo que existe e sermos capazes de tranqüilamente agirmos para transformar as coisas de maneira que o bem seja comum a todos os seres.

http://www.monjacoen.com.br/buda_foi_ao_inferno.htm
Conexão da Semana:
A Purificação
de: 29/03 a 04/04

A porção da Torá desta semana continua especificando as regras para os sacrifícios. Como já dito anteriormente, é impossível entender estas porções sem compreender os códigos que se encontram por trás delas. E é a sabedoria da cabala que nos permite descodificar e extrair a imensa luz por trás de cada palavra da Torá.
A congregação é toda reunida para um ritual de purificação. Quase no final do texto encontramos:
E não morrereis, porque assim me foi ordenado.
A Torá nos ensina que a morte é muito mais do que algo que acontece no fim de nossas vidas. As energias de mortificação estão relacionadas aos movimentos destrutivos que passam por nossas vidas, sejam eles falta de saúde, falência financeira ou desentendimento afetivo. E é por isso que precisamos dedicar uma parcela de nossas vidas para um movimento de purificação, de contato com a Luz.
Nessa semana combatemos as energias destrutivas através da re-descoberta de nossa capacidade de amar e do fortalecimento de nossas inclinações mais positivas.

Shalom!


http://w0.mail.sapo.pt/imp/message.php?mailbox=INBOX&index=3133

Friday, March 27, 2009

O OBJECTIVO da ArTe

"... Se a realidade impressionasse directamente os nossos sentidos e a nossa consciência(!...), se pudéssemos entrar em comunicação (i)mediata com as coisas (e seres) e nós próprios (!...), julgo bem que a arte seria inútil, ou melhor, que todos seríamos artistas, porquanto a nossa alma vibraria então continuamente em uníssono com a natureza (e todo o existente)!..!... Os nossos olhos, ajudados pela memória seccionariam no espaço e fixariam no tempo quadros inimitáveis.Dum relance, o nosso olhar fixaria, esculpido no mármore vivo do corpo humano, fragmentos de estátuas tão belas como as da estatuária antiga. Ouviríamos ecoar no fundo nas (das) nossas almas como que uma música por vezes ( sempre) alegre, quase sempre (nunca) plangente (triste), sempre original, a melodia initerrupta da nossa vida interior (e exterior).... (Cheiraríamos somente os inebriantes cheiros das larangeiras, dos tremoçais, das rosas... dos mais bem cheirosos acepipes e jardins, e perfumes, e mulher...).. Entre nós ... e a nossa própria consciência, um véu se interpõe, espesso para o comum dos homens,LEVE VÉU,(Podendo-se ver,transparente)para o artista e para o PO-E-TA..."(Fecha os olhos:com menina dos olhos todo o cuidado é pouco:mas olhos entreabertos,por causa dos albertos,é que são certos, rouco!)Que fada teceu tal véu? Foi (é) preciso viver!.

(Mistério:Adoramos o mistério!)...

A sinceridade é comunicativa. O que o artista viu, não o veremos nós, é certo, da mesma maneira; mas se ele o viu inteiramente, o esforço que fez para desviar ou pôr? o véu, impõe-se à nossa imitação. A sua obra é um exemplo que nos serve de lição. E é precisamente pela eficácia da lição que se mede a verdade da obra. A verdade traz, pois, em si, um poder de convicção, de conversão mesmo, que é a marca pela qual a reconhecemos. Quanto maior for a obra e mais profunda a verdade entrevista, mais poderá demorar o seu efeito, mas/e mais esse efeito tenderá a tornar-se universal...Muito diferente é o objecto da COMÉDIA...""

Fonte: O RISO – ensaio sobre o significado do cómico, de Henri Bergson, da Guimarães Editora, 1993 - Lisboa

Nota: o que está entre parêntesis é...Mistér.o ... Mistério.!...
GÉNIO(a)

Pedro(filho) é genioso,
engenhoso, local,
glorioso!Dina é verdadeira,
bordadeira, local
e universal, genial!
Crsito é Joaquim ido,
de Flora: Quim é divertido!
Bergson é entendido,
filha, misteriosa...
Filha(mulher) é gloriosa!
Génio(a) é universalmente
superior, quase divinamente.!
CADELA

Outro vector dessa
divinal comédia: pobres e ricas gentes
levando à Cena igual peça,
com trajes diferentes!

