Tuesday, October 16, 2007

COMO DEVE SER
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É um cão abandonado,
Um peixe a se contorcer,
Um porco esfaqueado,
Homem a enlouquecer.
.
É dor por todo o lado,
Mas todo quer é prazer,
Animal\homem violentado,
É que faz homem sofrer.
.
Não faz sentido fazer
Sofrer, e sentido não
Faz sofrer: eis o viver
Como deve ser, não vão.
Pelo Amor
.
Não força, o virtuoso,
Não faz doer e não mata;
E conquista todo(a) mata,
Com coração amoroso.
.
30 - Advertência Contra a Guerra
.

Aquele que está perto do Soberano e em harmonia com
o Tao não mostra sua força ao Reino pela quantidade de
suas armas. A força logo terá a força contra si.
Onde acampa uma tropa, o campo desaparece e, em
pouco tempo, os espinhos nascem onde havia flores. E
logo a seguir irromperão as guerras.
O virtuoso atinge sua meta sem utilizar a força.
Conquista sem infligir sofrimento, sem destruir, sem
orgulho, sem explorar o pr6prio sucesso, e depois pára.
Vence sem violência.
Quando os homens usam a força bruta envelhecem, pois
ela se opõe ao Tao, e tudo que se opõe ao Tao perece
prematuramente.
Esta é a "advertência contra a guerra".

Comentário

O conceito de Ahimsa, da não-violência, aqui aparece com
toda a nitidez. Nada há de tão negativo como a violência. Ela
59

ARMAS
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Acabar então com as armas,
Com ódio e o(a) morte ?
Não, porque ‘inda há carmas,
E, ainda há consorte.

31 – Acalmando a Guerra

E, quanto mais matou,
Com maior dor vai chorar,
Isto disse o “Eu Sou”,
Para dor não aumentar!

“As mais belas armas são instrumentos de infelicidade. São odiosas a todas as criaturas…”

MAITREIA
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Tão sem Buda é pequeno
Peixe, que é Joaquim…
Como pode dor em mim
Acabar, se sofrer Quim?
.
E Maitreia, vem Maitreia,
O Buda da Compaixão,
Ao Mundo e á Crimeia,
A todo o ser d’ ar e chão!

60 – Ocupando o Trono

“Governar um grande Estado é como cozinhar um pequeno peixe…”


Fonte: O Livro do Caminho Perfeito, de Lao Tsé?

MOEDINHA
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Não é de uma moedinha
Que precisa, mas d’ amor,
Tanto como estupor
Que não lhe deu o que tinha.
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Se tem de haver a guerra,
Que haja, vence quem mais
A não quer: é quem emperra
Melhor que está a mais!
LIBERTAÇÃO
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E, após expansão,
A contracção: sempre "São",
Concepção, "Espiralão",
Grande espiral, e, nevão.
.
Caminho da Perfeição,
Evolução... Voltarão
Bebés, com ar de feição:
Fazer grande recepção!
.
E calor, Brasil, negrão,
Sol, África... Aflição!
Arte, Marte, "Deusão"..
Verdade/justiça, libertação!
.
Muitos "ões"? E eles são
Portugueses, com irmão
Pelo meio, e, "Paulão",
E salvação... Não gozão!
URGÊNCIAS
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Qual é a maior urgência?
É parar, p 'ra Tao ouvir,
Vê-lo a se expandir,
' té na fúnebre agência!
.
É exercer compaixão
Não violenta, estar
Preparado para dar
E receber, ' té caixão.
.
Que alegria, que gozo
Parar, comungar, e ir
Com tu(o)do(s) sem os ferir,
Amando-a(os). Precioso!!
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Vêm dragões, leões e lobos
e outros de igual grandeza
contra tudo e contra todos
eis a aguia na sua nobreza
Seremos tantos quantos Deus mande
e que a plebe se conforme
sei que tendes casa grande
mas a nossa, é enorme
Sem guerra, mas em paz
sem perder o espirito de conquista
se há coisa que me satisfaz
é um abraço Benfiquista

Aníbal Lopes
Onde está a tua fome de verdade
Onde está a tua sede de ajudar
Onde está o teu culto à amizade
Onde está a tua vontade de voltar
Onde está o teu desejo de justiça
Onde está o teu sentido do dever
Onde está a tua recusa da areia movediça
Onde está a tua vontade de merecer
Quem te roubou a herança de nobreza
Quem traiu o que sonhaste
Quem te induziu a incerteza
Onde está a árvore que plantaste

Aníbal Lopes

TAO(V)
Sábio evita abuso,
E, violência já
É um excesso, e há
Mal no fervor, que não uso.
.
Porque fervor faz tensão
Que impede a conquista.
E, sou como benfiquista,
O da luz, mas sem pressão.

Monday, October 15, 2007

SÁBIO
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Tao é o mesmo que Ota;
Sábio não luta mesmo;
Mesmo que não tenha sesmo;
Não pode pois ter derrota!
.
Ota igual a Tao
É hebraico da Cabala;
Isto é: letra é fala,
E Tao é um grande Vau.
.
Ota igual a Tao,
E, Mestre aí está.
Vá... E que destreza há.
Aceita, deixa o Mao!
.
E fundir os três no Um!
O atirador, o arco
E a flecha; ou, o barco,
As gentes e o jejum.
.
Fundir fêmea e macho,
Ser forte, firme e doce...
Ah, se todo assim fosse!
Tudo seria riacho!

28 - Simplicidade Original

Conhecer a luz e preta
Obscura ser, a criança
Voltar a ser, a "cagança!
Abandonar, e, a treta!
EQUILÍBRIO
.
Negativos não podemos
Ser, valorizar o mal
Mais do que o bem: pinhal,
Casa e horta louvemos!
Eu
.
Imperialista, tao
Não pode vencer;
Melhor é esperar; se pior
Aconteceu, dar com "pau".
.
Se melhor aconteceu...
(esperar ainda mais).
Mas, já esperou demais,
Só é mau o que fedeu!
.
19
Volta à Simplicidade
Se pudéssemos renunciar à nossa sabedoria, à virtude feita à nossa maneira, isto seria de grande benefício para todos os que nos cercam.
Se pudéssemos abolir a nossa "benevolência" e correcção, as pessoas voltariam a ser amáveis e bondosas.
Se pudéssemos abandonar as nossas artimanhas e abafar o desejo constante de enriquecer, não mais haveria ladrões nem malfeitores.
Devemos ser simples, desactivados, naturais, reduzindo os desejos juntamente com o egoísmo.
Comentário
A pretensa sabedoria, a virtude à nossa moda, tudo o que é artificial é criado pelo simples impulso de imitar os outros, tal como os macacos. A repetição de palavras gastas, a indigestão de conceitos livrescos, a pletórica (pletora – superabundância de humor ou de sangue, excesso de seiva; qualquer excesso que produz efeito nocivo) rigidez de concepções sobre o bem e o mal, tudo isto faz com que o indivíduo se arvore em árbitro do mundo. Se pudermos também pôr de lado todas as nossas artimanhas e falsidades, então algo ainda será possível. Novamente vemos a necessidade de que deformam a percepção das coisas?, e reduzir ao máximo o egoísmo, que é o mal que está na raiz de tudo.
20 – O Homem Diferente
Eu
Diferença entre bem
E mal: bem faz bem, prazer
Dá, e, mal faz é doer:
É o Tao assim também?
22
A crescente Humildade
O incompleto, será completado.
O curso, endireitado.
O vazio, preenchido.
O gasto, renovado.
O insuficiente, aumentado.
O excessivo, dissipado.
É por essa razão que o sábio abraça a Unidade, tomando-a por modelo do universo.
Como nunca se põe em evidência, brilha.
Como nunca se vangloria, tem mérito.
Porque nunca luta, ninguém a ele se opõe.
A frase dos antigos dizia: aquele que é incompleto será completado. Será uma frase vã?
No fim, tudo retorna à perfeita integridade.
Comentário
Tudo é imperfeito, vazio, torto e insuficiente. A mais perfeita lâmina de uma espada, vista ao microscópio, será somente uma série de reentrâncias. Nessa imperfeição está, entretanto, a perfeição. A ideia da perfeição como antítese da imperfeição é um produto da mente dualista, que terá de ser ultrapassado para os que abraçam a "Unidade, tomando-a por modelo do universo". Só ela existe na base de tudo. "O incompleto será completado" tem o mesmo sentido da frase bíblica "os puros de coração verão a Deus", "os que sofrem serão consolados". Os presunçosos, os ricos, jamais poderão entrar no reino de Deus. Será rico o homem que está saturado de conceitos falsos, recheado de preconceitos, tradições e cheio de si?
Eu
É para uno manter
Que o traidor, o impuro,
O hipócrita, o duro
Tem de se reconverter...
.
Tu arreganhas os dentes
Diabo e bruxa; não
Te queres converter; vão
Pois vos "matar" puros entes.
Água destrói lixo,
Não se limita a lavar:
Amor sem condição dar,
Não fica bem nem a bicho.
27
O Caminho Sem Rasto
O viajante hábil não deixa rasto da sua passagem.
O orador perfeito nada diz em que se possa encontrar falha. O exímio calculador não precisa de fazer contas.
O perito guardião tudo fecha sem necessidade de barras ou parafusos, e o que ele fecha é impossível abrir.
Similarmente o sábio está sempre salvando os homens (e demais seres) e a ninguém tenta salvar.? Esta capacidade denomina-se "ocultar a luz na actividade". Portanto, o sábio é um mestre para os não virtuosos, da mesma forma que o vulgar é o material que o sábio trabalha...

Fonte: O Livro do Caminho Perfeito, de Lao Tsé, comentado por Murillo Nunes de Azevedo

Sunday, October 14, 2007

NÓS E O OUTRO
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A gente o outro ama;
O problema é quando
Ela odeia, nefando
Crime faz e morte chama.
TAO(IV)
14- Manifestação do Mistério
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Logo, desde o início
Que nada tem uma causa
Só, e, fazer uma pausa,
Retroceder ao patrício…
.
Ele há horas de sorte:
Basta lembrar e olhar,
E dar, receber, centrar:
Ser um com vera consorte.
.
15 – A exibição da qualidade
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A profunda atenção,
A concentração, jardim
Primordial e assim
Formais, os sábios são.
.
Os vizinhos nós somos,
Mas, e despretenciosos
Prudentes e temerosos,
Calmos, serenos nos pomos.
.
O ausente e presente,
O Maurício\artur,
Buda, Cristo e benhur.
E, a consorte ausente..
.
Actividade serena
Purifica o impuro
E amolece o duro
E suja a não terrena.
.
O homem máquina sem
Alma despreza o sábio
Lento, profundo; mas, lábio,
O delicioso, vem..
.
Esforça-te; muito não.
Há sempre mais para ter,
Para ser, dar, receber…
E, Mena vai com Adão.