E, criança não gosta, não,
que se riam dela...
Mas, se como o do animal é tão
impróprio seu acto, o da cadela!...

O melhor mesmo é para a palhaçada
tudo levar, evitando a grande alhada...
Mas que grande açorda!!

Thursday, March 26, 2009

DIVINAL

Se é secreto
não fAz mal?
Vai-te rectro,
deixa de ser animal!

FICO! FICO?
diz Primeiro do Brasil,
o Quarto de POR Tugal,e,
elevo MONTEARGIL até aos CÉUS, Eanes Gil !

E, aproximo BRASIL
verde, AMARELO, samba,
FREVO, Forró,... caramba!
E, cachaça, e ouro e MIL

MAS, ACIMA DE TUDO,
A Divina Comédia:
Pesa-a, toca-A, mede-a...
Não és o GRANDE SORTUDO?

Distracção não...
que pode ser a morte
do ArTiStA, mas, se não vão
rir sem a distracção, ou Vão?
Deus não tem prazer na morte dos ímpios!

Bíblia
MúsIC(s)
www.myspace.com/samasatimusic. Samasati é um projecto de música do mundo em que se procurou criar pontes entre sons e palavras das tradições indiana, ...------Yolanda - Dança Oriental em Portugal Aulas e Espectáculos ...Yolanda. Licenciada em Política Social, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa, estudou também teatro, música e dança, ...www.yolandadance.com/yolanda.htm - 8k------------Benjamim Taubkin e Núcleo de Música do Abaçaí : Núcleo Contemporâneo... mulheres devotas do Divino Espírito Santo, que cantam e tocam a percussão . ... O grupo investiga diversos tipos de manifestações da cultura tradicional brasileira, ... que reúne nove músicos de sete países da América Latina. ... Trabalho autoral que busca uma nova linguagem dentro do universo da canção. ...--------Segreis de D. Dinis on MySpace Music - Free Streaming MP3s ...MySpace Music profile for Segreis de D. Dinis. Download Segreis de D. Dinis Classical / Acoustic / Celtic music singles, watch music videos, listen to free ...www.myspace.com/segreis - 131k---------Fado Coimbra Serenata Monumental Queima
4 min 52 seg - 16 Mai 2007 - "Serenata da Queima das Fitas" while listening to "Fado of Coimbra"(typical song from Coimbra sang by students of this Portuguese University ...www.youtube.com/watch?v=f3WGttZdksg
  • Fados de Coimbra
    7 min - 1 Ago 2007 - Fados de Coimbra ... Fados coimbra ...www.youtube.com/watch?v=kCOMgO_nEYk
  • CoimbraInformações sobre o grupo de fado: discografia, recursos em vídeo.www.fadodecoimbra.com/ - 3k - Em cache - Páginas semelhantes
  • Verdes Anos - Fado de CoimbraWebsite dos Verdes Anos inclui notas sobre a história do Fado de Coimbra, o Grito Académico, bem como MP3, videos e contactos do grupo de Fados de Coimbra ...www.verdesanos.com/ - 8k - Em cache - Páginas semelhantes
  • http://montargilforum.com/ncforum/showthread.php?t=4560&page=3
    CortiçaPlano de apoio é apresentado hojepor LusaHojeO presidente da câmara de Santa Maria da Feira defende que o futuro do sector da cortiça depende de uma grande campanha internacional de promoção da rolha e espera que essa medida esteja no plano de apoio que hoje será apresentado.Alfredo Henriques contou à Lusa que foi essa a ideia que defendeu junto de José Sócrates, durante a recente visita do Primeiro-Ministro ao distrito de Aveiro.Para o autarca, a crise no sector da cortiça deriva principalmente do facto de 30 por cento do mercado de vedantes já ser constituído por produtos em materiais alternativos (como plástico, silicone e metal).O problema deve ser encarado como prioritário pela sua repercussão na balança do mercado externo: "A Auto-Europa é responsável por 4,6 por cento das exportações portuguesas, mas mais de 50 por cento disso é material importado. O sector da cortiça só representa 2/3 por cento das exportações mas é tudo produto nacional".Importa, portanto, "apoiar uma grande campanha a nível internacional" que apele "ao uso do produto natural que é a rolha de cortiça".Alfredo Henriques recorda que a campanha protagonizada pelo treinador José Mourinho tinha objectivos idênticos mas acrescenta: "O que era necessário era fazer uma campanha muito mais forte, em todo o mundo, com bastantes mais meios financeiros, e foi isso que propus ao senhor Primeiro-Ministro".Segundo o presidente da Câmara da Feira, José Sócrates "deu indicações expressas ao Ministro da Economia para tratar deste assunto" e o resultado é o Memorando de Medidas de Apoio ao Sector da Cortiça, que é hoje apresentado em Santa Maria da Feira.O documento será assinado pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, e pelo secretário Adjunto da Indústria e Economia, António Castro Guerra, sendo que ambos participam, às 11:00, na abertura oficial da ENEfeiras - Educação, Negócios e Emprego, no pavilhão de exposições do Europarque, também em Santa Maria da Feira.Tags: EconomiaPinho "dá" 180 milhões para cortiçaIlçídia pintoApós... é hoje a vez de a cortiça conhecer o pacote de medidas para revitalização...O plano... assenta em: apoio ao financimaento, à exportação de cortiça e promoção externa, ajustamento ao perfil industrial e tecnológico do sector e estímulo ao emprego e qualificação...In : dn
    última edi??o de JMM : Hoje ?s 03:22 PM.
    http://www.blogger.com/publish-confirmation.g?blogID=3707424445939860595&postID=5460198452746705192&timestamp=1238065132898&javascriptEnabled=true

    Wednesday, March 25, 2009

    COMÉDIA

    A trágico-comédia
    é logo a perfeita?
    Não. Nem dor nem tragédia
    são precisas, oh Seita.

    "Sinta-se livre de pelos
    por mais tempo: novo deo
    dove!": e cómico pelos
    seus próprios defeitos, Leo,

    se ri, e, se corrige
    com alegria, prazer.
    E não se aflige.
    Como contradizer?

    Tuesday, March 24, 2009

    RecenTE HIStória do SEX
    Revista Estudos Feministas
    doi: 10.1590/S0104-026X2008000200032
    RESENHAS
    A construção social do prazer
    Silvia Liebel
    Université Paris XIII
    O orgasmo e o Ocidente: uma história do prazer do século XVI a nossos dias.
    MUCHEMBLED, Robert.
    São Paulo: Martins Fontes, 2007. 377 p.
    (Tradução de Monica Stahel do original L'Orgasme et l'Occident: une histoire du plaisir du XVIe siècle à nos jours. Paris: Seuil, 2005).
    Traduzido no Brasil dois anos após seu lançamento na França, O orgasmo e o Ocidente é o segundo livro de Robert Muchembled publicado no país, que começa a receber a produção de um autor destacado na historiografia francesa contemporânea. Voltada ao percurso do prazer ao longo dos últimos cinco séculos nos discursos religioso, literário e político, essa obra analisa comparativamente França e Inglaterra e, no século XX, os desdobramentos da revolução sexual nos Estados Unidos, enfatizando o impacto da volúpia nas mentalidades.
    Seguindo sua análise em Uma história do Diabo, (1) de como o medo do Maligno construiu uma identidade coletiva da Europa ocidental, estimulada pela descoberta do Novo Mundo e pelas reformas religiosas, nessa nova obra Muchembled explora como o prazer, seja em sua busca, seja em sua repressão, não apenas impulsionou indivíduos, mas também dinamizou os países abordados. Observa-se, após cada voga repressiva, um período de busca pela libertação das amarras impostas e uma conseqüente revitalização intelectual, e desse desequilíbrio entre sublimação do prazer e hedonismo ressalta-se a construção dos comportamentos.
    Diferentemente de Michel Foucault, (2) o autor foca nos meados do século XVI, a partir da conjunção de esforços entre Igreja e Estado no sentido de controlar os corpos e disciplinar as consciências de seus sujeitos, uma intensa repressão do prazer, recuada apenas a partir da década de 1960. Seguindo essa evolução, a obra divide-se em três partes, correspondentes à concepção da sexualidade no mundo ocidental: séculos XVI e XVII, com o binômio prazer e dor; do século XVIII a 1960, quando, após uma "liberalização dos costumes" nos primeiros cem anos, manifesta-se um retrocesso com o puritanismo; e a partir de 1960, quando o autor dedica-se à contraposição entre um hedonismo europeu e a continuidade do modelo repressor nos Estados Unidos.
    A primeira fase, marcada pela acentuada desconfiança em relação ao feminino e intensamente influenciada pelo discurso religioso, apresenta no extremo da suspeição as pretensas bruxas. Observa-se nas transcrições dos interrogatórios uma sexualidade profundamente deturpada, traduzida em coitos dolorosos com íncubus (demônios masculinos) e esterilidade. A ansiedade provocada pelo corpo feminino, cuja luxúria é disseminada na iconografia, pode ser também observada no interesse suscitado pelas dissecações, quando são buscadas respostas à natureza considerada fria e úmida das mulheres, além de sua vinculação ao pecado original.