Saturday, October 13, 2007

A ORIGEM DE TODOS OS MALES
"Comentário
A ideia do "meu", a tentativa do homem em construir em
torno desse conceito um muro de proteção, a fim de resguardá-
lo contra a invasão do "outro", do inimigo, do hostil adversário,
é a origem de todas as calamidades. O sentido de propriedade,
de posse, é animal. Revela seres que estão ainda muito apegados
aos padrões de coexistência da vida primitiva, na qual a
posse de um naco de carne, ou de um cacho de bananas, poderá
significar a sobrevivência.O que distingue o homem do animal
é a sua capacidade de desapego.A sua capacidade de dar-se. O
sábio entrega-se aos outros, pois, no fundo, é um santo. A santidade
se caracteriza por um total despojamento de qualquer
sentido de propriedade. Na estória da lua e do ladrão, o Zen
nos descreve o que é um homem que atingiu esse estágio de total
despojamento. Ryokan era um mestre Zen que levava uma vida
das mais simples na sua pequenina cabana ao pé da montanha.
Todos gostavam dele: as crianças, os camponeses a quem ele
ajudava em suas tarefas, recebendo em troca alimentação. Certo
dia, enquanto Ryokan estava ausente, um ladrão entra na sua
pobre cabana e nada encontra. Neste instante, Ryokan volta e
surpreende o ladrão em sua rapinante actividade. Fala com ele
tranqüilamente: "Irmão, deves ter vindo de muito longe para
me visitar. Não deves retomar com as mãos vazias". Tira então
o se velho manto e o entrega ao assaltante que, assustado, foge
levando-o debaixo do braço. Completamente nu, Ryokan vai
calmamente até o lado de fora da cabana e, olhando a lua, exclama:
"Pobre homem! Como gostaria de lhe ter dado esta bela
lua de presente!"
26
14
A Manifestação do Mistério
O que não pode ser visto chamamos invisível.
O que não pode ser escutado,inaudível
Quando tocamos e não sentimos,dizemosque é impalpável.
Esses três objectos não podem ser sondados.
Desta forma, confundem-se e sãoconsiderados como o uno.
A sua parte superior não é brilhante,
a sua parte inferior não é obscura.
Incessanteé sua ação, mas mesmo assim não podemos
dar-lhe nome.
Sua origem está lá onde não existe qualquer ser.
Sua forma é sem forma, sua figura sem figura.
Ele é o INDETERMINADO.
Indo ao seu encontro vemos a sua face.
Seguindo-o não lhe vemos as costas.
Quando trilhamos o Caminho Perfeito de outrora
podemos dirigir as coisas da época atual.
Poder conhecer o começo do passado é segurar
firmemente o fio do Tao.
27

Fonte: pgs 26 e 27 de "O Livro do Caminho Perfeito" , de Lao Tse e Muillo Nunes de Azevedo, da Pensamento, S. Paulo
TAO (III)
7
A obra é importante;
Mas, maior, é o momento
Da criação; sem intento
Esforçado; adiante.
.
Ele há qualquer coisa…
Essa coisa é o tao,
Essa coisa é o pau,
Essa coisa é a coisa..
8
Haja ordem, humildade,
Boa fé, benevolência,
Sábia não violência,
Calar, habilidade.
.
Água sempre se amolda,
Flui, dá vida… Resultado
Não interessa, forçado
Não é. E ninguém a tolda.
9
Depois da actividade
O descanso; após o brilho,
Convém o obscuro trilho.
Isto é da divindade.
10
Tudo brota do etéreo:
Só razão e emoção,
Justas, compreensão
Têm do grande Mistério.
.
Comida, casa, jardim…
E “ódio” igual
É a “iodo” brutal…
Deixa brotar Joaquim…
11
Ministrar é ensinar;
Mistério, ignorar;
Há que aprender e dar,
Mistério acabar.
.
Esvaziar e encher
Patrícios e clientes…
Estareis vós bem cientes
De que há o grande ser?
12
Tao, tao por cá é bater,
Devagarinho, no “puto”,
Mas, a bola eu não chuto,
Aprendo a me conter.
.
Olhar o lado oculto
Das coisas, e das pessoas,
E dos seres… Como soas
Bem, o culto e inculto.
TAO(II)

Tranquilidade, sim,
Mas não demais, que é morte…
E, ele há sul e norte…
Para ti e para mim.