    Paralelamente a esse cenário, delimita-se a imagem da esposa centrada na procriação sem recurso ao prazer dentro do casamento que, por si só, é o destino dos incapazes de viver virtuosamente. No início do século XVII, os cânones anglicanos e católicos quanto ao casamento refletem uma mesma intenção ordenadora e, em ambos os lados do canal, intensifica-se a vigilância moral nas paróquias, revelando a importância do policiamento através do olhar externo previamente ao recalcamento. Nesse sentido, a própria exigência da confissão desde o Concílio de Trento contribui decisivamente para o enraizamento da culpabilidade nos católicos, que têm suas práticas sexuais questionadas pelos confessores.
    No entanto, apoiado em fontes jurídicas francesas e inglesas, o autor revela que o rigor moral apregoado pelos discursos eclesiásticos não se enraizou nas comunidades imediata e intensamente segundo o apelo dos reformadores. Assim, ressalta-se a necessidade de distinção entre os discursos e as práticas, considerando-se, sobretudo, que uma rígida normatização moral é lentamente difundida a partir do grupo em que se difunde primariamente, para apenas paulatinamente atingir outros escalões sociais.
    Muchembled dá novos contornos à tese de Max Weber de que o protestantismo traçou os rumos do capitalismo nascente, pois seria no esforço em direção ao autocontrole e à depuração do sexo que reside a originalidade da Europa ocidental moderna. Seguindo o pensamento de Norbert Elias sobre a civilização dos costumes, (3) o historiador francês enfatiza o papel desse processo no campo afetivo e na inibição da volúpia, para reforçar a teoria da repressão sexual enquanto um motor ocidental.
    O enquadramento juvenil é, para o autor, essencial nesse cenário, e os adolescentes constituem um grupo socialmente definido4 muito antes do adequamento de sua sexualidade delimitado por Foucault no século XIX. Em meio à reforma dos costumes e ao avanço da moralização, torna-se indispensável restringir a sexualidade dos jovens que, ademais, vêem progressivamente seus círculos e práticas de solidariedade reduzidos. Assim, encontramos um propulsor fundamental na delimitação das práticas lícitas que buscam o prazer.
    Nos grandes centros, ao mesmo tempo que se exalta o modelo conjugal para procriação, entrega-se o prazer à marginalidade, disseminando-se junto às práticas extraconjugais as DST e a ilegitimidade. Assim, evidencia-se que o prazer, mesmo obtido dentro do casamento, condena a mulher, pois está relacionado às prostitutas. O modelo de masculinidade difundido acaba por remodelar a própria relação entre homens, pois o fantasma da homossexulidade começa lentamente a se materializar na esfera pública, passando mesmo a amizade masculina à suspeição. Disseminam-se dicursos contra o "vício solitário", e nessa campanha Maurice Daumas ressalta a intenção de se eliminar a sodomia através da perseguição à masturbação e do enfraquecimento dos laços masculinos.(5)
    Constata-se que, embora no campo discursivo o prazer não deva ser almejado, sob pena da perdição eternal, ele não deixa de ser explorado e encontra então novos meios de expressão que se chocam com a ortodoxia. Na época barroca, o orgasmo ou 'pequena morte' situa-se paradoxalmente tanto no campo demoníaco quanto, para escritores como Corneille, no campo místico. Em meio à disseminação dos manuais de boa conduta, o lançamento, em 1655, do célébre manual de conduta erótica L'École des filles, (6) cuja abordagem do orgasmo feminino virá a chocar os espíritos decorosos - sem deixar de ser um sucesso editorial -, aponta para uma 'virada pornográfica', observada na França e na Inglaterra.
    Chocando-se com a acentuação do disciplinamento nas grandes cidades e a própria concentração do poder real, a pornografia manifesta-se em meados do século XVII como um exutório, pois, nas palavras do autor, "é justamente o jogo entre a autoridade e a transgressão que lhe dá vida e lhe confere um status cultural importante, como testemunho da discordância entre os princípios e as realidades" (p. 158). Contudo, apesar de sua indecorosidade, a pornografia nesse momento endossa os papéis sociais atribuídos aos géneros, sem questionar-lhes a validade.
    Os libertinos inauguram então o segundo período abordado pelo autor, no qual as relações, outrora embasadas em prescrições religiosas e judiciárias, além do controle familiar, são refundadas sobre a razão, o saber médico e uma nova percepção do amor. O princípio da inferioridade feminina encontra a partir desses elementos duas expressões: a esposa, que deve ser confinada ao lar para a proteção de si mesma, e a perdida, conjunção das faces negativas até então projetadas sobre todas as mulheres. O duplo padrão prega a separação entre procriação e prazer para o exclusivo benefício masculino, fundamentada não mais no temor das penas infernais, mas na razão médica.
    A disseminação do amor romântico até às regiões mais distantes dos grandes centros a partir de meados do século XVIII obtém alguns resultados importantes analisados pelo autor: crescem as separações por incompatibilidade na Inglaterra no mesmo período e diminuem drasticamente os processos por traição, pois a infidelidade passa a perturbar a esfera privada mais do que a colocar em causa a estrutura social em questão. No entanto, como Anthony Fletcher (7) já apresentou anteriormente, a concordância dos cônjuges esconde uma armadilha para as mulheres que, ao dar seu aval na união, não deixam de se submeterem aos maridos, mas o fazem através do consentimento àquele que, em teoria, foi por elas escolhido, e recebem continuamente um modelo comportamental adequado através de uma literatura específica.
    O puritanismo ultrapassa os limites do reinado de Vitória (1837-1901) e, fomentado pelos filósofos, é ado(p)tado pelas burguesias enquanto um modelo de vida diferenciador dos demais grupos sociais. A necessidade despertada de "triunfo sobre o vício", do qual despreende-se o autocontrole, conduz a um recalque dos prazeres, e Muchembled enfatiza o processo de elevação do constrangimento, decorrente da sublimação dos instintos pelo habitus, que situa o limiar da transição rumo à inculpação pessoal.
    Não admira, portanto, que nesse cenário se desenvolva a Psicanálise, para desenraizar os traumas gerados pela repressão sexual sofrida desde a infância. Do mesmo modo, com o início da transformação das mentalidades vitorianas, também as autoridades médicas começam a manifestar-se mais expressamente sobre as "anormalidades" como o homossexualismo, o sadismo e o masoquismo, e a masturbação cede espaço nos debates.
    Esse processo, no entanto, não se desenrola sem reclames dos moralistas, cuja concepção de mundo fundamentada no duplo padrão começa a ruir com a quebra de tabus, o que afeta notadamente o desequilíbrio da relação entre os g(é)êneros nos grupos trabalhadores. A lei sobre o divórcio, em 1884 na França e em 1920 na Inglaterra, assinala uma ruptura primordial nas estruturas sociais patriarcais, que recebem contínuos abalos em suas fundações. Ademais, os anos seguintes à Primeira Guerra Mundial, com a busca de alívio das tensões, são decisivos na proliferação de práticas voltadas ao prazer e de grupos marginalizados.
    Muchembled atribui um papel capital na esteira das transformações à publicação, em 1948, do primeiro relatório de Alfred C. Kinsey, um anúncio da era de libertação feminina do que o autor classifica como "tirania da sexualidade obrigatoriamente fecundadora" (p. 308). Apesar da importância inegável das etapas seguintes, tendo em vista o longo período histórico abordado, elas compreendem um espaço proporcionalmente reduzido na obra: a pílula anticoncepcional criada na década de 1950 e difundida a partir da década seguinte e, na década de 1970, o avanço das demandas e conquistas feministas e, mais lentamente, homossexuais, além do peso da legalização do aborto pela Suprema Corte Americana em 1973, elementos essenciais no progresso em direção à igualdade dos géneros, o que inclui a busca pelo prazer.