Friday, October 12, 2007

TAO(I)
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O sábio produz sem
Fazer apropriação,
E, não pede gratidão.
Sua obra vale bem.
.
Ele não é agressivo,
Mas luta, e, no exacto
Momento, em paz, cordato,
Age, todo compassivo.
.
É por não se apegar,
Por ser um com observado,
Por ser co-participado,
Que trabalho vai ficar.
.
Êxtase é atingido,
Pois só uma consciência
Há. E grande consistência:
Uno não é dividido.
TAO

1
O Tao
A tendência é para ir/fazer sempre da mesma maneira, mas, o caminho é sempre novo, e, é o da menor resistência.
Quando cessa o desejar, então podemos observar a coisa em si mesma, conhecê-la bem, saber o que deseja.
Satisfeita a necessidade não podemos continuar a "sugar" o que vemos, mesmo estando eventualmente pago. Isso só nos faz mal. Mantenhamo-nos por perto. O "negócio" incluía outros bens e serviços...
A nossa face antes de nascerem nossos pais era a dos nossos avós?
Nem sempre o nome descreve bem o ser, a coisa, a pessoa... Há que descrevê-los melhor com outras palavras, depois de bem os estudar, com e sem desejo...
2
Os opostos
Feio e belo, bom e mau, vida e morte, derrota e vitória, sábio e ignorante, forte e fraco, macho e fêmea, ontem e amanhã, doente e saudável, limpo e sujo?... Em última análise isso não existe, tudo/todos se completam...
" O sábio executa suas tarefas sem agir" – Lao Tsé, isto compreende-se com o "judo, que é uma luta e portanto acção, mas que se baseia no princípio da inacção. O lutador espera somente o golpe do adversário. Não é agressivo, não alimenta ideias de vitória ou derrota. Luta apenas. Todo o seu corpo e mente estão dustendidos, em paz, para agir no momento exacto, conforme a configuração do momento" – Murillo Nunes de Azevedo
"Os ensinamentos são transmitidos sem palavras" – Lao Tsé, o que, segundo o texto, é a forma mais íntima e efectiva de comunicação de um ser com outro ser". – Murillo Nunes de Azevedo


"A tarefa é executada sem necessidade de recompensa, com um espírito de total desapego." Neste caso, o trabalho resultante permanecerá, pois tem como cimento o Amor, que é o sentimento de interacção, em que desaparece o sentido do observador e do facto observado e resta apenas um estado de participação, que pode ser toscamente (e é mesmo toscamente) concebido como o êxtase ocorrido no orgasmo sexual, quando o homem e a mulher (os dois opostos) alcançam uma continuidade de consciência" – M. N. de Azevedo
76
Não Confies na Resistência
Quando nasce, o homem é fraco e flexível.
Quando morre é forte e rígido.
Isto acontece com tudo.
As árvores, as plantas, são macias e tenras quando novas.
Secas e duras quando morrem.
A firmeza e resistência são sinais da morte.
A fraqueza e flexibilidade, manifestações da vida.
Assim, o homem que acredita na resistência de suas forças não conquista ninguém e como uma árvore dura e rígida logo apodrecerá.
Portanto, o lugar do firme e forte é em baixo
E do macio e fraco em cima.
Comentário
"Como são ridículos os homens rígidos e inflexíveis! Velhas árvores carunchosas, prestes a serem derrubadas pelo vento mais forte ou a serem consumidas pela podridão interna e pelo fogo. Só permanece o que se adapta, o flexível, o humilde. Aquele que o vento das paixões verga, mas não arranca, é como o junco silvestre diante do furacão..." -Murillo Nunes de Azevedo
Fonte: O LIVRO DO CAMINHO PERFEITO, de Lao Tsé, da Pensamento, S. Paulo

Thursday, October 11, 2007

PRAZER
.
E troca com A, rodando,
E, prazer dá em prezar;
Logo, prazer estimar
É, dançando e cantando!
.
P se vai, ou é tirado,
E, fica rezar, orar,
Pedir e até louvar,
A mãe, pai e Deus amado.
.
Mas, o que é espantoso
Mesmo é o prazer não
Ser sem a estimação!
Não é o maravilhoso?!
.
Mas, logo vem odiado,
P’ ra odiar, odiar…
Fazer melhor no lugar
Do mal feito, do matado.
O SENADO ROMANO


O Senado romano, em latim Senatus, é a mais remota assembleia política da Roma antiga, com origem nos Conselhos de Anciãos, da Antiguidade oriental (surgidos após o ano 4000 a.C.). Daí a origem de seu nome, de senex, velho, idoso. Era uma assembleia de notáveis - o conselho dos patres, ou chefes das famílias patrícias - que provinha já dos tempos da realeza romana. Rigorosamente hierarquizado, constituia, sob a república (509 a.C.-27 a.C.), a magistratura suprema, que foi mantida sob o império (27 a.C.-476 d.C.), mas com poderes bem diminuídos, passando a ser quase como a "oposição republicana", sendo os seus titulares muitas vezes alvos a abater ou a enviar para o exílio por parte de imperadores mais hostis à instituição.

O Senado Durante a Realeza ou Monarquia
Durante a monarquia ou realeza, o Senado ou Conselho dos Anciãos era o conselho dos reis, sendo os seus membros - cuja escolha possivelmente se fazia pelos reis, entre o chefe das diferentes gentes - denominados senatores ou patres (pais), cujo número a princípio era de 100, e, no final do periodo real, ascendeu a 300. O Senado, que era convocado pelo rei, estava em posição de subordinação diante dele. Quanto sua competência:
· Com relação ao rei, era consultiva (estes, nos casos mais importantes, devia consultá-lo, embora não estivesse obrigado a seguir o conselho);
· Com referência aos Comícios era Confirmatória (toda deliberação deles, para ter validade, devia ser confirmada pelo Senado, ou seja, obter a patrum auctoritas).