    A diferença de mentalidade entre os dois pólos analisados, a Europa ocidental e os Estados Unidos do século XX, aponta não somente uma diferença de valores fundada sobre distintas bases culturais, mas também diferenças internas. Mesmo caracterizando a maior permissividade erótica européia, o autor não deixa de considerar as peculiaridades próprias à Europa nórdica e à França, além da divisão americana entre o Sul tradicionalista e os estados do Nordeste e Nova York. E é o individualismo em marcha nessas áreas que antecipa a liberdade sexual, lembrando-se ainda que, apesar dos imperativos do mercado, que ditam a atual expansão do erotismo, tradições seculares não são repentinamente obliteradas, e não deixarão de influenciar as gerações futuras na definição de seus papéis
    O autor finaliza discorrendo sobre questionamentos essenciais no início do novo século, quando mais uma vez os jovens do sexo masculino se vêem atingidos pelas mudanças, situando-se no limiar entre uma secular tradição machista e as exigências de respeito à igualdade pelas mulheres. Sobre as ruínas do patriarcalismo, minorias outrora marginalizadas conquistam seu direito à existência aberta e à cidadania, mas são sobretudo as mulheres as beneficiadas pela promoção do prazer, libertas da tutela patriarcal e da procriação obrigatória.
    Definindo a sexualidade como "a chave da civilização moderna" (p. 346), Muchembled se propõe a trilhar um percurso percorrido por Michel Foucault, no qual confessamente se inspira, mas que com ele não se estagnou. Mais do que discorrer sobre a historicidade do prazer nos últimos cinco séculos, de modo inovador Muchembled desenvolve uma teoria da sexualidade explicativa da expansão européia na Modernidade.
    Notas
    (1) MUCHEMBLED, 2001.
    (2) FOUCAULT, 1976.
    (3) ELIAS, 2003.
    (4) O autor trabalha mais especificamente o assunto em MUCHEMBLED, 1988.
    (5) DAUMAS, 2007, p. 327.
    (6) O livro apresenta a educação sexual de Fanchon por sua prima, Susanne, com detalhes de sua iniciação e busca pelo prazer.
    (7) FLETCHER, 1995.
    Referências bibliográficas
    DAUMAS, Maurice. Au Bonheur des Mâles. Adultère et cocuage à la Renaissance 1400-1650. Paris: A. Colin, 2007. [ ]
    ELIAS, Norbert. La Civilisation des mœurs. Paris: Pocket, 2003. [ ]
    FLETCHER, Anthony. Gender, Sex & Subordination in England 1500-1800. New Haven, London: Yale University Press, 1995. [ ]
    FOUCAULT, Michel. Histoire de la Sexualité. Paris: Gallimard, 1976. t. 1. [ ]
    MUCHEMBLED, Robert. L'invention de l'homme moderne. Cultures et sensibilités en France du XVe au XVIIIe siècle. Paris: Fayard, 1988. [ ]
    ______. Uma história do Diabo: séculos XII-XX. Rio de Janeiro: Bom Texto, 2001. [ ]
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    GLOSSÁRIO
    Volúpia: prazer sensual; grande prazer moral\espiritual; deleite – do lat. Volupia (mitol.) a deusa do prazer.
    Sublimar: tornar sublime; levantar bem alto; elevar; exaltar; engrandecer; purificar; atingir o maiuor grau de perfeição; apurar-se; exaltar-se
    Hedonismo: doutrina que atribui ao prazer uma predominância, quer de facto quer de direito; sistema moral que considera o supremo bem que a vontade deve atingir; tendência para agir de maneira a evitar a dor e a atingir o prazer...
    Voga: moda
    Sodomia: cópula homossexual masculina
    A DOR e o PRAZER:

    Sou o teu outro lado,
    prazer, dor: até há
    dor de prazer, oh Fado,
    e prazer de dor, Pá!

    Vamos então trocar,
    prazer, eu estou farta
    de sofrer: teu lugar
    me dá, diz irmã Marta.

    E Maria, prazer
    do Espiritual
    diz: há que converter
    dor em prazer, sem mal..

    Não vá já ao doutor,
    procure o prazer:
    mas cuidado, Senhor,
    cumpra o seu dever!

    Já o dever da dor
    é avisar, se dormes:
    não durmas, meu amor,
    tanto: olha p'ra Tormes!

    Somos uma, um só
    já: 'spírito carnal
    somos, e, tornedó
    comemos, espiritual!

    Tornedó não, prazer:
    olha que tu doer
    me fazes e sofrer
    ambos vamos, morrer!

    Mas passas a prazer,
    oh dor, oh vaca,...
    Homem serás! Dor: e ter-
    te-ei como cão, Caca!

    Escaravelho caca
    ama, e, descansar
    também é prazer, Vaca.
    Boi vou continuar?

    Que conversa é essa?
    Vamos mas é parar
    mesmo, e, vá lá, peça
    a Deus p'ra bem sonhar!!

    ...
    Prazer: também já fui
    dor,querida. Tu deves
    converter-te; anui
    a este bem. Percebes?

    Não leves a mal, dor,
    mas vou pôr o prazer
    em vez do sofredor:
    dor é menor prazer!

    A palavra amiga,
    a mão na mão, na testa,
    o beijo da formiga...
    Pequena, grande festa!

    Impressão sensorial,
    contacto com macio,
    duro, belo, sensual,
    bem cheiroso, frio,

    quente, apetitoso,
    potente, seguro,
    rico, não vergonhoso,
    que partilha, maduro...

    Correcta pressão,
    dor,é fundamental
    para mim; dor: e horror
    findar é essencial.

    E boa adaptação
    à função e dimensão
    científica, São,
    faz plena conversão...

    Monday, March 23, 2009

    O PRAZER DE...

    O prazer e a dor,
    escondidos ou abertos...
    O prazer, doutor:
    o prazer Albertos!

    O prazer do bebé
    do prazer dos pais;
    o prazer de até
    ver nascer sem ais.

    O prazer que suplanta
    a dor; alegria dinâmica
    como a da planta
    saudável, adâmica!

    O prazer da força
    e de ver a fortaleza;
    o prazer de corça
    ajudar à realeza!

    O prazer de dar
    prazer, de sem dor
    viver, de calar
    sobre dor, doutor.

    O prazer de con-viver,
    até com inferior,
    a fim de ser,
    lavrador, superior!

    Prazer em conhecer
    doutor(a) do prazer
    de(a) graça; de SER
    TOTALMENTE!!
    Conexão da Semana: A Aproximação
    De 22 a 28/03
    Existem importantes códigos por trás da porção da Torá desta semana, que fala de sacrifícios. É preciso entender que a palavra hebraica para sacrifício, Korban, está relacionada também à idéia de aproximação.Assim, o que a Torá realmente quer nos dizer, é sobre a importância de sacrificarmos uma porção de nossa alma animal, instintiva e por isso muitas vezes dominada pelo desejo de receber só para si.Que nessa semana possamos transcender, alcançar uma visão mais elevada, e assim nos aproximarmos mais uns dos outros. Fazemos isto dedicando nosso tempo e atenção ao compartilhar. E de fato, não há nada mais gratificante do que levar algo ao outro.Shalom!Atenção: Nos dias 06 e 13 de Abril realizaremos um novo curso de iniciação à Cabala no Rio de Janeiro. Ótima opção para quem deseja se aproximar dos ensinamentos da Cabala.[]s Ian Mecler.
    Fonte:http://w0.mail.sapo.pt/imp/message.php?mailbox=INBOX&index=3096
    Não separem, por favor, o que Deus não separa, artificial ou acção do homem, do natural, por exemplo. Uns fazem-no por egoísmo, outros por ignorãncia. Isto é, para alguns, a sua acção em benefício próprio é tão ou mais valiosa que a da natureza e quase a identificam com o agir divino. Mas, a a acção de outros, imitando por assim dizer a natureza, talvez por inveja, consideram-na errada.Não devia, entretanto ser claro que o agir conjunto de Deus, natureza (tanto de todos os animais e demais seres vivos como do dito inanimado) e homem deveria ser sempre no sentido de acabar com todo(s) o(s) sofrimento(s) na terra e no universo, e, incrementar todo(s) o(s) prazere(s)?Além do mais, obras e acções imperfeitas tanto as podem fazer a natureza como nós. Mais uma razão pois para não separamos um da outra.A acção perfeita, que é sem dor, e é a fonte de todo o bem estar, gozo e prazer é pois sempre a do Conjunto Deus, homem e natureza.