O Senado Durante a República
O Senado torna-se, especialmente na fase republicana (510 a.C. a 27 a.C.), a mais alta autoridade do Estado e onde os Senadores exerciam com carácter vitalício. Nesse período, o Senado romano fiscalizava os cônsules (autoridades executivas máximas), controlava a justiça, as finanças públicas, as questões religiosas e, dirigia a política externa, incluindo a componente militar – vital num momento de conquistas expansionistas.
Afresco que representa o Senado romano reunido na cúria. Esta foi uma das instituições mais relevantes durante a Roma repúblicana.
O Senado se torna o verdadeiro centro do governo, pois os magistrados cum imperio tinham interesse em consultá-lo e em seguir o seu conselho, antes de tomarem deliberações mais importantes, uma vez que, sendo o Senado órgão permanente, ficavam eles resguardados de possíveis incriminações quando retornassem à qualidade de simples cidadãos.
Graças a isso, o Senado, além de enfeixar em suas mãos a direção política externa de Roma, atuava nos diversos setores da administração pública.
Demais, tinha ele ingerência na formação das leis, quer declarando nulas aquelas cuja votação não obedecera às formalidades legais, quer exercendo controle sobre os comícios pela patrum auctoritas ou auctoritas patrum (autoridade dos pais), isto é, pela confirmação das leis por ele, depois de ter verificado se elas iriam, ou não, contra os costumes e, em caso afirmativo, se a revogação do costume seria justificada. Este procedimento começou a ser desrespeitado a partir do período de Graco, cujo poder era baseado no prestígio e na riqueza. Após a lei Publilia (339 a.C.), passou o Senado a dar, antes da votação comicial, a autoritas patrum, que se tornou, assim, mera formalidade.
Quanto a sua constituição, era o Senado formado, no início da República, de 300 senadores; Sila elevou esse número a 600; César e o segundo triunvirato (Otaviano, Marco Antônio e Lépido) o aumentaram: o primeiro, para 900; os segundos, para mais de 1.000.
A origem dos senadores (vitalícios) provém da sua riqueza e status social. No início, o recrutamento era feito entre os patrícios, nobres de linhagem antiga e tradicional em Roma; depois de 400 a.C., passou a ser possível os plebeus, antigos magistrados curuis (patres conscriptii) integrarem o Senado, que começou com Júlio César (49-44 a.C.) a receber também elementos oriundos das províncias.
Até a Lei Ouinia (312 a.C., aproximadamente), eram os senadores designados pelos cônsules. Apartir de então, essa atribuição passou para o censores, que podiam escolher os senadores dentre os que tinham ocupado magistraturas (geralmente eram antigos cônsules), sem distinção entre patrício e plebeu. Os componentes do segundo triunvirato usurparam aos censores essa faculdade. O primeiro dos senadores com o nome a constar na listagem elaborada pelos censores (o album senatus, elaborado de cinco em cinco anos) era designado por princeps senatus (geralmente um antigo censor) , título que pertenceu a Otávio e que depois esteve na base do nome do Principado.
O Senado foi um dos três elementos da República (senado, magistrados e assembleias), simbolizados pela famosa sigla sacramental - figurada nas insígnias de guerra, nos edifícios públicos e nos atos oficiais - S.P.Q.R. – Senatus Populus Quid Romanus, isto é, o Senado e o Povo Romano.

O Senado Durante o Império
Em 18 a.C., Augusto reduziu o número dos senadores a 600, possibilitando, assim, que o Senado realmente funcionasse. Com efeito, uma assembléia com mais de mil membros, como salientou Carlye, pode fazer apenas uma coisa: destruir.
O Império foi funesto com o Senado, afastando-o gradualmente da administração dos assuntos e questões de Roma, diminuindo a sua importância enquanto assembleia política. O conflito entre o Senado e os imperadores e as transformações súbitas das funções e da estrutura do Senado estão entre os processos melhor documentados da história da primeira parte do Império.
Durante o principado, o Senado manteve-se, aparentemente, em posição de destaque. Na realidade, porém, sua atividade foi inspirada e orientada pelo príncipe. Os senadores eram eleitos entre os ex-magistrados, e, como a influência do princeps era decisiva nessa eleição, os membros do Senado eram homens de sua confiança. Por outro lado, o príncipe tinha livre iniciativa para convocar o Senado, e a ele apresentar propostas.
No principado, o Senado perdeu, em favor do príncipe, os poderes fundamentais que detinha na república. Assim, a direção da política externa. De outra parte, no entanto, absorveu as funções eleitorais e legislativas dos comícios, embora, ainda nisso, enorme fosse a influência exercida pelo princeps.
Até o século III d.C., toda cunhagem de bronze possuía a marca "Pelo Decreto Consultivo do Senado".
O Senado nunca alinhou com a "democratização" na República ou com as ambições monárquicas, apoiando Pompeu contra César, "apoiou" com reservas e hesitações Otávio (futuro imperador Otávio Augusto), aliado pouco convicto dos primeiros imperadores, até que se tornou mesmo um centro de revolta contra Nero e o seu governo.
Apesar das convulsões com os imperadores, o Senado, onipotente como dizia Políbio, não perdeu nunca os pergaminhos de classe ou ordem senatorial, de "fina flor" da sociedade romana, com participação no governo, variável claro. A sua participação nos assuntos internos de Roma nem sempre foi meritória, recorde-se, ou isenta de falhas graves e trágicas até, mas a esta instituição deve Roma o brilho do seu poder, de civilização baseada em instituições sólidas e operantes, entre muitas vitórias fulcrais ou às primeiras formas de organização provincial.


SÓCRATES

“Sócrates, em grego Σωκράτης, Sōkrátēs, (470 a.C. - 399 a.C.) foi um filósofo ateniense e um dos mais importantes ícones da tradição filosófica ocidental. Acredita-se que tenha sido o fundador da atual Filosofia Ocidental. A fonte mais importante de informação sobre Sócrates é Platão. Os diálogos de Platão retratam Sócrates como professor que se recusa a ter discípulos, como um homem de razão que obedece a voz divina em sua cabeça, e um homem piedoso que foi executado por causa da conveniência de seu próprio Estado. Sócrates não acreditava nos prazeres dos sentidos, todavia se interessava pela beleza. Dedicava-se à educação dos cidadãos de Atenas, mas era indiferente em relação a seus próprios filhos.”

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B3crates

“Na Grécia antiga, onde as guerras eram travadas constantemente como uma necessidade para a sobrevivência das civilizações, a homossexualidade era tida como prática comum, sequer havia termo específico para designá-la.
O filósofo Sócrates acreditava no amor homossexual como a mais alta forma de inspiração para homens pensantes e achava que o sexo heterossexual servia apenas para produzir crianças.
Nesta época o exército grego encorajava o alistamento de casais homossexuais, acreditando que dois amantes lutariam até a morte, lado a lado.
A homossexualidade na esfera militar é, sem dúvida, um tabu, algo que existe mas que, normalmente, não se deseja tocar no assunto sob o argumento de que é fator de indisciplina e desonra, para a carreira das armas...”

Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/pride/seusdireitos/militar/militar.asp

Monarquia
Ver artigo principal: Reino de Roma
A documentação do período monárquico de Roma encontrada até hoje é muito precária, sendo, então, não tão conhecido quanto os períodos posteriores. Várias dessas anotações registram a sucessão de sete reis, começando com Rômulo em 753 a.C., como representado nas obras de Virgílio (Eneida) e Tito Lívio (História de Roma).
A região do Lácio foi habitada por povos variados. Dentre eles, os etruscos tiveram um papel importante na história da Monarquia de Roma, já que vários dos reis tinham origem etrusca.
O último rei de Roma teria sido Tarquínio, o Soberbo (534-509 a.C.) que, em razão de seu desejo de reduzir a importância do Senado na vida política romana, acabou sendo expulso da cidade. Este foi o fim da Monarquia.
Durante esse período, o monarca (rei) acumulava os poderes executivo, judicial e religioso, e era auxiliado pelo Senado, ou Conselho de Anciãos, que detinha o poder legislativo e de veto, decidindo aprovar, ou não, as leis criadas pelo rei.

República
Ver artigo principal: República Romana
É o termo utilizado por convenção para definir o Estado romano e suas províncias desde o fim do Reino de Roma em 509 a.C. ao estabelecimento do Império Romano em 27 a.C..
Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado num grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da Itália e mais tarde para a Gália e todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo.

Império
Ver artigo principal: Império Romano

Sociedade
Os principais grupos sociais que se construíram em Roma eram os patrícios, os clientes, os plebeus e os escravos.
· Patrícios: eram grandes proprietários de terras, rebanhos e escravos. Desfrutavam de direitos políticos e podiam desempenhar altas funções públicas no exército, na religião, na justiça ou na administração. Eram os cidadãos romanos.
· Clientes: eram homens livres que se associavam aos patrícios, prestando-lhes diversos serviços pessoais em troca de auxílio econômico e proteção social. Constituíam ponto de apoio da denominação política e militar dos patrícios.
· Plebeus: eram homens e mulheres livres que se dedicavam ao comércio, ao artesanato e aos trabalhos agrícolas.
· Escravos: Representavam uma propriedade, e, assim, o senhor tinha o direito de castigá-los, de vendê-los ou de alugar seus serviços.Muitos escravos também eram eventualmente libertados.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Roma_Antiga#Monarquia


PLATÃO

Platão de Atenas (428/27 a.C. — 347 a.C.) foi um filósofo grego. Discípulo de Sócrates, fundador da Academia e mestre de Aristóteles. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Aristócles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua caracteristica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas. Πλάτος (plátos), em grego significa amplitude, dimensão, largura. Sua filosofia é de grande importância e influência. Platão ocupou-se com vários temas, entre eles ética, política, metafísica e teoria do conhecimento.

Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A primeira, é a realidade, mais concreta, permanente, imutável, igual a si mesma. A segunda são todas as coisas que nos afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens das realidades inteligíveis.
Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas. Foi desenvolvida como hipótese no diálogo Fédon e constitui uma maneira de garantir a possibilidade do conhecimento e fornecer uma inteligibilidade relativa aos fenômenos.
Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Idéias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros objetos de sua categoria, de uma Idéia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho, etc). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Idéia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta.
A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Idéia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser humano, o bem ou a justiça, por exemplo.
O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante movimento e é uma ilusão a estaticidade, ou a permanência de qualquer coisa; para o segundo, o movimento é que é uma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é não pode ser, assim, não há mudança.
Ou seja (por exemplo), o que faz com que determinada árvore seja ela mesma desde o estágio de semente até morrer, e o que faz com que ela seja tão árvore quanto outra de outra espécie, com características tão diferentes? Há aqui uma mudança, tanto da árvore em relação a si mesma (com o passar do tempo ela cresce) quanto da árvore em relação a outra. Para Heráclito, a árvore está sempre mudando e nunca é a mesma, e para Parmênides, ela nunca muda, é sempre a mesma e é uma ilusão sua mudança.
Platão resolve esse problema com sua Teoria das Idéias. O que há de permanente em um objeto é a Idéia, mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéia correspondente. E a mudança ocorre porque esse objeto não é uma Idéia, mas uma incompleta representação da Idéia desse objeto. No exemplo da árvore, o que faz com que ela seja ela mesma e seja uma árvore (e não outra coisa), a despeito de sua diferença daquilo que era quando mais jovem e de outras árvores de outras espécies (e mesmo das árvores da mesma espécie) é sua participação na Idéia de Árvore; e sua mudança deve-se ao fato de ser uma pálida representação da Idéia de Árvore.
Platão também elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma teoria que explica como se pode conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do conhecimento. Segundo ele, ao vermos um objeto repetidas vezes, uma pessoa lembra-se, aos poucos, da Idéia daquele objeto, que viu no mundo das Idéias. Para explicar como se dá isso, Platão recorre a um mito (ou uma metáfora) que diz que, antes de nascer, a alma de cada pessoa vivia em uma Estrela, onde localizam-se as Idéias. Quando uma pessoa nasce, sua alma é "jogada" para a Terra, e o impacto que ocorre faz com que esqueça o que viu na Estrela. Mas ao ver um objeto aparecer de diferentes formas (como as diferentes árvores que se pode ver), a alma recorda-se da Idéia daquele objeto que foi vista na Estrela. Tal recordação, em Platão, chama-se anamnesis.

A reminiscência
Uma das condições para a indagação ou investigação acerca das Idéias é que não estamos em estado de completa ignorância sobre elas. Do contrário, não teríamos nem desejo nem poder de procurá-las. Em vista disso, é uma condição necessária (para tal investigação) que tenhamos em nossa alma alguma espécie de conhecimento ou lembrança de nosso contato com as Idéias (contato esse ocorrido antes do nosso próprio nascimento) e nos recordamos das Idéias por vê-las reproduzidas palidamente nas coisas. Deste modo, toda a ciência platônica é uma reminiscência. A investigação das Idéias supõe que as almas preexistiram em uma região divina onde contemplavam as Idéias. Podemos tomar como exemplo o Mito da Parelha Alada, localizado no diálogo Fedro, de Platão. Neste diálogo, Platão compara a raça humana a carros alados. Tudo o que fazemos de bom, dá forças às nossas asas. Tudo o que fazemos de errado, tira força das nossas asas. Ao longo do tempo fizemos tantas coisas erradas que nossas asas perderam as forças e, sem elas para nos sustentarmos, caímos no Mundo Sensível, onde vivemos até hoje. A partir deste momento, fomos condenados a vermos apenas as sombras do Mundo das Idéias.

Conhecimento
Platão não buscava as verdadeiras essências da forma física como buscavam Demócrito e seus seguidores, sob influência de Sócrates buscava a verdade essencial das coisas. Platão não poderia buscar a essência do conhecimento nas coisas, pois estas são corruptíveis, ou seja, variam, mudam, surgem e se vão. Como o filósofo deveria buscar a verdade plena, deveria buscá-la em algo estável, as verdadeiras causas, pois logicamente a verdade não pode variar, se há uma verdade essencial para os homens esta verdade deve valer para todas as pessoas. Logo, a verdade deve ser buscada em algo superior. Nas coisas devem ter um outro fundamento, que seja além do físico, a forma de buscar estas realidades vem do conhecimento, não das coisas, mas do além das coisas. Esta busca racional é contemplativa, isto significa buscar a verdade no interior do próprio homem. Porém o próprio homem não é meramente sujeito particular, mas como um participante das verdades essenciais do ser.
Platão assim como seu mestre Sócrates busca descobrir as verdades essenciais das coisas. O conhecimento era assim o conhecimento do próprio homem, mas sempre ressaltando o homem não enquanto corpo, mas enquanto alma. O conhecimento que continha na alma era a essência daquilo que existia no mundo sensível, assim em Platão também a técnica e o mundo sensível eram secundários. A alma humana enquanto perfeita participa do mundo perfeito das idéias, porém este formalismo só é reconhecível na experiência sensível.
Também o conhecimento tinha fins morais, isto é, levar o homem à bondade e à felicidade. Assim a forma de conhecimento era um reconhecimento, que faria o homem dar-se conta das verdades que sempre já possuía e que o levavam a discernir melhor dentre as aparências de verdades e as verdades. A obtenção do autoconhecimento era um caminho árduo e metódico.
Referente ao mundo material o homem pode ter somente a doxa (opinião) e téchne (técnica), que permitia a sobrevivência do homem, ao passo que referente ao mundo das idéias, ou verdadeiro conhecimento filosófico, o homem pode ter a épisthéme (verdadeiro conhecimento).
Platão não defendia que todas as pessoas tivessem iguais acessos à razão. Apesar de todos terem a alma perfeita, nem todos chegavam à contemplação absoluta do mundo das idéias.