    Sunday, March 22, 2009

    PADRE...

    Padre de coleira,
    perdão, colarinho,
    branco (carinho),
    mas, não é foleira?

    Ingénua impressão,
    imediata, original,
    não racional,
    sem reflectir, só visão,

    que vê no corcunda,
    no coxo, no careca?
    Distracção, hipoteca
    única, profunda!

    Friday, March 20, 2009

    RISO

    Buda, Gioconda...
    Sorriso, riso...
    Não tão sério, friso,
    é que é cavalgar onda!

    Dois jovens sobre andas
    metálicas, com molas...
    Tecnologia com esmolas,
    enérgica edp. Não me desandas!

    Mulher de bibe
    com emblema de infantário
    da Mouraria... Obituário...
    Não tão sério, NIB!

    Homem pequeno, não anão:
    sorriso respeitoso,
    não vergonhoso:
    sentado eu, anão já não!

    Monday, March 16, 2009

    Internet: Criada em 1989 pelo físico britânico Tim Berners-Lee

    A web já tem 20 anos.Uma das maiores revoluções tecnológicas de todos os tempos, a web (a rede da internet), celebrou ontem 20 anos. Se o Mundo fica hoje à distância de um clique é graças à ferramenta informática criada a 13 de Março de 1989 pelo físico britânico Tim Berners-Lee. O objectivo do cientista era relativamente humilde. Berners-Lee pretendia desenvolver uma ferramenta informática para que a comunidade internacional de físicos de partículas, espalhada pelo Planeta, pudesse divulgar os seus conhecimentos científicos de forma mais rápida e simples.O génio, então com 34 anos, estava tão certo do potencial da sua ideia que sabia fazer sentido ambicionar que a mesma servisse o intercâmbio de informação em todos os sectores da sociedade.O conceito-chave da proposta do pai da web é o ‘hipertexto’, ferramenta a partir da qual fazemos clique sobre uma informação que nos interesse para chegar a outra direcção onde obtemos mais dados e assim continuar a navegar na internet.Esteve para se chamar ‘mina de informação’, mas em 1990 acabou por ser baptizada de World Wide Web, traduzindo 'um sistema universal de informação vinculada', como lhe chama o autor, Tim Berners-Lee, hoje com 53 anos.‘Vago, mas emocionante...’ Foram as palavras que Mike Sendall, um dos directores do Centro Europeu de Investigações Nucleares (CERN), Suíça, escreveu na margem do documento do projecto apresentado pelo jovem físico. Ontem, durante as celebrações, os cientistas do CERN vestiram uma camisola com a mítica frase.Fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=4A16D4A5-70FB-4C30-975E-3DA3FEC5AB4A&channelid=00000092-0000-0000-0000-000000000092

    Friday, March 06, 2009

    Tuesday, March 03, 2009

    0 = 2

    Número é realidade,
    força, e, nada diferença
    é entre a igualdade
    oposta: nada é, e tensa!

    Sol na eira, chuva na horta
    é possível com a elipse,
    de dois centros; e, está à porta
    o novo mundo, sem eclipse.

    Pela subtração sucessiva
    ascendemos 'spiritualmente
    e p' la maneira aditiva
    descemos materialmente.

    Número não existe sem
    coisa ou ser: oposto pois
    seu complementar sempre tem:
    e, menos um mais um, igual a dois!

    Sunday, March 01, 2009

    MAIA

    Mais veloz que a luz:
    pensamento... Acção,
    materialização
    do Tejo a Ormuz,

    de Londres ao Brasil...
    E, quem em Portugal
    nasce, ou para mal
    ou para bênçãos mil!

    Àurea proporção,
    o número divino,
    fi, pi pi, judeu hino,
    criador, criação!..

    Maia, a sincronia,
    sem dor, a azinheira,
    cipreste, cordilheira,
    agreste harmonia.

    Patos, as migrações,
    andorinhas, primavera,
    aeroporto, vera...
    Nenhumas aflições.

    América, capital
    pena e assucena,
    flor de lis, grande cena,
    Eve, pitada de sal.

    Assobia, encanta,
    "enchantée" = encantada,
    romântica e fada,
    gótica, manto, manta...

    Tudo encadeado,
    grande música, fado,
    Coimbra, acabado,
    silva e enganado.