Política
"... os males não cessarão para os humanos antes que a raça dos puros e autênticos filósofos chegue ao poder, ou antes, que os chefes das cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente". (Platão).
Esta afirmação de Platão deve ser compreendida baseado na teoria do conhecimento, e lembrando que o conhecimento para Platão tem fins morais. Mas cumpre ressaltar outro aspecto: Platão acreditava que existiam três espécies de virtudes baseadas na alma.
A primeira virtude era a da sabedoria, deveria ser a cabeça do Estado, ou seja, a governante, pois possui caráter de ouro e utiliza a razão.
A segunda espécie de virtude é a coragem, deveria ser o peito do estado, isto é, os soldados, pois sua alma de prata é imbuída de vontade.
E, por fim, a virtude da temperança, que deveria ser o baixo-ventre do estado, ou os trabalhadores, pois sua alma de bronze orienta-se pelo desejo das coisas sensíveis.

O Homem
O homem para Platão era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria e a alma era o imaterial e o divino que o homem possuía. Ao passo que o corpo sempre está em constante mudança de aparência, forma... A alma não muda nunca, a partir do momento em que nascemos temos a alma perfeita, porém não sabemos. As verdades essenciais estão escritas na alma eternamente, porém ao nascermos esquecemos, pois a alma é aprisionada no corpo.
A alma é divida em 3 partes:
1=> raciona: região da cabeça; esta tem que controlar as outras duas partes.
2=> torax: irascível; parte dos sentimentos.
3=> abdômen: concupiscível; desejo, mesmo carnal (sexual), ligado ao libido.
Platão acreditava que a alma depois da morte reencarnava em outro corpo, mas a alma que se ocupava com a filosofia e com o Bem, esta era privilegiada com a morte do corpo. A ela era concedida o privilégio de passar o resto de seus tempos em companhia dos deuses.
O conhecimento da alma é que dá sentido à vida. Tudo foi criado pelo Demiurgo (seu criador), um divino artesão que criou o mundo real e sua aparência.
A ação do homem se restringe ao mundo material; no mundo das idéias o homem não pode transformar nada. Porque se é perfeito não pode ser mais perfeito.


Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o

FÓRUM

O Fórum Romano era o lugar onde se reuniam os comerciantes, funcionando como um mercado. Situa-se em área que, antes, era pantanosa. Sua construção foi possível após uma obra, executada por Tarquínio, de um grande sistema de esgotos conhecido por "cloaca máxima". Tarquínio, o Soberbo, foi o último rei de Roma, tendo-na governado de 534 a 509 a.C, quando foi deposto por uma revolta patrícia que instituiu a República.
Fonte: http://direito-romano.blogspot.com/

O fórum romano era o principal centro comercial da Roma Imperial. Ali havia lojas, praças de mercado e de reunião. Também era o local onde exatamente ficava o coração comunal. Seqüências de remanescentes de pavimento mostram que o sedimento corroído das colinas circundantes já levantava o nível do fórum nos primeiros tempos republicanos. Originalmente ele tinha sido terreno pantanoso, que foi drenada por Tarquínio com a Cloaca Máxima. Seu pavimento final de travertino, ainda para ser visto, data do reinado de Augusto.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rum_Romano
PRAZER
.
E troca com A, rodando,
E, prazer dá em prezar;
Logo, prazer estimar
É, dançando e cantando!
.
P se vai, ou é tirado,
E, fica rezar, orar,
Pedir e até louvar,
A mãe, pai e Deus amado.
.
Mas, o que é espantoso
Mesmo é o prazer não
Ser sem a estimação!
Não é o maravilhoso?!
.
Mas, logo vem odiado,
P’ ra odiar, odiar…
Fazer melhor no lugar
Do mal feito, do matado.
SATISFAÇÃO
.
Há pessoas tão ruins,
Traidoras, mesmo, que só
O castigo e o dó
Podem receber; maus fins.
.
Mataram o rei e mortos
Foram; renasceu o rei
E eles: não melhorei:
São todos injustos, tortos.
.
Mas, eis, em tempos assim,
Há que resistir, prudentes.
Havemos de vencer, dentes
Não cerrados, ter bom fim.
.
A exacta percepção
Da realidade é
Fundamental, é, até
P' rá vera satisfação.

Wednesday, October 10, 2007

APOLÓNIA
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É seu nome Apolónia?
Fala muito, tem oitenta,
É mulher; no comer, lenta.
Ela é meia colónia!
.
Sempre no mesmo lugar,
No limiar, diz-lhe pouco
Quem não a imita. Louco
É. Lenta é no manjar.
.
Bem, cessaram as formigas,
Mas os mosquitos vieram.
Primeiro eles não eram...
E, mastiga bem as migas.
.
Nós os dois somos é um;
E, Adelaide, a fraquinha
Espiolha, doentinha:
Não pode haver "dum-dum"!
.
Bicho é impertinente,
Mas não o posso matar:
É com todos contentar
Que fico sempre contente.
.
Paixão, é quanto basta:
Não é por espicaçar
Morto que o vou içar!
Paixão para a dor arrasta..

Tuesday, October 09, 2007

EQUIPA
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Não somos uma equipa,
Somos a equipa, pois,
Antes, agora, depois,
Somos rancho que bem ripa.
.
Azeitona já ´stá preta:
Montargil justa e grande,
Com boa cortiça, lande,
Barragem, não é a peta!
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É ou não é nosso partido,
Nosso clube, Montargil?
É então mesquinho, vil
Pensamento, gesto, ido!